Forças Armadas brasileiras passarão por um marco histórico na próxima segunda-feira (2).
É a primeira vez que mulheres integrarão o serviço militar inicial, como soldados, no Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.
Até então, apenas homens ingressavam como soldados no serviço militar inicial. A partir de 2026, mulheres também serão incorporadas. A diferença é que as mulheres se candidatam voluntariamente e homens obrigatoriamente.
Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.
Antes, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.
Ao todo, 108 soldados femininas integrarão o serviço militar inicial nas Forças Armadas em Mato Grosso do Sul, sendo 99 em Campo Grande (Exército Brasileiro) e 9 em Ladário (Marinha do Brasil), a partir da próxima segunda-feira (2).
Haverá uma cerimônia de incorporação no Comando Militar do Oeste (CMO), às 9h de segunda-feira (2), onde elas entrarão no evento como civis e sairão como militares.
Em Campo Grande, das 99 novas integrantes do Exército Brasileiro, 12 vão trabalhar no Hospital Militar de Campo Grande (HMilCG), 26 no Colégio Militar de Campo Grande (CMCG) e 61 no Comando Militar do Oeste (CMO). Em Ladário, as 9 militares femininas farão parte do 6° Distrito Naval (6°DN).
Elas vão integrar as áreas de administração, enfermaria, alimentação, intendência, manutenção e comunicação.
Ao todo, 586 moças se alistaram nas Forças Armadas, sendo 421 em Campo Grande (Exército Brasileiro), 132 em Corumbá (Marinha do Brasil) e 33 em Ladário (Marinha do Brasil).
As voluntárias passaram por várias fases:
- Alistamento (1° janeiro a 30 de junho de 2025)
- Seleção – exame de saúde, inspeção dentária e entrevista (1 a 11 de julho de 2025)
- Designação – resultado (2 de janeiro de 2026)
- Seleção complementar (primeira semana de fevereiro de 2026)
- Resultado final (6 de fevereiro de 2026)
- Incorporação – entrada nas Forças Armadas (2 de março de 2026)
A remuneração é equivalente a um salário-mínimo (R$ 1.621,00), acrescido de vale-transporte. Elas começam como soldados, mas podem crescer na carreira militar e chegar até a patente de 3° sargento.
As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.
ALISTAMENTO FEMININO
Mulheres podem ingressar nas Forças Armadas de forma voluntária e permanecer na corporação por até 8 anos, sendo que o contrato deve ser renovado de 1 em 1 ano. É possível chegar até a patente de 3º Sargento, mediante realização de cursos de formação.
Os requisitos para conseguir uma vaga são:
- Ter nascido em 2007 e completar 18 anos em 2025
- Saúde em perfeito estado – exame médico e odontológico
O Governo Federal publicou, no dia 28 de agosto, o Decreto nº 12.154, de 27 de agosto de 2024, que regulamenta o Serviço Militar Inicial Feminino voluntário no Brasil.
Uma vez incorporadas, as militares estarão sujeitas aos direitos, deveres e penalidades estabelecidos pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e pelo Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966.
Até então, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.
As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.
Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.