Cidades

CAMPO GRANDE

Governo vai subsidiar transporte da Capital com R$ 10 milhões

Ao longo do ano, Consórcio Guaicurus receberá R$ 22 milhões do poder público em seu caixa; ajuda vai permitir que prefeitura suba a tarifa nesta segunda

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O governo de Mato Grosso do Sul ofereceu na manhã desta segunda-feira (13) o que a prefeitura de Campo Grande esperava há quase dois meses:  o valor do subsídio para o transporte coletivo da Capital. 

Em encontro com a prefeita Adriane Lopes (Patriota), o governador Eduardo Riedel (PSDB) anunciou que repassará pouco mais de R$ 10 milhões (R$ 10.017.180,00) ao longo do ano como forma de subsídio do transporte coletivo de Campo Grande. 

A justificativa para o subsídio é arcar com os custos dos alunos da Rede Estadual de Ensino. 

“Tivemos uma reunião com a prefeita, onde fechamos o valor de repasse do Governo do Estado em R$ 10 milhões, que é o cálculo feito em cima dos alunos da Rede Estadual de Ensino que utilizam o transporte público na Capital. Ficamos muito satisfeitos em colaborar, neste pleito que é justo”, afirmou o governador.

Com o valor fechado do subsídio do governo, a prefeitura de Campo Grande deverá revelar - enfim - o valor da nova tarifa a ser cobrada ao público pelo sistema de transporte coletivo. O anúncio está agendado para esta segunda-feira, às 16h. A certeza é que será um valor entre os atuais R$ 4,40 e os R$ 5,80 estabelecidos como tarifa técnica ao Consórcio Guaicurus. 

O apoio do Governo nas gratuidades de alunos da rede estadual foi iniciado ainda no ano passado, quando o transporte coletivo da cidade enfrentou uma crise e a prefeitura pediu ajuda para o Estado. Diante disso, foi firmado convênio em 29 de junho, com duração até 31 de dezembro, no valor de R$ 7,2 milhões.

Com a confirmação do subsídio pelo governo, o caixa do Consórcio Guaicurus receberá, ao longo de 2023, pelo menos R$ 22 milhões em subsídio do poder público: R$ 10 milhões do Estado e mais R$ 12 milhões da prefeitura. 

Ainda há a expectativa para que a União anuncie, ainda neste ano, alguma forma de subsídio ao transporte coletivo. No ano passado, foram transferidos recursos para pagar por parte da gratuidade aos idosos, prevista em lei. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

Condenados pela justiça, 'policiais do tráfico' recebem 2ª pena de demissão em MS

Processos administrativos aplicam pena de demissão aos agentes que atuavam como "batedores" de quadrilha especializada no transporte de entorpecentes

15/06/2026 10h59

Anderson e Hugo Benites (de boné preto) em entreposto em Campo Grande

Anderson e Hugo Benites (de boné preto) em entreposto em Campo Grande Reprodução

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Conhecidos como os "policiais do tráfico", Hugo César Benites e Anderson César dos Santos Gomes e, os investigadores apontados como responsáveis pelo transporte da cocaína de Ponta Porã até Campo Grande receberam uma segunda pena de demissão através de publicação feita na edição de hoje (15) do Diário Oficial do Estado do Mato Grosso do Sul. 

Conforme o texto oficial, assinado pelo titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, os processos administrativos aplicam pena de demissão aos agentes que atuavam como “batedores” da quadrilha especializada no tráfico de drogas. 

Tanto Anderson César dos Santos Gomes quanto Hugo César Benites já haviam sido condenados, com ambos demitidos agora em definitivo das funções de investigadores de polícia judiciária, lotados na Sejusp, sendo desligados do quadro permanente do Estado de Mato Grosso do Sul.

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado, Anderson César dos Santos Gomes e Hugo Cesar Benites eram lotados na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, quando foram apontados como peças determinantes para o translado da droga até um entreposto do grupo criminoso, localizado em Campo Grande. 

Há aproximadamente três anos, em uma quarta-feira (06 de setembro de 2023), mais de meia tonelada de cocaína, avaliada em cerca de R$ 40 milhões, foi apreendida em uma casa do bairro Vila Rosa, em Dourados, distante cerca de 127 km da Delegacia em Ponta Porã, município fronteira com o Paraguai. 

Essa ação resultou na prisão de Alexandre Novaes Medeiros e de Alexandre Ferreira Mavic, cuja responsabilidade era guardar a droga transportada pelos agentes públicos. Tratando-se de agente de segurança pública, Anderson dos Santos chegou a informar que se entregaria, o que não aconteceu em um primeiro momento já que o acusado optou por fugir da prisão. 

Sua primeira ida para trás das grades esteve inclusive envolta em confusões, já que havia sido inicialmente publicada como feita em 06 de setembro, sendo  posteriormente corrigida para o dia 11 do mês em questão, conforme resolução assinada pelo então delegado Corregedor-Geral, Márcio Rogério Faria Custódio, que só foi publicada ainda quatro dias após a referida data

Os afastamentos de Anderson e Hugo só foram publicados em abril de 2024, ação tomada diante da decisão judicial que decretou a prisão preventiva de ambos, pelo prazo que durasse essa medida imposta pela justiça.

Neste meio tempo, cabe destacar que Anderson já havia sido afastado temporariamente uma primeira vez após a divulgação do "escândalo" do transporte de cocaína, mas voltou a exercer suas funções depois de um curto período. 

Ambos os demitidos hoje (15) "caíram" durante a segunda fase da Operação Snow, que detalha a vida luxuosa, prisões e a apreensão de R$40 milhões em drogas apreendidas junto de policiais civis, acusados de integrarem essa organização criminosos que escoavam drogas da fronteira com o Paraguai até São Paulo.

Hugo Cesar Benites foi condenado ainda em setembro do ano passado, a 13 anos e cinco meses de prisão, após ser flagrado descarregando caixas carregadas de substâncias ilícitas, na prática conhecida no mundo do crime como “frete seguro”, a condenação de Anderson só veio à tona neste primeiro mês de 2026. 

Sendo que esse processo de ação penal corria em segredo, a condenação de Anderson César dos Santos Gomes foi publicada na edição do Diário da Justiça Eletrônica de 08 de janeiro deste ano, qualificando-o à pena de 13 anos e cinco meses de reclusão. 

Quadrilha especializada

Morador de uma mansão avaliada em R$2 milhões, Anderson é apontado como motorista da viatura da polícia utilizada para o descarregamento das caixas transportadas até uma casa no Jardim Pênfigo, bairro da Capital.

Por meio de investigação as autoridades constataram que o padrão de vida do investigador de Polícia Judiciária de 1ª Classe, então morador de Ponta Porã, era incompatível com os R$9 mil mensais recebidos por ele dentro da corporação.

“Apresenta patrimônio milionário e totalmente incompatível com sua remuneração, advindo de atividades ilícitas, especialmente a traficância em larga escala e de grande quantidade”, cita trecho do inquérito.

Para além disso, buscas detalharam que Anderson possuía uma caminhonete VW Amarok, de uso diário de mais de R$ 160 mil, enquanto sua esposa, professora da Rede Estadual de Ensino (REE), e com remuneração mensal de R$ 2 mil era detentora de um Jeep Compass Limited com valor de R$246 mil. 

Quadrilha especializada no tráfico de drogas,  esse esquema contava com extensa rede logística de transporte, que iam desde caminhões, até carros e rastreadores, todos usados para transportar entorpecentes de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, para outros estados do País, sobretudo São Paulo. 

Encabeçado, segundo a polícia, por Joesley da Rosa, o grupo tinha base em Campo Grande e o transporte era feito, por via de regra, em compartimentos ocultos de caminhões frigoríficos (“mocós”), dada a maior dificuldade de fiscalização policial, já que com a carga ilícita vinham cargas perecíveis. 

Cabia à organização criminosa providenciar que a droga fosse inserida em um compartimento previamente preparado para, posteriormente, carregar o veículo com as cargas lícitas que seriam transportadas. Somente depois o baú refrigerado era lacrado.

Como a liberação costuma ser mais rápida quando o condutor consta como proprietário do veículo, a organização criminosa promovia a transferência de propriedade dos automóveis para os motoristas e para as empresas que eram utilizadas no esquema criminoso, justamente para mascarar os devidos donos, evitando de chamar atenção diante de possível fiscalização policial.

A 3ª Vara Criminal de Campo Grande chegou a impor, em agosto de 2025, pena de 23 anos e 9 meses ao operador financeiro da quadrilha, Luiz Paulo da Silva Santos, e de 18 anos e 6 meses a Joesley da Rosa, acusado de ser o chefe do esquema.

Além deles foram condenadas outras 14 pessoas pelo esquema criminoso, em penas que até 2025 já somavam 145 anos. Veja a lista dos condenados:

  • Luiz Paulo da Silva Santos – 23 anos e 09 meses
  • Joesley da Rosa – 18 anos e 06 meses
  • Mayk Rodrigo Gama – 13 anos e 11 meses de reclusão
  • Hugo Cesar Benites – 13 anos e 05 meses
  • Rodney Gonçalves Medina – 12 anos e 03 meses de reclusão
  • Eric do Nascimento Marques – 12 anos e 03 meses
  • Jucimar Galvan – 10 anos e 08 meses
  • Ademilson Cramolish Palombo – 06 anos e 5 meses de prisão
  • Douglas Lima de Oliveira – 05 anos e 03 meses de prisão
  • Fernando Henrique Souza dos Santos – 04 anos e 01 mês
  • Bruno Ascari – 04 anos e 01 mês – 17 dias-multa
  • Adriano Diogo Veríssimo – 04 anos, 01 mês
  • Ademar Almeida Ribas – 04 anos, 01 mês
  • Frank Santos de Oliveira – 04 anos e 01 mês
  • Márcio André Rocha Faria – 04 anos e 01 mês de reclusão
  • Wellington de Souza Lima – 04 anos e 01 mês
  • Anderson César dos Santos Gomes - 13 anos e 05 meses de reclusão.

 

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MATO GROSSO DO SUL

Megaoperação contra facção criminosa no Paraná resulta em prisão em Naviraí

Ao todo foram cumpridos 528 mandados de um total de 559 expedidos para cumprimento em quatro estados brasileiros

15/06/2026 10h45

Divulgação MPPR

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Durante a manhã desta segunda-feira (15), uma megaoperação em combate ao crime organizado foi deflagrada em quatro estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul. A ação comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná cumpre 559 mandados da Justiça.

Conforme informações do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Operação Panóptico ocorreu nesta segunda-feira nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Das mais de 500 ordens judiciais, são 304 apenas de prisão dos envolvidos em facções criminosas e 255 de busca e apreensão.

A ação originou-se das investigações promovida por dez núcleos do Gaeco no estado paranaese iniciada ainda no final do ano passado. Os órgãos de segurança da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Cientifíca estão envolvidas com cerca de mil policiais distribuídos em 204 equipes.

Em combate a operacionalidade de uma organização criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua nacionalmente a partir dos presídios dos estados, 90% dos mandados foram cumpridos.

Conforme a coletiva de imprensa das forças policias atuantes na operação, foram 176 ordens cumpridas em estabelecimentos prisionais que envolvem investigados já encarcerados, com 100% de êxito. E o restante, de 128 mandados de prisão para pessoas que estavam em liberdade, 97 foram cumpridos.

Quanto as buscas, todas aconteceram resultando na apreensão de dinheiro, armas de fogo e entorpecentes, bem como materiais utilizados no tráfico de drogas. Além de outras quatro prisões em flagrante e também dois confrontos em Cambé e Nova Londrina (PR).

No estado fronteiriço com MS, foram 34 municípios na rota dos mandados, incluindo: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guaíra, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e União da Vitória.

Os demais estados, aparecem com mandados para: Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

Conforme as informações, a operação busca responsabilizar o maior número de integrantes dessa facção e enfraquecer a atuação dela nos estados e consequentemente nacionalmente, impedindo que as atividades criminosas continuem.

Para isso buscam arrecadar provas e concluir outros crimes que originam da ação dos criminosos inseridos nas unidades prisionais, como o tráfico de drogas, entre outros.

O nome Panóptico vem do grego "aquilo onde tudo é visto", e conceitua o controle constante sem saber que estão sendo vigiados, a partir da estrutura arquitetônica alocada no alto, no meio de presídios criada em 1785 para que os vigilantes observassem os presos sem estes saberem que estavam sendo observados. 

A operação ainda está dentro das diretrizes do Grupo Nacional de Combate à s Organizações Criminosas (GNCOC),  criado em 2002 para combater o crime organizado do país.

Os Gaecos de todo o Brasil trabalham de maneira integrada com as demais forças policiais, como Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos do Brasil.    

Operação Panóptico

O MPPR divulgou que foram utilizadas 240 viaturas em diversas regiões do estado do Paraná, e apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo: duas pistolas calibre 9 mm, uma pistola calibre 7.65, uma pistola calibre .22, uma espingarda calibre 36, três revólveres calibre .38 e três carregadores de pistola.

Durante a coletiva foi divulgada a apreensão de 12 mil em dinheiro, que foi localizado em um imóvel utilizado para preparar as drogas em Curitiba, incluindo prensa, materiais de manipulação e um dispositivo destinado a bloquear os sinais de tornozeleiras eletrônicas.

Com os mandados de busca, tiveram aidna quatro prisões em flagrante, dois por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça por destruirem aparelhos celulares.

O MPPR divulgou dois confrontos durante a operação que aconteceram no Paraná. Em Cambé, um homem morreu depois de supostamente reagir a abordagem. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas e roubo associado ao tráfico.

Um policial militar ficou ferido durante essa ocorrência, ao ser atingindo na mão e sofreu uma lesão ocular, e está fora de risco.

O segundo confronto, em Nova Londrina teve a morte de um homem que integrava a organização criminosa e morreu também após reagir à ação policial.

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