Cidades

DOURADOS

Hospital Evangélico receberá R$ 1,5 milhão do Estado

Hospital Evangélico receberá R$ 1,5 milhão do Estado

DA REDAÇÃO

31/07/2011 - 00h05
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O governador André Puccinelli anunciou o repasse de recursos no valor de R$ 1,5 milhão que serão somados a outros R$ 1,3 milhões referentes à emenda parlamentar para a obra de reforma do Hospital Evangélico – Unidade Hospital da Vida no município de Dourados.

 “Vamos complementar com o aporte de R$ 1,5 milhão de recursos próprios. Fazemos parceria todas as vezes que temos a disponibilidade financeira”, ressaltou André durante o anúncio na última sexta-feira..

O governador assinou convênio para liberação de R$ 600 mil à unidade do Hospital Evangélico. A finalidade da transferência é, principalmente, dar condições ao hospital suprir despesas de custeio, aquisição de medicamentos e materiais de consumo visando o atendimento dos pacientes beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A liberação dos recursos será feita em três parcelas. Os materiais permanentes e equipamentos que, porventura sejam adquiridos com aplicação da verba em questão, passarão a fazer parte do patrimônio do hospital.

Conforme o presidente do conselho deliberativo da Associação Beneficente Douradense, Abel Ferreira de Almeida, os recursos serão utilizados principalmente no abastecimento da farmácia. “Está vindo em boa hora e vai atender principalmente a comunidade carente. O hospital sabendo que o dinheiro vai chegar já vai se preparando para ter uma farmácia abastecida”, afirmou.

 

De acordo com o técnico operacional daquela unidade, Marco Aurélio de Camargo, a Unidade Hospital da Vida realiza a cada mês cerca de 6 mil atendimentos e 500 internações. “Esses recursos vão ajudar em medicamentos, insumos para o centro cirúrgico, e são muito importantes porque o hospital é referência em urgência e emergência sendo suporte para Dourados e região”, comentou.

Liberdade Provisória

Veterinária que ateou fogo no marido deixa a prisão em Campo Grande

Decisão impõe tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares; Ministério Público já denunciou a médica-veterinária por tentativa de homicídio qualificado

04/07/2026 10h57

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liberdade provisória à médica-veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, presa desde o dia 22 de junho sob acusação de atear fogo no próprio marido durante uma discussão em Campo Grande.

O caso ganhou repercussão em todo o Estado após o servidor público federal Carlitos Fioravante Vieira de Oliveira, de 41 anos, sofrer queimaduras graves em cerca de 30% do corpo dentro da residência do casal, localizada no Bairro Vila Santa Luzia. A vítima permanece internada e segue sob acompanhamento médico.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que revogou a prisão preventiva da médica-veterinária e autorizou que ela responda ao processo em liberdade.

Entre as medidas cautelares impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica pelo período inicial de 90 dias e o cumprimento de outras determinações judiciais.

A liberdade foi concedida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos. Além do uso da tornozeleira eletrônica, a investigada deverá cumprir restrições impostas pela Justiça durante a tramitação da ação penal.

A decisão ocorre poucos dias após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul oferecer denúncia contra a veterinária por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de fogo.

Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma discussão motivada por suspeitas de traição. Em depoimento à Polícia Civil, a veterinária admitiu ter jogado álcool sobre o marido e utilizado um isqueiro, mas afirmou que não tinha intenção de matá-lo.

Ela sustentou que pretendia apenas assustá-lo para que confessasse um suposto relacionamento extraconjugal.

Inicialmente, o inquérito policial havia apontado indícios do crime de tortura, sob o entendimento de que o fogo teria sido empregado para constranger a vítima a admitir uma suposta infidelidade.

O Ministério Público, entretanto, adotou interpretação diferente e concluiu que os elementos reunidos caracterizam tentativa de homicídio qualificado, considerando a utilização de fogo e a motivação do crime.

Com a denúncia apresentada, caberá agora ao Judiciário decidir pelo recebimento da acusação e pelo prosseguimento da ação penal.

Durante o interrogatório, Lidiane afirmou ainda que tentou apagar as chamas, sofreu queimaduras nas mãos e levou o marido ao hospital logo após o ocorrido.

A defesa também alegou que ela enfrenta problemas de saúde mental e estava sem utilizar medicamentos para depressão e transtorno de ansiedade havia alguns dias antes do episódio.

A decisão que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares levou em consideração novos elementos apresentados à Justiça, entre eles um vídeo gravado pela própria vítima, conforme informado nos autos.

Apesar da concessão da liberdade provisória, o processo criminal segue em andamento e a investigada continuará respondendo à acusação perante a Justiça de Mato Grosso do Sul.

 

CAMPO GRANDE

Polícia aponta homicídio em caso de homem carbonizado no córrego Anhanduí

A perícia científica verificou que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo

04/07/2026 10h30

Corpo de homem foi encontrado às margens do córrego Anhanduizinho, na avenida Ernesto Geisel

Corpo de homem foi encontrado às margens do córrego Anhanduizinho, na avenida Ernesto Geisel Marcelo Victor / Correio do Estado

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O corpo de um homem, conhecido como "Baixinho", de 40 anos, foi achado carbonizado, nesta sexta-feira (3), em meio a um barraco queimado, montado às margens do córrego Anhandui, no bairro Jardim Jacy, em Campo Grande. 

O local dos fatos fica às margens do córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, onde diversas pessoas sem residência fixa e usuários de drogas costumam construir seus barracos e fixar moradia no local.

 Debaixo das molas, do que a Polícia Civil acredita tratar-se de um colchão, estava o corpo carbonizado do homem, até o momento sem identificação.

A perícia científica e a equipe de engenharia ambiental verificaram que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo. Além disso,  há indícios de que o homem pode ter sido colocado por debaixo do colchão, antes de ser queimado.

Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento que o barraco fica totalmente destruído por um incêndio, que se alastrou em um raio com cerca de 5 metros de diâmetro.

Uma amiga de Baixinho compareceu no local e disse que ele residia no barraco ao lado e que, na quinta-feira (2), por volta das 16h, viu o homem com vida pela última vez. A mulher informou que, por volta das 20h, notou um incêndio no local e deslocou-se para outra área, pois é usuária de drogas.

Ela permaneceu longe de seu "barraco" até esta sexta-feira (3) e quando retornou, por volta das 7h, viu o barraco de Baixinho totalmente destruído, pedindo para que populares acionassem equipes do Corpo de Bombeiros.

A testemunha e alguns comerciantes próximos ao local dos fatos afirmaram que a vítima era usuária de drogas, não sendo relatado qualquer tipo de desavença com outras pessoas.

A equipe da perícia recolheu amostras de sangue no local dos fatos, não sendo possível informar naquele momento se o corpo da vítima apresentava outras marcas de violência além da carbonização. Exames mais detalhados serão realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). Também será realizado o exame necropapilar para identificação. 

Equipes da Polícia Militar, Civil e por do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC-CEPOL), como homicídio qualificado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso.

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