Cidades

MISTÉRIO

Imagens que supostamente inocentam Bernal domoram a aparecer

Por conta disso, a defesa do ex-prefeito ainda não havia entrado com pedido de soltura até a tarde desta quinta-feira (26)

Continue lendo...

Embora as imagens das câmeras de segurança estejam normalmene disponíveis  em tempo real no celular dos proprietários dos imóveis, mais de 48 horas depois do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, elas ainda não foram juntadas ao processo. E sem estas imagens, a defesa de Alcides Bernal ainda não entrou com pedido de soltura do ex-prefeito de Campo Grande.

E o principal interessado nestas imagens, segundo os advogados de defesa, é o próprio Alcídes Bernal, ex-prefeito de Cam po Grande e autor dos disparos que resultaram na morte do fiscal. Como ele diz que ainda era o dono da casa, é ele também o dono das imagens que até agora não foram disponibilizadas. 

Com base nestas imagens, segundo os advogados, é que ficará comprovado que Bernal agiu em legítima defesa. E, uma vez comprovado isso, acreditam os advogados, a Justiça permitirá que ele responda em liberdade ou que aguarde o julgamento em prisão domiciliar. 

Na quarta-feira pela manhã, logo depois da audiência de custócia na qual o juiz decidiu que Bernal continuaria preso (ele se entregou logo após os disparos, na tarde de terça-feira), um dos advogados de Bernal informou que as imagens já estavam nas mãos da polícia, mas não deixou claro se eram da parte interna da casa, onde ocorreram os disparos. 

Na tarde desta quinta-feira, porém, o advogado Ovaldo Mezza afirmou que estas imagens ainda não haviam sido juntadas ao processo e por conta disso não havia sido protocolado o habeas corpus para tentar tirar o ex-prefeito da prisão. 

O advogado, porém, não revelou se elas não estão nas mãos da polícia ou se a empresa que monitora as câmeras instaladas na mansão que foi palco da tragédia ainda não as forneceu aos investigadores. 

Estas imagens, se realmente existem, como garantem os advogados de defesa, devem esclarecer um ponto-chave das investigação. É que o chaveio que acompanhava o fiscal tributário garante que no momento em que entrou na casa, Bernal fez apenas um disparo.

Garantiu, ainda, que depois deste disparo conseguiu se esquivar do ex-prefeito e correr até acreditar que estivesse seguro. Mas, a vítima morreu atingida por dois disparos. O ex-prefeito diz que fez os dois disparos assim que entrou no imóvel, pois se sentiu ameaçado pelos dois homens que tentavam arrombar a porta da sua casa. 

Agora, porém, os investigadores querem saber se o depoimento do chaveiro ou o de Bernal está correto. A informação é fundamental porque existe a suspeita de que Bernal tenha feito o segundo disparo depois que o fiscal já estava imobilizado e depois que já não existia mais a possibilidade de agressão por parte do chaveiro ou do próprio fiscal, que caiu assim que foi atingido, conforme depoimento do chaveiro. 

De acordo com relatório da polícia, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Outro trecho deste relatório policial diz que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

LEILÃO

O fiscal tributário arrematou, em um leilão da Caixa Econômica Federal,  a casa que pertencia a Bernal em novembro do ano passado, por pouco mais R$ 2,4 milhões. Nesta terça-feira, após receber aval do cartório informando que o imóvel estava vazio, segundo nota divulgada pelos seus familiares, chamou um chaveiro para tomar posse. 

Uma empresa de monitoramento alertou Bernal da presença do chaveiro e do fiscal. Armado com um revólver calibre 38, o ex-prefeito foi até a casa, que ainda era sua residência e local de trabalho, segundo os advogados, e acabou matando Roberto Mazzini. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores e somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015, permancendo no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 
 

Previsão do Tempo

Semana começa fria, mas calor volta e chuva pode atingir MS nos próximos dias

Temperaturas voltam a subir a partir de terça-feira, enquanto há possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas ao longo da semana.

06/09/2026 17h06

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana.

Pedestre enfrenta tarde de frio em Campo Grande, após queda nas temperaturas neste fim de semana. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul inicia a semana entre segunda-feira (7) e domingo (13) sob um cenário de mudanças no tempo. Depois da chuva e da queda acentuada das temperaturas registradas durante o fim de semana, o frio perde força gradativamente e as temperaturas voltam a subir, enquanto novas áreas de instabilidade podem trazer chuva novamente nos próximos dias.

O início da semana ainda será marcado pelos efeitos da massa de ar mais frio que alcançou o Estado. A partir de terça-feira (8), entretanto, as temperaturas começam a subir, com maior aquecimento previsto para o meio da semana.

Em Campo Grande, a mudança será perceptível em poucos dias. A segunda-feira deve começar com temperaturas na casa dos 13°C, enquanto a máxima fica próxima dos 24°C. Na quarta-feira (9), os termômetros já podem alcançar os 30°C, com algumas projeções indicando até 32°C.

Além do aumento das temperaturas, a chuva volta a aparecer nas projeções para a Capital a partir do meio da semana. A instabilidade pode permanecer durante os dias seguintes e avançar pelo próximo fim de semana.

A previsão de médio prazo, no entanto, está sujeita a alterações, principalmente em relação ao volume e à localização das chuvas.

Previsão para Mato Grosso do Sul

O feriado da Independência, nesta segunda-feira (7), ainda será influenciado pelo ar mais frio que provocou a queda das temperaturas durante o fim de semana.

A mudança ocorre depois de um período de instabilidade provocado pela atuação de sistemas meteorológicos sobre o centro-sul do País.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia indicado que os maiores acumulados de chuva no Centro-Oeste entre 31 de agosto e 7 de setembro deveriam se concentrar justamente no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

Segundo o instituto, os volumes poderiam chegar a aproximadamente 40 milímetros em algumas áreas, enquanto o sul do Estado aparecia com possibilidade de totais semanais próximos dos 50 mm.

Com o afastamento do ar mais frio, porém, a tendência é de que as temperaturas voltem a subir a partir de terça-feira. O calor deve ganhar força entre quarta e sexta-feira, principalmente nas regiões tradicionalmente mais quentes de Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, a chuva pode voltar a ganhar força. A previsão aponta possibilidade de novas pancadas de chuva e trovoadas em diferentes pontos do Estado ao longo da semana.

A tendência está inserida em um mês que pode ser mais chuvoso que o habitual em grande parte de Mato Grosso do Sul.

Para setembro, o Inmet prevê precipitações acima da média climatológica em grande parte do território sul-mato-grossense. A exceção é o leste do Estado, onde os volumes devem ficar próximos da média histórica.

Em relação às temperaturas, o prognóstico mensal do instituto aponta valores acima da média climatológica em grande parte do Centro-Oeste durante setembro.

Campo Grande começa semana fria e volta a esquentar

Na Capital, a semana começa bem diferente dos dias de calor registrados antes da chegada da frente fria. Para segunda-feira (7), a previsão indica mínima em torno dos 13°C e máxima entre 24°C e 25°C, com sol entre muitas nuvens e sem indicação de volumes significativos de chuva.

Na terça-feira (8), o frio começa a perder força. A mínima deve subir para aproximadamente 17°C a 18°C, enquanto a máxima pode alcançar 28°C a 29°C. O dia ainda deve apresentar variação de nebulosidade.

A mudança fica mais evidente na quarta-feira (9). As projeções apontam mínima próxima dos 22°C e máxima entre 30°C e 32°C. Além do calor, volta a aparecer a possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas.

Para quinta-feira (10) e sexta-feira (11), a previsão indica que o tempo deve continuar instável, com possibilidade de chuva e trovoadas. As temperaturas e a quantidade de chuva esperada ainda podem variar ao longo dos próximos dias.

A instabilidade pode permanecer durante o próximo fim de semana. Para sábado (12) e domingo (13), a previsão aponta aumento da nebulosidade, possibilidade de chuva e temperaturas mais baixas em comparação com o calor esperado para o meio da semana.

Como se trata de uma previsão de sete dias, os valores, principalmente a partir de quinta-feira, podem sofrer alterações conforme a atualização dos modelos meteorológicos.

Chuva causa transtornos na Capital

A mudança no tempo ocorre depois de Campo Grande enfrentar um sábado (5) marcado por chuva intensa. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Campo Grande registrou 17,2 milímetros de chuva até as 10h de sábado.

No período da tarde, a Capital acumulou outros 54,4 mm, evidenciando a intensidade das precipitações que atingiram diferentes regiões da cidade.

Os efeitos da chuva puderam ser vistos nas ruas. No Bairro Los Angeles, uma moradora registrou a situação na Rua José Peixoto e nas proximidades da Rua Fernando Sardinha, onde a água tomou as vias e dificultou a circulação.

Nas imagens, veículos de passeio aparecem atravessando trechos alagados em meio ao grande volume de água acumulado.

 

O cenário reforça a atenção para novas mudanças nas condições meteorológicas ao longo da semana, principalmente diante da possibilidade de retorno das chuvas a partir dos próximos dias.

"Mortes em confronto"

Com 30 mortes, MS tem o mês com maior letalidade policial desde o início da série histórica

Em 2026, uma pessoa morre a cada dois dias neste tipo de ocorrência no Estado

06/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul registrou 30 mortes decorrentes de intervenções policiais em agosto, mês mais letal desde o início da série histórica, iniciada em 2016.

Já são 130 mortes em oito meses, média de uma pessoa morta a cada dois dias neste tipo de ocorrência em Mato Grosso do Sul. 

O cenário ganhou força principalmente após a morte de um policial boliviano no último mês, fato que desencadeou uma sequência de confrontos envolvendo forças de segurança em diferentes regiões do Estado.

A escalada de casos teve início no dia 7 após quatro integrantes de um grupo criminoso boliviano morreram durante confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em São Gabriel do Oeste.

Os homens eram suspeitos de envolvimento na morte de um policial no páis vizinho e estavam relacionados ao avião interceptado pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul dias antes.

A aeronave havia ingressado no espaço aéreo brasileiro em 31 de julho, vindo do sul da Bolívia, sem apresentar plano de voo, sem comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo e com matrícula não identificada. A operação envolveu a Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Federal (PF), Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Bope.

A morte dos bolivianos ocorreu poucos dias depois da interceptação da aeronave, período marcado pela escalada no número de mortes. 

Três dias mais tarde, outro confronto terminou com a morte de Jean Gabriel Rapini de Souza, de 24 anos, em Campo Grande. O caso ocorreu na Avenida Manoel Ferreira, no bairro Santo Antônio, nas proximidades do Aeroporto Internacional.

Segundo a Polícia Militar, Jean estava em um veículo e reagiu à abordagem. Ele estaria armado e, durante a ocorrência, teria saltado do carro em movimento. Baleado, foi socorrido pelos próprios policiais, mas morreu. A perícia e a Polícia Civil foram acionadas.

Jean já havia sido apreendido anteriormente por envolvimento em um caso de latrocínio ocorrido em Campo Grande, em abril de 2020, quando tinha 17 anos. Na ocasião, a vítima foi o taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos.

Quatro dias depois, na madrugada de sexta-feira (14), dois homens morreram após confronto com a Força Tática em Coxim. Rafael da Silva Nogueira, de 38 anos, e Daniel Braz dos Santos Silva, de 40 anos, conhecido como “Nego Drama”, eram suspeitos de atirar contra duas pessoas no bairro Senhor Divino.

Segundo as informações divulgadas na ocasião, a dupla fugiu após os ataques e se escondeu na região do Vale do Taquari. Durante as buscas, houve confronto com os policiais. Os dois foram atingidos por disparos e levados ao Hospital Regional Álvaro Fontoura, onde equipes médicas tentaram reanimá-los, mas ambos morreram.

A sequência de mortes continuou em outras regiões do Estado. No dia 23, dois homens morreram durante uma abordagem policial na MS-436, entre Figueirão e Alcinópolis. O confronto aconteceu a aproximadamente 20 quilômetros de Figueirão, nas proximidades da rotatória de acesso à Fazenda Jangada.

Equipes policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação quando abordaram um Fiat Uno e uma motocicleta. Conforme as informações preliminares, os condutores teriam reagido, dando início à troca de tiros. Os dois homens foram atingidos e morreram no local. 

No dia 31, três pessoas (dois homens e uma mulher) morreram durante confronto com a Força Tática na BR-359, zona rural de Coxim.

O trio estava em um Chevrolet Monza quando ocorreu a abordagem. As circunstâncias que levaram à ação policial não foram esclarecidas.

Os três foram baleados, socorridos pelos próprios policiais e encaminhados ao Hospital Regional Álvaro Fontoura. Segundo as informações divulgadas, todos morreram durante o deslocamento e chegaram ao hospital já sem vida.

Ainda no dia 31, em Campo Grande, Guilherme de Souza Oliva, de 24 anos, conhecido como “Sagaz”, morreu durante uma ação do Batalhão de Choque no bairro Aero Rancho.

De acordo com o boletim de ocorrência, Guilherme teria sacado um revólver calibre .38 e apontado a arma contra os policiais ao perceber a aproximação da equipe. Os militares efetuaram disparos e o homem foi atingido.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande, mas não resistiu. Guilherme possuía mandado de prisão em aberto e registros criminais anteriores.

Setembro

Neste domingo (6), um jovem de 21 anos identificado como Adrian e conhecido pelo apelido de “Bracinho” morreu no fim da manhã, no Jardim Colúmbia, região norte de Campo Grande.

Ele foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em uma residência na Rua Paranapebas.

De acordo com informações preliminares, equipes da Polícia Militar realizavam diligências na região à procura do jovem e chegaram ao imóvel onde ele estava.

Segundo a versão da PM, durante a tentativa de abordagem, Adrian teria reagido e avançado contra os policiais armado com uma faca.

Diante da reação, os militares efetuaram disparos. O jovem foi atingido e chegou a receber socorro, sendo encaminhado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte: Sejusp

Saiba*

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública levantados pelo Correio do Estado apontam  que os meses com o maior número de mortes foram justamente julho último (26), e novembro de 2023 (19).  

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).