Cidades

Sobrecarregados!

HRMS: Entenda como como onze funcionários de atestado paralisaram um hospital com 2 mil servidores

De acordo com o sindicalista, o governo garantiu até sexta-feira a abertura de um edital para concursos públicos na área da saúde.

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O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) continua com a suspensão das cirurgias eletivas e a restrição de visitas até o próximo final de semana. Nesses últimos dias, foram 11 atestados médicos apresentados de covid, acarretando uma sobrecarga nos atendimentos na unidade de saúde. 

De acordo com o vice- presidente do Sintts (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social), Ricardo Bueno, o número de casos não é alto, porém o hospital passa por um déficit de funcionários, o que acarretou reclamações e a falta de servidores para outros atendimentos. 

"Hoje o hospital apresenta 2100 funcionários. Um enfermeiro e 10 auxiliares técnicos estão afastados por causa da covid. O problema não é o surto de covid e sim a falta de servidores e abertura de novos concursos públicos", explicou.     

Para a reportagem do Correio do Estado, Bueno relatou que o governo de Mato Grosso do Sul desde de 2014 não abre editais para novas vagas na saúde.

"Desde do governo de Reinaldo Azambuja tem se falado em abertura de novos concursos. Ano passado, o Riedel autorizou novamente, mas o projeto não saiu do papel. O problema do hospital não é o surto e covid e sim a falta de funcionários. Os enfermeiros estão sobrecarregados e doentes, se tivesémos uma lista de espera, poderiámos chamar os aprovados para trabalhar na escala dos que estão infectados com a covid", relatou.

Bueno ainda relatou que o problema pode piorar, caso o governo não agilize a abertura de novas vagas. "Depois que os casos de covid explodiu, me garantiram que até sexta-feira devem abrir um edital para concurso público de 280 vagas. Isto é muito pouco. Para que não ocorra nenhum problema de sobrecarregamento nos atendimentos, temos um déficit de 500 funcionários", explicou o vice-presidente da Sintts. 

 

Hospital Regional suspende cirurgias devido à surto de Covid-19

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul tomou uma série de medidas, como suspensão de cirurgias eletivas, devido a um surto de Covid-19 entre funcionários na unidade. 

Em nota, o hospital informa que houve uma "recente elevação no número de colaboradores com atestado médico", sendo muitos por Covid.

Desta forma, algumas medidas foram adotadas, por recomendação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do hospital, como forma de evitar a transmissão de infecções.

Segundo o Regional, as medidas adotadas foram:

  •  
  • Suspensão temporária de cirurgias eletivas a partir de 15 de janeiro com previsão de retomada após 5 dias;
  • Limitação de apenas uma visita por paciente;
  • Uso obrigatório de máscaras;

Com o fim do período de restrições, o atendimento voltará à normalidade.


Covid-19
Conforme o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) no dia 9 de janeiro, na primeira semana de 2024, foram registrados 275 casos e seis óbitos por Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

Os casos novos ocorreram em 31 municípios e Campo Grande foi responsável pela maior parte das ocorrências, com 101 notificações, seguida por Dourados (24), Jardim (18) e Antônio João (13).

Já as mortes foram de pacientes em Campo Grande duas pessoas de 73 e 84 anos , Bataguassu, Maracaju, Jardim e Ivinhema.

Desde 1º de janeiro de 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída pelo Ministério da Saúde ao Calendário Nacional de Vacinação, ou seja, assim como outros imunizantes, as doses passam a serem disponibilizadas todos os anos para grupos específicos.

Entre o público-alvo estão as gestantes e puérperas, bebês a partir de seis meses, crianças até 5 anos, imunossuprimidos e idosos. 

Conforme a SES, as vacinas contra Covid-19 estão disponíveis nos 79 municípios do estado. 

 

 

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Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

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