Clique aqui e veja as últimas notícias!

TRANSPORTE

Greve dos caminhoneiros deve começar tímida em Mato Grosso do Sul

Entidades que representam a categoria divergem sobre adesão à paralisação no Estado
01/02/2021 07:30 - Beatriz Magalhães


Caminhoneiros de várias regiões do País estão se mobilizando para iniciar uma greve hoje em todo o território nacional. Porém, em Mato Grosso do Sul, ainda não há sinal de interesse da categoria em participar da greve, apenas uma entidade confirmou a paralisação no Estado e outras duas negaram que os caminhoneiros sul-mato-grossenses farão parte do movimento.

A movimentação nacional foi inflacionada, principalmente, depois de um áudio atribuído ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dizendo que não vai atender a nenhum item da pauta dos motoristas que anunciaram a greve, e que eles deveriam “desmamar do governo”. 

O áudio está sendo compartilhado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, nos grupos de caminhoneiros. O ministro confirmou que o áudio é realmente dele e frisou que ele estava esclarecendo o papel do governo, dizendo o que é e o que não é possível fazer.

Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), informou que está acompanhando a movimentação e que acredita que não haverá greve. 

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas (Sindicargas) também afirmou que Mato Grosso do Sul não deve participar da greve.

Últimas notícias

De acordo com o representante do Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), Roberto Sinai, muitos trabalhadores optaram por continuar trabalhando. 

“A grande verdade é que a paralisação traz muitos prejuízos, principalmente para os próprios caminhoneiros, que deixam de faturar”, coloca.  

“Só se paralisa uma categoria, principalmente grande como a nossa, quando se esgota todos os recursos, quando não tem mais como negociar e precisa-se daquele benefício”, acrescenta Roberto .

Em contraponto, o porta-voz do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas, Fabiano Soares, afirmou que tem a definição dos pontos em que haverá paralisação e que Mato Grosso do Sul participará do movimento, mas que os locais ainda não foram divulgados por uma questão estratégica.

Indecisão

Ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, minimizou a greve e disse que tem mantido o diálogo com lideranças do movimento, garantindo que não haverá adesão da maior parte dos trabalhadores.

“Vai ser um movimento fraco, não vai ter adesão. As empresas de transporte não vão parar, os principais sindicatos não vão parar. Tenho recebido mensagens de apoio de diversos líderes de caminhoneiros. Eles não querem parar, querem trabalhar. Esse é o sentimento geral”, colocou Tarcísio.

A greve foi confirmada por frentes nacionais, mas muitos caminhoneiros têm se mostrado contrários à adesão no movimento que reivindica duas pautas principais. 

Uma é referente a redução de cobrança de PIS e Cofins sobre o óleo diesel, para reduzir o preço do combustível na bomba e a outra é o aumento da tabela de fretes de transporte que cobram na prestação de serviços.