Cidades

CLIMA TENSO

Indígenas em alerta para possibilidade de "derramamento de sangue" em Dourados

Invasões começaram no mês de fevereiro em sete pontos da região

MARESSA MENDONÇA

17/03/2016 - 18h40
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Indígenas que não fazem parte da aldeia Bororó em Dourados, a 225 km de Campo Grande têm causado transtornos aos outros índios e aos fazendeiros que moram na região. A informação é a de que os invasores estão maltratando e provocando as pessoas que moram naquela localidade. 

Na tarde desta quinta-feira (17), o capitão da aldeia e outros indígenas foram chamados para prestarem depoimento sobre a situação local na delegacia de Polícia Federal em Dourados.

"O clima é pesado. Pessoas da comunidade nos procuraram para relatar que estão sendo maltratados por esses indígenas. Eles não fazem parte de nossa aldeia, não moram aqui e se houver algum ataque, haverá represália, com a possibilidade de derramamento de sangue", declarou o capitão Bororó Gaudêncio Benitez em entrevista ao site Dourados News. 

Representante dos indígenas, o advogado Nilson Alexandre Gomes contou que os moradores da reserva afirmam terem visto quando essas pessoas foram deixadas na proximidade da aldeia. Eles acreditam que a intenção dos invasores é aumentar a movimentação da área ocupada. 

 "Eles relatam que essas pessoas que ali estão, são de outras cidades, não moram aqui. E como eles chegam lá? Isso é o que precisamos saber. São indígenas trazidos a mando de alguém, que desembarcam ali todas as noites", pontuou o advogado.

ENTENDA O CASO 

As invasões começaram no final do mês de fevereiro em sete pontos dentro de três áreas -  Monte Carlo, próximo a MS-156 e propriedades rurais entre Dourados e Itaporã. Todos estes locais têm sido monitorados pelo o 3º Batalhão de Polícia Militar e a Polícia Federal.

Cidades

Semana Santa: Quinta-feira é feriado? Veja quais os dias de folga

A Páscoa é celebrada no domingo, dia 5

30/03/2026 19h00

Crédito: Paulo Pinto / Agência Brasil

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Quinta-Feira Santa, dia 2 de abril, é feriado? A resposta é simples: não. O feriado nacional é válido apenas para a Sexta-Feira Santa, que ocorre este ano em 3 de abril.

A Páscoa é celebrada no domingo, dia 5. A data não é feriado, mas muitas categorias estabelecem acordos para folgar nessa data

A quinta-feira da Semana Santa é um dia normal de trabalho e não é designada como feriado nacional. Algumas escolas ligadas a instituições religiosas, no entanto, não têm aula.

Em alguns locais, a quinta-feira, 2, será ponto facultativo. São os casos do Ceará e de Tocantins, onde os governadores decretaram ponto facultativo em todo o Estado para órgãos públicos estaduais, exceto serviços essenciais.

A lei trabalhista determina que funcionários sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não podem trabalhar em feriados a não ser que recebam o valor da hora em dobro ou ganhem uma folga compensatória na semana seguinte ao feriado trabalhado.

Há exceção, no entanto, para profissionais que atuam em serviços considerados "essenciais", como médicos, enfermeiros, bombeiros, entre outros.

No caso do ponto facultativo, cada instituição de serviço não essencial pode determinar se abre ou não na data e, consequentemente, se seus funcionários trabalham ou não.

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INQUÉRITO CIVIL

MP investiga suposta fraude e superfaturamento em obras em município de MS

Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para apurar a possível ocorrência de desvio de finalidade ou dano ao erário, além de identificar a responsabilidade dos agentes públicos e da empresa contratada

30/03/2026 18h00

Obras na MS 338 em Camapua

Obras na MS 338 em Camapua Arquivo

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar supostas irregularidades e danos ao erário na execução de um contrato administrativo entre a Prefeitura de Camapuã com a empresa Trevo Engenharia Ltda. Trata-se de obras de reforma e adequação do Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim.

A 1ª Promotoria de Justiça de Camapuã tomou conhecimento do caso por meio de representação dos vereadores Nilcilei Cavalheiro Pereira (PSD) e Luiz Gonzaga (MDB), no qual noticiaram que a Prefeitura de Camapuã estaria utilizando maquinário e servidores próprios para realizar serviços que são de responsabilidade contratual da Trevo Engenharia Ltda, como a demolição e retirada de entulhos.

De acordo com os relatos da representação, o ente público ainda efetuava pagamento integral à empresa como se esta tivesse executado tais obras, o que configura potencial fraude na execução contratual e superfaturamento dos cofres públicos.

A investigação verificará se houve fraude na medição de serviços, uso indevido de maquinário público e atos de improbidade administrativa no município de Camapuã, o que resulta em possível superfaturamento, desvio de finalidade ou dano ao erário do Poder Executivo.

Irregularidades

As condutas narradas podem configurar, em tese, atos de improbidade administrativa que importam em enriquecimento ilícito e que causam lesão ao erário, além de infrações previstas na Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/21), especificamente quanto à modificação ou vantagem irregular em contrato (art. 337-H) e fraude em prejuízo da Administração Pública (art. 337- L);

Vistoria técnica

Ao Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (DAEX/MPMS) foi solicitada vistoria técnica urgente in loco, com o objetivo de a) proceder à medição física da obra, confrontando-a com o cronograma físico-financeiro e as medições já pagas pela municipalidade. E b) verificar a consonância dos materiais aplicados com as especificações contidas no Memorial Descritivo (identificando possível reaproveitamento de materiais antigos ou uso de materiais de qualidade inferior aos faturados).

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