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SAÚDE

Hospital São Julião recebe R$ 9,4 milhões para realizar 2,5 mil procedimentos

Bancada federal de MS e vereadores de Campo Grande destinaram verba no Programa Vira CG Saúde

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Acabou a espera de pacientes que aguardam por atendimentos especializados, exames, cirurgias, tratamentos e procedimentos hospitalares, via Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital São Julião, localizado em Campo Grande, está oficialmente integrado ao Programa Vira CG Saúde, que vai reduzir a fila de espera de pacientes, facilitar o acesso aos serviços de saúde e agilizar o atendimento de pessoas que aguardam por procedimentos.

Assinatura do convênio, da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) com o Hospital São Julião, ocorreu nesta quinta-feira (9) na rua Lino Villacha, número 1250, bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Ao todo, 2.580 procedimentos serão realizados nas áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral, endoscopia, colonoscopia e cirurgia oftalmológica.

O investimento é de R$ 9,4 milhões, proveniente de verba da bancada federal de Mato Grosso do Sul e emendas de vereadores de Campo Grande.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), a expectativa é eliminar filas de espera de pacientes que estão aguardando há meses por um procedimento.

"Campo Grande atende não apenas sua população, mas também pacientes de dezenas de municípios de Mato Grosso do Sul. Isso exige planejamento, investimentos e parcerias sólidas. O Dia D Vira Saúde representa um esforço coletivo para ampliar o acesso aos procedimentos especializados, reduzir o tempo de espera e oferecer um atendimento mais digno e eficiente para quem mais precisa".

A superintendente de Gestão do Hospital São Julião, Jéssyka Mendes, ressaltou a importância da parceria entre prefeitura e hospital.

"Essa parceria representa muito mais do que a ampliação dos atendimentos. É o reconhecimento da capacidade técnica, da credibilidade e do compromisso que o Hospital São Julião construiu ao longo de décadas. Temos equipes altamente qualificadas, estrutura preparada e uma gestão comprometida em transformar recursos públicos em atendimento humanizado, reduzindo filas e levando mais qualidade de vida à população".

As autoridades presentes no evento foram:

  • Prefeita Adriane Lopes
  • Senadora Tereza Cristina
  • Deputado federal Dagoberto Nogueira
  • Deputado estadual Lidio Lopes
  • Vereador Landmark
  • Vereador Wilson Lands
  • Secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela;
  • Diretor técnico do Hospital São Julião, Augusto Afonso Brasil Filho
  • Diretora clínica Aurelly Fabiana Pereira Rodrigues
  • Outros convidados

Em 15 de junho de 2026, o Hospital do Câncer Alfredo Abrão (HCAA) recebeu R$ 7,5 milhões da bancada federal para realização de 2.313 procedimentos, via Sistema de Regulação (SISREG) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

ÍCONE DO SÃO JULIÃO

Presidente de Honra do Hospital São Julião, Irmã Silvia Veccelio, de 93 anos, foi homenageada por autoridades municipais, nesta quinta-feira (9), durante a solenidade de incorporação do Hospital ao Programa Vira CG Saúde, realizada na rua Lino Villacha, número 1250, bairro Nova Lima, em Campo Grande.

A irmã possui uma trajetória de cinco décadas na instituição, cuja história é confundida com a própria história do hospital.

Silvia dedicou sua vida para cuidar de quem mais precisa e ajudou a transformar a instituição em uma referência nacional de atendimento humanizado.

Sua presença resultou em aplausos, olhares emocionados e reconhecimento de gerações que a consideram como exemplo.

A senadora Tereza Cristina relembrou dos tempos em que foi aluna da religiosa. "Irmã Silvia foi minha professora de Matemática e também uma grande inspiração de humanidade. Aprendi muito com ela dentro e fora da sala de aula. É uma honra reencontrá-la e poder agradecer por tudo o que fez e continua fazendo pelas pessoas".

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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