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Decadência

Horto Florestal sofre com abandono há quase uma década

Há espaço para caminhada, pista de skate e academia ao ar livre, mas o sucateamento força o esvaziamento do local

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O histórico de abandono do Horto Florestal de Campo Grande já dura quase uma década. A última minirreforma, com pintura e conserto de banheiros e estrutura, além da limpeza de um dos mais belos pontos turísticos da cidade, ocorreu em 2015. 


Durante este período, o que funcionava no pomposo espaço ecológico urbano situado entre a Avenida Ernesto Geisel e a Rua 26 de Agosto, como quiosque, pista de skate, espaço para jogo de bocha, restaurante, pista para caminhada, academia ao ar livre, espelho d’água e lugar reservado para aulas de balé, foi se deteriorando aos poucos.


Embora aberto para visitação do público, o Horto vive hoje uma rotina bem distinta do espaço que virou ponto de encontro dos campo-grandenses em 1993, três décadas atrás, período em que a cidade era administrada pelo prefeito Juvêncio César da Fonseca, emedebista morto em dezembro de 2019, aos 84 anos. 


O comerciante Júlio Almeida, de 37 anos, era um dos poucos que caminhava pela pista do Horto na tarde de quarta-feira, enquanto a reportagem via os estragos estruturais do local. 
“Frequento aqui desde criança. Aqui era tão bacana, encontrava amigos, paqueras, nos divertíamos. Havia dia que estávamos com vontade de conversar, e conversávamos.

Queríamos ler algum livro, íamos à biblioteca. Até ouvíamos músicas, estudávamos, conhecíamos novos amigos. Era tudo de bom. Hoje não tem mais nada. Tudo caindo aos pedaços, estragado e ninguém mais quer vir aqui”, queixou-se o comerciante. 


Izilda Carneiro, de 56 anos, aposentada, também disse que suas idas ao Horto eram quase frequentes. “Hoje, minha vida mudou, me casei e tive filhos, mas adorava isso aqui, que era bem diferente, cheio”, contou. 


Izilda disse ainda que, além do abandono, a pandemia da Covid-19 contribuiu para o esvaziamento do lugar. “Teve a questão do distanciamento social, ninguém queria sair de casa, e aqui só vinham poucos”, afirmou a aposentada. 


Hoje, o Horto recebe rondas policiais diárias por meio de tropas da Guarda Civil.
Narrativas indicando o abandono do Horto não são uma novidade para os campo-grandenses, e as promessas políticas indicando que logo o espaço ecológico deve ser revitalizado surgem de tempos em tempos. 


Cinco anos atrás, em 2019, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) noticiou que o Horto Florestal seria reformado naquele ano, mas o indicativo não saiu do discurso. 
À época, início de 2020, reportagem publicada pelo Correio do Estado indicava que um dos cartões-postais da cidade tinha sido incluído em pacote como um dos locais para onde seriam destinados recursos provenientes de um empréstimo de R$ 30 milhões da prefeitura, feito com a Caixa Econômica Federal, no âmbito da Linha de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).


Recursos seriam para reforma e ampliação de vários parques, praças e áreas de esporte da Capital. O tempo passou, e a promessa da prefeitura não saiu do papel.  Em março de 2020, reportagem publicada pelo Correio do Estado revelou que uma reforma em curso no Horto Florestal serviria para abrigar a sede administrativa da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), e este foi um dos poucos projetos que efetivamente foi cumprido no local. 

ÁRVORES CAÍDAS 


Na pista de caminhada é possível notar árvores caídas por falta de cuidados. Já dentro do prédio do setor administrativo do Horto, por meio de fotografias, repara-se que o espaço era ocupado também por árvores que tombaram com o tempo, como das espécies cedro, uva-japão e sibipiruna. “Tempestade, raios e falta de cuidados também causaram isso”, afirmou um dos servidores do Horto. 

GESTÃO


Ao menos 15 pessoas trabalham no Horto, servidores administrativos, pessoas que cuidam biblioteca e atuam na limpeza. Ninguém quis conversar oficialmente com a reportagem e pediram para buscar informações na Sectur, com a secretária municipal de Turismo, Maria Bethânia Gurgel. 


Alguns funcionários disseram que o abandono do Horto ocorre sempre em períodos de mudanças de prefeitos. “Isso aqui já foi bom, bem frequentado. Depende do prefeito. Alguns valorizam o espaço, outros, não”, disse um servidor, que não quis se identificar e que afirmou que a melhor fase do Horto foi na administração de André Puccinelli (1997-2004). 


Por meio da assessoria de imprensa da Sectur, foi informado que a secretária da pasta estava em viagem. A reportagem enviou por e-mail questões sobre o abandono do Horto Florestal e se havia planos para solucionar o problema. 


Inicialmente, foi respondido que há um projeto para revitalizar o Horto, mas que o assunto só poderia ser comentado pela secretária. A reportagem não recebeu resposta até o fechamento desta edição. 

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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