Cidades

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Hotéis terão crédito para investimento

Hotéis terão crédito para investimento

Redação

22/02/2010 - 03h34
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A rede hoteleira de Campo Grande, que conta atualmente com 5 mil leitos disponíveis, poderá contar com uma linha de crédito especial de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), em todo o País, para preparar o setor para o aumento de demanda ocasionado pela Copa em 2014. De acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e do Agronegócio (Sedesc), cerca de 1,6 mil novos leitos estão sendo construídos na Capital. As informações foram divulgadas pelo vice-prefeito e secretário municipal do Sedesc, Edil Albuquerque, e a diretora presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), Marta Lúcia da Silva Martinez, que no início do mês estiveram no Rio de Janeiro, onde acompanharam a apresentação da nova linha de crédito pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto, e pelo vice-presidente do BNDES, Armando Mariante. Denominado BNDES ProCopa Turismo, o projeto do Ministério do Turismo prevê a construção, reforma, ampliação e modernização de unidades hoteleiras e investimentos socioambientais. Segundo Edil, a nova linha de crédito vai permitir a Campo Grande estar preparada para atender os turistas que aproveitarem a Copa para conhecer o estado. “É importante para a Capital se preparar para receber essa demanda de turistas que, certamente, sairão das cidadessede dos jogos para explorar o turismo brasileiro. Mato Grosso do Sul tem grandes atrativos e o turista que for a Bonito, por exemplo, deverá permanecer um tempo na Capital. Existem projetos para preparar todo o setor envolvido para atender, com qualidade, esse público. E quem quiser aproveitar a linha de crédito terá grandes vantagens oferecidas pelo Ministério do Turismo”, enfatizou Edil. Segundo a superintendente de Ciência e Tecnologia da Sedesc, Maria do Carmo Portocarrero, o número de leitos hoje é insuficiente para acomodar todos os turistas que são aguardados durante o período da Copa em 2014. “O número de leitos disponíveis hoje é insuficiente. Para que o atendimento seja feito com eficiência precisamos convencer o setor a investir e utilizar a nova linha de crédito”, ressaltou Maria do Carmo. Para incentivar o setor, a Sedesc pretende atuar em parceria com o Convention Bureau e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). “Com todas as informações em mãos, vamos agora nos reunir com o prefeito Nelson Trad Filho e a presidente da ABIH para que, juntos, possamos montar uma estratégia e incentivar o setor, esclarecendo sobre todas as vantagens do financiamento”, adiantou Maria do Carmo.

morte lenta

Após 111 anos, ferrovia Malha Oeste deu o "último suspiro"

Última viagem com minérios foi realizada na segunda-feira, entre o distrito de Maria Coelho e o Porto Esperança, em Corumbá. Agora, empresa de mineração LHG está usando caminhões

04/12/2025 13h20

Extração de minério é feita na margem direita do Rio Paraguai e a travessia era pela ponte ferroviária a até o terminal de embarque da hidrovia

Extração de minério é feita na margem direita do Rio Paraguai e a travessia era pela ponte ferroviária a até o terminal de embarque da hidrovia

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Inaugurada há 111 anos, em 1914, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que tem 1.622 quilômetros e liga Bauru (SP) a Corumbá, e que já estava na UTI  havia anos, deu nesta segunda-feira (1) aquilo que pode ser considerado seu "último suspiro". 

É que nesta data foi feita a última viagem de transporte de minérios entre o distrito de Antônio Maria Coelho até o Porto Esperança, num trecho de 46 quilômetros. E, com o fim deste transporte, também foram desativados outros 41 quilômetros, entre o distrito e a cidade de Corumbá. 

O fim do transporte de minérios no último trecho que "seguia vivo" na histórica ferrovia foi comunicado oficialmente por represenantes da Rumo, responsável pela ferrovia desde 2015, ao sindicato dos ferroviários durante videoconferência no dia seguinte ao da "morte" da ferrovia. 

Entre as consequêncis imediatas da desativação do serviço, segundo Roberval Duarte Placce, presidente do sindicato, está a demissão em massa dos poucos ferroviários que restavam. De acordo com ele, restavam em torno de 90 trabalhadores. Ele acredita que 30 já tenham sido demitidos, outros 30 estão sendo transferidos para outras cidades onde a Rumo opera e o restante ainda não sabe exatamente o que vai acontecer. 

Na ata desta reunião de terça-feira (2) consta a informação, repassada pelos representantes da Rumo, de que o contrato com a LHG Mining - MRC- Mineração Corumbaense, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, foi encerrado.

A alegação, segundo esta ata, é "devido ao custo financeiro" deste transporte. A partir de agora, o transporte dos minérios até o Porto Esperança, local onde é feita a maior parte dos embarques da LHG,  será feito por caminhões, segundo o sindicalista Roberval Placce. 

Além do impacto social, provocado pela demissão de dezenas de pessoas, Roberval lembra que haverá uma sobrecarga de caminhões na BR-262 e principalmente na sucateada ponte sobre o Rio Paraguai, já que a extração de minérios é feita na margem direita do rio e o embarque em Porto Esperança é feito do outro lado do rio. 

Somente nos primeiros nove meses deste ano a LHG despachou 4,2 milhões de toneladas de minérios pelo Rio Paraguai a partir do terminal Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança. Praticamente tudo foi levado de trem, num trajeto de 46 quilômetros. 

Se este volume tivesse sido levado por caminhões, seriam pelo menos 84 mil viagens de carretas bi-trem, que levam em torno de 50 toneldas por viagem. Isso equivale  a uma média de 310 viagens diárias. E este volume equivale somente às idas. Todos eles precisam retornar às minas. 

Eu estive recentemente naquela região e "os acidentes já constantes atualmente. Imagina a partir de agora, com todos estes caminhões naquela rodovia. E isso sem falar sobre as condições da ponte sobre o Rio Paraguai. Será que ela vai aguentar todas essas carretas?", questiona. 

Além de percorrerem em torno de 45 quilômetros pela BR-262, estes caminhões precisam rodar mais 11 quilômetros por uma estrada sem asfalto que recentemente rececebeu pontes de concreto e foi aterrada para evitar que fique submersa em períodos de cheia no Pantanal. 

O fim do transporte por ferrovia somente não terá impacto significatio imediatamente na rodovia porque o nível do Rio Paraguai está baixo e o transporte de minérios está praticamente suspenso desde meados de outubro e deve ser retomado somente em janeiro ou fevereiro. 

Extração de minério é feita na margem direita do Rio Paraguai e a travessia era pela ponte ferroviária a até o terminal de embarque da hidroviaSem o transporte ferroviário, centenas de caminhões terão de percorrer diariamente a estrada sem asfalto até Porto Esperança

Tudo isso ocorre, segundo o sindicalista, "por conta da ganância da Rumo. Eles metem a faca nos clientes para que eles desistam do transporte ferroviário e assim a empresa Rumo possa abandonar aquilo que ainda restava da Malha Oeste". 

Nos tempos áureos da ferrovia, por volta dos anos 80 do século passado, o sindicato presidido por Roberval chegou a ter 3,1 mil sócios que atuavam entre Bauru e Corumbá. Atualmente, são apenas 116, lembra ele. Agora, porém, com o fim do transporte de minérios, até o sindicato tende a fechar as portas, já que praticamente nnão existem mais ferroviários nesta região, admite ele. 

A esperança dele e de uma série de setores da economia local é que apareça, no leilão previsto para o próximo ano, alguma empresa interessada em "ressuscitar" a ferrovia. Ela foi incluíada pel Ministério dos Transportes e pela ANTT no calendário de concessões de 2026, com abertura de edital em abril e leilão previsto para julho. 

O vencedor do certame vai ter de investir R$ 35,7 bilhões para recuperar os 1.973 quilômetros entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP).

HISTÓRICO

A construção da ferrovia na margem esquerda do Rio Paraguai (Porto Esperança) começou em maio de 1908. As obras no meio do Pantanal seguiram rumo a Campo Grande, região onde existia outro canteiro de obras seguindo no sentido contrário. 

Em 1914 as duas frentes se encontraram e por conta disso essa passou a ser a data oficial da inauguração. Do outro lado do Rio Paraguai as obras ocorreram bem mais tarde. Somente em 1952 a ferrovia chegou até a cidade Corumbá.

Para interligar o lado brasileiro com uma ferrovia que estava sendo construída na Bolívia,  em 1937 decidiu-se pela construção da ponte ferroviária sobre o Rio Paraguai. Por conta da grande complexidade da região pantaneira, as obras desta ponte se estenderam ao longo de dez anos. 

Depois de Corumbá a ferrovia segue até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, num trecho superior a 600 quilômetros. Na parte brasileira são em torno de cinco quilômetros e nesta parte o transporte continua, segundo Roberval Placce. 

O único cliente do lado brasileiro atendido pela Rumo é a Arcelor Mital, que no ano passado embarcou 144 mil toneladas de vergalhões e chapas de aço em Corumbá rumo à Bolívia. Todo este material é levado por caminhões de São Paulo até Corumbá para ser colocado em trens a partir dalí.

Extração de minério é feita na margem direita do Rio Paraguai e a travessia era pela ponte ferroviária a até o terminal de embarque da hidroviaPor conta das características do Pantanal, a onstrução da ponte ferroviária em Porto Esperança se estendeu ao longo de dez anos 

LOTADO NA DEAIJ

Investigador da Infância e Juventude é afastado no MS

João Vitor tinha cargo de confiança de chefe de seção e perdeu sua arma, acessos os sistemas e ficará longe da função, inicialmente, por seis meses

04/12/2025 12h57

Corregedoria-Geral foi procurada para detalhar as razões que levaram ao afastamento de João Vitor das funções como Investigador da Deaij, porém, não foi obtido retorno.

Corregedoria-Geral foi procurada para detalhar as razões que levaram ao afastamento de João Vitor das funções como Investigador da Deaij, porém, não foi obtido retorno. Arquivo/Correio do Estado/BrunoHenrique

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Investigador de Polícia Judiciária, lotado na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij), João Vitor do Nascimento está sendo afastado de suas funções, conforme publicado na manhã desta quinta-feira (04) em Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul. 

Conforme o texto da portaria n°28, o afastamento compulsório das funções por 180 dias, cerca de um semestre, passa a contar a partir da data de cumprimento de um mandado do qual João Vitor do Nascimento foi alvo no último dia 02 de dezembro. 

O afastamento compulsório leva em conta que o endereço do servidor foi alvo de mandado, em conformidade com o estabelecido na chamada lei orgânica da Polícia Civil de MS, conforme estabelecido no artigo 177. 

Pelo texto dessa lei, fica claro que o policial civil será afastado compulsoriamente em casos de: 

  1. - prisão provisória, nos termos da legislação vigente;
  2. - condenação por crime em regime fechado, transitada em julgado.

Assinado pelo delegado corregedor-geral da Polícia Civil, Clever José Fante Esteves, o afastamento compulsório que considera o resultado das investigações decorrentes dos autos epigrafados, além de suspender as senhas e login de acesso de João aos bancos de dados da instituição policial, Sigo e Infoseg, prevê ainda a suspensão de férias e determina o recolhimento: 

  • Da arma, 
  • Munições, 
  • Coletes balísticos, 
  • Carteira funcional e
  • Demais pertences do patrimônio público

Documentos oficiais mostram que o investigador de polícia judiciária João Vitor foi designado para o símbolo DAPC-7 em 11 de fevereiro de 2021, ou seja, tinha cargo de confiança de chefe de seção, na Delegacia Geral da Polícia Civil/MS.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil foi procurada, para detalhar exatamente as razões que levaram ao afastamento de João Vitor do Nascimento de suas funções como Investigador de Polícia Judiciária da Deaij, porém, até o fechamento da matéria não foi obtido retorno. 

**(Matéria editada às 14h)

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