Cidades

INVASÃO

Índio é baleado durante possível invasão
a propriedades em Dourados

Informações indicam que o índio tentou invadir uma propriedade

MARIANE CHIANEZI

12/03/2016 - 16h55
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Indígena ainda não identificado, foi baleado na tarde deste sábado (12) na região da reserva indígena em Dourados, 225 quilômetros de Campo Grande. De acordo com informações preliminares, a reserva é vizinha a fazendas e o índio pode ter sido baleado na tentativa de invadir a propriedade.

O site Dourados News relata que a invasão da fazenda localizada às margens da MS-156 pode ter motivado a violência e a polícia ainda não informou o estado de saúde do indígena.

INVASÃO

Na última quarta-feira (9), indígenas invadiram propriedades rurais em Dourados. Armados com foices e facões, eles invadiram área do Residencial Monte Carlo e o clima foi de tensão. Logo no início da invasão, os índios avançaram para pequenas propriedades e 150 pessoas ocuparam duas áreas no município no último fim de semana.

 

 

CONVÊNIO

Com convênio de R$ 12,4 milhões, maternidade atenderá pacientes regulados do SUS

Investimento busca diminuir filas e ampliar acesso à exames, consultas e cirurgias especializadas para a população

03/07/2026 11h23

João Pedro Zequini

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A Prefeitura de Campo Grande assinou, na manhã desta sexta-feira (3), um convênio de mais de R$ 12,4 milhões com a Maternidade Cândido Mariano, que passará a atender pacientes regulados do Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de reduzir filas de esperas e ampliar o acesso à consultas, exames e cirurgias especializadas.

O investimento levará mais de 13 mil procedimentos para a unidade hospitalar e atenderá à pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-se uma das primeiras a iniciar esse chamamento de forma oficial.

A ampliação do acesso é parceria da Secretaria de Saúde (Sesau), com apoio da bancada federal e outras instituições municipais, utilizando a capacidade instalada de instituições filantrópicas e privadas contratadas via SUS dentro do programa Vira CG Saúde.

A prefeita Adriane Lopes (PP) destacou que Campo Grande investe mais de 30% do orçamento em saúde pública. "Se os recursos da Capital são insuficientes, nós precisamos bater em outras portas para ampliação desse recurso", disse.

A senadora Tereza Cristina destacou que quando se trata de saúde da população, o ideal é que ao chegar investimento seja entregue a população imeditamente. 

"Nós não podemos ter sombreamentos, nós precisamos sentar à mesa e utilizar os recursos que não são nossos, são da população que trabalha para o imposto para eles serem mais bem-estimados. Nós não precisamos ficar com nenhum tipo de mimimi entre as coisas, nós precisamos resolver. E como é que a gente resolve? Entregando resultados. Eu sou uma pessoa prática, eu gosto de ver o que acontece lá na ponta"

Com o investimento, a maternidade poderá ampliar as cirurgias por vídeo que já são realizadas na unidade, como de laqueadura e ressonância. O diretor presidente Daniel Mirando ressalta que esse investimento leva inovação para a saúde pública.

"Para que o SUS dê certo nós precisamos olhar pra ele dessa forma, olhar as parcerias público-privadas de forma séria, importante, nós temos que caminhar juntos. Nós vamos realizar aqui agora mais de 100 cirurgias de endometriose por vídeo cirurgia".

Outro destaque com o investimento são os atendimentos a mães atípicas, em que foi estruturado um núcleo específico, dentro da Sesau, o NAMA, para atender a esse público. A Prefeita explica que as mães atípicas são cadastradas e após isso são atendidas com insumos, como leites e frutas.

“Não existe hoje uma política nacional. Nós batemos à porta do Governo Federal em busca de recursos e de caminhos, e lá também não tinha. Campo Grande está saindo na frente, criando um caminho e trazendo uma política pública que não existia. Já foram atendidas mais de 300 mães”.

A assinatura da parceira também registrou a presença de outros parlamentares como Luiz Ovando (PP) e Lídio Lopes (Avante).

TEMPO

Frio avança e sensação térmica chega a 5°C em MS

Frente fria derrubou as temperaturas principalmente nas regiões Sul e Oeste do Estado; Sete Quedas registrou 9,6°C e sensação de 7°C nesta sexta-feira

03/07/2026 10h30

Temperaturas devem cair a partir desta sexta-feira

Temperaturas devem cair a partir desta sexta-feira Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A frente fria que chegou a Mato Grosso do Sul nesta semana já provocou queda nas temperaturas em várias regiões do Estado nesta sexta-feira (3), principalmente nos municípios do Sul, Cone-Sul e fronteira com o Paraguai.

Conforme levantamento encaminhado pelo meteorologista Natálio Abraão, as menores temperaturas foram registradas em Aral Moreira, com 7,8°C, e Sete Quedas, com 9,6°C. Apesar disso, a sensação térmica ficou ainda mais baixa em alguns pontos do Estado.

Em Amambai, os termômetros marcaram 10,5°C, mas a sensação térmica foi de apenas 5°C. Em Aral Moreira, a sensação foi de 6°C, enquanto em Caarapó, onde a mínima chegou a 11,9°C, a sensação também ficou em 6°C.

Na região de fronteira, Ponta Porã amanheceu com 10,2°C e sensação térmica de 8°C. Já em Mundo Novo, os termômetros registraram 10,9°C, com sensação de 9°C. Em Iguatemi, a mínima foi de 11,7°C, mas a sensação ficou em 8°C.

Dourados também sentiu os efeitos da massa de ar frio, com mínima de 12,4°C e sensação térmica de 8°C. Em Campo Grande, a temperatura registrada no início da manhã foi de 13,6°C, com sensação de 9°C.

O frio também chegou a outras regiões do Estado. Em Corumbá, a mínima foi de 13,5°C, com sensação térmica de 11°C. Em Paranaíba, os termômetros marcaram 12,9°C, com sensação de 10°C. Já em Chapadão do Sul, a mínima chegou a 14,3°C, também com sensação de 11°C.

Em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, a queda foi menos intensa. A mínima registrada foi de 19,3°C, com sensação térmica de 18°C.

Esta é a primeira frente fria de julho e a segunda do inverno a atingir Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 58 municípios do Estado estão sob alerta amarelo para declínio de temperatura, com possibilidade de queda de até 5°C.

As áreas mais afetadas são as regiões Sul e Oeste, onde as temperaturas devem permanecer mais baixas, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. A previsão é de que o frio siga até sábado (4), com maior intensidade nos municípios de fronteira e do Cone-Sul.

Além da queda nas temperaturas, Mato Grosso do Sul também enfrenta alerta para baixa umidade relativa do ar, com índices entre 20% e 30%, condição considerada preocupante para a saúde. Não há previsão de chuva para os próximos dias, o que reforça o cenário de tempo seco no Estado.

Em Campo Grande, a máxima prevista para esta sexta-feira é de 25°C, após ter chegado aos 29°C na quinta-feira (2). No sábado, a mínima pode chegar a 13°C.

No extremo sul do Estado, o frio deve ser mais persistente. Em Iguatemi, a mínima pode chegar a 9°C no sábado, com predominância de céu nublado. Em Ponta Porã, as máximas não devem passar de 20°C nesta sexta-feira, com mínimas entre 10°C e 12°C.

Em Porto Murtinho, a máxima caiu de 22°C na quinta-feira para 17°C nesta sexta-feira. No sábado, a mínima prevista é de 11°C e a máxima não passa dos 23°C. A partir de domingo (5), as temperaturas voltam a subir gradualmente, podendo chegar a 27°C.

Em Corumbá, a frente fria também provocou queda expressiva. A máxima, que chegou a 31°C na quarta-feira, caiu para 22°C na quinta. No sábado, a mínima prevista é de 13°C, mas o tempo deve voltar a ficar mais quente no domingo, com tarde ensolarada e máxima de 28°C.

Nas regiões Sul-Fronteira e Cone-Sul, o frio deve continuar durante a próxima semana, com tendência de elevação mais significativa das temperaturas apenas a partir de 10 de julho.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

São esperadas três frentes frias no País durante o inverno: uma que já aconteceu no final do mês de junho, esta prevista para o início de julho e, possivelmente, mais uma até o final do mês. Mesmo assim, a tendência da estação é de ser quente e seca. 

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