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Ido Michels: "Hoje qualquer um pode dar opinião sobre qualquer coisa sem nunca ter lido nada"

Ligado ao PT, Ido Michels não tem medo de enfrentar tabus dentro do partido, critica os grupos identitários e suas "lacrações" e diz que o bolsonarismo está certo ao cobrar mais disciplina nas escolas

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Um doutor em Economia que nunca viu a economia – uma ciência social aplicada – descolada dos outros fenômenos sociais. Assim é o professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Ido Michels. Atualmente morando em Brasília (DF), onde está cedido à Câmara dos Deputados para ser o chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), Michels continua estudando profundamente os movimentos da sociedade mesmo tendo se aposentado da universidade neste ano.

O economista lista alguns dos principais do grupo a que está ligado politicamente: desvencilhar-se do fenômeno da “lacração” e do politicamente correto e entender melhor os fenômenos sociais, como o anseio de parte da sociedade para se ter mais disciplina no ambiente escolar.

Sobre os principais desafios do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele acredita que o ponto central está no enfrentamento da pouca efetividade das agências reguladoras, que permitem que serviços de péssima qualidade e lesivos ao consumidor, segundo ele, continuem sendo prestados com a conivência do poder público.

Ido Michels - perfil

É professor da UFMS, economista formado pela UFSC, mestre em Economia Rural pela UFPB e doutor e pós-doutor em Geografia Humana pela USP. Autor de artigos e livros sobre cadeias produtivas do Brasil, é assessor do deputado federal Vander Loubet (PT).
 

O Lula venceu as eleições no 2º turno de 2022 em uma frente ampla e com um discurso de reconciliação. Isso, porém, parece não ser possível, ainda que exista esforços para tanto. Existe uma deterioração do contrato social?

Existe uma frase de Antonio Gramsci que diz que uma crise consiste no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. E nessa, digamos, guerra, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece. Eu acredito ainda que nós ainda somos reflexo da crise de 2013, que a Dilma [Roussef, ex-presidente], quando estava no governo, não captou. É o que Marcos Nobre, que é um cientista político que nós temos no Brasil, escreveu em seu livro “A Crise da Democracia”, que as manifestações daquela época foram de autônomos, pessoas sem partidos, alguns movimentos, que deram origem a uma crise profunda que levou ao impeachment de Dilma. E nesse contexto, eu entendo que é um equívoco o PT enxergar o impedimento de Dilma como só um golpe, o que é se vitimizar, porque esses processos são jurídicos e políticos.

Eu entendo que a crise de 2013 começou com protestos que geraram uma ruptura na sociedade brasileira, que permanece até hoje, passando pelo governo de Michel Temer, pela eleição de Jair Bolsonaro e pelo governo que temos aí hoje. As instituições ainda estão processando os efeitos daquela crise, como o fato recente de o Senado discutir a delimitação do espaço do Supremo Tribunal Federal [STF] na tripartição dos Poderes, ao passo que o mesmo STF foi decisivo na eleição de Lula para presidente.

 
Essa crise social também é econômica? Nos últimos 10 anos, foram dois períodos de recessão e baixo crescimento, sem projetos nem planos a longo prazo.

Há um debate que é necessário: um marco que houve na transição para o governo de Fernando Henrique Cardoso [FHC], nos anos 1990, que foi fundamental para a história do Brasil, foi o Plano Real, em 1994, a estabilização da economia, que resultou na reeleição dele, nas privatizações e, depois, nos outros mandatos do Lula. Foi a estabilização da era FHC que permitiu um ciclo de desenvolvimento nos governos Lula 1 e Lula 2, que souberam dar continuidade à estabilidade, com Henrique Meireles no Banco Central, por exemplo.

Lula colocou na pauta que um ciclo de investimento deve ser inclusivo, e o FHC entrou com a estabilidade econômica. Agora, eu entendo que o governo Dilma, na questão econômica, tomou decisões que levaram a uma paralisação desse ciclo que poderíamos ter de desenvolvimento. Houve erros na política econômica dela, e o próprio Lula, a posteriori, reconhece isso.

Um exemplo disso é que o próprio Fernando Haddad, em uma entrevista em que fala sobre a crise de 2013, para a revista Piauí, afirma que uma das responsáveis foi a Dilma, por ela não ter dado subsídio para ele evitar o aumento das passagens de ônibus naquela ocasião.

Agora, sobre a questão econômica, entendo que há uma outra complexidade ligada à globalização, um fenômeno que é brasileiro e mundial: ela é inclusiva, porque inclui muitas pessoas ao mesmo tempo. Ou seja, faz com que mais pessoas possam comprar um iPhone, viajar, proporciona serviços como iFood e Uber, por exemplo – e nesse aspecto ela inclui. 

Mas ao mesmo tempo há um movimento de exclusão, em que um número igualmente muito grande de pessoas não se sente parte desse processo. E isso ocorre no mundo todo. E é nesse contexto que surge um movimento político que cobra a fatura da globalização do emprego. E qual a resposta para isso? Eu não tenho essa resposta.

É preciso que se entenda que os países têm de conciliar valores de mercado e valores de estado. Por isso, acredito que no Brasil, especificamente, há um lado da privatização – e isso é uma grande responsabilidade nossa, do PT – em que nós privatizamos no tempo que havia que privatizar, e o problema é que as agências de regulação não entregaram o que deveriam entregar.

Então você acredita que o próximo nó a ser desatado é o das agências reguladoras?

Eu entendo que temos coisas que são um avanço e que o Estado não tem que cuidar mesmo, mas tem coisas que o Estado não pode deixar solto, como o que está em debate sobre a questão energética. Mas eu acho, por exemplo, a telefonia no Brasil um horror.

Há dois anos, viajei ao Egito e entrei em certo momento 100 km deserto adentro – e lá tinha sinal de telefone. Por aqui, muitas vezes estamos em capitais brasileiras e o prometido e contratado 5G não funciona. E não dá para vir parte da esquerda e dizer que o Estado tem que voltar. Não. As agências têm de entregar o que prometeram: fiscalizar.

 
Mas e o custo político de fazer as agências reguladoras funcionarem?

Isso é uma coisa que o Congresso começou a ter algumas manifestações nesse sentido, ainda no governo Bolsonaro. Porque é necessário rever o papel das agências. Eu estou dizendo que esse é o desafio do governo Lula, e para mim, um desafio central e que seria revolucionário. Elas têm de dar satisfação à sociedade, dizer o que estão fazendo e por quê.

Quando contrato um serviço 5G na telefonia e não recebo nem sequer 3G, é a mesma coisa que se comprasse um 1 kg de carne e levasse para casa uns 700 g ou meio quilo.

Pegando o caso das companhias aéreas. Se você enxergar alguma justificativa plausível para eu pagar R$ 600 em uma passagem e na sequência, que seja com um ou dois meses de antecedência, cancelar o meu bilhete e não ter o dinheiro devolvido, me procure. Uma coisa é eu cancelar uma viagem em cima da hora, outra coisa é um cancelamento com antecedência. Por isso digo que estamos sendo lesados em todas as áreas reguladas pelas agências. 

E esse mesmo controle social que você defende para as agências e concessionárias também têm de valer para o Estado?

Entendo que o Estado tem de atuar em muitos setores, porque ele é o estimulador de investimentos nesses setores. Mas ele também tem de ser controlado. É outro lugar que precisa de uma revolução em sua gestão.
Sou professor universitário aposentado, tenho uma relação com ele [Estado] há 40 anos desde que estudei em uma universidade pública, fiz mestrado e doutorado e também sou servidor público. Acredito que o Estado deve ter um acompanhamento efetivo das entregas que fiz à sociedade.

Então você defende uma reforma administrativa?

Eu acredito que a reforma é necessária e deve ocorrer dentro de um conceito do que as pessoas realmente a associam como tal. Mas dizem: “Ah, vai tirar a estabilidade”. A discussão não está aí. A estabilidade é parte dela. Entendo que como servidor público, agora da Câmara dos Deputados, eu tenho esse crachá, que tem um número. Aqui atendo prefeitos, vereadores, e este é meu número de ponto. Acredito que qualquer pessoa que eu atendo deveria ter o direito de atribuir uma nota ao meu atendimento, assim como fazemos com Uber, iFood ou 99. Em muitos momentos, o serviço público serve mais à engrenagem do aparelho estatal do que à sociedade. 

Eu vivi isso na pele. Eu tinha um processo de aposentadoria em que o INSS [Instituto Nacional da Seguridade Social] levou 10 anos para reconhecer que eu sou eu. Queria me aposentar e juntei à contagem os 10 anos de carteira assinada que tive antes de ingressar no serviço público, e houve um burocrata qualquer que duvidou que eu tivesse esse tempo e a anotação na carteira. Eu recorri às instâncias do INSS, fiquei muito tempo sem resposta, até que meu processo trocou de servidor responsável e uma outra pessoa verificou que estava tudo ok. 

Esse é o Estado que não funciona bem. O Estado que funciona muito bem é o aparelho estatal para arrecadar. 

 
Mas todo esse debate sobre o papel do Estado parece ter ficado meio de lado hoje, em tempos de redes sociais. Você acredita que uma necessidade constante de “lacração” dificulta debates de temas mais abrangentes?

Sim, existe, sim, essa necessidade de “lacração” e, também, uma patrulha que define o que é politicamente correto ou não. E isso faz com que a gente deixe de debater conteúdos importantes e perca oportunidade de se posicionar nos debates. Por exemplo: o PT tem muita proximidade com os movimentos identitários. Eu sou um crítico que acho o identitarismo uma área de “lacração”. As causas do povo negro, dos indígenas, das mulheres, dos jovens, dos LGBTQIA+ são importantes. Mas as causas identitárias são pautas que não são as causas da sociedade em sua totalidade. Repito, elas são importantes, mas foram transformadas por um segmento em uma questão essencial da sociedade.

Quanto à “lacração” e ao politicamente correto, que estou dizendo que é a mesma coisa, se estou dizendo algo a meu grupo social e sou patrulhado, eu não dou a menor importância. 

E se o outro lado utilizar o termo “lugar de fala”, você considera que ele interdita o debate?

Considero o lugar de fala importante, mas ele não é único. Se o lugar de fala fosse o único critério de um debate, não existiria [Sigmund] Freud, não existiria [Karl] Marx, não existiria [Albert] Einstein, não existiriam os grandes pensadores da humanidade. E, na política da lacração e do cancelamento, todos os músicos clássicos da humanidade seriam cancelados, porque, em sua época, todos eram de uma elite e reproduziam valores de sua época. Então, [se eu me preocupar com o cancelamento] não consigo mais fazer nada. Há um autor, Antonio Risério, que fala sobre o relativismo pós-moderno e a esquerda identitária. E ele diz que essa esquerda identitária é tão fascista quanto a direita. Ela “lacra” porque ela quer dizer o que é certo e o que é errado. Ela não dá liberdade de expressão à sociedade.

Neste contexto, qual o papel da educação? Você considera que esta liberdade de expressão potencializada pelas redes veio rápido demais e sem uma base educacional de massa?

Recentemente, tive duas experiências no que diz respeito à educação. Uma amiga daqui da UnB [Universidade de Brasília], que era daí de Mato Grosso do Sul e que foi fazer um curso de inglês de curta duração nos Estados Unidos. Era uma cidade pequena, e ela me disse que a disciplina na sala de aula fazia a diferença. Lá a aula começa às 9h. Se o aluno chegou às 9h01min, recebe 25% de uma falta. Se o atraso se repetir por quatro vezes, completa-se uma falta. Telefone celular é guardado desligado ou fica no silencioso na bolsa e ninguém usa na aula. E por aqui nós não conseguimos fazer esse diálogo. Um pouco que a “lacração” e o politicamente correto interdita este debate. E eu entendo que o ensino brasileiro não faça o debate, porque não é um ensino que dá disciplina, porque para estudar é preciso disciplina. Para escrever um livro, para editar um jornal é necessário ter disciplina. E essa minha amiga dá aula na UnB e diz que, de cada 50 alunos dela, aproveitam-se 3, porque estão todos distraídos. E daí o bolsonarismo vem com a proposta do colégio militar, e eles não estão errados. 

Hoje a disciplina é difícil de ser dada nas casas porque temos um componente psíquico que é muito transformador: os filhos são os porta-vozes dos pais no contato deles com a sociedade e no consumo. São eles que, por exemplo, orientam o que têm de comprar, uma televisão, o modelo de telefone... 
E a outra parte que eu não entendo porque não usamos é a transformação por meio das tecnologias. Eu entendo que o professor deveria ser recapacitado tecnologicamente a cada três anos, na rede pública ou privada. Hoje as linguagens de transmissão do conhecimento vão muito além da linguagem de transmissão histórica tradicional. E não estou falando em dar aula a distância, mas saber tornar uma aula mais atrativa.

E em termos de conteúdo?

Em termos de conteúdo, eu entendo que não seria um problema. Acho que o problema é a forma da transmissão do conteúdo. E ainda haverá necessidade de o aluno sentar a bunda na cadeira e ler um livro. E daí esquece celular, esquece tudo. Porque o cara lendo a Wikipédia e lendo post no Facebook, né, do cancelamento e seja lá o que for, não será educado em nada. Por isso a situação em que estamos hoje: a pessoa nunca nem leu qualquer artigo da Constituição e se dá o direito de ir na rede social opinar. Eu acho isso uma grande vantagem porque ele pode dar a opinião dele, mas eu acho isso uma grande coisa que nos leva a uma platitude, porque ele pode dar uma opinião sobre qualquer coisa sem nunca ter lido nada. Esse é mais um desafio.

Como analisa a evolução econômica de Mato Grosso do Sul nos últimos 20 anos?

Acredito que Mato Grosso do Sul teve sorte que todos os governantes não romperam com políticas de Estado. Zeca do PT atuou para estabilizar as finanças de MS, André Puccinelli, mesmo tentando impor no Estado a mesma centralização que aplicava na Prefeitura de Campo Grande, também fez um bom governo. Já Reinaldo Azambuja fez um bom governo, e começou uma descentralização muito importante, que fortaleceu os municípios. Já Eduardo Riedel estabelece um marco importantíssimo para a história do Estado, pois é da primeira geração que se preparou tecnicamente e academicamente para governar Mato Grosso do Sul. 

Quanto aos investimentos privados que vieram nos últimos anos, o Estado soube aproveitar as vantagens comparativas, que eu explico: o processo decorre do encarecimento das terras em estados vizinhos, como São Paulo, e depois com investimentos na cana-de-açúcar na região leste do Estado –alguns não deram muito certo – e a silvicultura. Por que falamos do conceito de vantagem comparativa? Porque para uma grande empresa de celulose é mais vantajoso se instalar em uma região mais próxima de portos e ferrovias e onde a terra, em termos de preço, não enfrenta a concorrência de outras culturas.

GUNS N' ROSES

Veja as melhores rotas para chegar no show do Guns N' Roses em Campo Grande

Leia todas as informações sobre o show como melhores trajetos, o que não pode levar e por onde entrar no Autódromo

08/04/2026 16h30

Banda se apresenta na Capital nesta quinta-feira (9)

Banda se apresenta na Capital nesta quinta-feira (9) Divulgação

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Faltando pouco mais de 24 horas para o show mais esperado do ano em Campo Grande, o Correio do Estado preparou um guia com tudo o que você precisa saber para aproveitar a banda Guns N’ Roses nesta quinta-feira (9). 

Como chegar?

O show irá acontecer no Autódromo Internacional Orlando Moura. A única via de acesso ao local é pela BR-262, na saída para São Paulo. 

O espaço fica a 29 minutos de distância do centro da cidade. A melhor rota para chegar, saindo de bairros próximos à região central é passando pela Avenida Ministro João Arinos, na Chácara Cachoeira, e seguir, já que a Avenida se converge na rodovia no final da cidade. 

Região Norte

Para quem mora mais para cima, ao redor do bairro Monte Castelo, são três rotas alternativas até chegar na rodovia. A mais rápida é descendo a Avenida Ceará até a Avenida Ministro João Arinos e seguir até a BR. 

Outra alternativa é seguir pela Cônsul Assaf Trad, descer pela rua Cristóvão Lechuga Luengo, contornar o Parque Ecológico do Sóter pela rua Antônio Rahe, descer a Avenida Hiroshima até a rotatória para entrar no Parque dos Poderes. A partir daí, é só seguir pela Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, entrar na Rodovia Dalton Derzi Wasilewski. No pontilhão, é só fazer o retorno e entrar na BR-262. 

A terceira opção é sair do bairro pela Avenida Julia Maksoud até a Rua Joaquim Murtinho e seguir até a rodovia. 

Para os fãs que moram na região Nordeste, no bairro Nova Lima e regiões, o melhor trajeto é pela Rua Alexandre Herculano e pegar a rodovia BR-163. No pontilhão, é só fazer o contorno e entrar na BR-262. 

Região Sul

Para os moradores do bairro Aero Rancho e região sudoeste de Campo Grande, também são três rotas de acesso à rodovia. 

O caminho mais rápido dura aproximadamente 43 minutos, dependendo do trânsito. O indicado é seguir pela Avenida Georges Chaia até chegar na Avenida Costa e Silva. Na rotatória da Coca-Cola, é só seguir pela esquerda, na Avenida Dr. Olavo Vilella de Andrade e entrar no bairro Rita Vieira e seguir até a Avenida Três Barras. No semáforo do posto Shell, siga à direita na Avenida Nogueira Viêira e entre à esquerda na Rua Soldado Reinaldo de Andrade. Logo à frente, é só seguir pela João Arinos até a rodovia. 

Outra opção é seguir pela Avenida Ernesto Geisel até a Avenida Fernando Corrêa da Costa. No cruzamento, entre na Rua Joaquim Murtinho e siga até a rodovia. O tempo estimado por esse caminho é de 45 minutos, dependendo do trânsito. 

A outra sugestão é pela Avenida Guaicurus até entrar na BR-163. Siga para o norte até o viaduto Engenheiro Paulo Avelino de Rezende e entre à direita na BR-262. 

Região Oeste

Na região oeste da cidade, nos bairros Jardim São Conrado, Taveirópolis, Tijuca, Santo Amaro e região, o mais indicado é seguir pela Avenida Afonso Pena e entrar na Rua Dr. Antônio Alves Arantes. Na rotatória, entre na Rua Raul Pires Barbosa até a Rua Coronel Cacildo Arantes. Ela irá diretamente até a Ministro João Arinos. No semáforo, entre à esquerda e siga até a rodovia. 

Outra opção é seguir pela Avenida Duque de Caxias até a Rua Antônio Maria Coelho. Depois, entre na Rua Pedro Celestino até a Rua Joaquim Murtinho. Siga em frente até a João Arino até chegar no Autódromo. 

Como entrar no autódromo?

O acesso ao evento será feito por três entradas principais: pelo estacionamento do EcoPark, que estará disponível para carros; a entrada de pedestres logo no início do Autódromo e a entrada do estacionamento oficial do show, logo após a entrada de pedestres. 

Banda se apresenta na Capital nesta quinta-feira (9)

Para acessar os setores, são quatro entradas. A primeira é para o acesso aos camarotes. Logo à frente, fica o acesso ao Front Stage e a Experience. Bem do lado, é o acesso à arena. Ao final, o acesso aos bangalôs, no ponto extremo do mapa. 

Banda se apresenta na Capital nesta quinta-feira (9)

No acostamento da rodovia, foi feita uma terceira via, destinada exclusivamente aos pedestres. 

O acesso ao estacionamento oficial do evento só será possível mediante ticket comprado antecipadamente. De acordo com a página da organização oficial, Santo Show, as vagas de estacionamento estão esgotadas. 

Ainda é possível comprar tickets de estacionamento no EcoPark pelo site App Ingressos. Os valores são de R$ 90 + taxas para carros e R$ 35 + taxas para motos. 

Pode e não pode

É obrigatório a apresentação de documento com foto na entrada e os comprovantes necessários para os tipos de ingresso. Para quem comprou meia entrada, é necessário o comprovante do benefício (carteira de identificação estudantil, laudo médico em caso de PcD, etc). Para os ingressos sociais, deve ser levado 1 kg de alimento não perecível. 

Adolescentes de 12 a 16 anos só poderão entrar acompanhados dos pais ou de um responsável legal. Para os de 17 anos, será autorizada a entrada acompanhado de qualquer adulto e é obrigatória a apresentação de autorização com firma reconhecida. 

Itens proibidos

Não será permitida a entrada dos seguintes itens:

  • armas, objetos cortantes, fogos, sinalizadores, correntes ou itens pontiagudos;
  • equipamentos eletrônicos profissionais, go pro, tablets, drones, bastão de selfies e lasers;
  • bebidas (exceto águas sem tampa), garrafas, latas, recipientes rígidos;
  • cartazes, bandeiras, camisetas de times, panfletos, fantasias volumosas;
  • drogas, cigarros eletrônicos e medicamentos sem prescrição. 

Somente será permitida a entrada de alimentos industrializados lacrados para consumo próprio. 

Haverá revista na entrada do evento e a estrutura não conta com guarda-volumes. A organização reforça que itens proibidos serão descartados no local. 

Também não será permitido sair do local e entrar novamente, mesmo com o ingresso válido. 

Abertura dos portões

O estacionamento estará aberto a partir das 13h. Os portões estarão abertos às 16h para o público geral. A banda Raimundos se apresenta às 19h com clássicos e sucessos, esquentando o coração para a noite. O show do Guns está marcado para às 20h30. 

Caso sob investigação

Menino passou por "peregrinação" em Upas antes de morrer terá caso investigado

Sesau abriu investigação e informou que 'eventuais desvios de conduta serão apurados

08/04/2026 15h22

Reprodução Redes Sociais

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O caso do menino João Guilherme Pires, de 9 anos, que morreu na madrugada de terça-feira (7), após procurar mais de uma vez atendimento em UPAs, será investigado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A criança procurou atendimento na UPA Tiradentes após sofrer uma queda e machucar o joelho, no dia 2 de abril. Depois de ser consultado, foi liberado.

Como não apresentou melhora, a peregrinação começou. No dia 3, ele retornou, desta vez à UPA Universitário, passou por atendimento médico e teve alta. Posteriormente, voltou nos dias 4 e 5.

No dia 5, um exame de raio X indicou uma lesão na região do joelho. Por isso, ele recebeu encaminhamento para a Santa Casa de Campo Grande, onde esteve no dia 6 para imobilizar a perna.

Durante a noite, o menino passou mal e foi levado desacordado para a UPA Universitário. Em seguida, foi encaminhado à Santa Casa. Durante a madrugada do dia 7, ele não resistiu e morreu às 1h05.

Sequência dos Atendimentos

 

  • Dia 2/4: UPA Tiradentes (raio-X normal, liberado com analgésicos).
  • Dia 3/4: UPA Universitário (liberado).
  • Dia 4/4: UPA Universitário (medicamento aplicado).
  • Dia 5/4: UPA Universitário (observação, novo raio-X com rachadura, imobilização na Santa Casa).
  • Dia 6/4: UPA Universitário (passou mal, transferido à Santa Casa).
  • Dia 7/4 (0h18): Santa Casa (óbito às 1h05).

Por meio de nota, a Sesau informou que o caso está sendo apurado.

“O caso está sendo investigado. Em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade e do sigilo das informações de saúde, a secretaria não fornece dados ou esclarecimentos sobre atendimentos individuais de pacientes à imprensa ou a terceiros, mesmo que de forma indireta.

A pasta esclarece ainda que as informações estão sendo devidamente apuradas, com base em levantamentos de prontuários e registros médicos. Ressalta também que todas as responsabilidades serão rigorosamente verificadas e, caso sejam identificados eventuais desvios de conduta, as medidas cabíveis serão adotadas”, informou a Sesau.

A Santa Casa lamentou a morte da criança e informou que, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às normas de sigilo médico, não pode divulgar informações referentes ao caso.

Estudante de música

O menino era aluno do coral da Fundação Ueze Zahran, que, por meio do Instagram, lamentou a morte de João Guilherme, lembrado pela sensibilidade que demonstrava com a música.

“É com profundo pesar que nos despedimos do querido João Guilherme Jorge Pires, aluno do Coral da Fundação Ueze Zahran em parceria com o Cica.

João Guilherme deixa entre nós lembranças marcadas por sua alegria, sensibilidade e amor pela música, tocando o coração de colegas, professores e de toda a comunidade da Fundação.

Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que compartilharam de sua caminhada, desejando conforto, força e paz aos corações enlutados.

Que sua memória permaneça viva por meio da música e dos momentos que tivemos a alegria de compartilhar”.
 

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