Cidades

PANDEMIA

Governo repassa R$ 27,7 milhões para hospitais destinarem ao enfrentamento à Covid-19

Foco é desafogar leitos de hospitais ocupados por pacientes que tenham outras enfermidades

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Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), irá liberar R$ 27,7 milhões para ajudar municípios e hospitais de Mato Grosso do Sul, com objetivo de desafogar leitos ocupados por pacientes que não sejam de Covid-19.

Liberação será assinada nesta quarta-feira (16).

O aumento expressivo no número de casos e, consequentemente, de internações por Covid-19 em Mato Grosso do Sul preocupa pelo risco do colapso no sistema de Saúde.  

As macrorregiões de Campo Grande e Corumbá já estão no limite da ocupação de leitos, segundo o governo.

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Conforme o governador, a Santa Casa receberá o maior montante, de R$ 11 milhões, seguida pelo Hospital do Câncer de Campo Grande, que receberá R$ 6 milhões.

Outros R$ 2 milhões serão divididos entre o Hospital Adventista do Pênfigo, a Clínica Campo Grande, o Proncor e Hospital El Kadri.  

Verba será usada para ampliar as ações de enfrentamento ao Covid-19, com foco em desafogar leitos que sejam ocupados por outras enfermidades nas unidades que tratam casos de coronavírus, além de ajudar no custeio das ações de emergência, por conta da pandemia.

“Dourados, Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, que são macrorregiões vão receber os recursos assim como as sedes das microrregiões, além da Santa Casa e do Hospital do Câncer, aqui em Campo Grande”, disse o governador.  

Recurso pode ser destinado para a atenção primária e especializada, a vigilância em saúde, a assistência farmacêutica, a aquisição de suprimentos, insumos e produtos hospitalares, e o custeio de procedimentos voltados ao tratamento de infecção pela doença.

A distribuição dos recursos, que totalizam R$ 27.778.500,00, será feita da seguinte forma:

  • Campo Grande, Dourados e Corumbá: total de R$ 3,8 milhões
  • Rede hospitalar de Campo Grande: R$ 19.078.500,00 milhões
  • Sedes Microrregiões: R$ 4,9 milhões  

Além do repasse, governo também decretou, na semana passada, toque de recolher em todo o Estado, das 22h às 5h, como medida para tentar frear o contágio.

Conforme boletim divulgado hoje, Mato Grosso do Sul tem 114.631 casos confirmados de Covid-19, com 1.967 mortes pela doença desde o início da pandemia.

CONTRATO

Agesul gasta R$19 milhões para conter megaerosão no interior de MS

A Construtora Alvorada terá 540 dias para resolver o problema crônico que se instala na rodovia MS-473, região localizada entre Nova Andradina e IFMS

08/06/2026 09h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) publicou, hoje (8), no Diário Oficial do Estado (DOE), o extrato de contrato firmado com a Construtora Alvorada, empresa que será responsável pela reconformação das bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, em Nova Andradina.

A obra, que terá investimento de R$19.288.728,80, tem como objetivo intervir na região de onde começa a escoar a água que dá origem à erosão, a qual destruiu a rodovia MS-473, ligando a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).

A empresa terá 540 dias consecutivos para concluir totalmente a reforma, contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS).

A Construtora Alvorada é de Campo Grande e presta serviços de engenharia, principalmente em obras públicas de infraestrutura, pavimentação e saneamento.

Megaerosão

O combate a uma gigantesca voçoroca em Nova Andradina, que já "engoliu" mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos, vai consumir mais R$ 19,2 milhões em uma nova tentativa do Governo do Estado para tentar conter a erosão.

Os problemas causados pela erosão são antigos e as tentativas para fazer seu controle também não são de agora. Em 2021 o Governo do Estado pavimentou quase 23 quilômetros da MS-473. Esta rodovia passa por cima da voçoroca.

Na época, em torno de R$ 3,5 milhões foram gastos somente nas obras de drenagem e contenção da água das chuvas nas imediações da rodovia. A estimativa deste gasto inicial foi feita pelo deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), em novembro de 2024.

A obra de pavimentação da MS-473 foi concluída no fim de 2021. Mas, alguns meses depois, a rodovia desmoronou em dois pontos diferentes. Por conta destes desmoronamentos, uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões foi anunciada pelo Agesul.

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ÔNIBUS

Concessão do transporte em Campo Grande tem semana decisiva

Prefeita Adriane Lopes deve receber hoje o relatório final que vai basear decisão de possível intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus

08/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Esta semana começa com ar de decisão para o futuro do transporte público em Campo Grande. Isso porque a prefeita Adriane Lopes (PP) deve determinar se o Município vai ou não intervir na concessão do serviço, administrada pelo Consórcio Guaicurus desde 2012, que parece ter chegado ao ápice de processos e reclamações nos últimos meses.

Como parte de uma decisão judicial, uma comissão instituída pela prefeitura tem realizado diversas etapas de um processo que resultou em um relatório final, que contém informações sobre o transporte coletivo da Capital nos últimos anos.

Este documento será entregue hoje para a prefeita, que vai decidir o futuro da concessão.

Na terça-feira, a última etapa desse processo foi concluída, uma audiência pública com a presença da maioria das autoridades municipais de trânsito.

Antes de a sessão começar, o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Ferreira, já havia falado que alguma decisão precisaria ser tomada diante da atual situação que se encontra o setor.

“Nós entendemos que há bastante espaço para melhorar esta prestação de serviços. Nós da Agetran entendemos que pode ser uma medida adotada pela prefeita, a decisão é dela, mas é necessário alguma medida para que se resolva a situação que nós encontramos hoje. E não sabemos se vai ser a intervenção ou outra medida adotada pelo Município”, pontuou Ferreira, na semana passada.

Um dos quesitos que mais pesa para que a intervenção seja feita é a questão de a frota estar em estado precário e velha. Tanto que, também na audiência, Paulo da Silva, diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg), divulgou um balanço preocupante.

“Nós temos 197 ônibus vencidos, que já tinham sido detectados pela CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Ainda temos 15 ônibus fora de atividade, porque eles estão interditados, e 13 ônibus que estão acima do limite da idade de 10 anos, que são os articulados”, afirmou pouco antes de a sessão começar.

A empresa também é alvo de denúncias de falta de manutenção e inexistência de seguros obrigatórios, além de irregularidades financeiras, como a transferência de R$ 32 milhões para a empresa Viação Cidade dos Ipês sem justificativa e a omissão contábil de receitas e fluxos de caixa desde 2012, como constatado pela CPI do Transporte Coletivo no fim do ano passado.

Por outro lado, a questão monetária é que levanta dúvidas se o Município conseguirá arcar com todo o trâmite que envolve o transporte coletivo.

Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, a prefeitura atrasou o pagamento de um repasse para o Consórcio Guaicurus, que usaria este dinheiro para pagar o 13º e o adiantamento dos funcionários, o que gerou greve dos motoristas por quase uma semana e caos na cidade.

Conforme consta no contrato, a empresa recebe R$ 22,8 milhões somente do Executivo municipal.

Atualmente, a tarifa técnica (custo real por passageiro para operar o transporte público, cobrindo despesas e lucros da concessionária) está fixada em R$ 6,57, o que também gerou atritos entre as partes, já que o consórcio deseja que essa taxa aumente para R$ 7,79, o que ele chama de “reequilíbrio econômico-financeiro do contrato”.

Desde 2012, a concessão do transporte coletivo da Capital é operada pelo Consórcio Guaicurus - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

NOTA

O Correio do Estado entrou em contato com o Consórcio Guaicurus para saber seu posicionamento diante da chegada da semana que pode definir o futuro da concessão.

Em resposta, a concessionária reafirmou que pretende seguir no comando do transporte público da Capital, mas quer que o Município reajuste os valores do acordo.

“O Consórcio Guaicurus esclarece que o relatório apresentado pela Agetran na audiência pública demonstra a eficiência do serviço, que atinge 99,99% de cumprimento das viagens (7 milhões de voltas contra 12 mil atrasos). Toda a frota é rigorosamente vistoriada e aprovada por empresa acreditada pelo Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia], garantindo total segurança aos passageiros”.

“O Consórcio Guaicurus reforça que possui pleno interesse e disposição para adquirir e substituir quantos veículos forem necessários para a frota, desde que o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato seja efetivamente restabelecido pelo poder concedente”, completou a concessionária em nota enviada à reportagem.

*Saiba

Conforme números apresentados na audiência, o sistema registrou 12.279 autuações por descumprimento de horários e outras 3.444 por omissão de viagens, quando o início, o fim ou todo o percurso programado deixou de ser registrado pelos sistemas de monitoramento.

Os números revelam mais de 15 mil autuações aplicadas ao sistema entre 2021 e 2025, o que demonstra o descontentamento da população quanto à situação atual do serviço.

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