Cidades

CAMPO GRANDE

Insalubridade da enfermagem de Campo Grande deve ser regulamentada até o dia 04 de abril

Prefeita recorreu na Justiça para vetar direito dos profissionais, mas recurso foi derrubado

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O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Luiz Antônio Cavassa de Almeida, derrubou a decisão judicial que retirava da prefeitura de Campo Grande a obrigatoriedade de pagar o adicional de insalubridade aos enfermeiros de Campo Grande e, agora, o benefício deve ser regulamentado até dia 04 de abril. 

Ao Correio do Estado, o advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Campo Grande (Sinte/PMCG),, Márcio Almeida, informou que, apesar do prazo para a regulamentação, a justiça determinou que o pagamento para a categoria deve ser feito em maio deste ano. 

Ainda de acordo com Almeida,  para que o benefício seja pago na data correta, a perícia encomendada pela prefeitura para determinar o percentual da insalubridade será pago deve ser concluído também no dia 4 de abril. 

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriotas), recorreu à Justiça, na sexta-feira passada (3), para que o benefício fosse vetado aos profissionais, que chegaram a paralisar os trabalhos no dia 27 de fevereiro em protesto pelo pagamento do adicional de insalubridade e também pela inclusão no Plano de Cargos e Carreiras da prefeitura. 

Conforme já mostrado pelo Correio do Estado, o recurso foi interposto um dia após a prefeita ter garantido que iria continuar as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Campo Grande (Sinte/PMCG). 

Adriane já havia informado que a questão da insalubridade seria discutida em futuras conversas com o sindicato, já que era uma das principais reivindicações da categoria durante a greve, sendo um problema que perdura há anos.

Na decisão que a prefeita quis barrar, a justiça determinou que o Executivo regularizasse o pagamento em 30 dias. Agora, com a derrubada da liminar em favor da prefeitura, o poder público precisa pagar o devido aos enfermeiros e técnicos de enfermagem ainda este mês. 

O advogado do sindicato, Márcio Almeida, a prefeitura não regulamenta o pagamento da insalubridade há mais de 10 anos, mesmo que o direito esteja previsto em lei. 

"Qualquer recurso agora para suspender o pagamento da insalubridade representa uma negativa injustificada desse direito previsto em Lei, que, diga-se de passagem, não há qualquer impedimento fiscal que possa evitar seu pagamento", explica o advogado

Por sua vez, o enfermeiro Angelo Macedo, presidente do sindicato, o direito da categoria não está sendo observado por Adriane, que surpreendeu a categoria com a interposição do recurso para não pagar o recurso devido.

"A categoria clama e anseia por seus direitos que não estão sendo observados", afirma o presidente. 

GREVE 

O movimento grevista deflagrado pela categoria no dia 27 de fevereiro foi suspenso por ordem judicial após Adriane recorrer para que os trabalhadores retornassem para o trabalho, já que, segundo ela, a greve não seguia as determinações previstas em lei. 

Contudo, o sindicato garantiu que a greve fosse informada ao Executivo com 72 horas de antecedência e que 30% dos profissionais continuassem trabalhando 

Outra pauta do sindicato e que foi levantada durante a paralisação é a inclusão da categoria no Plano de Cargos e Carreiras da prefeitura, mas Adriane prometeu ter um posicionamento apenas nesta quarta-feira (8).

Sem alarde

Anvisa descartou risco à saúde pública após furto de materiais biológicos, diz Unicamp

Cepas estão ligadas aos vírus da dengue, chikungunya, zika, outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais

01/04/2026 22h00

Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) descartou risco à saúde pública e à população em geral após materiais biológicos serem furtados de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ao menos 24 cepas diferentes de vírus foram transportadas entre diferentes unidades após serem extraídas.

Em nota, a Unicamp informou que a agência "confirmou oficialmente, por meio de nota, que o material em questão não oferece risco à saúde pública ou à população em geral".

Segundo informações divulgadas no último domingo, 29, pelo Fantástico, da TV Globo, são cepas ligadas aos vírus da dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais.

"A Unicamp reafirma a segurança de seus protocolos de biossegurança e segue focada em sua missão acadêmica e científica", afirmou a instituição.

Como mostrou o Estadão, a professora e pesquisadora argentina Soledad Palameta Miller, hoje com atuação na Unicamp, foi presa pela Polícia Federal na última segunda-feira, 23, sob suspeita de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp. A defesa dela não se pronunciou.

Um dia depois, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora, mas determinou medidas cautelares, que incluem a proibição de acessar laboratórios relacionados à investigação e de deixar o País sem autorização judicial.

Soledad é investigada por produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ou seus derivados sem autorização ou em desacordo com normas estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e pelos órgãos e entidades de fiscalização.

A Polícia Federal investiga ainda se o marido de Soledad, Michael Edward Miller, também está envolvido no furto de material biológico armazenado no laboratório da Unicamp. O Estadão tenta localizar a defesa de Edward Miller.

Conforme termo de audiência da Justiça federal, ao qual o Estadão teve acesso, o desaparecimento de caixas contendo amostras virais armazenadas em área classificada como NB-3 (marcada pela alta contenção biológica e submetido a rigorosos protocolos de biossegurança) foi constatado na manhã do dia 13 de fevereiro.

Durante as buscas, agentes encontraram parte do material em diferentes locais da universidade, incluindo o Laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos (LEMEB), da Faculdade de Engenharia de Alimentos, o Laboratório de Cultura de Células e o Laboratório de Doenças Tropicais, onde a professora tinha espaço reservado.

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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

MS atinge segundo maior número de óbitos por chikungunya em série histórica

Com apenas três meses, 2026 já registrou sete mortes e fica atrás apenas do ano passado, que teve 17 ocorrências

01/04/2026 18h15

Das sete mortes por chikungunya, cinco foram em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim

Das sete mortes por chikungunya, cinco foram em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim Divulgação

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Mato Grosso do Sul já registrou 3.657 casos prováveis de chikungunya, sendo 1.764 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 12ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (1º).

Ao todo, já foram registrados sete óbitos pela doença, sendo cinco em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim. Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Destas ocorrências, seis foram em março e apenas uma em fevereiro. 

Na série histórica (2015 - 2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17), porém ainda há nove meses pela frente. 

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  1. Dourados - 540 
  2. Fátima do Sul - 502
  3. Jardim - 234
  4. Sete Quedas - 101
  5. Bonito - 59
  6. Aquidauana - 44
Das sete mortes por chikungunya, cinco foram em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim

Entre 3.657 casos prováveis, o boletim epidemiológico aponta que a maioria dos afetados faz parte da faixa etária entre os 10 a 19 anos, equivalente a 18,33%.

Das sete mortes por chikungunya, cinco foram em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim

Dengue

Já em relação à dengue, o Estado contabiliza 2.485 casos prováveis, sendo 352 confirmados. Um óbito está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Santa Rita do Pardo, Jateí, Guia Lopes da Laguna, Corumbá, Pedro Gomes, Batayporã, Itaporã, Amambai, Nioaque, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Terenos, Itaquiraí, Fátima do Sul, Bonito, Sidrolândia e Naviraí registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

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