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Prefeitura de Campo Grande aluga 20 viaturas para Guarda Civil por R$ 3,7 milhões

Veículos começam a chegar em outubro e substituirão parte da frota de Dusters utilizada há cerca de seis anos; unidades antigas serão levadas a leilão.

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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande terá 20 novas viaturas a partir de outubro deste ano para substituir parte da frota que está em circulação há aproximadamente seis anos. Os veículos serão utilizados no patrulhamento das sete regiões urbanas da Capital e também por unidades especializadas da corporação.

Diferentemente da frota atual, as novas viaturas não serão adquiridas pelo município. A Prefeitura optou pela locação dos veículos por 30 meses, em contrato estimado em R$ 3.743.784, que inclui os serviços de manutenção preventiva e corretiva durante o período.

A contratação foi oficializada por meio do Contrato nº 155/2026, publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), para a locação de viaturas do tipo VS-2 destinadas à Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes).

A previsão é de que os primeiros veículos sejam entregues em outubro de 2026. Após a conclusão dos procedimentos administrativos necessários, as viaturas serão incorporadas gradativamente à estrutura operacional da Guarda Municipal.

Frota atual está nas ruas há seis anos

Atualmente, a Guarda Civil Metropolitana dispõe de 27 Renault Duster, utilizados de forma contínua nas ações de segurança pública da Capital. Conforme a administração municipal, os veículos operam há cerca de seis anos em regime de 24 horas por dia, sete dias por semana.

O uso intenso provocou desgaste da frota e aumento da necessidade de manutenção, cenário que levou a Prefeitura a iniciar a substituição de 20 unidades nesta primeira etapa. Com isso, aproximadamente 74% das 27 viaturas atuais serão substituídas.

A mudança também representa uma alteração na forma como o município mantém a frota da corporação. Em vez de adquirir os automóveis e assumir diretamente os custos relacionados à manutenção ao longo dos anos, a administração passa a utilizar um modelo baseado em locação.

De acordo com os cálculos apresentados pela Prefeitura, a compra das mesmas 20 viaturas exigiria investimento estimado em R$ 4,58 milhões. Já a locação custará R$ 3,74 milhões durante os 30 meses previstos no contrato.

A diferença nominal entre os dois valores é de aproximadamente R$ 836 mil, embora as modalidades não sejam diretamente equivalentes, já que, na compra, os veículos permaneceriam como patrimônio municipal ao fim do período, enquanto o contrato de locação contempla manutenção preventiva e corretiva.

Veículos poderão ser substituídos antes do fim do contrato

Outro ponto previsto no modelo é a renovação programada dos automóveis. Quando as viaturas locadas se aproximarem dos 24 meses de utilização, novos veículos deverão começar a substituí-las.

A estratégia busca evitar que a corporação volte a operar por períodos prolongados com veículos submetidos a desgaste intenso e reduzir o número de viaturas paradas para manutenção.

Para o secretário especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga da Silva Assis, a renovação terá reflexos diretos na capacidade de atendimento da corporação.

“A renovação parcial da frota representa um avanço importante para a Guarda Civil Metropolitana. Com viaturas mais modernas e maior disponibilidade operacional, conseguimos oferecer respostas mais ágeis às ocorrências, reduzir o tempo de indisponibilidade por manutenção e proporcionar melhores condições de trabalho aos nossos agentes.”

Viaturas serão espalhadas pelas sete regiões

As 20 novas unidades serão distribuídas entre as gerências operacionais das regiões do Segredo, Prosa, Bandeira, Imbirussu, Centro, Anhanduizinho e Lagoa. Os locais que apresentam maior demanda operacional deverão receber duas viaturas.

Parte da frota também será destinada às equipes especializadas da Guarda Municipal, incluindo Fiscalização de Trânsito, Patrulha Ambiental, Patrulha Maria da Penha, Controle de Material Bélico e Gerência Especializada de Pronta Intervenção.

Os veículos serão entregues adaptados para a atividade de segurança pública, com sinalização acústica e visual, além de compartimento específico e humanizado destinado ao transporte de pessoas custodiadas.

Dusters antigas irão a leilão

Com a entrada das novas viaturas, os veículos retirados de circulação não permanecerão na frota municipal. A previsão da Sesdes é encaminhá-los para leilão.

A secretaria sustenta que, depois de aproximadamente seis anos de operação contínua, o desgaste acumulado tornou economicamente desvantajoso continuar investindo na manutenção das unidades, principalmente diante da redução da disponibilidade dos veículos para o patrulhamento.

A renovação será feita de maneira gradual a partir de outubro, de forma que a substituição dos automóveis antigos não comprometa as atividades da corporação durante a transição.

 

 

BR-163

Principal ponte entre MS e PR fecha à noite a partir de segunda-feira (27)

Interdição começa às 20 horas e acaba somente 4 da madrugada, com uma janela de abertura de 60 minutos, entre 23 horas e meia-noite

24/07/2026 13h04

Ponte entre Mundo Novo e Guíara tem 3,8 KM e diariamente é utilizada por cerca de 8 mil veículos

Ponte entre Mundo Novo e Guíara tem 3,8 KM e diariamente é utilizada por cerca de 8 mil veículos

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Utilizada diariamente por cerca de oito mil veículos que trafegam pela BR-163 naquela região, a ponte Ayrton Senna, a principal ligação entre Mato Grosso do Sul e o Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra, sofrerá interdições totais no período noturno a partir da próxima segunda-feira, 27 de julho.

As interdições, que ainda não tem data para acabarem, serão necessárias para obras de revitalização da estrutura de 3,8 quilômetros, a terceira maior ponte fluvial do país. A ponte foi inaugurada em 1998 e esta é a primeira revitalização ampla pela qual passa.

Estas obras, realizadas pela concessionária Via Campos, que assumiu a BR-163 até Cascavel (PR), estão sendo realizadas desde o dia 13 de julho, mas durante o período noturno, de segunda-feira a quinta-feira. Por conta disso, o tráfego está em sistema de pare-siga, o que está provocando congestionamentos quilométricos nos dois lados do Rio Paraná, causando uma série de transtornos principalm,ente no período urbano de Guaíra.

Para tentar reduzir as filas, os trabalhos passarão para o período noturno, entre 20 horas e 04 horas da manhã, pelo horário de Mato Grosso do Sul. E, conforme a concessionária, neste período haverá apenas uma janela, de 60 minutos, entre 23 horas e meia-noite, para liberação do tráfego. Nas noites de sábado e domingo o tráfego ficará liberado. 

Conforme a empresa, a mudança na operação traz benefícios significativos para os cerca de 8 mil veículos que circulam diariamente pela ponte. Ao concentrar os serviços no horário de menor fluxo, a Via Campo minimiza as interferências na rotina dos motoristas e reduz a interação entre veículos e trabalhadores, aumentando a segurança de todos, alega a empresa.

Outro avanço proporcionado pela mudança de horário é o ganho de produtividade das equipes, que passam a operar em condições mais favoráveis e sem as variações de temperatura do período diurno. O resultado é um ritmo intensificado de execução, capaz de encurtar o prazo final da obra sem qualquer comprometimento da qualidade e da segurança dos serviços, acredita a empresa

Embora ainda não exista um novo prazo definido para a entrega dos trabalhos, a expectativa é de que esse tempo seja reduzido. Para o gerente de Obras da Via Campo, Andersom Barroso, a alteração no cronograma representa um passo estratégico para otimizar a entrega de uma obra essencial à logística nacional.

“Após duas semanas de execução no período diurno, avaliamos que a transição para o horário noturno é a melhor alternativa para reduzir os impactos aos usuários, aumentar a segurança das equipes e acelerar a conclusão dos serviços. Estamos intensificando o ritmo de trabalho para entregar a ponte revitalizada no menor prazo possível, sempre com o máximo de qualidade e segurança”, afirma.

A operação conta com um plano de contingência robusto para situações de emergência. Equipes e equipamentos permanecerão preparados para atendimento imediato, caso seja necessária a liberação rápida da ponte ou o atendimento a ocorrências, como sinistros e panes mecânicas.

A Via Campo reforça a orientação para que os motoristas respeitem a sinalização implantada no trecho, reduzam a velocidade ao se aproximarem da obra e, sempre que possível, programem seus deslocamentos com antecedência durante o período de execução dos serviços.

Ao final da obra, a concessionária promete entregar uma estrutura mais segura, confortável e preparada para suportar o intenso fluxo de veículos que circulam por esse corredor de integração entre estados brasileiros e países da América do Sul.

MS-276

Asfalto feito pelo presidente da Agesul se esfarela dias após liberação

Obra ainda não inaugurada de 5,9 km e que custou R$ 28 milhões em Nova Andradina foi executada pela ENGR Engenharia. Gil Marcio era procurador da empreiteira

24/07/2026 12h40

Trecho que está desmanchando fica próximo ao Córrego Esperança, entre as cidades de Batayporã e Nova Andradina, no sul de MS

Trecho que está desmanchando fica próximo ao Córrego Esperança, entre as cidades de Batayporã e Nova Andradina, no sul de MS

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Anunciado há quatro anos e liberado ao tráfego faz menos de um mês, o asfalto de 5,92 quilômetros na MS-276, entre Batayporã e Nova Andradina, está se esfarelando antes mesmo de ser inaugurado oficialmente.

E o mais curioso é que um dos responsáveis técnicos pela execução da obra é Gil Márcio Franco, que assumiu o comando da Agesul em maio deste ano depois da exoneração de Rudi Fioresi, envolvido em um escândalo de desvio de dinheiro público na prefeitura de Campo Grande.  

Vídeo publicado em redes sociais mostra que, apesar de ainda não haver sinalização, o tráfego já está liberado e a capa asfáltica está literalmente desmanchando (veja o vído ao final da reportagem).

No dia 26 de junho, durante entrega de outras obras em Batayporã, o governador Eduardo Riedel (PP) vistoriou a obra de asfaltamento, o que foi interpretado por moradores da região como se tivesse ocorrido a inauguração.

Conforme informações no site do Governo do Estado à época, a obra recebeu investimento R$ 28 milhões e estava com 96% dos serviços executados. O asfalto novo conecta as rodovias BR-376 e MS-473, na divisa entre Batayporã e Nova Andradina.

A licitação da obra foi anunciada há mais de quatro anos, em maio de 2022, e o projeto está sendo executado pela ENGR Engenharia e Consultoria. O edital inicial previa investimento de R$ 19,577 milhões, bancados por recursos do Fundersul, mas até agora a obra já consumiu 50% acima disso.

Entre outras publicações, um aditivo ao contrato que saiu no diário oficial do Governo do Estado em 21 de dezembro de 2023 mostra que ele foi assinado pelo então presidente da Agesul, Mauro Azambuja Rondon Flores, e por Maria Forin Cruz Ribeiro (p. p. Gil Márcio Franco).

Ou seja, o atual diretor da Agesul tinha procuração da sócia da empreiteira, Maria Forin, para assinar documentos com o Governo do Estado em nome da empreiteira, deixando claro que foi o responsável pela execução de boa parte da obra que está virando pó antes mesmo da inauguração oficial. 

Desde janeiro do ano passado Gil Márcio ocupava o cargo de diretor de Infraestrutura Viária da Agesul, com salário de R$ 22 mil. Desde então está oficialmente afastado da empreiteira. Em maio deste ano foi alçado ao comando da autarquia, depois da eclosão do escândalo sofre supostos desvios no serviço de tapa-buracos as esburacadas ruas de Campo Grande. 

Um vídeo publicado nas redes sociais por Marcos Guimarães, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Novo e que já foi candidato a prefeito de Nova Andradina pelo mesmo partido, atribui a má qualidade do asfalto à “ânsia de entregar obras às vésperas de uma eleição”.

Para o autor das denúncias, o fato de o tráfego ter sido liberado significa que a obra foi entregue, embora não tenha ocorrido inauguração oficial. E o esfarelamento, segundo ele, é a prova de que muita gente está trafegando pela nova rodovia.

Nas imagens, que estão com mais de 250 comentários e o mesmo número de compartilhamentos, ele dá destaque um trecho que não teria resistido à primeira chuva, mas elas também mostram que esfarelamento semelhante ocorre em outros pontos. O problema, segundo ele, existe principalmente próximo à ponte sobre o Córrego Esperança.

Nas dezenas de comentários não faltam insultos à classe política, assim como normalmente ocorre nas redes sociais. Porém, também há informações de que este não é o único local em que asfalto novo se desfaz.

“Essa ai ta boa, da uma passada na MS 278 entre o café porã no município de caarapó e Fátima do Sul que nem inaugurou tem fezer outro asfalto”, escreveu um homem que se identificou como Gilvan Alves de Oliveira.

Em nota, a Agesul informou que já tomou providências para solucionar o problema.

Confirma a nota da Agesul na íntegra:

"A Agesul foi informada sobre o problema referido e já tomou providências para solucioná-lo. Insta-se ressaltar que a obra de implantação e pavimentação asfáltica, na rodovia MS/276, que fica entre os municípios de Batayporã e Nova Andradina, ainda não foi concluída, está em andamento.

Durante inserção de camada intermediária do revestimento asfáltico (chamada “camada de binder”), foi detectada umidade superior à prevista pelos executores. Essa umidade foi agravada devido a condições climáticas registradas durante a execução dos serviços.

Veja explicação de parte de parecer técnico emitido por um de nossos analistas:

'Diante desse cenário [umidade excessiva], foi definida a adoção de medidas corretivas, que consistirão na remoção das camadas afetadas, implantação de dispositivos complementares de drenagem profunda, recomposição da estrutura do pavimento (base e binder) e execução de nova camada de revestimento asfáltico em CBUQ – Faixa C, restabelecendo integralmente as condições de desempenho e durabilidade previstas em projeto.'

A conclusão dos serviços está prevista para ocorrer em aproximadamente 30 dias".

* Matéria alterada às 1631 para acréscimo da nota da Agesul

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