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Reconhecimento

Hospital São Julião vira referência na América Latina com projeto Lixo Zero

Iniciativa apresentada na Assembleia do Conass transforma resíduos hospitalares em reciclagem, adubo e inclusão social, colocando Mato Grosso do Sul como exemplo nacional de sustentabilidade no SUS

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Um hospital fundado há mais de oito décadas para acolher pacientes com hanseníase tornou-se referência continental em sustentabilidade dentro da saúde pública.

O Hospital São Julião, em Campo Grande, foi destaque na 6ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizada nesta terça-feira (24), ao apresentar o projeto "Lixo Zero", iniciativa que transformou a gestão de resíduos hospitalares e fez da unidade o primeiro hospital da América Latina a alcançar esse reconhecimento.

O projeto foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, como um exemplo de inovação capaz de unir preservação ambiental, eficiência na gestão hospitalar e inclusão social.

A experiência chamou a atenção de secretários estaduais de todo o país e passou a ser apontada pelo Conass como modelo que pode ser replicado em outras unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais do que reduzir a quantidade de resíduos enviados aos aterros sanitários, o programa mudou a cultura institucional do hospital ao investir na educação permanente das equipes e na correta separação dos materiais descartados.

A iniciativa permitiu identificar que boa parte dos resíduos classificados como infectantes, na realidade, era composta por embalagens estéreis sem contaminação, que passaram a ser destinadas à reciclagem. Os resultados alcançados também vieram com mudanças práticas na rotina da unidade.

As tradicionais marmitas de isopor foram substituídas por recipientes de alumínio reciclável; resíduos de vidro passaram a ser triturados e reaproveitados pela construção civil; e aproximadamente sete toneladas mensais de resíduos orgânicos passaram a ser transformadas em composto utilizado no cultivo de um bananal dentro do próprio hospital.

As bananas produzidas retornam ao refeitório da instituição, fechando um ciclo de economia circular que reduz desperdícios, gera economia e fortalece práticas sustentáveis.

Da antiga colônia de hanseníase à referência ambiental

Durante a apresentação, também foi destacada a trajetória histórica do Hospital São Julião. Criada em 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, a unidade nasceu como uma colônia destinada ao tratamento de pessoas com hanseníase e enfrentou décadas marcadas por dificuldades estruturais.

A transformação começou com o trabalho da missionária italiana Irmã Silvia, que dedicou mais de seis décadas à instituição e se tornou símbolo de acolhimento e humanização do atendimento.

Hoje, além de ser referência em cuidados paliativos, o hospital é reconhecido nacionalmente pelas práticas sustentáveis desenvolvidas na gestão dos resíduos gerados diariamente.

Segundo o gerente de Política Ambiental da unidade, Bruno Madalena, o sucesso do projeto não dependeu de grandes investimentos financeiros, mas principalmente da mudança de comportamento dos profissionais e da adoção de processos permanentes de educação ambiental.

Sustentabilidade também promove inclusão

O impacto da iniciativa vai além da preservação ambiental. O centro de triagem dos materiais recicláveis emprega pessoas que cumprem pena em regime semiaberto, contribuindo para a reinserção social por meio da geração de trabalho e renda.

Para o secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, experiências como a do Hospital São Julião demonstram a capacidade de inovação existente dentro do SUS.

Segundo ele, iniciativas dessa natureza devem ser compartilhadas com outros estados para fortalecer uma gestão pública mais eficiente, sustentável e comprometida com a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Confira abaixo o vídeo de apresentação do projeto, que transformou o Hospital São Julião no primeiro hospital Lixo Zero da América Latina.

dourados (ms)

Homem mente que foi roubado, mas confessa para polícia que gastou dinheiro com drogas

Até então, foi informado que a vítima teve a carteira, dinheiro e bicicleta roubados; mas, o homem admitiu que não foi vítima de roubo e confessou que consumiu toda a quantia em dinheiro que possuía com drogas e bebidas alcoólicas

25/06/2026 17h50

Viatura do Setor de Investigações Gerais (SIG) - Polícia Civil, em Dourados (MS)

Viatura do Setor de Investigações Gerais (SIG) - Polícia Civil, em Dourados (MS) DIVULGAÇÃO Facebook

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Polícia Civil de Mato Grosso do Sul esclareceu e desmentiu, na manhã desta quinta-feira (25), uma ocorrência inicialmente tratada como “violento roubo com agressões”. Mas, após investigações, a polícia descobriu que se tratava de uma mentira.

Entenda - O.M.B., de 50 anos, foi socorrido com graves lesões na cabeça e encaminhado a uma unidade de saúde pelo Corpo de Bombeiros (CBMMS), nesta quarta-feira (24), no bairro Dioclécio Artuzi II, em Dourados.

Em um primeiro momento, foi informado que ele foi brutalmente agredido com um pedaço de madeira e, posteriormente, teve a carteira, dinheiro e bicicleta roubados.

Em posse das informações, o Setor de Investigações Gerais/Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI) iniciou diligências para apurar os fatos.

Os investigadores deslocaram-se até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde constataram que a vítima havia deixado o local antes mesmo de realizar os exames médicos.

Em seguida, os policiais foram até a residência onde ocorreu as agressões e constataram que a bicicleta e a carteira estavam lá, contrariando a versão de que os objetos foram subtraídos.

O homem foi chamado à delegacia e compareceu ao local para prestar esclarecimentos. Durante o depoimento, confessou que não foi vítima de roubo e admitiu que consumiu toda a quantia em dinheiro que possuía com drogas e bebidas alcoólicas e que estava completamente embriagado no momento dos fatos.

Ele também esclareceu que os ferimentos na cabeça eram resultado de um desentendimento relacionado ao consumo de drogas.

Com isso, a polícia concluiu que não houve roubo e o boletim de ocorrência foi alterado. O caso segue em investigação pelas autoridades.

Assassinato

Menino de 14 anos é executado a tiros enquanto andava de bicicleta em MS

Ever Fabrício morreu antes da chegada do socorro após ser atingido por diversos disparos enquanto seguia em uma bicicleta elétrica, em Caarapó.

25/06/2026 17h32

Foto: Divulgação

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A sequência de homicídios registrada em Caarapó ganhou mais um capítulo na noite desta quarta-feira (24). Um adolescente de 14 anos foi morto a tiros enquanto seguia em uma bicicleta elétrica pela entrada do município, às margens da BR-163.

A execução ocorreu em via pública e reforçou a preocupação das forças de segurança com a escalada da violência na cidade, onde a principal linha de investigação aponta para a disputa entre organizações criminosas.

A vítima foi identificada como Ever Fabrício, de apenas 14 anos. Conforme as informações apuradas pela polícia, o adolescente trafegava pela Rua Luiz Henrique quando foi surpreendido pelos ocupantes de um veículo, inicialmente descrito como um Volkswagen Gol prata. Os criminosos efetuaram diversos disparos e fugiram logo em seguida, sem deixar pistas.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas, mas, ao chegarem ao local, constataram que o adolescente já não apresentava sinais vitais.

A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da Polícia Civil e da Perícia Técnica. Durante os levantamentos, foram recolhidas cápsulas de munição calibre 9 milímetros, material que será submetido à análise pericial para auxiliar na identificação da arma utilizada e dos autores do crime.

Hipótese de guerra entre facções

Embora a motivação oficial ainda não tenha sido confirmada, as investigações caminham para a hipótese de que a execução esteja relacionada ao confronto entre organizações criminosas que disputam espaço de atuação na região sul de Mato Grosso do Sul.

Informações obtidas durante a investigação apontam que o adolescente era suspeito de manter ligação com uma facção criminosa, tinha familiares supostamente vinculados ao mesmo grupo e já teria sido "decretado de morte" por integrantes da organização rival.

Essas circunstâncias passaram a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.

Apesar dessa linha de investigação, a polícia ressalta que todas as hipóteses permanecem em análise até que a autoria e a motivação sejam oficialmente esclarecidas.

Cidade vive sequência de assassinatos

A morte de Ever amplia a série de homicídios registrados em Caarapó ao longo de junho. Com o caso desta quarta-feira, o município contabiliza quatro assassinatos em menos de um mês, cenário que tem mobilizado as forças de segurança.

O primeiro crime ocorreu em 1º de junho, quando Wesley Gutierrez Correia, de 20 anos, foi morto a tiros no bairro Santa Maria. Um adolescente de 16 anos foi apreendido no dia seguinte, confessou o homicídio e afirmou ter agido após sofrer ameaças da vítima.

Poucos dias depois, em 9 de junho, Kaique Vitor Ramos dos Santos foi assassinado enquanto realizava uma entrega de drogas. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Já em 16 de junho, Claudinei Almeida da Silva, de 32 anos, conhecido como "Corvinho", foi executado com seis tiros dentro da própria residência, na frente da mãe. Assim como nos demais casos, os autores conseguiram fugir.

Investigação

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte de Ever Fabrício. Os investigadores trabalham na identificação dos ocupantes do veículo utilizado na execução e analisam imagens de câmeras de monitoramento, além dos vestígios recolhidos pela perícia.

Até a conclusão desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. As autoridades também buscam confirmar se o homicídio integra a sequência de crimes atribuída à disputa entre facções criminosas que vem provocando uma escalada da violência em Caarapó nas últimas semanas.

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