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Jovem que levou Lívia à morte já havia sido apreendido em SP

Um dos adolescentes que participava do grupo extremista que atuou na morte da menina de Mato Grosso do Sul já havia sido investigado anteriormente

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Um dos adolescentes que foi apreendido por participar da morte de Lívia, de apenas 13 anos, durante uma live em redes sociais, já havia sido preso tempos antes de a menina de Mato Grosso do Sul ter sido induzida à morte por um grupo extremista.

Segundo apurou reportagem do Correio do Estado, pelo menos um dos adolescentes que foram apreendidos por participar do crime já havia sido identificado pela delegada Lisandrea Salvariego, da Polícia Civil de São Paulo.

O jovem foi identificado em investigação por participar de grupos extremistas que realizavam violência contra animais e pessoas em eventos pela internet. Na época, a delegada, que é chefe do Núcleo de

Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, apreendeu o jovem, porém, ele foi solto após passado um período.

Depois de ser colocado em liberdade, ele retornou para os grupos e seria um dos que incentivou a adolescente de Naviraí a tirar a própria vida durante transmissão nas redes sociais.

O caso desse jovem não é isolado, já que 5 dos 11 adolescentes que foram apreendidos até hoje em operações relacionadas à morte de Lívia foram colocados em liberdade pela Justiça.

Os jovens que foram liberados são os cinco que haviam sido apreendidos na primeira operação relacionada à morte de Lívia, realizada no dia 4 de agosto deste ano. Na ocasião, além dos cinco adolescentes, um jovem de 18 anos foi preso por participação na morte da adolescente.

Lívia morreu no dia 22 de julho deste ano. No início, o caso chegou a ser tratado como suicídio, porém, foi descoberto que a morte dela foi transmitida em plataformas digitais, o que gerou uma investigação que descobriu que a adolescente foi, na verdade, vítima de um grupo e de violência extrema, que a levou à morte.

De acordo com a investigação, o “evento”, forma como os grupos extremistas chamam as lives, havia sido marcado pelo Discord, entretanto, a morte de Lívia foi transmitida pelo Telegram e pelo TikTok.

Desde o fato, duas operações foram feitas, coordenadas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) de Campo Grande, que cumpriram mandados em nove estados: Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e São Paulo.

EXTREMISTAS

Segundo a especialista em Extremismo e Terrorismo On-line e assessora especial do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Michele Prado, esse tipo de prática começou a ser mais frequente no Brasil a partir de 2021. De lá para cá, diversas operações foram realizadas e jovens de todo o País foram apreendidos, porém, os grupos são recriados após serem tirados do ar.

Conforme Michele Prado, o perfil desses jovens não está ligado à classe social, mas sim a aspectos muito além desse.

“A maioria tem algum tipo de vulnerabilidade, ou psicológica, ou social, algum tipo de sofrimento, alguma depressão, ou já tem ideação suicida, ou já estava inserido antes em subculturas on-line violentas, mas todos, sem exceção, têm excesso de telas”, avalia a especialista ouvida pelo Correio do Estado durante o 10º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação 2026 (Jeduca).

O uso indiscriminado do celular ou do computador, inclusive, é tido como o principal problema e pode levar os jovens para esses grupos.

“Eles são hiperconectados, porém, extremamente solitários. Então, eles querem amigos, eles querem se sentir ‘o máximo’, eles querem ter status, notoriedade, influência ali dentro. É o capital social deles. A mobilização principal é essa, é o sadismo para ter o status. Quanto mais sádico você é, mais status você tem. E vira um ciclo vicioso”, explica Michele Prado, que atua, com o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, na identificação desses grupos, não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o País.

Para Michele, a conversa e o monitoramento são os principais caminhos que os pais devem seguir para evitar que seus filhos entrem nesses grupos extremistas.

“Primeiro, é olhar para os filhos e conversar com eles. Verificar se existe algum tipo de sofrimento mental ou psíquico acontecendo. Se ele tem amigos. Os pais pararam de conversar com os filhos. Não é só as crianças que estão on-line, os pais também”, alerta.

* Saiba 

Até agora, 12 pessoas foram identificadas pela Polícia Civil por atuarem diretamente na morte da menina Lívia, de 13 anos, que ocorreu no dia 22 de julho deste ano, em Naviraí. No total, são 11 adolescentes entre 14 e 17 anos e um jovem de 18 anos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

Violência na Capital

Homem é morto a tiros dentro de piscina durante festa em Campo Grande

Dois homens em uma motocicleta invadiram espaço de eventos no Jardim Tarumã e abriram fogo contra as vítimas; outra pessoa foi baleada e socorrida pelo Samu.

08/10/2026 19h03

Imagens de câmera de segurança mostram a área da piscina onde um homem foi morto a tiros durante uma confraternização no Jardim Tarumã, em Campo Grande, nesta quinta-feira (8).

Imagens de câmera de segurança mostram a área da piscina onde um homem foi morto a tiros durante uma confraternização no Jardim Tarumã, em Campo Grande, nesta quinta-feira (8). Foto: Reprodução/Câmera de segurança do local.

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Uma festa terminou com um homem morto e outro ferido a tiros na tarde desta quinta-feira (8), no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O crime aconteceu por volta das 16h, em um imóvel alugado para uma confraternização.

Dois homens chegaram de motocicleta, entraram no local e começaram a atirar contra as vítimas. Um dos participantes estava dentro da piscina quando foi baleado e morreu no local.

A vítima fatal, que ainda não teve a identidade divulgada, estava na piscina quando foi baleada. Apesar da gravidade da ocorrência, não foram informados, até o momento, quantos disparos atingiram o homem nem se ele era o principal alvo dos criminosos.

Outra pessoa que participava da confraternização também foi atingida pelos tiros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro e encaminharam a vítima à Santa Casa de Campo Grande. O estado de saúde da pessoa ferida não foi informado.

Policiais são mobilizados após ataque

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, incluindo agentes do Batalhão de Choque, além de integrantes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil.

Os policiais estiveram no imóvel onde aconteceu o ataque para realizar os primeiros levantamentos sobre as circunstâncias do crime.

Uma equipe funerária também foi acionada para realizar a remoção do corpo da vítima fatal.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identificação dos dois homens que chegaram ao estabelecimento na motocicleta.

Polícia investiga motivação do crime

A Polícia Civil ficou responsável pela investigação do homicídio e das circunstâncias em que a segunda vítima foi baleada.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a motivação dos disparos, a identidade dos envolvidos e a possível relação entre os autores e as vítimas.

Também não foi informado se os suspeitos conheciam as pessoas que participavam da confraternização ou se o ataque foi direcionado a um dos presentes.

Até a divulgação das primeiras informações, não havia confirmação de prisões relacionadas ao caso. As circunstâncias do crime seguem sob investigação.

 

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