Cidades

LINHA DE FRENTE

Gráfico mostra que o 2º ano do governo Bolsonaro foi o mais violento para imprensa desde 2005

Segundo a base de dados da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em 18 anos foram 1.560 ocorrências no País e Observatório Nacional tem reunião marcada ainda em janeiro

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Dados do Observatório da Comunicação - com base em relatórios da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) -, mostram que o segundo ano de governo de Jair Bolsonaro (2020) foi o mais violento para a imprensa nos últimos 18 anos e, desse total, 29 ocorrências foram registradas em Mato Grosso do Sul. 

Entre 2005 e 2021, o Obcom relaciona 1.560 ocorrências registradas em todo o país, mapeando por Estado; tipo de violência e até os veículos que foram vítimas de ataques, sendo justamente a violência praticada contra jornalistas um dos motivos que dá ao Brasil os piores indicadores relacionados à liberdade de imprensa, conforme apurado pela Agência Folhapress. 

Para definir como cada caso será acompanhado, assim como cobrar punições se necessário, o Observatório Nacional da Violência Contra Jornalistas já marcou sua primeira plenária, - com membros da imprensa e representantes do poder pública e sociedade civil, ainda para janeiro. 

Augusto Arruda Botelho, secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública justificou que a presença desse grupo misto é para "investigar, processar e julgar" todos esses casos, segundo material da Agência Brasil. 

Casos de violência contra a imprensa registrados pelo Obcom desde 2005. Reprodução/Obcom

Análise da violência

Quando filtradas as ocorrências pelo Obcom, entre 2005 e 2021, o gráfico mostra uma escalada de casos no ano de 2013, (momento em que o país passava por diversos protestos contra Dilma Rousseff) e valores ainda mais altos a partir de 2019. 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, a presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Katia Brembatti, defende inclusive o movimento que colocou o Obcom no projeto internacional, financiado pelo Conselho de Pesquisa da Noruega (envolvendo África do Sul e Estados Unidos), sobre segurança dos jornalistas. 

Katia evidencia que após o segundo turno das eleições no Brasil, no final de 2022, foram registrados mais de 70 casos de agressões, que desenha uma média de mais de uma violência contra jornalistas por dia. 

Ainda, quando aconteceram os ataques golpistas, em 8 de janeiro deste ano, ela aponta que foram mais de 40 a partir da data. 

Entre as 180 nações no Ranking da ONG Repórteres Sem Fronteiras, conforme balanço de 2022, o Brasil ocupa a 110ª posição. 

Ainda - elaborado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) -, um relatório sobre violações à liberdade da expressão revelou um aumento de profissionais da imprensa entre as vítimas de atentado, ameças, agressões e intimidações em 2021, número 22% a mais) se comparada com o ano anterior. 

Violência no MS

Quando analisados os casos registrados pelo Obcom em Mato Grosso do Sul, os dados revelam que as agressões partem de diversos lugares, mas principalmente vindas de integrantes do governo e de forças de segurança. 

Entre elas, o então prefeito de Itaporã - em junho de 2005 - teria intimidado pessoalmente a jornalista Cristiane Guimarães, com agressões verbais por conta de uma reportagem que comentava sobre "crianças que perderam aula em dia de chuva". 

Depois dele, a lista de agressores traz de delegados da Polícia Civil a deputados; prefeito; militares; empresários; guarda hospitalar; policial militar, correligionários de Jair Bolsonaro em 2018, e até membro do judiciário, em casos que vão de ameaças, agressões físicas e até assassinato.

Entre os casos de assassinato constam dois donos de veículos de imprensa, além do assassinato de funcionários das rádios Mega 94 e Cultura AM, registrado em fevereiro de 2006. 

Nessa ocasião, André Felipe foi morto a tiros, em Campo Grande (MS), sendo que os supostos assassinos, Ronaldo Everaldo Ferreira Marinho e Bruno da Silva Galvão, dois então militares da ativa, confessaram ter querido "dar medo" na vítima e roubá-la.


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Acidente

Fotógrafo atacado por animal marinho no Mundial de Surfe passará por cirurgia

O profissional foi mordido no tornozelo por um animal durante a cobertura do esporte no último domingo (24)

25/05/2026 23h00

Divulgação

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O fotógrafo australiano Ed Sloane, que foi atacado por um animal marinho no último domingo, 24, durante a etapa da Nova Zelândia do Circuito Mundial de Surfe (WSL), publicou nas redes sociais fotos do ferimento em seu tornozelo.

O incidente aconteceu durante a semifinal, na bateria entre os brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira, campeão da etapa. Apesar de dizer que está bem, Sloane disse que precisará passar por cirurgia.

"Estes foram os últimos registros que fiz antes de algo que pensei que veria apenas em filmes. Fomos tomar café da manhã e, logo depois, ocorreu o incidente", escreveu ele em publicação no Instagram acompanhada de algumas fotos de Yago e Italo.

O australiano também aproveitou para agradecer pelo resgate e pelo atendimento médico que recebeu após o incidente.

"Quero agradecer de verdade à World Surf League (WSL), à equipe, aos médicos e à patrulha aquática pela resposta profissional e extremamente rápida. Um pouco de cirurgia, e tudo deve ficar bem Também agradeço à prefeitura de Raglan por compartilhar esse lugar lindo, planejando uma viagem em família aqui para encontrar meu amigo", completou.

Por causa do ataque sofrido por Sloane, a competição chegou a ser interrompida para que ele fosse resgatado e recebesse atendimento médico. Em seguida, Yago e Italo contaram com a ajuda de jet-skis para sair do mar rapidamente. Ainda não há confirmação oficial se foi um tubarão ou um leão-marinho que atacou o fotógrafo.

Depois do resgate, a organização da etapa verificou que havia segurança necessária para retomar a bateria. Com isso, Italo Ferreira venceu Yago na semifinal e derrotou o australiano Morgan Cibilic na final da quarta etapa da temporada.

Com a vitória, o campeão mundial de 2019 e olímpico em Tóquio-2020 assumiu a liderança do ranking da WSL.

Astronomia

'Lua Azul' poderá ser vista no céu no próximo fim de semana; veja como observar

O termo é usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês.

25/05/2026 22h00

Lua Azul é o termo que se refere à segunda lua cheia no mês

Lua Azul é o termo que se refere à segunda lua cheia no mês Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O último fim de semana de maio será marcado por um fenômeno raro no céu, conhecido como "Lua Azul".

Apesar do nome, o satélite natural da Terra não ficará realmente azul. Segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês), o termo é usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês.

Como o ciclo lunar tem 29,5 dias - menos do que a duração média de um mês do calendário -, esse intervalo pode resultar em uma Lua Cheia no início do mês, com tempo suficiente para a ocorrência de um segundo ciclo completo dentro do mesmo mês.

No caso de maio, a primeira Lua Cheia ocorreu no início do mês. Por isso, antes da chegada de junho, haverá uma nova Lua Cheia na madrugada do próximo domingo, 31, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Apesar de não alterar a tonalidade do satélite, o fenômeno é considerado raro porque ocorre apenas a cada dois ou três anos, segundo a Nasa.

Como observar a ‘Lua Azul’?

A visibilidade da Lua Cheia pode variar conforme as condições do tempo, como a presença de nuvens, além da luminosidade do céu em cada região.

Segundo a Nasa, para ter uma melhor visão do fenômeno, é importante procurar um local escuro, distante da poluição luminosa.

Não é necessário o uso de telescópio ou binóculo, mas é importante considerar que condições climáticas podem atrapalhar, como umidade ou nuvens em excesso.

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