Cidades

justiça

Influencer Eduardo Razuk e mais sete viram réus por esquema de rifas ilegais

Eduardo Razuk promoveu mais de 100 rifas sem autorização legal, com utilização de empresa de fachada para simular regularidade; Justiça aceitou denúncia contra os investigados

Continue lendo...

O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, aceitou denúncia contra o influenciador e mais sete pessoas, que viraram réus pelos crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens oriundos de corrupção. Os acusados participavam de esquema de rifas ilegais.

O processo corre em segredo de justiça, mas o recebimento da denúncia foi publicado no Diário Oficial da Justiça desta quinta-feira (24).

Conforme a publicação, os acusados têm o prazo de 10 dias para responder à acusação por escrito, onde deverão alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas que pretende produzir e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação.

Viraram réus: 

  • Eduardo Rezende da Silva Razuk
  • Rafael Rezende da Silva Razuk
  • Cicero Fabiano Melo Silva
  • Haneman Alves Mendes
  • Danuza Costa Rezende da Silva
  • Hyan Lucas Alves Fernandes
  • Camila Matos Alves Mendes
  • Joaquim Jose da Silva Neto

Esquema criminoso

O esquema criminoso foi revelado na Operação Rodas da Sorte, deflagrada no dia 18 de agosto, que mirou a realização de rifas ilegais. Na operação, foi preso o influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, 32 anos, conhecido nas redes sociais por exibir carros de luxo e promover rifas de veículos.

A investigação apontou que, desde 2019, o grupo promoveu mais de cem sorteios sem autorização legal dos órgãos competentes, com utilização de empresa de fachada para simular regularidade.

Conforme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), a investigação começou na apuração da atuação de Razuk, que tem milhões de seguidores nas redes sociais e promovia as rifas com finalidade lucrativa, onde os prêmios eram veículos de luxo, com valores de mercado entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de aparelhos celulares e quantias transferidas por PIX. 

A partir de 2025, quando foram intensificadas operações sobre rifas ilegais em todo o País, o grupo passou a adotar mecanismo fraudulento destinado a conferir aparência de legalidade à atividade ilícita, bem como sofisticar a lavagem dos recursos obtidos por meio da contravenção penal.

Para tentar simular a regularidade, uma empresa paraibana, detentora de autorização para exploração lotérica do Estado da Paraíba, passou a figurar formalmente como organizadora dos sorteios, enquanto o influenciador passou a ser apresentado como mero divulgador.

Segundo a Polícia Civil, a investigação concluiu que essa estrutura não correspondia a realidade.

Ainda segundo a polícia, a empresa apontada como organizadora formal dos sorteios reúne características de empresa de fachada, utilizada para viabilizar que inúmeros influenciadores, em vários estados do País, continuem a promover rifas ilegais.

No caso investigado, os elementos colhidos apontaram que o real organizador das rifas era o influenciador Eduardo Razuk, que utilizava a fraude para burlar a legislação, dando continuidade à prática de contravenção e sofisticando o método de lavagem de dinheiro oriundo das irregularidades. 

Além disso, o esquema também tinha como objetivo se esquivar de eventuais fiscalizações e investigações e enganar o público-alvo, sob alegação de que os sorteios eram legalizados e fiscalizados, dando falsa credibilidade para atrair compradores.

A intermediação da fraude foi feita por um investigado do Rio de Janeiro, através de sua empresa, que divulgava uma suposta prestação de serviços de soluções para sorteios. No site, a empresa apresentava como clientes várias pessoas que foram alvos de recente operação federal por utilizarem rifas ilegais na internet para lavagem de dinheiro oriundo de tráfico de drogas e facções criminosas. 

O inquérito terminou com oito indiciados. Com base em condutas individualizadas, os indiciamentos foram pelos delitos de contravenção penal de loteria não autorizada e crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e publicidade enganosa.

DECISÃO

Afastado 24h após anúncio, ex-presidente nem chegará a assumir Santa Casa

Justiça afasta toda a diretoria e corpo conselheiro, deixando Santa Casa sob gestão provisória

24/09/2026 11h15

Hospital ficará sob gestão provisória

Hospital ficará sob gestão provisória Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

Cerca de 24 horas após anúncio de sua recondução, o ex-presidente Heitor Rodrigues Freire nem chegará a reassumir a Santa Casa, graças à decisão assinada pelo juiz de direito, Eduardo Lacerda Trevisan, que determina o afastamento imediato dos membros da diretoria corporativa, do conselho de administração e da supervisora do serviço de arquivo médico e estatística do Hospital, que ficará sob gestão provisória.

Heitor Rodrigues já aparecia como conselheiro do hospital, tendo assumido a presidência da insituição uma primeira vez em setembro de 2020, que seria reconduzido com uma mudança de última hora tendo deixado o cargo em 2023. 

Segundo consta, apesar de ação civil pública, acordo no Centro de Autocomposição do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Compor/MPMS), através do qual foram estabelecidos aportes financeiros dos entes públicos e obrigações a serem cumpridas pela Santa Casa, "inclusive quanto à comprovação da aplicação dos recursos no pagamento dos profissionais médicos e na manutenção dos serviços assistenciais", o atual cenário não se mostra resolvido. 

Classificada como "mergulhada em uma crise histórica, sem precedentes", já sem os recursos financeiros provenientes de empréstimos, recaem sobre a Santa Casa uma série suspeita de "malversação de recursos públicos", "inchaço da folha de pagamentos e aumento de gastos" e uma clara falta de resolutividade nas áreas financeiras, contratual e de pessoal.

Com isso, a Justiça requere imediatamente o afastamento de uma série de nomes, entre eles o de Alir Terra Lima, que já está afastada cautelarmente em razão de prisão preventiva e do próprio Heitor Rodrigues Freire, que nem chegará a assumir a presidência da Santa Casa na próxima segunda-feira (28). 

Lista de afastados

Os afastamentos imediatos ficam separados em quatro "frentes", com a primeira englobando Alir Terra e todo o Conselho de Administração e atual Diretoria Corporativa da Santa Casa de Campo Grande, sendo: 

  • - Presidente em exercício e conselheiro: Heitor Miguel Scheibeler 
  • - Vice-presidente e conselheiro: Ivan Araújo Brandão 
  • - Diretor secretário e conselheiro: Valdir Osvaldo Júnior 
  • - Diretor de finanças: Marcos Alceu da Silva Vallalba 
  • - Diretor de finanças adjunto e conselheiro: Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (afastado cautelarmente por prisão preventiva) 

Também fica determinado o afastamento judicial dos demais integrantes que compõem a estrutura financeira e administrativa da Associação. Confira: 

  • - Diretor administrativo financeiro: Rinaldo Hakme Romano 
  • - Diretor administrativo: Alessando Dias Junqueira 
  • - Diretor financeiro adjunto e conselheiro: João Nelson Lyrio 
  • - Secretário adjunto e conselheiro: Luiz Jorge Bossay. 

Antes do anúncio de sua recondução, Heitor Rodrigues Freire seria integrante do Conselho de Administração da Associação Beneficente da Capital, sendo determinando de qualquer forma seu afastamento judicial junto dos seguintes conselheiros: 

  1. Arly Rosa Serra 
  2. Helio Gustavo Bautz Dallacqua 
  3. Levi Marcos Gomes da Cruz 
  4. Sidney Roberto Rivas 
  5. Carlos Ricartes de Oliveira 
  6. Mario Antônio Cavinatto de Mello 
  7. Sandra Regina Ferreira 
  8. Onésio Bueno de Freitas 

Por fim também é listada a já também afastada cautelarmente em razão de prisão preventiva Monique Gregório de Oliveira, que seria supervisora do serviço de arquivo médico e estatística (Same). 

Medida cautelar

A decisão judicial proibe ainda que essa diretoria corporativa seja reconduzida em novas eleições, bem como impede que esses e os integrantes do conselho de administratação e Same acessem todas dependências da Santa Casa, o que incluiu até a filial que fica localizada no município de Dourados. 

"Vedando-se o ingresso, a permanência ou qualquer forma de atuação, gestão ou interferência nas atividades das referidas entidades, como medida destinada à preservação dos documentos físicos e digitais, arquivos, sistema, dados, registros contábeis, financeiros, administrativos e demais elementos de prova, bem como à garantia da regularidade das apurações e da efetividade das medidas de reorganização e gestão provisória", cita. 

Importante esclarecer que a gestão provisória da Santa Casa ficará ao cargo do Dr. Luiz Alberto H. Kanamura, que na mesma ocasião do anúncio da recondução de Heitor Rodrigues havia sido apresentado como então novo superintendente hospitalar. 

Nesse sentido, a determinação destaca que esse gestor provisório precisária apresentar mensalmente uma prestação de contas em Juízo, com relatório circunstanciado das medidas adotadas que deve conter, no mínimo, informações sobre a real situação administrativa, contábil, financeira e operacional da instituição. 

"Da aplicação e destinação dos recursos públicos e privados recebidos pela entidade, das despezas realizadas, dos contratos celebrados ou mantidos, das medidas implementadas para a regularização da gestão e da continuidade dos serviços de saúde", complementa o texto da decisão. 

Tudo isso deve ajudar a Justiça a manter o acompanhamento da administração, fiscalizando adequadamente aplicação dos recursos e cumprimentos das finanidades institucionais do Hospital. 

Nas palavras do Juiz de Direito, a Santa Casa aparece como o maior hospital de Mato Grosso do Sul, atendendo não somente pacientes da Capital mas de vários municípios do interior, recebendo verbas de natureza pública para essa finalidade. 

"Referido hospital tem vivenciado uma grave crise que se arrasta há anos, decorrente de desvios, incompetência, corrupção, falta de transparência na prestação de suas contas, dentre outros fatos... que afeta não só os pacientes e usuários de seus serviços, mas também os próprios colaboradores, além das empresas que lhe prestam serviços mediante fornecimento de insumos e materiais imprescindíveis ao desenvolvimento de suas atividades", aponta o texto. 

 

Assine o Correio do Estado

CONTRATOS

Campo Grande: Prefeitura contrata 4 empresas para asfaltar 10 bairros

O valor total do investimento será de aproximadamente R$40 milhões para execução das obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais

24/09/2026 11h00

Pavimentação contempla 10 bairros da Capital

Pavimentação contempla 10 bairros da Capital FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande publicou quatro extratos de contratos relacionados a obras pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em dez bairros da Capital. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP) foi a responsável por firmar os acordos com as empresas responsáveis pelos trabalhos.

Os contratos foram homolados pela prefeita Adriane Lopes (PP) no dia 24 de agosto e publicados na edição desta quinta-feira (24) do Diogrande. Somadas as quatro licitações, o investimento será no valor de R$ 39.974.509,72 para asfaltar as ruas da Capital.

Os dez bairros que receberão as obras serão: Jardim Mansur ,Jardim Auxiliadora, Jardim Tijuca II, Jardim Verdes Mares, Coophavilla II, Batistão, Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. Todas as empresas contratadas são de Campo Grande e a vigência é de 90 dias acrescidos do prazo de execução das obras previsto no cronograma físico-financeiro.

A CG3F Serviços e Construtora será a responsável pelas obras do lote 3, referente aos bairros Jardim Mansur e Jardim Auxiliadora. . O valor total desta etapa é de R$ 3.618.880,98 e o prazo de execução total de serviços é de até 150 dias, contados a partir do recebimento da ordem de execução.

A empresa RR Barros Serviços e Construções foi contratada para executar serviços do lote 21, nos bairros Jardim Tijuca II e Jardim Verdes Mares. O prazo para execução dos serviços é de até 180 dias. O valor da licitação é de R$ 6.946.149,35.

As obras da 2ª etapa nos bairros Coophavilla II e Batistão serão de responsabilidade da Meta Construtora, que receberá o valor de R$ 15.009.480,60 para executar o serviço em até 360 dias. Este é o maior valor entre os contratos.

Por fim, a empresa TST Construções fará as obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais do lote 15, nos bairros Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá, sendo esta a 2ª etapa. O prazo para entrega total dos serviços será de até 360 dias. Serão desembolsados R$ 14.299.998,79 para execução dos trabalhos.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).