Cidades

Conflito

Itaú, Cosan e grandes empresas têm ligação com áreas em reservas reivindicadas por indígenas em MS

Relatório organizado pelo grupo "De olho nos ruralistas" divulgado no último dia 19 deste mês, documento elenca outros latifundiários e empresários com terras sobrepostas em solo indígena

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Exposto na última semana em matéria realizada pelo Correio do Estado, um relatório produzido pelo núcleo de pesquisas do observatório “De Olho nos Ruralistas” destacou que 630 propriedades estão sobrepostas sobre terras indígenas em Mato Grosso do Sul.

Para além de apontar os locais e dimensões dos territórios, o estudo divulgado no último dia 19 deste mês, destacou que as terras estão ligadas à latifundiários, além do conglomerado Itaú Unibanco, e a Cosan.SA, empresa sediada em São Paulo com negócios no setor sucroalcooleiro. 

De acordo com o relatório, o Itaú se conecta economicamente a quatro sobreposições de terras indígenas no Mato Grosso do Sul.

De início, as ligações se aplicam à Fazenda Santa Emília, localizada no município de Caarapó, interior do Estado, propriedade registrada em nome do empresário Feres Soubhia Filho, um dos proprietários da Alvorada Produtos Agropecuários, companhia fundada em 1986, em Dourados. 

Do mesmo modo, em Laguna Carapã, uma parceira de negócios da família Moreira Salles, sócia do banco, seria detentora de  uma fazenda inteira sobreposta à Terra indígena Dourados-Amambaipeguá I, área, de 516,9 hectares, pertencente  à Fazenda Água Branca, cuja regularidade jurídica e ambiental motivou um pedido de “investigação por parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em 2018.”, diz o levantamento. A fazenda pertence ao espólio de João Verdier, cuja família possui duas barragens no mesmo município da sobreposição. 

O estudo destaca a participação de  Maurício Verdier, então sócio do banqueiro estadunidense David Rockefeller e do brasileiro Walther Moreira Salles, na Fazenda da Bodoquena, de 450 mil hectares, localizada no pantanal sul-mato-grossense. Por fim, as ligações do banco se estendem à sobreposição da terra indígena de  Ypoi/Triunfo, em Paranhos.

Conforme o documento, a região, a exemplo da Fazenda Água Branca, a Fazenda Ponte de Tábua incide quase totalmente no território indígena, sendo 433 hectares de uma área total de 434,7 hectares.

O dono é Sebastião Nilson Mendes, denunciado em 2011 pelo Ministério Público do Paraguai, junto a outro brasileiro, o fazendeiro Ali Mohamed Osman, por crime ambiental cometido pela empresa Issos Greenfield International S.A. Segundo a Oxfam Paraguai, a subsidiária do Itaú no país vizinho é sócia na empresa.

Consta ainda uma propriedade do antigo Unibanco, incorporado pelo Itaú em 2008, em área sobreposta à terra indígena Kadiwéu, cerca de 1,9 hectare da Fazenda Morro do Pantanal, em Corumbá, invadindo uma terra já homologada e regularizada há quatro décadas. 

Na mesma linha do banco, a Cosan, empresa ligada ao setor sucroalcooleiro, também possui, segundo o observatório, conexões com propriedades rurais sobrepostas à terra indígena de Dourados- Amambaipeguá I, do povo Guarani Kaiowá. 

As ligações, de acordo com o estudo, estão em 238,5 hectares na fazenda Campanário, em Laguna Carapã, interior do Estado. A fazenda pertence à família Rezende Barbosa, historicamente ligada ao Grupo Cosan. O dono das terras foi acionista do grupo controlado por Rubens Ometto, entretanto deixou o acordo de em 2019.

Para além do grupo Cosan, o relatório destaca as participações das usinas Santa Adélia e Três Barras. No caso da primeira, o território estaria quase totalmente sobreposto a uma terra indígena em Fátima do Sul, propriedade registrada em em nome de uma agropecuária da família Bellodi, controladora da usina que integra o sistema Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo.

Na mesma linha, a fazenda Três Barras avança 130 hectares dentro da mesma terra indígena, fazenda pertencente à Usina Três Barras, que desde 2018 passou a ser controlada pela Vita Bioenergia, após um investimento de R$ 461 milhões.

O que disseram as empresas

Procurado pelo Correio do Estado, o Itaú se pronunciou sobre os pontos em que aparece no relatório. De acordo com o banco, a propriedade situada em Corumbá foi vendida pelo Itaú Unibanco em 2010 e até o momento da venda, não havia irregularidades no registro do imóvel. Sobre a propriedade em Bodoquena, o mesmo teria sido vendido em 1980 pelo Grupo Moreira Salles, onde “até o momento da venda, nenhum documento relacionado à propriedade apresentava qualquer irregularidade”.

Sobre as ligações com o Itaú Paraguai, a empresa destacou que este “não tem ou teve participação acionária em empresas que tivessem como sócias as pessoas e empresas citadas”, assim como a fazenda em Laguna Carapã nunca teria sido de propriedade do banco. Em relação ao investimento realizado pela Kinea, “esclarecemos que a propriedade citada não pertence à empresa investida ou suas subsidiárias.” Em retorno ao jornal, o Grupo Cosan optou por não se manifestar sobre o relatório. 

Outros nomes

Para além das empresas citadas, o relatório apontou a  família Pereira de Oliveira, produtora do “Café Lontrinha”  como detentora da Fazenda Gauchinha, de quase 2 mil hectares, localizada em Caarapó, inteiramente sobreposta à terra indígena de Dourados Amambaipeguá I. A família produz café para exportação em Ponta Grossa, no Paraná. 

Conforme o estudo, Mato Grosso do Sul é o estado com maior taxa de sobreposição sobre terras homologadas e regularizadas, correspondendo a 10,9% de toda a área, concentrando-se nas terras de indígenas Kadiwéu, em Porto Murtinho, na divisa com o Paraguai, e nas terras de Sete Cerros e Arroio-Korá, em Paranhos. 

O estudo destacou que a maior sobreposição, é a da Fazenda Terra Preta, que invade 10.151 hectares da do território Kadiwéu, propriedade em nome de Hélio Martins Coelho, ex-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), falecido em 2008.

Turismo

Figura nas cavalgadas de MS, Roberto Oliveira Dittmar, popularmente conhecido como “Beto Pantaneiro” é um dos apontados como detentor de terras em área indígena.  Em Aquidauana, ele administra a Fazenda Pousada Santa Cruz, voltada para o ecoturismo.

Conforme o estudo, a propriedade é registrada no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) como Fazenda Santa Cruz e Fazenda Conquista, onde 1.171 dos 5.559 hectares se encontram sobrepostos à terra indígena Cachoeirinha, do povo Terena. 

Com o processo de demarcação se arrastando há mais de 4 décadas, os limites do território estão sendo reestruturados. Segundo o Cimi, tanto União como Funai apontam como principal empecilho para demarcação as ações judiciais de fazendeiros locais, inclusive Dittmar.

Conforme o levantamento, a Fazenda Santa Cruz pertencia ao pai dele, Romeu Oliveira Dittmar. Na divisão entre os herdeiros se estabeleceu uma propriedade separada, a Fazenda 23 de Março, de seu irmão,João Julio Dittmar, propriedade que também se sobrepõe aos limites da terra Cachoeirinha. São 1.101 hectares incidentes no território Terena, registrados em nome de um filho do cirurgião. “A terceira herdeira, Rosaura Oliveira Dittmar, move ações contra a Funai e, como Beto, investe no ecoturismo.”, diz o relatório.

Conforme o estudo, Rosaura Dittmar mantinha ao lado do marido, Gerson Bueno Zahdi, a Pousada Cacimba de Pedra, em Miranda (MS), onde os hóspedes podiam interagir com jacarés. De acordo com o estudo, Zahdi era servidor do Ibama e, por quinze anos, foi o único criador licenciado de jacarés no Mato Grosso do Sul. Em 2019, uma operação do Ibama revelou que o ecoturismo era um subterfúgio para um intenso comércio de carnes do animal. 

Na ocasião, Rosaura foi presa por crime ambiental durante a operação e a pousada perdeu sua licença de operação.

Dados

Mato Grosso do Sul figura à frente de Bahia e Maranhão em número de sobreposições. O estado abriga o território “mais invadido do Brasil”, diz trecho do documento. Na terra indígena Dourados-Amambaipeguá, 225 fazendas incidentes na área, em que vivem 5.800 Guarani Kaiowá. São 447 assassinatos entre 1985 e 2021, no Estado, números que colocam o estado na 1ª posição do ranking nacional nos casos.  

*Após a publicação do material, a Copersucar, em contato com o Correio do Estado, destacou que não desenvolve qualquer atividade no Mato Grosso do Sul,  destacando que o nome da empresa foi relacionado indevidamente no material publicado. O material em questão liga à Copersucar indiretamente à família Bellodi, controladora da usina que integra o sistema Copersucar, e que, segundo o estudo, esta sim, avança sobre 734,2 hectares da terra indígena de Dourados-Amambaipeguá I. 

 

*atualizado às 16h17 de 24/04

 

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campo grande

Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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