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Ibama identifica esquema de grilagem em área de mineração

Região só pode ser acessada de barco ou aeronave; proprietário mantinha um funcionário em situação precária

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O Morro do Chato, localizado em área de oásis de águas cristalinas no Pantanal, na região do Paraguai-Mirim, é de difícil acesso. Somente pode ser alcançado por via aérea ou por meio de uma viagem de cerca de duas horas em embarcação, a partir de Corumbá, subindo o Rio Paraguai.

Mesmo com essas características, o local foi alvo de esquema de grilagem e de desmatamento sem autorização. 

O flagrante da situação foi feito depois que a unidade técnica em Corumbá do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu denúncia relacionada a possível exploração de minérios de forma irregular.

O alvo da fiscalização foi uma propriedade que pertence à União, mas havia indícios de grilagem da terra. A fiscalização identificou a abertura irregular de estrada em área remanescente florestal, bem como indícios de atividades de pesquisa de mineração. 

Em cruzamento de dados, os fiscais averiguaram que na base do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não constavam informações sobre propriedade privada e nem do proprietário do local, que tinha registro. 

Nesse tipo de averiguação, é necessária a participação de diferentes órgãos para garantir que todas as possíveis irregularidades, administrativas ou criminais, possam ser devidamente identificadas. 

Por isso, apesar de a denúncia ter ocorrido diretamente ao Ibama, fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM), além de policiais federais, policiais militares ambientais e policiais militares, também foram engajados.

Para a devida prática de mineração existe uma série de procedimentos burocráticos a ser atendida, envolvendo diferentes órgãos, como os federais Ibama, ANM e Incra, e o estadual Instituto de Meio

Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). No caso deste último, ele fornece autorização para desmatamento controlado. 

A complexidade da atividade é algo que dificulta a fiscalização e exige interlocução entre diferentes entidades governamentais.

INVESTIGAÇÃO

Depois de acompanhamento de inteligência e monitoramento do local apontado na denúncia feita ao Ibama, as autoridades conseguiram confirmar que um grileiro desmatou áreas sem autorização e que houve estudos de mineração na propriedade da União.

Nessa área rural remota, um outro homem tinha a autorização legal para estudo mineral. Ele foi identificado e acabou multado, porque não tinha autorização para supressão vegetal e houve identificação dessa irregularidade.

O proprietário do local havia contratado um trabalhador rural para permanecer na propriedade. O trabalhador rural não tinha casa e demais estruturas para viver na região. Ele ficava abrigado em uma tenda feita de lona e sua alimentação era precária. 

“No local, conhecido como Morro do Chato, as equipes de fiscalização encontraram um trabalhador que informou ter sido contratado por um senhor que reside em Corumbá. Já em fiscalização no município de Corumbá, o posseiro de uma fazenda apresentou declaração ambiental eletrônica do Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul [Imasul] para abertura de picada para pesquisa mineral em nome de terceiros. Através de análise técnica não foi confirmada a titularidade da área, a propriedade não consta na base de dados do Incra, tratando-se de terras devolutas”, detalhou a fiscalização do Ibama, em nota oficial.

A fiscalização feita na região teve como base jurídica a Lei Complementar 140, de 2011, que especifica termos para cooperação entre União, estados, municípios e Distrito Federal para ações administrativas decorrentes da competência comum relativas à proteção de paisagens naturais, além de proteção ao meio ambiente, combate à poluição e preservação das florestas, da fauna e da flora.

Nesses termos, é a União que deve analisar e autorizar a supressão vegetal em terras devolutas de seu domínio. 

“Foi aplicada multa ambiental no valor de R$ 5.000,00 por destruir vegetação nativa no bioma Pantanal e a área foi embargada. As informações de posse irregular de área da União serão encaminhadas para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Incra, e para a Secretaria de Patrimônio da União, SPU, para adoção de providências”, acrescentou a fiscalização do Ibama.

NOVOS PROCEDIMENTOS

Novos procedimentos com relação às irregularidades encontradas na região do Paraguai-Mirim ainda vão ser analisados.

Além das providências a serem ponderadas pelo Incra e a SPU, a Polícia Federal está com inquérito instaurado para averiguar a prática irregular de mineração. 

As principais jazidas de minério de ferro e de manganês em Mato Grosso do Sul estão situadas nos municípios de Corumbá e Ladário, principalmente próximo à linha internacional de fronteira do Brasil com a Bolívia.

Estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) intitulado “A exploração mineral no estado de Mato Grosso do Sul – Brasil” indica que as formações geológicas com a presença desses minerais são encontradas prioritariamente na Serra do Rabicho, no Morro Grande, na Serra de Santa Cruz, no Morro da Tromba dos Macacos, na Serra do Jacadigo e no Morro do Urucum. 

Essas áreas são mais próximas do município de Corumbá, em comparação ao Morro do Chato, no Paraguai-Mirim.

Saiba: O alvo da fiscalização do Ibama na região do Paraguai-Mirim, em Mato Grosso do Sul,
foi uma propriedade que pertence à União, mas havia indícios de grilagem da terra.

A fiscalização identificou a abertura irregular de estrada em área remanescente florestal, bem como indícios de atividades de pesquisa de mineração. 

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campo grande

Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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