Cidades

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Inquérito com a última denúncia de agressão contra a menina Sophia ficou 21 dias sem movimentação

Advogada explica que o procedimento poderia ter sido protocolado em caráter de urgência

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Em mais um desdobramento do caso Sophia de Jesus Ocampo, os processos disponíveis, apontam que o último inquérito policial com denúncias de mais uma agressão, foi protocolado dia 5 de janeiro e no dia 9 do mesmo mês os autos já estavam disponíveis. No dia 26 a menina veio a óbito. 

A advogada Janice Andrade, que representa Jean Carlos Ocampo, o pai da vítima, explica que dentre todos os erros, o inquérito não foi protocolado em regime de urgência, o que teria acelerado o processo, além de não ter sido solicitada uma medida protetiva à criança, que poderia ter sido realizada na delegacia. 

“Deu movimento apenas quando a criança veio a óbito, o pedido de urgência só veio após isso. Esse tipo de processo tem que ser distribuído no plantão judiciário, é um caso de emergência, quando se trata da proteção da vida de uma criança, foi distribuído na justiça como procedimento normal”. 

O último inquérito foi quando o pai, Jean Carlos Ocampo, realizou novamente um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) quando a filha teve a perna quebrada em novembro e em depoimento a mãe, Stephanie de Jesus da Silva, declarou que a criança havia caído no banheiro e apenas trincado a tíbia. Justificou também que o pai estava querendo a guarda da filha e por isso teria feito a denúncia.

“Óbvio que um agressor iria negar, imagina se um agressor iria confessar os crimes. Poderiam ter pedido para ela apresentar a criança para o exame de corpo de delito. Apenas ouviram ela, concluíram uma mês depois e distribuíram como procedimento normal”, disse a advogada. 

Em explicação, Janice apontou que o procedimento nesses casos, a partir do boletim de ocorrência, já é possível solicitar uma medida protetiva de ofício, distribuir no plantão do judiciário e realizar o envio ao Ministério Público para análise e com isso deferido o agressor já é notificado e afastado da criança. 

“Na dúvida, em relação á violência contra mulher, criança e idoso, a gente protege e depois investiga e não ao contrário. Na dúvida tem que preservar a vida, a integridade”, ressalta.

Reús

Após denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a mãe da pequena Sophia de Jesus Ocampo, Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos e o padrasto Christian Campoçano Leitheim, 25, se tornaram réus por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, contra menor de 14 anos e meio cruel.

O padrasto também foi denunciado por estupro de vulnerável, a partir de exame necroscópico que constatou a violência.

Stephanie, a mãe, também foi denunciada por homicídio doloso por omissão, já que só encaminhou a menina à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) aproximadamente sete horas após sua morte. O laudo também apresentou que a menina teve traumatismo raquimedular em coluna cervical

A denúncia foi aceita pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1º Vara do Tribunal do Júri e colocada em sigilo máximo. 

Os réus terão 10 dias para apresentar defesa e após isso serão marcadas as audiências. O inquérito do caso foi concluído na sexta-feira (3).

Tanto a mãe quanto o padrasto foram presos em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável e encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), no dia 26 de janeiro.

Asfalto

Contratos de R$ 46,3 milhões reforçam tapa-buracos em Campo Grande

Cinco novas empresas credenciadas elevam para 12 o número de frentes de trabalho nas ruas da Capital

13/10/2026 10h30

Operação cobre Centro, Cruzeiro, Aero Rancho e outros bairros

Operação cobre Centro, Cruzeiro, Aero Rancho e outros bairros Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande intensificou a manutenção das ruas da Capital e agora opera 12 frentes na operação tapa-buracos, distribuídas nas setes regiões da cidade. 

O fluxo de atendimento começou a ser expandido em junho, na época a cidade contava com duas equipes de atuação, quatro meses depois, este número chegou a 12 grupos, que trabalham simultaneamente nos reparos das vias. 

O reforço aconteceu diante do credenciamento de cinco novas empresas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central). Os contratos somam R$ 46,3 milhões e têm vigência de um ano.

O Consórcio Central também fornece o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material utilizado tanto pelas empresas credenciadas quanto pelas duas equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Os trabalhos focados nas sete regiões da cidade, abrange os seguintes bairros no Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Centro e Cruzeiro. 

As frentes também atuam no Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Vila Rica, São Francisco, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto. O cronograma técnico é organizado pela Sisep conforme a necessidade de cada via.

Os trabalhos integram o programa Vira CG Infraestrutura, que reúne mais de R$ 280 milhões em investimentos em 2026, aplicados em pavimentação, drenagem, recapeamento, ciclovias e manutenção. Outros R$ 40 milhões são destinados aos serviços contínuos de tapa-buracos na Capital.

TRANSPORTE ESCOLAR

Prefeitura de Campo Grande firma contratos de R$ 3,2 milhões para transporte escolar rural

Onze contratos foram firmados com três empresas para atender diferentes linhas do transporte de estudantes da zona rural da Capital

13/10/2026 10h15

Contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação contemplam 11 linhas do transporte escolar rural de Campo Grande

Contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação contemplam 11 linhas do transporte escolar rural de Campo Grande Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), formalizou 11 contratos para a prestação de serviços de transporte escolar rural, que somam mais de R$ 3,2 milhões. Os acordos foram firmados com três empresas e têm vigência de 12 meses, contados a partir da última assinatura de cada contrato.

As contratações contemplam diferentes linhas do transporte de estudantes que vivem na zona rural da Capital. Os extratos dos contratos são datados de 8 e 9 de outubro de 2026 e fazem parte de dois processos licitatórios realizados na modalidade pregão eletrônico, ambos iniciados em 2025 e homologados em setembro deste ano.

A maior parte dos recursos está concentrada na empresa CQP Transportes Ltda., responsável por oito contratos. A empresa foi contratada para operar as linhas 23, 21, 06, 26, 24, 03-A, 03-B e 20, com valores individuais que variam de R$ 176,2 mil a R$ 387,2 mil.

Entre os contratos firmados com a CQP, o de maior valor é o de número 295/2026, referente à linha 03-A, no montante de R$ 387.266,88. Em seguida, aparece o contrato 294/2026, destinado à linha 24, no valor de R$ 358.287,72, e o contrato 291/2026, para a linha 21, que prevê R$ 357.460.

Já a Transpiccoli Transportes Ltda. foi contemplada com dois contratos, referentes às linhas 47 e 63, ambas vinculadas ao serviço denominado Transporte Escolar Rural 02. Os valores são de R$ 336.179,76 e R$ 216.867,60, respectivamente, totalizando R$ 553.047,36.

A terceira contratada é a empresa Valéria Ramos Hinz, responsável pela linha 11 do Transporte Escolar Rural 01. O contrato, de número 288/2026, tem valor de R$ 290.993,28.

Recursos para a educação

Os contratos estão vinculados ao orçamento da Secretaria Municipal de Educação e preveem diferentes fontes de financiamento, incluindo recursos próprios provenientes de impostos, transferências do Salário-Educação e repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate).

Também estão previstas fontes de recursos provenientes de convênios e instrumentos semelhantes firmados com o Governo do Estado, além de valores relativos a exercícios financeiros anteriores.

As contratações são decorrentes dos pregões eletrônicos nº 133/2025 e nº 134/2025, homologados nos dias 8 e 3 de setembro de 2026, respectivamente. Os procedimentos seguem as disposições da Lei Federal nº 14.133/2021, que estabelece as normas gerais de licitações e contratos administrativos.

Conforme os extratos, os serviços deverão obedecer às especificações, quantidades e condições previstas nos respectivos termos de referência e nas propostas apresentadas pelas empresas vencedoras.

Os documentos não informam a quantidade de estudantes beneficiados, a extensão dos percursos ou o número de veículos que serão utilizados na execução dos serviços.

Ao todo, os 11 contratos representam um investimento previsto de R$ 3.237.145,15, sendo R$ 2.393.104,51 destinados à CQP Transportes, R$ 553.047,36 à Transpiccoli e R$ 290.993,28 à empresa Valéria Ramos Hinz.

 

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