Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Interdições resistem, mesmo com decisão do Supremo, multa e pedido de Bolsonaro

Clima entre bolsonaristas e policiais em rodovias é de pacificidade; corporações dizem querer evitar o uso da força

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Rodovias estaduais e federais de Mato Grosso do Sul seguem com pontos de interdição por manifestantes, mesmo após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a imediata desobstrução de todas as vias, sob pena de multa.

O motivo da manifestação se dá pela negação de apoiadores do atual presidente ao resultado da apuração da eleição presidencial, da qual saiu vitorioso no segundo turno Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em todo o País, diversos apoiadores de Bolsonaro bloquearam rodovias com pneus e caminhões, em 24 estados brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, 28 pontos de interdição foram constatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Em um dos pontos em Campo Grande, a reportagem notou um clima de pacificidade entre os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os caminhoneiros, mesmo com determinação da Justiça para que todas as vias fossem desbloqueadas, inclusive autorizando o uso da força se for preciso.

Em nota, a PRF declarou que estava "negociando a liberação das rodovias por meio do diálogo, para garantir, além do trânsito livre e seguro, o direito de manifestação dos cidadãos".

Conforme a última atualização da PRF, publicada em suas redes sociais às 17h30min de ontem (1º), havia sete pontos nas rodovias federais totalmente ou parcialmente interditados.

Os pontos das rodovias federais fechados são: BR-060, km 368, em Campo Grande; BR-060, km 538, em Nioaque; BR-262, km 383, em Terenos, interditado apenas no sentido decrescente; BR-158, km 145, em Aparecida do Taboado; BR-163, km 256, em Dourados; BR-267, km 124, em Nova Andradina; e BR-163, km 39, em Eldorado.

Segundo o boletim da PRF, outros 10 pontos que haviam sido interditados estão em trânsito livre, e cinco locais seguem parcialmente interditados, com liberação de veículos de passeio e de emergência. 

Já em relação às rodovias estaduais, a última atualização, das 17h de ontem, era de que havia 21 pontos de bloqueio, sendo a maioria de forma parcial.

Na MS-306, são três pontos com bloqueios parciais, em Chapadão do Sul, no km 217, entre Cassilândia e Chapadão, próximo ao perímetro urbano de Chapadão, e entre Costa Rica e Chapadão. As rodovias MS-112, MS-134, MS-156, MS-289 e MS-384 têm dois pontos de bloqueio de veículos cada.

Segundo o tenente-coronel Augusto Regalo, da Polícia Militar, a expectativa é de que as interdições terminem até esta quarta-feira (2).

"Até o fim do dia, devem desbloquear todas as rodovias. A MS-134, de Bataiporã, é uma que falta, eles foram notificados às 10h [de ontem] e esperamos que finalizem o bloqueio no local", declarou Regalo.

Sobre a atuação da Polícia Militar nas abordagens, o tenente-coronel informou que não houve conflito entre policiais e manifestantes no Estado. 

"Nosso trabalho foi ir até o local dos bloqueios, notificar os caminhoneiros sobre a decisão do STF, informando que a ação acarreta uma responsabilidade penal e administrativa para eles, e esperamos o fim da manifestação de maneira pacífica", disse Regalo.

O tenente-coronel ainda acrescentou que "caso seja necessário o uso da Polícia Militar nas rodovias federais, a Sejusp estará disponibilizando".

MANIFESTANTES 

Os caminhoneiros bolsonaristas alegam que só sairão quando o Exército Brasileiro intervir na situação. 
Um motorista que preferiu não se identificar, mas dizia ser um dos líderes do movimento, alegou que o grupo firmou um acordo com a PRF e estava liberando as vias a cada meia hora.

Ele reforçou que, mesmo diante das declarações de Bolsonaro, seus apoiadores continuariam nos bloqueios.
Ingrid Pereira, que é uma das insatisfeitas com o resultado das eleições, afirmou que todos se manterão firmes nos pontos de bloqueio até que o presidente faça mais algum pronunciamento que apoie os protestos.

"Vamos nos manter aqui independente do pronunciamento do presidente. Vamos ficar nas interdições", frisou.

DISCURSO DE BOLSONARO  

Depois de dois dias do fim das eleições, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento, na tarde de ontem, no Palácio do Alvorada. 

Sem reconhecer a vitória de Lula, eleito pela terceira vez para a Presidência da República no domingo (30), Bolsonaro condenou os bloqueios nas rodovias. 

Em um trecho de seu discurso, Bolsonaro citou as manifestações. "Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição do patrimônio e direito de ir e vir", afirmou Bolsonaro.

O presidente também afirmou que cumprirá a Constituição Federal. "Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição."

DECISÃO DO STF 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na segunda-feira a imediata desobstrução de rodovias e vias públicas que estivessem ilicitamente com o trânsito interrompido.
Moraes também determinou que a PRF adotasse imediatamente todas as providências, sob pena de multa de R$ 100 mil para o diretor-geral da PRF. 

Além da multa, há possibilidade de afastamento das funções e até prisão em flagrante por crime de desobediência do diretor-geral.

O ministro estipulou multa de R$ 100 mil por hora para donos de caminhões que estejam sendo usados em bloqueios, obstruções ou interrupções.

Na decisão, o ministro destaca que a Constituição assegura o direito de greve, manifestação ou paralisação.

Mas, com alguns adendos, "os direitos não podem ser exercidos, em uma sociedade democrática, de maneira abusiva e atentatória à proteção dos direitos e das liberdades dos demais". (Colaborou Alison Silva)

 

REINAUGURAÇÃO

BK reinaugura unidade de Afonso Pena após reforma de 20 dias

Unidade com maior fluxo em Campo Grande amplia espaço e promete conforto, agilidade e proposta moderna na estrutura

14/08/2026 13h20

Alicia Miyashiro

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Após reforma recorde de 20 dias, o Burguer King realizou a reinauguração da unidade da Avenida Afonso Pena. Com um ambiente novo e totalmente reformado, as opções prometem agilizar os pedidos dos consumidores e melhorar o autoatendimento.

Anteriormente a unidade suspendeu as atividades em 20 de julho, para iniciar as obras de reestruturação. A reforma é a primeira em 14 anos que a unidade utiliza o espaço localizado na principal avenida de Campo Grande.

Thiago Conforti diretor de operações do Grupo Conforti na reinauguração da loja - Foto: Alicia Miyashiro

Segundo o sócio e diretor de operações do Grupo Conforti, que é o principal administrador da franquia do fast-food em Campo Grande, Thiago Conforti, a obra foi dividida em etapas, com o fechamento do salão, pista de Drive-Thru e cozinha.

Uma das grandes mudanças do local foi a retirada da "varanda" que existia na unidade e a caracterizava, com a reforma, o espaço está integrado em um só. Conforti explica que a alteração foi planejada em cima do NPS da rede, que indica o nível de satisfação e lealdade do cliente.

"A gente percebeu que a climatização era um ponto importante, principalmente olhando para o nosso NPS. Então, preferimos fechar para poder ter todo mundo aqui dentro e ter uma melhor experiência".

Conforti ressalta que a mudança permitiu ainda aumentar a capacidade da unidade, de 90 para 125 lugares.

O local conta agora com oito totens de autoatendimento, e uma estrutura nova na cozinha, que prevê mais agilidade na dinâmica de atendimento e preparação dos lanches.

Unidade da Avenida Afonso Pena conta com oito totens de autoatendimento - Foto: Alicia Miyashiro

"O que mudou agora foi a estrutura da cozinha. Em 14 anos mudou bastante a questão que a gente chama no BK de tempo de movimento, que é o tempo que cada pessoa leva para fazer o lanche. Então, a gente otimizou a cozinha para o ser mais rápido e mais eficiente".

O estabelecimento conta com 45 funcionários e a expectativa de Cortoni é a ampliação da rede na Capital, com novas unidades.

Na reinauguração o ganhador da campanha feita nas redes sociais do BK para contar sua lembrança na unidade, Michael Douglas, relatou que é de Coxim e veio à capital fazer uma prova de residência.

O cliente então foi ao local com as amigas, mas estava sem dinheiro e não comeu, ele relata que por ser comunicativo interagiu com os atendentes, e ao notarem que ele era o único sem comer ofereceram um lanche gratuito.

"Fiquei extremamente feliz e coloquei de forma despretensiosa lá nos comentários [da campanha] e foi o que teve mais curtidas. Eu até me surpreendi, porque tinha umas histórias muito bonitas e a minha foi a escolhida".

A campanha de contar histórias com o BK ainda continua e a organização pretende gravar os relatos dos consumidores que tiverem momentos especiais. O diretor de operações do Grupo Conforti ressalta também que a parceria da rede de fast-food com a cidade morena é

"Eles vêm aqui [equipe Grupo Conforti] em Campo Grande e descobrem o que que a gente faz, como a gente faz, e ficam impressionados que a gente é totalmente diferente do resto do Brasil inteiro. A gente tem os melhores resultados de venda, NPS e só conseguem fazer isso com vocês, com Campo Grande, a Cidade Morena apoiando a gente. Então, muito obrigado, é de volta para todos vocês".

A loja é uma das que registram maior fluxo de clientes na cidade e a novidade é a nova parceria com a marca Coca-cola, em que os refrigerantes da marca serão adicionados as opções de bebidas nas unidades, e em quatro das dez unidades do Grupo Conforti na Capital já possuem a opção.

A unidade fica localizada na Avenida Afonso Pena, 

QUEDA DE PONTE

Motorista que morreu no desabamento da ponte era de Campo Grande

Alexandre Rodrigues ficou preso em cabine de caminhão submerso em rio após queda de ponte em MS-168

14/08/2026 12h45

Arquivo pessoal

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O motorista que morreu durante a manhã de ontem no desabamento da ponte que ficava sobre o Rio Taquari foi identificado como Alexandre de Freitas, de 49 anos. O caminhonheiro era de Campo Grande, morador da Vila Carlota e conhecido também por "Lobisomem".

No momento do acidente, Alexandre carregava carga de lingotes de concreto na caçamba do caminhão e estava sozinho. A ponte de concreto armado então cedeu enquanto o veículo passava e desabou, sem chances de escapar da queda, o veículo caiu no rio e parte da ponte caiu sobre o veículo.

O condutor ficou submerso no rio, preso dentro da cabine do caminhão e resgatado apenas na tarde de ontem (13) e teve o resgate realizado pela equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, mas já sem vida.

O Governo de Mato Grosso do Sul informou em nota a confirmação da identidade de Alexandre e desde então, o corpo da vítima passou pela necroscopia e foi liberado para a família.

O veículo, uma Mercedes-Benz Actros 2651S, ainda está submerso e equipes responsáveis analisam como será a retirada do caminhão da água.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e forças de seguranças do Estado também estudam o motivo da queda da ponte, afim de identificar o que ocasionou o colapso estrutural que fez uma ponte de concreto armado ceder. E em nota afirmaram que "não há resultados consolidados para apontar qualquer causa do acidente".

O velório de Alexandre iniciou às 6h desta sexta-feira, na Rua Francisco dos Anjos, 442, no Bairro Universitário, em Campo Grande e o sepultamento está marcado para as 17h.

Desabamento

O acidente aconteceu durante a manhã de quinta-feira (13) na MS-168, no trecho que liga as regiões pantaneiras Paiaguiás e da Nhecolândia. A informação durante o dia de ontem é que o motorista não havia sido encontrado e que uma outra pessoa teria escapado no momento em que a ponte cedeu.

Após nove horas de buscas foi confirmado a localização do corpo da vítima, até então desconhecida, e a equipe de mergulhadores realizaram o resgate do corpo sem vida.

O caminhoneiro, identificado apenas hoje, como Alexandre Rodrigues tinha 49 anos e era natural de Campo Grande, residente da Vila Carlota.

No momento em que a ponte cedeu o caminhão transportava a carga de lingotes de concreto, em um veículo fabricado para tracionar semirreboques e composições pesadas de até 74 a 80 toneladas.

O desabamento da estrutura é investigada pelas autoridades competentes, bem como o que motivou a queda tão fácil de uma estrutura de concreto armado.

Batizada de João Wenceslau Leite de Barros a ponte foi construída entre 2008 e 2009, com entrega em setembro de 2009. Parte importante da rota que liga as regiões pantaneiras e tem Coxim, como cidade mais próxima, a 115 quilômetros do local do acidente, a área é território do município de Corumbá.

A recomendção é que sejam utilizadas rotas alternativas pelas rodovias estaduais, MS-423 ou MS-214, e rodovias conectadas pela MS-168, usando a BR-163 como via de conexão.

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