Cidades

Evento teste

Greve de auditores da Receita Federal de MS pode "travar" Expedição da Rota Bioceânica

Durante o evento teste no município que é a porta do corredor no Estado, entidade aponta greve e falta de estrutura como primeiros problemas do corredor

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A Expedição da Rota Bioceânica pode encontrar sua primeira “trava” em Porto Murtinho que possui apenas um órgão da Receita Federal e enfrenta uma greve de auditores no Estado. O município está localizado no sudoeste de Mato Grosso do Sul, apontado como estratégico para o corredor, irá movimentar até R$ 1,5 bilhão por ano somente na região sul-mato-grossense. 

Teste para a Rota

Saiu nesta quinta-feira (23) de Campo Grande, o caminhão frigorífico com cerca de 13 mil toneladas de carne bovina oriunda de Mato Grosso do Sul e tem como destino Indique no Chile. A exportação está dentro do cronograma da expedição da Rota de Integração Latino-Americana (RILA) e tem o objetivo de fazer um “test drive” nas alfândegas dos quatro países do corredor: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. 

“O Sindifisco Nacional em Mato Grosso do Sul alerta que a expedição deve trazer a tona os problemas estruturais da Receita na região, já que o desembaraço aduaneiro em Porto Murtinho deverá ser um dos primeiros testes para a carga exportada”, apontou o presidente Anderson Novaes.


 

Alerta para portal da Rota

Segundo informou o Sindifisco Nacional MS, a Expedição da Rota Bioceânica aponta a “fragilidade” de Porto Murtinho, a Receita possui apenas um Posto de Atendimento Virtual (PAV), com um funcionário administrativo para atender todas às demandas referentes ao órgão. 

“Que vão desde o cadastro do CPF, CNPJ, imóvel rural, obras e CAEPF; emissão de documentos de arrecadação como DARF, GPS e DAS; autoatendimento orientado; cópia de declaração; protocolo de documentos e consulta de pendências fiscais; entre outros”, explicou.

Percurso da Rota Bioceânica

Greve dos auditores da Receita

A trava para o primeiro teste da Rota veio à tona com a greve dos auditores que seguem a paralisação desde segunda-feira (20), no Mato Grosso do Sul, trabalhando apenas com 30% do efetivo, o que está travando a circulação e acarretando em  filas de caminhões em  Corumbá, Ponta Porã e Mundo Novo. Somente no Porto Seco de Corumbá, mais de 200 caminhões estão na fila aguardando a liberação para seguirem viagem.


 
“A situação se agrava, porqueos auditores-fiscais da Receita Federal estão em greve em todo o país. Em regiões de fronteira, a determinação é da aplicação de uma operação padrão, com vistoria minuciosa de todas as cargas e no restante do território nacional de paralisação geral, mantendo o mínimo de 30% do efetivo previsto em lei”, disse o presidente da entidade, Anderson Novaes e completou:


“O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está licitando com um investimento de mais de R$ 200 milhões um centro de controle aduaneiro integrado, próximo a Ponte da Bioceânica, que está sendo construída em Carmelo Peralta, no Paraguai, e Porto Murtinho, no Brasil.  Apesar da obra prevista, ainda não houve qualquer sinalização do órgão federal sobre como funcionária essa estrutura, que seria, conforme o projeto, conjunta com o governo paraguaio, e nem de como a grande demanda por profissionais, principalmente auditores-fiscais, seria atendida”. 

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Fatalidade

Dono de empresa em MS morre após acidente de esqui na Argentina

Tiago Guimarães Pellegrini, de 44 anos, caiu cerca de três metros e bateu o peito contra uma rocha em Ushuaia; empresário deixou esposa e duas filhas.

14/08/2026 19h57

Tiago Guimarães Pellegrini, de 44 anos, morreu após sofrer um acidente enquanto esquiava em Ushuaia, na Argentina.

Tiago Guimarães Pellegrini, de 44 anos, morreu após sofrer um acidente enquanto esquiava em Ushuaia, na Argentina. Foto: Reprodução.

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O empresário brasileiro Tiago Guimarães Pellegrini, de 44 anos, morreu após sofrer um grave acidente enquanto praticava esqui em Ushuaia, no extremo sul da Argentina. Morador de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, ele teria caído de uma altura aproximada de três metros e atingido o peito contra uma rocha.

Pellegrini era sócio da Perfecta Agrodrones, empresa instalada em Nova Andradina, no sul de Mato Grosso do Sul, e voltada a soluções tecnológicas para o agronegócio. O empresário participou da construção e do desenvolvimento do negócio, especializado no segmento de drones agrícolas.

O acidente ocorreu no dia 7 de agosto, em Ushuaia, mas a morte do empresário foi divulgada nesta sexta-feira (14). Pellegrini estava na cidade argentina acompanhado de um amigo quando sofreu o acidente durante a prática de esqui.

De acordo com informações repassadas pela família, o empresário retornava em direção à estação de esqui quando houve uma mudança repentina nas condições climáticas. Durante o trajeto, ele sofreu a queda e bateu violentamente a região do tórax contra uma formação rochosa.

Após o acidente, Pellegrini foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

O empresário deixou a esposa e duas filhas. Familiares afirmam, no entanto, que a unidade hospitalar para onde ele foi levado não dispunha da estrutura considerada necessária diante da gravidade dos ferimentos. Apesar do atendimento, o brasileiro não resistiu.

As circunstâncias exatas do acidente e os procedimentos adotados após o resgate não foram detalhados pelas autoridades argentinas nas informações divulgadas até o momento.

Itamaraty acompanhou o caso

O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires acompanhou a ocorrência e permaneceu em contato com familiares de Pellegrini, prestando a assistência consular cabível.

O empresário atuava no setor de tecnologia voltada ao agronegócio e era sócio da Perfecta Agrodrones, empresa instalada em Nova Andradina, no sul de Mato Grosso do Sul.

Em manifestação nas redes sociais, a empresa lamentou a morte e destacou a importância de Pellegrini para a construção e o desenvolvimento do negócio.

A Perfecta afirmou que ele teve participação decisiva em diferentes etapas da trajetória da companhia, desde desafios enfrentados até conquistas alcançadas.

A empresa também ressaltou que a contribuição do empresário permanecerá como parte de seu legado e afirmou que a história construída por ele continuará presente no negócio.

Prima relembra último encontro

A morte de Pellegrini também provocou manifestações de familiares e amigos. A jornalista Monica Salgado, prima do empresário, publicou uma homenagem nas redes sociais e contou que, apesar do parentesco formal, os dois cresceram com uma relação semelhante à de irmãos.

Na publicação, Monica relembrou a proximidade construída desde a infância, as conversas sobre política, vinhos e assuntos cotidianos, além do senso de humor do empresário. Pellegrini havia sido padrinho do casamento da jornalista, enquanto ela também era madrinha dele.

A jornalista ainda recordou o último encontro com o primo, ocorrido aproximadamente um mês antes da tragédia. Na ocasião, conforme relatou, Pellegrini demonstrava entusiasmo com a fase profissional e havia contado que seus negócios atravessavam um período de crescimento.

Para Monica, aquele era um dos melhores momentos vividos pelo empresário, tornando a morte repentina ainda mais impactante para familiares e pessoas próximas.

 

Varejo em Crise

Casas Bahia fecha lojas em MS em corte que atinge 298 unidades no Brasil

Quatro unidades encerraram as atividades em Dourados, Naviraí e Nova Andradina; reestruturação nacional também prevê a demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores.

14/08/2026 19h03

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País.

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País. Foto: Divulgação/Casas Bahia.

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Pelo menos quatro lojas das Casas Bahia em Mato Grosso do Sul fecharam as portas nesta sexta-feira (14), em meio a uma ampla reestruturação promovida pela varejista em todo o País. Duas unidades atingidas ficam em Dourados, enquanto as outras estão localizadas em Naviraí e Nova Andradina. O fechamento no Estado ocorre no mesmo dia em que a companhia promove uma das maiores reduções recentes de sua rede física.

Conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, 298 estabelecimentos estão sendo encerrados em diferentes regiões brasileiras, acompanhados do desligamento de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores.

O número chama atenção pela dimensão da operação. Ao final de 2025, as Casas Bahia mantinham 1.042 lojas em funcionamento. Com isso, os 298 pontos atingidos pela atual reestruturação equivalem a aproximadamente 28,6% desse total.

Em Mato Grosso do Sul, os primeiros reflexos foram percebidos já nas primeiras horas desta sexta-feira.

Funcionários são surpreendidos em Dourados

Em Dourados, as duas lojas físicas das Casas Bahia localizadas na Avenida Marcelino Pires, na região central da cidade, amanheceram fechadas. Conforme informações, funcionários teriam sido surpreendidos pela medida e tomaram conhecimento do encerramento das atividades somente quando chegaram aos locais para trabalhar.

Até o momento, não foi informado oficialmente quantos empregados das duas unidades foram desligados nem se existe possibilidade de aproveitamento de parte dos trabalhadores em outras operações da companhia.

O impacto também chegou a Naviraí, onde a unidade da rede encerrou as atividades nesta sexta-feira. Ainda não há detalhamento sobre o número de funcionários atingidos pela decisão.

Em Nova Andradina, outra loja das Casas Bahia entrou na lista de estabelecimentos fechados. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que os trabalhadores da unidade foram desligados com o encerramento das operações.

Com os casos identificados até agora, Mato Grosso do Sul contabiliza ao menos quatro lojas atingidas pela reestruturação nacional, distribuídas por três municípios.

O número, entretanto, ainda poderá aumentar caso outras unidades existentes no Estado estejam incluídas no plano de redução da rede física.

Quase 300 lojas fechadas de uma vez

A dimensão da mudança ganha ainda mais peso quando comparada ao movimento recente da companhia. No fim de 2023, a rede possuía 1.078 lojas. O número caiu para 1.064 em 2024 e chegou a 1.042 estabelecimentos ao término de 2025.

Diferentemente de ajustes graduais realizados ao longo dos últimos anos, desta vez a redução estaria concentrada praticamente em um único movimento.

Aproximadamente 600 funcionários teriam sido desligados já na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para esta sexta. O enxugamento poderia chegar a 3 mil trabalhadores.

A companhia deve apresentar ao mercado mais detalhes sobre a estratégia de redução de despesas e reorganização de suas operações.

Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre varejista

A reestruturação ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre as Casas Bahia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, resultado influenciado principalmente pelas despesas financeiras.

Apesar do prejuízo, a receita líquida avançou 6,1% na comparação anual e alcançou R$ 7,4 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas, por sua vez, cresceram 5,4%, chegando a aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

O cenário econômico também representa um obstáculo para a companhia. Juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a renda disponível afetam diretamente um segmento fortemente dependente das vendas parceladas e da concessão de crédito.

A própria direção das Casas Bahia vinha indicando ao mercado uma estratégia de maior disciplina financeira, com prioridade para rentabilidade, geração de caixa, controle do crédito e aumento da eficiência operacional, em vez da expansão das vendas a qualquer custo.

O grupo ainda carrega os efeitos do processo de recuperação extrajudicial iniciado em 2024, que envolveu aproximadamente R$ 4 bilhões em obrigações financeiras.

Balanço foi adiado

Em meio à reestruturação, a varejista também adiou a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. O balanço, inicialmente previsto para quarta-feira (12), foi transferido para esta sexta-feira (14), enquanto a teleconferência da administração com investidores está programada para segunda-feira (17).

A expectativa é de que os próximos comunicados da companhia esclareçam a dimensão completa do corte de despesas, os impactos financeiros do fechamento das lojas e os próximos passos para a operação física da rede.

 

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