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Saúde

HU notificou 12 vezes empresa por má qualidade de alimentação

Somadas, as notificações também aplicaram cerca de R$ 60 mil em multas à empresa mineira Cook Brasil; nova licitação deve sair até novembro deste ano

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), enviou 12 notificações à empresa responsável pelas refeições aos pacientes por má qualidade no serviço. Até por isso, a direção do hospital planeja lançar uma nova licitação ainda este ano.

A empresa responsável pela prestação do serviço de alimentação, nutrição e copeiragem hospitalar da instituição é a Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda., conhecida como Cook Brasil, de Belo Horizonte (MG). De acordo com o site da empresa, ela é especializada no fornecimento de refeições corporativas, empresariais e hospitalares.

Porém, ao que parece, este serviço de qualidade prometido pela empresa não está surtindo efeito no complexo do Humap. De acordo com Rosimeire Faccio, chefe do departamento de hotelaria da instituição, há denúncias que chegam à ouvidoria como temperatura inadequada e qualidade insatisfatória da refeição fornecida aos funcionários e pacientes.

“A equipe de fiscalização do Humap-UFMS abriu 12 processos sancionadores em desfavor à empresa Cook [Brasil] em razão ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Além disso, há um termo de ajustamento de conduta [TAC] em desfavor à empresa Cook impetrado pela instituição, que fala sobre a inconformidades da prestação dos serviços de fornecimento de refeições”, disse à reportagem.

Diante deste cenário, o grupo fiscalizador das refeições, formada por nutricionistas, enfermeiras e assistentes administrativos, estão realizando visitas semanais à cozinha da empresa, a fim de verificar se estão sendo respeitados os critérios organolépticos, gastronômicos e higiênico-sanitários.

Além das visitas semanais, esta mesma equipe também faz a fiscalização das seis refeições diárias, que são o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia, dos quais todas devem atender as especificações dietéticas qualitativas e quantitativas contidas no Manual de Dietas do Humap.

Durante este período de reclamações e notificações, houve duas tentativas de processo licitatório para buscar uma nova empresa para realização do serviço, mas ambas resultaram em fracassadas “em virtude da não comprovação de documentação das licitantes”, conforme explica a chefe do setor de hotelaria do hospital.

Porém, há um novo processo licitatório em andamento, cuja abertura do certame está previsto para novembro. A tendência é que tenha prazo de vigência inicial de três anos e seja prorrogável até o limite de cinco anos. Ainda não foi confirmado o preço desse novo certame.

IMPEDIMENTO

O gerente administrativo do Humap-UFMS, Carlos Coimbra, afirmou ao Correio do Estado que, na penúltima notificação enviada, além do pedido de pagamento de multa, também solicitou que a Cook Brasil fosse impedida de participar da nova licitação.

Porém, a empresa judicializou e conseguiu uma liminar para que continuasse apta a participar da próxima disputa pelo serviço alimentício do hospital.

“Eles judicializaram e o juiz, liminarmente, deu para eles o direito de poder participar novamente do processo de licitação, só que o juiz também deu prazo para o hospital se manifestar, onde colocamos todos os nossos embasamentos. Então, talvez o juiz reveja a posição dele e determine o impedimento”, disse.

PROBLEMA ANTIGO

Em dezembro de 2019, quando já era responsável pelo fornecimento das refeições do Humap, a cozinha da Cook Brasil foi interditada por agentes da antiga Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) por não possuir alvará de funcionamento.

Cidades

Dino manda PF investigar relação de Vorcaro com cemitérios em SP

Mendonça não deve ser incluído no caso sem autorização do STF

17/09/2026 19h00

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira (17) que a Polícia Federal (PF) e Comissão de Valores Imobiliários (CVM) investiguem a suposta relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias que administram o serviço funerário do município de São Paulo.

A decisão foi tomada após matérias jornalísticas revelarem que o ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, teve um encontro com Vorcaro, em março de 2025.

Na semana passada, Mendonça confirmou a reunião com o ex-banqueiro e disse que o tema do encontro foi a tramitação de uma ação na qual o Master discutia no STF créditos de precatórios de fundos ligados ao banco.

De acordo com a reportagem, os fundos têm participação societária nas empresas que operam os cemitérios. O caso começou a tramitar em 2023 e está sob a relatoria da presidência do STF.

Decisão 

Ao determinar a investigação, Dino disse que a apuração deverá envolver somente a suposta relação entre o Master e as concessionárias e não poderá alcançar Mendonça sem autorização prévia do Supremo. 

Dessa forma, o ministro também enviou sua decisão para o presidente do STF, Edson Fachin, para as “medidas que considerar cabíveis".

Cabe ao presidente decidir sobre a abertura de investigação contra membros da Corte.

“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça, pois este encaminhamento compete exclusivamente ao presidente do STF junto ao colegiado”, afirmou.

Cemitérios

Flávio Dino é relator da ação na qual o PCdoB contesta a legalidade dos preços cobrados pelas empresas que operam os cemitérios de São Paulo.

Em novembro de 2024, Dino determinou que sejam cobrados os valores dos serviços funerários praticados antes da concessão dos cemitérios à iniciativa privada.

Segundo levantamento do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), antes da concessão o custo do pacote mais barato de serviços funerários era de R$ 428,04.

Depois da concessão das unidades à iniciativa privada, o menor valor de pacote aos clientes passou para R$ 1.494,14. 

Direito do Consumidor

Uma semana após temporal, prejuízos com aparelhos ainda podem ser ressarcidos

Pedido à Energisa pode ser feito em até 90 dias

17/09/2026 18h30

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Uma semana após o temporal que deixou prejuízos em Campo Grande, consumidores que tiveram aparelhos eletrônicos danificados por oscilações ou interrupções no fornecimento de energia ainda podem pedir ressarcimento à Energisa. O prazo para fazer a solicitação é de até 90 dias após a ocorrência.

De acordo com informações da Energisa, para fazer a solicitação, o consumidor precisa informar a data e o horário em que percebeu o problema, o número da unidade consumidora, a marca e o modelo do aparelho e descrever o dano apresentado. O pedido pode ser feito pelo telefone 0800 722 7272, pelo aplicativo Energisa On ou presencialmente em uma das agências da empresa.

Em entrevista ao jornal Correio do Estado, o advogado especialista em direito do consumidor Leandro Provenzano, reforçou que a concessionária possui um procedimento próprio para verificar os danos relatados. Após a solicitação, pode ser enviado um técnico ao imóvel para avaliar os equipamentos.

“Normalmente, o problema não está simplesmente na falta de energia, mas na volta da energia com uma carga acima do normal, que pode causar a queima do aparelho”, explicou.

De acordo com o advogado, a principal dificuldade enfrentada pelo consumidor é demonstrar que o dano no equipamento ocorreu em razão da interrupção ou oscilação no fornecimento de energia. Por isso, registros do ocorrido e, quando possível, uma avaliação técnica podem ajudar na comprovação.

“É importante ter alguma forma de demonstrar que aquele aparelho estava funcionando e que o problema aconteceu justamente depois da oscilação ou da interrupção de energia”, afirmou Provenzano.

Caso o pedido administrativo não seja aceito pela concessionária, o consumidor ainda pode buscar a Justiça. O advogado explica que, nesses casos, a discussão passa principalmente pela comprovação da relação entre o problema no fornecimento e o dano causado ao equipamento.

Rastro de prejuízos

A chuva intensa veio acompanhada de granizo e fortes rajadas de vento, derrubou árvores, danificou estruturas e provocou interrupções no fornecimento de energia em diferentes regiões da Capital.

Segundo o Inmet, as rajadas chegaram a 83,88 km/h. O episódio foi acompanhado de intensa atividade elétrica, com mais de 3 mil raios registrados em apenas 36 minutos.

Os reflexos na rede elétrica permaneceram por vários dias. Em reportagem publicada pelo Correio do Estado na sexta-feira (11), moradores relatavam estar há quase 24 horas sem energia. Naquele momento, a Energisa informava que 77% dos clientes afetados já haviam tido o serviço restabelecido.

No sábado (12), o índice havia chegado a 95,9%. No domingo (13), a concessionária informou que 99,2% dos clientes afetados já estavam com energia, enquanto moradores de bairros como Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira ainda enfrentavam apagões. Na segunda-feira (14), o percentual chegou a 99,9%, mas ainda havia registros pontuais de moradores sem fornecimento.

Chuva ainda pode voltar

O cenário de instabilidade não terminou com o temporal da semana passada. Na previsão mais recente, divulgada pelo Inmet nesta quinta-feira (17), Mato Grosso do Sul deve enfrentar aumento da instabilidade a partir de amanhã, sexta-feira (18), com previsão de chuva e trovoadas ao longo do dia.

O instituto emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestades para todo o Estado na sexta-feira. A previsão indica possibilidade de chuva acompanhada de trovoadas, o que mantém a atenção para novos impactos sobre a rede elétrica e outros serviços.

O Inmet também aponta mínima de 17°C para Campo Grande na sexta-feira. A mudança está relacionada ao avanço de uma nova configuração atmosférica que deve favorecer a formação de áreas de instabilidade em MS.

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