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Inscrição para estágio no MPE vai até amanhã

Inscrição para estágio no MPE vai até amanhã

da redação

19/02/2014 - 15h13
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As inscrições para o XVII Processo de Seleção de Estagiários do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul estarão abertas até às 23h59min desta quinta-feira (20) e podem ser realizadas via Internet, por meio do endereço eletrônico www.fadems.org.br, no banner ESTAGIÁRIO/CEAF – CONCURSO – XVII PROCESSO DE SELEÇÃO DE ESTAGIÁRIO.

Caso o candidato não tenha cadastro no site da Fadems, primeiro deverá fazê-lo e, posteriormente, efetivar a inscrição utilizando a “Área do Candidato”. Os dados devem ser preenchidos, corretamente, sob pena de eliminação do Processo de Seleção. Na “Área do Candidato” ficarão disponibilizadas todas as informações sobre os dados do candidato.

Após o preenchimento e confirmação da Ficha de Inscrição, o candidato deverá imprimir o boleto e recolher a taxa, no valor de R$ 40, até o dia 21 de fevereiro de 2014.

Prova

A prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório do XVII Processo de Seleção de Estagiários do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul aos acadêmicos de vários Cursos de Graduação, será realizada no dia 16 de março de 2014 nas comarcas de Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados e Três Lagoas, no período vespertino em locais a serem divulgados em breve nos portais do Ministério Público Estadual – www.mp.ms.gov.br, Diário Oficial do Ministério Público - DOMP e da Fadems – www.fadems.org.br.

A prova escrita terá duração de 3 (três) horas e compreenderá quarenta (40) questões objetivas, valendo vinte e cinco (0,25) décimos de pontos cada uma. A prova escrita será objetiva e constará de 40 questões de múltipla escolha, com 5 (cinco) alternativas cada, das quais constará uma única correta.

Vagas

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul através do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) está oferecendo vagas em Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Biblioteconomia, Ciência da Computação, Direito, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Geografia, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Tecnologia e Multimídia, Tecnologia de Desenvolvimento de Sistemas ou Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Redes de Computadores e Tecnologia em Segurança do Trabalho.

Em Campo Grande estão sendo oferecidas vagas para todos esses cursos, com destaque para o curso de Direito, com 46 vagas, sendo 29 no período matutino e 17 no período vespertino, mais cadastro de reserva. No Estado serão oferecidas 87 vagas para estagiários em Direito. Em segundo lugar aparece na Capital o curso de Administração, que está oferecendo 27 vagas, sendo 11 no período matutino e 16 no período vespertino, mais cadastro de reserva.

Nas Comarcas de Água Clara, Angélica, Batayporã, Brasilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Inocência, Iguatemi, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Naviraí, Ponta Porã, Rio Brilhante, Sete Quedas e Três Lagoas, são oferecidas somente vagas para estagiários do curso de Direito, com 41 vagas, além de cadastro de reserva em todas elas. Nas Comarcas de Amambai, Cassilândia e Pedro Gomes, serão formados cadastros de reservas para estagiários do curso de Direito.

Os estagiários de cursos de graduação em Direito terão, especificamente, carga horária de 20 (vinte) horas semanais, divididas em 4 (quatro) horas diárias, e bolsa-auxílio no valor de R$ 715,30 (setecentos e quinze reais e trinta centavos). Os estagiários dos demais cursos de graduação, terão carga horária de 25 (vinte e cinco) horas semanais, divididas em 5 (cinco) horas diárias, e bolsa-auxílio no valor de R$ 822,60 (oitocentos e vinte e dois reais e sessenta centavos).

O estagiário terá direito ao auxílio-transporte, cujo valor corresponderá a 2 (duas) tarifas de transporte coletivo urbano por dia efetivamente estagiado, considerando a tarifa fixada na Capital como valor de referência. O período de estágio é de, no máximo, 2 (dois) anos e, no mínimo, 6 (seis) meses, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência que poderá atuar até a conclusão do curso.

As vagas serão preenchidas durante o período de vigência do presente processo seletivo, mediante convocação dos candidatos aprovados, de acordo com a ordem de classificação e por turno escolhido para estagiar no momento da inscrição (matutino ou vespertino). Após o prazo de inscrição, em nenhuma hipótese serão aceitos pedidos de alteração do Turno (matutino ou vespertino) e da Comarca indicada para concorrer ao credenciamento.

A seleção se dará por meio de prova escrita, onde será avaliado, além do conhecimento específico, os conhecimentos gerais. Será considerado aprovado o candidato que obtiver aproveitamento igual ou superior a 50% (cinquenta por cento) das questões formuladas. O candidato com pontuação abaixo desse índice será considerado reprovado.

Fim das Bets

Bets devolvem mais de R$ 1 bilhão; Campo Grande tem 32,5 mil apostadores

Ainda há R$ 159 milhões a serem transferidos até 14 de outubro; oito empresas não enviaram informações necessárias aos bancos

10/10/2026 13h40

Jogos de plataforma on-line de bets estão proibidos no Brasil

Jogos de plataforma on-line de bets estão proibidos no Brasil Paulo Ribas / Correio do Estado

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Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostas on-line já foi devolvido aos usuários após o encerramento das plataformas atingidas pela proibição das bets no Brasil. Ainda restam R$ 159 milhões a serem transferidos até quarta-feira (14), segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Em Campo Grande, 32,5 mil moradores foram identificados como apostadores on-line, conforme levantamento do Ministério da Fazenda publicado anteriormente pelo Correio do Estado.

O valor pendente corresponde a recursos que os usuários não retiraram diretamente das plataformas até o fim do prazo, encerrado em 5 de outubro. Agora, a restituição é feita pelas instituições financeiras, que devem transferir o dinheiro para as contas bancárias utilizadas pelos apostadores nos depósitos.

Os dados mais recentes, divulgados neste sábado (10), abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas. A diferença entre o número de pessoas e o de contas ocorre porque um mesmo usuário pode manter cadastros em várias plataformas.

Apesar do montante ainda pendente, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber, enquanto 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

O governo federal informou que oito empresas ainda não encaminharam aos bancos as informações necessárias para concluir a devolução. A Advocacia-Geral da União (AGU) pretende recorrer à Justiça para obrigar as plataformas a fornecer os dados.

Caso os bancos não consigam concluir a restituição por impedimentos operacionais, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro. A instituição ficará responsável por intermediar os pagamentos pendentes.

Os apostadores devem acompanhar a movimentação da conta bancária usada para depositar dinheiro nas plataformas. Também é importante desconfiar de mensagens que cobrem taxas para liberar os valores e não compartilhar senhas ou códigos bancários.

Capital tem 32,5 mil apostadores

Levantamento do Ministério da Fazenda divulgado pelo Correio do Estado em setembro identificou cerca de 32,5 mil moradores de Campo Grande envolvidos em apostas on-line, o equivalente a 3,35% da população da Capital. O número supera a população de 63 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Em 11 processos judiciais analisados, apostadores que alegam sofrer de ludopatia movimentaram mais de R$ 22,7 milhões nas plataformas e relataram perdas de aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Em um dos casos, um morador de Campo Grande movimentou R$ 9,5 milhões em uma plataforma ao longo de três anos e acumulou perda contábil de cerca de R$ 715,7 mil.

Os números locais dimensionam a presença das apostas na rotina dos consumidores sul-mato-grossenses, mas o governo federal ainda não divulgou quanto dos valores já devolvidos ou pendentes corresponde especificamente a apostadores de Mato Grosso do Sul.

A proibição das plataformas foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. A medida determinou o encerramento das operações das bets abrangidas pela decisão e estabeleceu um cronograma para a devolução dos saldos que permaneceram nas contas dos usuários.

AÇÃO

Quarteto do CV morto pelo Choque era comandado por mulher

Com apenas 19 anos, Vanessa era a responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, organização de crimes e até locação de imóveis

10/10/2026 12h18

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho Foto: Reprodução

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O quarteto de criminosos ligados à facção carioca Comando Vermelho (CV) mortos na tarde desta sexta-feira (09), em Sidrolândia, tinha como líder uma mulher, chamada Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, que era responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, definição de alvos e até locação de imóveis em cidades em que o grupo ia praticar um delito.

O Batalhão de Choque, juntamente com o Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), se deslocou até o local da ocorrência, em uma residência na Rua Dolício Pereira da Silva, no Bairro Alto da Figueira, para cumprir um mandado de prisão e outro de busca e apreensão contra Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, e Miguel Felipe Santana, de apenas 17 anos.

“Chegando nesse endereço, logo na entrada, havia um indivíduo que estava no quintal e armado. Foi dada voz de abordagem pela nossa equipe no portão e esse indivíduo apontou a arma para nossa equipe policial, não tendo opção da nossa equipe a não ser neutralizar essa ameaça efetuando disparos”, explica o major Cleyton, do Choque, em coletiva de imprensa, neste sábado (10).

Depois disso, o restante da equipe policial seguiu para dentro da residência, onde mais um indivíduo armado foi localizado, mais especificamente na sala. Mesmo com a voz de abordagem, o suspeito atirou contra os policiais e também foi alvejado pelos militares, sendo o segundo alvo detido. Porém, a ação continuou nos outros cômodos da casa.

“No primeiro quarto havia mais um indivíduo que estava armado. Esse indivíduo, mais uma
vez, acabou efetuando disparos, que acertaram o escudo da nossa equipe. Diante disso, a nossa equipe efetuou disparos contra ele, cessou a injusta agressão, dando continuidade e indo para o último ponto [do imóvel]”, detalha.

O quarto e último alvo também foi alvejado depois da ordem dos policiais para se render, o que não foi seguido pelo indivíduo, que efetuou mais disparos contra a equipe e foi atingido. 

“A partir disso, foi feito o desarme de todos os indivíduos e pude constatar que todos estavam com sinais vitais. Todos eles foram socorridos com vida até o hospital local [Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia], mas infelizmente acabaram vindo ao óbito e não resistiram aos ferimentos”, afirma o major.

Além de Jonas e Miguel, também morreram na ação Vanessa Thiel e Thalyson Miguel Acosta de Oliveira, de 21 anos, o mais velho dos quatro.

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro armas de fogo, sendo dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm, que era de posse de Vanessa. Também foi recolhida uma motocicleta Honda Fan 125, apontada nas investigações como possivelmente utilizada em atentados criminosos na região.

Vanessa

As investigações apontam que Vanessa, mesmo que somente aos 19 anos de idade, era a “cabeça” do grupo criminoso, sendo a responsável pela logística, como aquisição de armamentos e organização dos atentados. Como o próprio major descreve, ela detinha o “maior poder de vitalidade, e a maior quantidade de munições estava sob a posse dela”.

Crimes anteriores em outras cidades da região, como Maracaju e Rio Brilhante, também estão associados ao grupo, e Vanessa era uma peça-chave para que os suspeitos conseguissem se alocar em determinada cidade antes de cometer o crime.

“Eles se deslocavam até cidades mais próximas e realizavam a alocação de imóvel. É muito mais fácil quando você tem uma mulher para poder alocar, pois eles faziam da seguinte forma, chegavam como situação de casal. A Vanessa, junto com mais um, fingia que era um casal e acabava tendo um pouco mais de credibilidade para fazer a alocação de algum imóvel. Então, eles realizavam atentado naquele tipo de localidade”, comenta.

Ainda de acordo com o major, essa característica do grupo de migrar de cidade para cidade com frequência também dificultava a ação policial, mesmo com os integrantes sendo monitorados há algum tempo pelas forças de segurança. Um crime em Campo Grande também é associado ao grupo.

CV e guerra

Em algumas paredes da residência onde toda a ocorrência aconteceu, era possível visualizar as iniciais “CV”, referência clara à facção criminosa Comando Vermelho, com forte presença no Estado, e trava guerras com outra grande facção brasileira, o Primeiro Comando da Capital (PCC), pelo controle dos principais corredores de drogas do Estado.

No interior da residência, as equipes encontraram ainda latas de tinta spray vermelha. O material será analisado pelos investigadores para verificar uma possível relação com pichações associadas à atuação de organizações criminosas e à disputa por territórios no interior de Mato Grosso do Sul.

“Temos um cuidado muito grande. Assim como nós tivemos ocorrências de confronto em Ivinhema, justamente também por essa guerra territorial, temos visto isso muito na região de Coxim, onde nós tivemos um combate muito contundente ao crime, nas suas mais variadas modalidades. Tivemos muitas ocorrências onde aprendemos várias armas de fogo”, disse o major durante a coletiva.

Números

Por fim, em 2026 e considerando somente ações do Batalhão de Choque, 348 pessoas foram presas em flagrante, 165 capturadas em situação de “foragido da Justiça”, 93 veículos foram recuperados, dos quais a maioria era utilizada para o tráfico de drogas, e 172 armas de fogo foram apreendidas. Especificamente sobre drogas, cerca de 14 toneladas foram confiscadas este ano, gerando R$ 14 milhões de prejuízo ao crime.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), 150 pessoas morreram por “intervenção legal de agente de Estado”, o famoso “em confronto”, neste ano. Em comparação com os últimos 10 anos, 2026 é o ano mais violento neste cenário, com larga vantagem para o segundo colocado (2023, com 131 mortes).

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