Cidades

REUNIÃO

Igrejas querem mais pessoas nos cultos e "furar" toque de recolher na Capital

Líderes religiosos se reuniram com prefeito de Campo Grande para fazer reinvindicação nesta manhã (29)

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Líderes religiosos da Capital pediram à prefeitura que a lotação máxima de igrejas seja aumentada para 40% e que cultos de vigília sejam autorizados na virada do dia 31 para o dia 1º, após o toque de recolher estabelecido às 22h.

A reivindicação foi feita na manhã desta terça-feira (29). Bispos e pastores se reuniram com o prefeito Marcos Trad (PSD) e com secretários no paço municipal.

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Atualmente as lideranças religiosas precisam seguir o decreto que estabelece lotação máxima de 30%, com limite de 80 pessoas. Ou seja, mesmo que um local que comporte mil pessoas, só é permitido reuniões de máximo 80, e não 300, que seria 30%.

A medida foi estabelecida no último mês para barrar festas que estavam sendo realizadas. O conselho religioso pediu que esse limite seja retirado da lotação de igrejas. Se a solicitação for atendida, templos com capacidade de mil pessoas, por exemplo, serão autorizados a receber até 400 fiéis.

Em relação a vigília na virada do ano, se a prefeitura conceder a quebra no decreto municipal, vai contrariar a normativa do Governo Estadual, que estabelece o toque de recolher das 22h às 5h em todo Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), a proposta será analisada pelos órgãos de controle e fiscalização, como a Sesau e Vigilância Sanitária, e a decisão deve ser divulgada em, pelo menos, dois dias.

O comandante da pasta, Luiz Eduardo Costa argumentou que cultos religiosos são atividades mais controladas que festas e bares e que, se receberem aprovação, os templos precisarão seguir medidas de biossegurança rigorosas.

“A gente vem percebendo nesse período que cada atividade tem sua peculiaridade, ela pode ter sim mais condições de biossegurança ou não, dependendo aí da complexidade de cada uma das atividades”, disse.

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FLAGRANTE

Homem é preso por estupro e cárcere privado contra ex-namorada em Campo Grande

Durante o cárcere privado, a mulher conta que sofreu agressões físicas, ameaças, ofensas e também prática de ato sexual mediante violência. 

27/04/2026 08h30

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Um homem, de 44 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, após uma mulher, de 47, comparecer à delegacia e relatar que sofreu violência sexual e foi vítima de cárcere privado cometido pelo seu ex-namorado.

A prisão ocorreu no bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande. Conforme o  boletim de ocorrência, a vítima relatou que mantinha relacionamento com o autor e que foi impedida de deixar a residência, sendo mantida contra sua vontade.

Durante o cárcere privado, a mulher conta que sofreu agressões físicas, ameaças, ofensas e também prática de ato sexual mediante violência. 

Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava lesões coerente com as agressões relatadas, motivo pelo qual foram requisitados exames de corpo de delito e sexologia forense.

Diante das provas colhidas, o homem identificado apenas pelas iniciais H.M.G foi autuado em flagrante pelos crimes de cárcere privado, estupro, lesão corporal qualificada, ameaça e injúria, todos no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A prisão foi realizada por meio da equipe de capturas e da equipe de plantão da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande. O sujeito encontra-se à disposição da Justiça.

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ATENDIMENTO

Servidores do Detran-MS podem entrar em greve a partir de quarta

Sindicato da categoria diz que, caso não houver proposta na reunião de amanhã, agências da entidade no Estado podem amanhecer fechadas no dia seguinte

27/04/2026 08h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em estado de greve desde o dia 25 de março, os servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) esperarão até amanhã por uma proposta por parte da diretoria da entidade. Caso ela não venha, eles prometem paralisar as atividades por tempo indeterminado em todas as agências do departamento.

A categoria alega sete motivos para a possível greve a partir de segunda-feira: reestruturação da carreira; reconhecimento da carreira como segurança viária; reconhecimento de todos os servidores como agentes de trânsito; valorização salarial; oito promoções atrasadas; direito pelo tempo de serviço perdido durante a pandemia; e concurso público.

Ainda segundo o sindicato, a categoria não tem um concurso público há mais de 10 anos, por causa disso, eles reclamam de sobrecarga de trabalho e também do que eles chamaram de terceirização de algumas atividades.

Os servidores fizeram uma paralisação no dia 1º de abril e projetaram a possível greve para o dia 6, porém, a diretoria do Detran-MS pediu que a categoria esperasse até o dia 28 para que a autarquia pudesse tentar apresentar alguma proposta.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-MS (Sindetran-MS), Bruno Alves, a categoria está disposta a uma paralisação caso nenhuma alternativa seja apresentada durante a reunião de amanhã.

“Nós mantemos o indicativo de greve e a possibilidade de paralisação. A existência da reunião não era o condicionante para a gente estabelecer isso ou não. Nós precisamos de resultado. Não basta uma reunião, porque de reunião em reunião a gente já está guardando aí há uns quatro anos. E nós deixamos isso muito claro ao governo, que se não tiver proposta para a categoria, se não tivermos resultado, no dia 29 o Estado inteiro pode amanhecer em greve”, afirmou Alves.

“Nós esperamos que a greve não seja necessária, porque é o último recurso, traz transtornos à sociedade. A gente sabe como uma greve começa, mas não sabe como termina. Entretanto, o servidor está disposto a enfrentar uma greve contra um governo forte, caso ele não traga solução para a nossa crise”, completou o presidente do sindicato.

Alves ainda afirmou que ele tem consciência de que nem todas as reivindicações podem ser atendidas, principalmente em relação ao reajuste salarial, já que em ano eleitoral a administração tem um prazo legal para conceder aumento para seus servidores, e esse prazo encerrou no dia 7.

“Nós já tivemos algumas conversas nesse meio do caminho, as nossas pautas estão na mesa, o Detran-MS tem consciência e ele [o governo] vai ter que nos apresentar aquilo que é possível de ser feito. E dentro daquilo que ele nos apresentar, vai ser na terça-feira, ele vai dizer se nós teremos greve ou não”, afirma.

Sindicato espalhou faixas cobrando a diretoria do Detran-MS em frente à sede de Campo Grande - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

DIGITALIZAÇÃO

Entre as reivindicações da categoria, uma das reclamações feitas pelos servidores é a digitalização dos serviços do Detran-MS, um motivo de orgulho para a administração da entidade.

De acordo com o Sindetran-MS, o processo vem sendo feito “sem a segurança necessária, o que teria facilitado fraudes e o uso indevido do nome do Detran-MS”. Servidores também relatam falhas frequentes nos sistemas.

No entanto, a diretoria do Detran-MS vê a digitalização com muito entusiasmo. No dia da paralisação, a autarquia afirmou à reportagem que, apesar do protesto, os usuários não ficaram desassistidos com a falta dos servidores, justamente por conta das medidas implantadas para ampliar o atendimento digital.

“Referência nacional na digitalização dos serviços, o Detran de Mato Grosso do Sul destaca que os canais digitais estão à inteira disposição da sociedade. São eles: portal de serviços – www.meudetran.ms.gov.br; aplicativo Meu Detran-MS (disponível na PlayStore e na Apple Store); e Glória – assistente virtual do Detran-MS – WhatsApp (67) 3368-0500”, divulgou o Detran-MS.

*Saiba

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) tem só em Campo Grande 11 agências, além de mais de 80 pontos espalhados pelos demais municípios do Estado.

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