Cidades

TUMULTO

Homem mata morador de rua e agride mais três no Centro de Campo Grande

Celso Vinicius Braz confessou a autoria dos crimes e foi preso pela Polícia Militar

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Homem mata um e agride três pessoas no centro de Campo Grande

O domingo em frente ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua amanheceu com tumulto e morte de um morador de rua. Durante o patrulhamento, a equipe da Polícia Militar (PM) atendeu duas ocorrências de lesões corporais e um homicídio em frente ao centro POP, além de uma terceira na Vila Carvalho. O suspeito de praticar os crimes é Celso Vinicius Braz, conhecido como "Neguinho".

Ele confessou ser o autor dos crimes em frente ao centro POP, dizendo que foi mandado por um tal "Doutorzão", não sabendo o nome do mandante. Diante da confirmação da autoria, o rapaz foi preso e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol).

Ocorrências

A primeira ocorrência da Polícia Militar (PM) foi o atendimento a um morador de rua que apresentava múltiplas escoriações. Lucas Antônio da Silva estava deitada no chão, coberta por uma manta com hematomas na cabeça. A vítima foi encaminhada para a Santa Casa, para atendimento médico de urgência. 

Lucas estava semiconsciente, com dificuldade de comunicação e apresentava diversos cortes na cabeça, além de significativa perda de sangue. Havia indícios de que a vítima tenha sido agredida com pedras. 

Ele relatou aos policiais que por volta das 5h30, em frente ao centro POP passou por Celso Vinicius e após ter falado "bom dia", este o golpeou com um pedaço de porcelana (vaso) em sua costas.

Às 14h, na Rua Joel Dibo, a PM se deparou com um outro caso. Um cidadão morto, deitado sobre uma poça de sangue. 

Segundo duas testemunhas que estavam próximas ao local, o possível autor do fato seria o mesmo indivíduo conhecido como "Neguinho". Um dos rapazes relatou aos policiais que visualizou o rapaz desferindo vários golpes contra a vítima com um objeto não identificado. 

A vítima não portava documentos pessoais, tampouco havia alguém no local que pudesse identificá-la. Apresentava idade aproximada de 30 anos, pele parda, cerca de 1,70 m de altura, cabelos lisos pintado de branco. Ele possuía perfurações nas regiões do crânio, cervical, torácica e nas mãos direita e esquerda, totalizando seis lesões.

Após 30 minutos, outra vítima de lesão corporal foi identificada como Roberto Carlos Galiz. Ele apresentava cortes nas regiões cervical, ombro direito, clavícula esquerda e couro cabeludo.

Conforme imagens de câmeras de segurança, a vítima transitava pela Rua Arnaldo Serra quando foi agredida pelas costas pelo indivíduo, que portava uma pedra e desferiu golpes em sua cabeça, fazendo com que perdesse a consciência momentaneamente. 

O último caso de lesão corporal ocorreu pouco tempo depois, no Bairro Vila Carvalho, onde um idoso havia sido agredido com golpes de pedra. 

Celso Vinicius Braz foi encontrado e preso na Avenida Fernando Correa da Costa com a rua Rui Barbosa.

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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