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REVIVA CENTRO

Inscrição para moradia na Vila dos Idosos será feita somente em 2023

Custo do empreendimento cresce 42,8% e Prefeitura da Capital pagará R$ 10 mi à empresa selecionada; entrega da obra é estimada só para 2.º semestre de 2024

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A Prefeitura de Campo Grande iniciou neste mês a construção de um condomínio com 40 unidades habitacionais para pessoas idosas de baixa renda. O projeto ‘Vila da Melhor Idade’, que começou a ser idealizado em 2018, abrirá o cadastro para o aluguel das moradias apenas no segundo semestre de 2023.  

O diretor de Atendimento, Administração e Finanças da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), Cláudio Marques Costa Júnior, explicou que apenas com o avanço das obras, estimadas para durarem 24 meses, será possível abrir o processo de seleção dos moradores.  

“O cadastro será específico e feito por meio da locação social. O processo só será viabilizado quando as obras estiverem mais avançadas, isso provavelmente vai acontecer por volta do segundo semestre de 2023”, afirmou.    

O projeto inicialmente foi orçado em R$ 7 milhões e deve ser executado pelo valor de R$ 10 milhões, um acréscimo de 42,8%. Conforme Cláudio, a alteração no valor do projeto ocorreu devido ao encarecimento dos materiais de construção nos últimos anos, potencializado pela crise sanitária durante a pandemia.  

“Quando começamos a desenvolver o projeto [em 2018], ele teria um custo de R$ 7 milhões. No entanto, após o encarecimento dos materiais, as obras já foram licitadas em R$ 10 milhões”, disse.  

O montante já foi garantido com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Programa Reviva Campo Grande. A estimativa é de que as obras durem 24 meses, com a previsão de entrega do condomínio para o segundo semestre de 2024.  

*Saiba

A empresa Coplan Construções Planejamentos Indústria e Comércio foi definida em 25 de fevereiro deste ano, como responsável pela execução da obra de construção do condomínio Vila dos Idosos, na Capital. Com o custo de R$ 10 milhões, o projeto será financiado por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).  

A Vila da Melhor Idade será construída pela Coplan Construções Planejamentos Industria e Comércio LTDA, próximo ao Horto Florestal, na esquina das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Noroeste, na região central da Capita.

Ao Correio do Estado, a subsecretária de Gestão e Projetos Estratégicos (Sugepe), Catiana Sabadin, disse que a localização foi escolhida com o objetivo de facilitar a rotina dos idosos.  

“Na Vila da Melhor Idade, serão construídas habitações para pessoas com mais de 60 anos, na modalidade locação social e com preços subsidiados. O local foi escolhido para facilitar o acesso dessas pessoas com mais idade aos serviços de saúde, para que a rotina deles fique mais fácil”, salientou.  

projeto

Cada apartamento na Vila dos Idosos terá uma área de 33,70m², com sala integrada com a cozinha, área de serviço e um quarto com banheiro, todos mobiliados.  

O condomínio que foi projetado para contar com 40 apartamentos terá ainda, horta, espaço de convivência, capela ecumênica, biblioteca e espaço para primeiros socorros e de convivência social.

Para contribuir com a manutenção do condomínio, serão construídas 10 salas comerciais.  

critérios

A Vila dos Idosos será voltada para pessoas com mais de 60 anos que sejam independentes, que consigam se locomover por conta própria e que morem sozinhas. Casais de idosos também estarão aptos a residirem no local, no entanto,  a moradia não se estende aos demais familiares, como filhos e netos.

Quando a pessoa falecer ou não quiser ficar, outro idoso ocupará o apartamento, com a definição por sorteio da lista de espera. A obra terá espaços adaptados para as cadeiras de rodas em todos os ambientes.  

O objetivo é aumentar a densidade populacional no centro de Campo Grande e no entorno, região que já conta com todos os equipamentos urbanos necessários.  

A distribuição dos apartamentos será feita por meio de sorteio público, sendo contemplados apenas solteiros e casais.  

Reviva Centro

A Vila dos Idosos faz parte do pacote de três empreendimentos dentro do Reviva Centro. Com o custo de R$ 120 milhões, as obras para a construção de 792 apartamentos financiados pela Caixa Econômica Federal na rua Plutão, no bairro Cabreúva, seguem paradas há mais de um ano.  

A Cesari Engenharia foi anunciada em fevereiro de 2021 como ganhadora da licitação para o empreendimento. Para viabilizar a obra, a Prefeitura de Campo Grande doou um terreno de 5 hectares à empresa, localizado no fundo do Centro de Belas Artes. O local no bairro cabreúva é avaliado em R$ 20.585.403.  

Em ritmo lento, a previsão inicial era de que os trabalhos tivessem início em novembro do ano passado, com uma estimativa de 36 meses de obras.  

A Prefeitura de Campo Grande deve realizar ainda, a construção de 200 moradias populares na rua Rui Barbosa com a avenida Fernando Corrêa da Costa. O público alvo dos dois projetos são famílias com renda a partir de R$1.800,00.  

Em ambos os terrenos, o projeto prevê a chamada fachada ativa, com uso misto habitacional e comercial (comércio e serviços no térreo). As unidades serão no sistema de condomínio vertical.

Conforme a titular da Sugepe, Catiana Sabadin, o edital para o projeto da Fernando Corrêa está pronto, mas depende ainda de tratativas com o governo federal.  

“Estamos em conversa com a Caixa Econômica Federal e com a Secretaria de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional para entender o melhor momento para lançar o edital para que tenhamos a empresa selecionada para construção das unidades. O edital já está finalizado internamente e tecnicamente”, salientou.  

De acordo com Sabadin, a intenção é de que a Prefeitura de Campo Grande lance o edital para a construção das moradias na Fernando Corrêa ainda no segundo semestre de 2022. 

 

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NOVIDADES

UFMS anuncia quatro novos cursos em Campo Grande e Chapadão do Sul

Para o ano que vem, a universidade abrirá 9.363 vagas para 131 cursos

24/08/2026 11h45

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul terá novos cursos a partir do próximo ano letivo. As faculdades de Agronomia e Engenharia Geológica serão ofertadas no campus de Campo Grande; Direito passará a integrar a unidade de Chapadão do Sul; e Tecnologia em Inteligência Artificial, da UFMS Digital.

Para o ano que vem, a universidade abrirá 9.363 vagas para 131 cursos. O anúncio foi feito pela reitora Camila Ítavo durante o lançamento do processo seletivo por meio do Vestibular e Programa de Avaliação Seriada Seletiva (PASSE) para os cursos de graduação em 2027.

As inscrições serão abertas na próxima quinta-feira (27) e seguem até 12 de novembro. As provas, tanto presencial quanto a distância, serão realizadas nos dias 6 e 13 dezembro, das 8h às 13h (horário local).

Os editais do Vestibular e das três etapas do PASSE UFMS serão publicados nesta segunda-feira (24) e podem ser acessados na página ingresso.ufms.br

A taxa de inscrição é de R$ 100 e deve ser paga até o dia 13 de novembro. “Esses cursos são oferecidos pela demanda da sociedade e também porque traçamos o nosso Plano de Desenvolvimento Institucional alinhado ao Projeto Pedagógico Institucional de 2025 a 2030, construído de forma participativa com toda a comunidade universitária”, explicou a reitora Camila Ítavo.

Além de apresentar o Vestibular e o PASSE UFMS, Camila também destacou as outras formas de ingresso na Universidade.

“A UFMS tem uma das menores taxas de ociosidade do país devido a processos seletivos como Quero ser UFMS, Olimpíadas do Conhecimento, Atletas de Alto rendimento e 60+, além de entradas específicas para transferência externa, portadores de diploma, refugiados e Reingresso. A UFMS também oferece auxílios e bolsas que incentivam a permanência e a conclusão dos cursos de graduação, com uma taxa de 92% de ocupação”, afirmou.

O pró-reitor de Graduação, Cristiano Vieira, disse que serão oferecidos 62 cursos com prova digital, sendo que desses oito são oferecidos a distância e o restante na modalidade presencial. Ele explicou que os candidatos podem fazer um treinamento de adaptação à plataforma.

“Uma semana antes da prova a gente libera o sistema para eles fazerem um teste, fica uma equipe para tirar a dúvida. Durante o dia de aplicação também fica uma equipe de monitoramento para ver se o estudante tem algum desafio e poder ajudar. Tem sido um sucesso!”, disse. “Cada ano a gente está amadurecendo mais a plataforma, mais a parte de segurança que a gente entende que é muito bom para o estudante não vir a fazer a prova e fazer no próprio local na cidade dele. E a gente fez isso também com o sistema de matrícula. Toda matrícula na UFMS é on-line”, reforçou.

A partir da semana que vem, a Agecom vai publicar o Manual do Candidato 2027, que traz o edital de forma ilustrada e organizada, para facilitar o entendimento dos estudantes sobre os processos seletivos, e ainda o Guia das Profissões, que apresenta um resumo com as características de cada área e os diferenciais que podem ajudar o estudante a definir a sua profissão.

agilidade atípica

Uma semana após início de obra milionária, Agesul homologa licitação

Homologação do certame de R$ 57,5 milhões ocorreu nesta segunda-feira (24). Após denúncia do Correio do Estado, serviços de terraplanagem foram suspensos

24/08/2026 11h15

Após denúncia, rolo compactador era uma das únicas máquinas que seguia no canteiro de obras nesta segunda-feira (24)

Após denúncia, rolo compactador era uma das únicas máquinas que seguia no canteiro de obras nesta segunda-feira (24) Marcelo Victor

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Exatos 54 dias depois do aviso de lançamento da licitação, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) publicou nesta segunda-feira (24) a homologação da licitação da obra do chamado novo acesso às Moreninhas, declarando oficialmente como vencedora a empreiteira Anfer, que ofereceu desconto de 0,8% sobre o valor máximo estipulado pelo Governo do Estado e agora deve ser contratada por R$ 57.513.895,95.

Outras licitações lançadas na mesma época ainda estão longe da conclusão, como é o caso da licitação que prevê mais de R$ 76 milhões para construção de quase cinco quilômetros de uma avenida na região central Chapadão do Sul.

O aviso de licitação prevendo a repaginação da antiga MS-306 na área urbana de Chapadão saiu no dia 26 de junho e para esta segunda-feira (24) estava agendada a reabertura do certame, mas para habilitação/inabilitação - diligência.

Ou seja, o aviso da licitação relativo à obra em Chapadão do Sul aconteceu uma semana antes do anúncio para a obra das Moreninhas e ainda está longe de ser concluído, uma vez que nem mesmo ocorreu a habilitação das empreiteiras interessadas. 

Porém, mais ágil que o próprio certame foi a construtora, que na semana passada, dia 18, já estava com dezenas de homens e máquinas fazendo a terraplanagem no local por onde vai passar a nova avenida.

O Governo do Estado, porém, alegou que a Anfer estava apenas fazendo a limpeza do local para futura entrada das máquinas. Esta informação, contudo, confirma que a empreiteira tinha certeza da vitória  na licitação. Naquela data aida não havia acabado o prazo para que algum concorrente apresentasse recurso contra a proposta considerada vitoriosa.

Na manhã desta segunda-feira, depois de o Correio do Estado mostrar que a obra milionária havia começado antes mesmo da conclusão da licitação, da assinatura do contrato e da assinatura da ordem de serviço, nenhuma movimentação de máquinas ou trabalhadores era perceptível no meio da pastagem por onde vai passar a nova avenida.

A maior parte destas máquinas havia sido retirada do local.  Somente um rolo compactador e um caminhão-pipa permaneciam no canteiro de obras. 

Antes disso, desde o dia 18 de agosto, pelo menos seis máquinas pesadas, como patrola, tratores de esteira e pás carregadeiras , além de três caminhões, estavam sendo utilizados na terraplanagem do trecho inicial da nova via, que vai ligar a avenida Alto da Serra, nas Moreninhas, à Avenida Rita Vieira, na região do bairro Itamaracá. 

O valor máximo estipulado pela Agesul para a obra foi de R$ 57.980.488,49. Quatro empreiteiras chegaram à fase de disputa de preços. A Equipe Engenharia nem mesmo ofereceu desconto. A Contek Engenharia ofereceu deságio de R$ 58 mil, o que equivale a 0,1% sobre o valor máximo.

A terceira participante mostrou interesse um pouco maior, oferecendo desconto de R$ 409 mil. Mas, Foi derrotada porque a Anfer baixou o valor em R$ 467 mil, ou 0,805%.

A vencedora do certame já foi a responsável pela primeira parte deste projeto estruturante. Ela foi contratada por R$ 41,3 milhões e iniciou os trabalhos em dezembro de 2022. Ao final do projeto as obras custaram quase R$ 54 milhões. Parte dos aditivos, da ordem de R$ 7 milhões, foram relativos ao acréscimo de vias novas que foram recapeadas ou que receberam asfalto novo nas Moreninhas.

Faz mais de dois anos que a primeira etapa da nova avenida estava concluída. No começo de 2023 chegou a ser anunciada uma licitação para a segunda parte, mas ela não avançou e o asfalto novo ligava a região das Moreninhas a uma pastagem.

Uma das explicações para a longa interrupção entre as duas etapas foram entraves na desapropriação dos 52 imóveis sobre os quais a nova avenida será construída. Estas indenizações consumiram em torno de R$ 16 milhões e também foram bancadas pela administração estadual. 

 

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