Cidades

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Insegurança em postos de saúde pode originar demissão em massa

Insegurança em postos de saúde pode originar demissão em massa

Redação

25/02/2010 - 04h30
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Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinMed) não descarta a possibilidade de ocorrer uma demissão em massa por parte dos profissionais que atuam nos postos de saúde em Campo Grande. Segundo a presidente da entidade, Luzia Santana, essa seria uma das últimas opções e também uma forma de pressionar para que o poder público ofereça segurança aos trabalhadores que têm sofrido agressões durante atendimento. “Pedimos segurança, mas se não tiver jeito é demissão em massa porque é uma maneira de pressionar, mas nosso objetivo não é esse porque entendemos que a população precisa de atendimento”, explicou a presidente. Quanto à violência, ela garantiu que não é praticada somente contra médicos. “É com enfermeiro, corpo administrativo, guarda municipal. A violência está tão grande que uma hora pode acontecer um assassinato”, alertou. Ela disse que a categoria reivindica por segurança que pode ser garantida com o aumento no quadro de profissionais que, por sua vez, são atraídos com melhores salários. Luzia defende ainda que em cada posto de saúde tenha uma unidade policial não só para garantir a segurança do quadro de profissionais como também para registrar os casos de violência. Conforme a presidente, aproximadamente 500 trabalhadores atuam nos postos, no entanto, muitos já estão pedindo demissão para exercer a profissão em locais mais seguros como hospitais. “A escassez de pediatras e clínicos-gerais é porque eles procuram lugares mais seguros porque não adianta o médico ganhar R$ 10 mil e ter alguém com um revólver querendo atacá-lo”.

FIM DA ESCALA 6X

Mais de 239 mil trabalhadores seriam beneficiados com fim da escala 6x1 em Mato Grosso do Sul

Modelo de jornada de trabalho proposto já tem mais de 350 mil trabalhadores na escala 5x2 e redução de carga semanal de 44 para 40 horas alcançaria 578,5 mil trabalhadores sul-mato-grossenses

25/05/2026 10h30

Arquivo/Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em semana decisiva para a PEC da 6x1, dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostraram que em Mato Grosso do Sul mais de 239,5 mil trabalhadores seriam diretamente beneficiados com o fim da jornada de trabalho que opera com apenas um dia de descanso na semana.

Conforme os dados divulgados pelo MTE, o número de 239.545 trabalhadores   corresponde ao total de pessoas no estado que atualmente atuam no modelo 6x1 e que com a alteração na lei passariam a trabalhar na escala 5x2, que é proposta. 

O estado sul-mato-grossense possui hoje 350.846 trabalhadores inseridos no regime 5x2, com carga horária de 40 horas semanais, o que equivale a 59,43% do total identificado de trabalhadores.  Do outro lado, são 40,7% de trabalhadores submetidos a escala 6x1.

O Governo do Brasil elenca a pauta como prioritária e formalizou o envio ao Congresso Nacional no dia 13 de abril, como de urgência constitucional. O Projeto de Lei também  reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, além de proibição de qualquer redução salarial. 

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  o objetivo garante ao trabalhador tempo com a família, para lazer, cultura, descanso e com reflexo positivo na produtividade. Em seu discurso de pronunciamento no primeiro dia deste mês, feriado do trabalho, Lula reforçou a luta pelo fim da escala.

“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”.

O levantamento do MTE identificou que no Brasil são 44,7 milhões de pessoas em uma jornada de trabalho. Um terço deste total operam no regime 6x1, ou seja, 14,9 milhões de trabalhadores poderiam ser beneficiados com a mudança de jornada.

A alteração do limite para  40 horas semanais também impactaria cerca de 38,6 milhões de brasileiros e brasleiras, que cumprem cargas superiores a este número, com 40,1,  43,9 e 44 horas semanais.

Conforme o recorte para Mato Grosso do Sul, diferentes setores econômicos seriama alcançados pela mudança, especialmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística, totalizando cerca de 578.575 pessoas impactadas pela redução da carga horária. 

O que diz o MS

 Na quarta-feira (20) da semana passada, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel afirmou que não é possível mensurar o impacto do fim da escala no estado, e que "a decisão é assunto do Congresso Nacional". 

Riedel reforçou que apesar de estar em Brasília durante debates, ele não participou de tratativas sobre o tema e que por isso não consegue mensurar o impacto da alteração na economia do Estado. Ele ainda destacou que os parlamentares da bancada de MS tem autonomia para votarem conforme própria orientação e entendimento do assunto.

Em fevereiro, de oito deputados federais que conversaram com o Correio do Estado, sete afirmaram favoráveis ao fim da escala 6x1, sendo estes: Dagoberto Nogueira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Vander Loubet (PT), Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (Republicanos).

O deputado federal Pollon havia assinado a emenda parlamentar que amplia as possibilidades de flexibilização trabalhista, com brecha para criar a jornada de 52 horas semanais e adiamento do fim da escala 6x1 por dez anos. No entanto, ele retirou sua assinatura desta emenda no mesmo dia de pronunciamento de Riedel, e afirmou ser contrário ao tempo de adaptação de dez anos previso no projeto. 

Os deputados Rodolfo Nogueira (PL), Dr. Luiz Ovando e Beto Pereira também assinaram a emenda e mantêm apoio à proposta junto com mais 133 parlamentares.

*Saiba

A PEC nº 148/2015, o fim da chamada escala 6x1, prevê a mudança gradual ao longo de seis anos. O texto inicial da PEC 221/2019 prevê a mesma redução gradual para 36 horas semanais, porém ao longo de 10 anos. A emenda do Centrão altera a mudança de 36 para 40 horas semanais.

Educação

Inscrições para o Enem se iniciam nesta segunda-feira

As inscrições devem ser feitas remotamente pelo portal "Página do Participante do Inep" até o dia 10 de junho

25/05/2026 10h00

Abre nesta segunda-feira (25) as inscrições para o Enem 2026

Abre nesta segunda-feira (25) as inscrições para o Enem 2026 Divulgação

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Para quem tem interesse em entrar na universidade pública e cursar o curso dos sonhos, abriu nesta segunda-feira (25), as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. 

Criado em 1998, inicialmente tinha o objetivo de avaliar a qualidade do ensino médio no país, mas em 2009 mudou de formato e passou a servir como porta de entrada para o ensino superior. 

Com a criação do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) a prova do Enem passou a ser realizada em dois dias, ao todo são 180 questões e uma redação dissertativa argumentativa. 

Neste ano não será diferente, a prova acontecerá em novembro nos dias 8 e 15. A primeira etapa da prova é voltada para área de linguagens e ciências humanas, com questões de geografia, história, filosofia, sociologia, língua portuguesa e estrangeira, com o candidato podendo escolher entre espanhol e inglês, além da redação. Para isso o estudante terá um tempo de cinco horas e meia (5h30min). 

Já o segundo dia de prova é voltado para ciências da natureza e exatas, tendo questões de química, física, matemática e biologia, com uma duração de cinco horas. 

Como se inscrever? 

Para se inscrever é muito simples. 

  • Primeiro acesse pelo seu navegador o site do INEP; 
  • Em seguida vá para Página do Participante;
  • Faça o login utilizando sua conta do Gov.br; 
  • Preencha o formulário com seus dados pessoais, escolha o idioma e a cidade onde deseja realizar a prova;
  • Para finalizar, caso não tenha a isenção, pague a taxa de R$ 85. 

Algumas pessoas conseguem fazer a inscrição de forma gratuita, para isso a pessoa tem que estar na última série do ensino médio e no ano da edição, em escola da rede  pública. 

Para quem já concluiu o ensino médio também tem direito, basta ter cursado todo o período em escola da rede pública ou ter sido bolsista integral na rede privada, nesse caso, a renda da família deve ser igual ou menor a salário mínimo e meio por pessoa ou estar inscrita no Cadastro Único. 

Relembrando que as inscrições se iniciaram hoje (25) e seguem até o dia 10 de junho. 

UNIVERSIDADES EM MS 

Em Mato Grosso do Sul, existem três universidades públicas que se pode ingressar via Enem, a UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Além das universidades também é possível utilizar a nota para entrar no IF (Instituto Federal) 

No ano de 2026 as três instituições juntas ofertaram mais de 5 mil vagas para estudantes ingressarem nas unidades e o Instituto Federal abriu mais 960 vagas. 

A UFMS liderou os índices de vagas, com 3.233 para todos os campi do estado, a UFGD disponibilizou 957 vagas, sendo 430 para ampla concorrência e 527 para cotas e a UEMS abriu cerca de 1.284 vagas para o Sisu. 

Para 2027 ainda não há ao certo quantas vagas serão ofertadas, mas a tendência é que siga o padrão deste ano. 

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