Cidades

JUDICIÁRIO

Juíza da Capital inocenta ex-prefeito Marquinhos Trad de crimes sexuais

Magistrada não viu crime algum nas acusações feitas contra Marquinhos no fim de 2022 e absolveu ex-prefeito sumariamente

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O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad foi absolvido sumariamente de todas as acusações de assédio sexual, importunação sexual e favorecimento à prostituição feitas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em novembro de 2022. A decisão, que deve ser publicada nos próximos dias no Diário da Justiça, em um processo que tramita em segredo, inocenta Marquinhos, que nem chegou a ser ouvido na instrução processual. 

Depois de ter sido acusado de crimes sexuais contra sete garotas em novembro de 2022 pelo promotor de Justiça Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, restavam duas garotas apontadas como vítimas pelo Ministério Público. Na decisão desta segunda-feira (5), a magistrada Eucelia Moreira Cassal, não viu crime em nenhuma das acusações feitas pelo promotor. “Assim, os fatos narrados na peça inicial evidentemente não constituem crime e implicam na absolvição sumária do acusado”, entendeu a magistrada. 

Absolvição sumária é uma decisão judicial tomada pelo magistrado após a análise dos elementos presentes nos autos do processo que absolve o réu de todas as acusações apresentadas contra ele ainda na fase inicial do processo, ou seja, antes mesmo do julgamento propriamente dito.

Cabe recurso da decisão, mas caso o Ministério Público decida por recorrer, deve encontrar um caminho difícil pela frente. É que já em 2022, várias das acusações usando relatos de pelo menos quatro vítimas elencadas pelo Ministério Público já haviam sido trancadas pelo Tribunal de Justiça. Na época, a defesa de Marquinhos chegou a formalizar uma reclamação contra a magistrada, por aceitar uma acusação sobre um caso já descartado em segunda instância, apontando uma quebra de hierarquia. 

O inquérito

Apesar de a denúncia contra Marquinhos Trad ter sido ajuizada em novembro de 2022, o inquérito contra o ex-prefeito teve início em julho de 2022, no início do período eleitoral da época, em que ele foi candidato a governador de Mato Grosso do Sul. 

O inquérito “esquentou” a campanha eleitoral na época, e deixou Marquinhos trabalhando em duas frentes: uma tentando se eleger governador e fazendo campanha, e em outra, se defendendo das acusações. 

Durante o período de campanha eleitoral de 2022, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul chegou a instalar um serviço de Disque-Denúncia para receber denúncias de supostas vítimas de assédio. Na época, a defesa do ex-prefeito queixou-se que nem mesmo crimes hediondos, como casos de pistolagem, ou de investigações contra o crime organizado, tiveram tal esforço institucional ao ponto de ter um canal exclusivo para denúncias. 

Ao final da investigação, a poucos dias da votação, em outubro, o ex-prefeito de Campo Grande acabou indiciado em pelo menos 16 casos de crimes sexuais. O Ministério Público, porém, só viu crimes em sete atos, com sete supostas vítimas. O Judiciário nem isso, por causa do julgado de 2ª instância, Marquinhos derrubou, de início, três das acusações. 

No ano passado, derrubou outras duas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e agora, com apenas duas acusações contra ele, acabou absolvido sumariamente. 

Outro denunciado

Na época em que foi denunciado, o empresário André Luiz dos Santos, o André Patrola, também havia sido denunciado pela prática de crimes sexuais. Patrola, porém, foi acusado de praticar os crimes sexuais contra três garotas. 

Na mesma denúncia, na qual Marquinhos foi absolvido sumariamente, Patrola teria praticado favorecimento à prostituição. Até o fim do ano passado, as acusações contra Patrola prosseguiam.

7 Mulheres

Baseado em inquérito civil feito entre julho e outubro de 2022, mesma época da campanha eleitoral da época, promotor denunciou à época Marquinhos por crimes contra sete garotas. Ao longo de dois anos, acusações não encontraram ressonância no Judicário. Últimos dois casos caíram ontem. 

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Segurança na Fronteira

Brasil terá delegacia da PF na Bolívia para combater PCC e CV

Medida integra acordo firmado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Paz e prevê troca contínua de inteligência, operações conjuntas e reforço da segurança na faixa de fronteira.

03/08/2026 19h05

O ministro do Governo da Bolívia, Marco Oviedo, anunciou a instalação de um escritório permanente da Polícia Federal brasileira no país para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico na região de fronteira.

O ministro do Governo da Bolívia, Marco Oviedo, anunciou a instalação de um escritório permanente da Polícia Federal brasileira no país para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico na região de fronteira. Foto: Reprodução

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O governo da Bolívia anunciou um novo passo na cooperação bilateral com o Brasil para enfrentar o avanço das organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira entre os dois países. A principal medida será a instalação de um escritório permanente da Polícia Federal brasileira em território boliviano, iniciativa que busca ampliar o compartilhamento de informações de inteligência e fortalecer as investigações contra grupos ligados ao narcotráfico e ao crime organizado.

O anúncio foi feito pelo ministro do Governo da Bolívia, Marco Oviedo, que explicou que a presença permanente da Polícia Federal permitirá uma atuação mais integrada entre as forças de segurança dos dois países, especialmente diante do aumento da violência registrado nas regiões fronteiriças.

Segundo o ministro, o novo modelo de cooperação também prevê a presença de representantes da Polícia Boliviana no Brasil, estabelecendo um canal permanente para o intercâmbio de dados estratégicos e ações coordenadas.

 "Haverá um escritório permanente da Polícia Federal na Bolívia. Também teremos uma representação da Polícia Boliviana no Brasil para manter um fluxo contínuo de inteligência e informações, além do apoio logístico oferecido pelo governo brasileiro por meio da Polícia Federal", afirmou Oviedo.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte dos entendimentos firmados durante uma reunião realizada em abril entre o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, quando os dois governos acertaram o fortalecimento da cooperação na área de segurança pública.

Segundo Marco Oviedo, a expectativa do governo boliviano é de que os primeiros passos para a implementação da iniciativa sejam colocados em prática nas próximas duas semanas.

Nesse período, os dois países deverão iniciar a execução do projeto que prevê a instalação do escritório permanente da Polícia Federal na Bolívia, além da estruturação dos mecanismos de cooperação e compartilhamento contínuo de informações entre as forças de segurança.

Plano "Fronteiras Seguras"

Além da instalação do escritório permanente da Polícia Federal, o governo boliviano informou que colocará em prática nas próximas semanas o programa "Fronteiras Seguras", destinado a ampliar a fiscalização e intensificar operações de combate ao tráfico de drogas, armas e outros crimes transnacionais.

O plano prevê reforço dos controles em cidades consideradas estratégicas para o narcotráfico, entre elas Cobija, Guayaramerín, San Matías e Puerto Suárez, municípios localizados próximos à fronteira brasileira.

Segundo Oviedo, essas localidades são apontadas como importantes corredores utilizados por organizações criminosas para o transporte de drogas e a movimentação de integrantes de facções.

"O objetivo é realizar operações conjuntas entre a Polícia Boliviana e a Polícia Brasileira para impedir a circulação de criminosos e enfraquecer as rotas utilizadas pelo tráfico", destacou.

Escalada de violência preocupa autoridades

O anúncio ocorre em meio ao aumento da violência no departamento de Santa Cruz, onde uma sequência de homicídios elevou o nível de alerta das autoridades bolivianas.

Entre as vítimas está um subtenente da Polícia Boliviana, assassinado após atuar em investigações contra grupos criminosos na região de San Matías, município vizinho ao estado de Mato Grosso do Sul.

Em resposta, o governo boliviano mobilizou mais de 200 policiais para reforçar a segurança e intensificar as investigações em San Matías e, posteriormente, em San Ignacio de Velasco.

Disputa entre facções internacionais

Segundo o governo da Bolívia, a atual onda de violência é consequência da disputa entre grandes organizações criminosas sul-americanas pelo controle das rotas internacionais do narcotráfico.

As autoridades apontam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) disputam o domínio dos corredores utilizados para o envio de drogas ao Brasil e a outros mercados internacionais, transformando a região de fronteira em um dos principais focos de tensão na segurança pública sul-americana.

A instalação de uma base permanente da Polícia Federal brasileira na Bolívia representa uma mudança significativa na cooperação entre os dois países e sinaliza uma estratégia de atuação mais integrada contra organizações criminosas que operam além das fronteiras nacionais.

A expectativa dos governos é que o compartilhamento contínuo de inteligência e a realização de operações conjuntas aumentem a capacidade de repressão ao narcotráfico e reduzam a influência das facções na região fronteiriça.

Operação reforça cooperação entre os países

O fortalecimento da cooperação entre Brasil e Bolívia ocorre em um momento de intensificação das ações contra o crime organizado na região de fronteira.

Nesta segunda-feira (3), uma operação conjunta entre forças de segurança dos dois países resultou na prisão de Neno Rasuk, apontado pelas autoridades como um dos alvos de investigações relacionadas ao crime organizado transnacional.

A captura reforça a estratégia de integração entre os governos e evidencia a importância do compartilhamento de inteligência para combater facções e organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

 

Ensino

IFMS abre inscrições para mestrado com 16 vagas na Capital

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação

03/08/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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As inscrições para o Exame Nacional de Acesso (ENA27) do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) seguem até 20 de agosto.

O curso é oferecido gratuitamente pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), no Campus Campo Grande, com 16 vagas disponíveis para ingresso em 2027, com reservas para ações afirmativas, servidores da instituição e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Também são aceitas inscrições de estudantes que estejam concluindo o último semestre ou ano da graduação, desde que apresentem o comprovante de colação de grau no momento da matrícula.

Das 16 vagas ofertadas pelo IFMS, 14 são regulares e duas extranumerárias. A distribuição prevê quatro vagas para ampla concorrência, seis destinadas às ações afirmativas - sendo três para candidatos negros (pretos e pardos), uma para indígenas, uma para quilombolas e uma para pessoas com deficiência (PcD) —, quatro para servidores efetivos do IFMS e duas vagas adicionais exclusivas para servidores da Fundect.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio da página nacional do Profnit, até as 23h59 (horário de Brasília) de 20 de agosto.

A taxa de participação é de R$ 350, e o candidato deverá anexar o comprovante de pagamento, em formato PDF ou JPG, dentro do prazo estabelecido.

O processo seletivo será realizado em duas etapas obrigatórias. A primeira consiste em uma prova nacional virtual, marcada para 12 de setembro, às 14h (horário de Brasília), com duração de uma hora e 30 minutos.

O exame será aplicado pela plataforma Fábrica de Provas e terá 20 questões de múltipla escolha baseadas na bibliografia oficial sobre propriedade intelectual e inovação.

Os candidatos devem observar o fuso horário local e utilizar computador ou notebook para realizar a prova, já que tablets e smartphones não serão aceitos. Além disso, o sistema apresentará as questões de forma sequencial, sem permitir o retorno às perguntas anteriores.

A segunda etapa será a análise curricular. Os aprovados na prova objetiva deverão encaminhar, entre 1º e 11 de outubro, um único arquivo em PDF contendo documentos pessoais, diploma, histórico escolar da graduação, currículo emitido pela Plataforma Lattes e o formulário de Barema preenchido. A ausência de qualquer documento exigido resultará na desclassificação do candidato.

Matrículas

As matrículas e o início das aulas estão previstos para 2027, conforme calendário acadêmico que será divulgado pelo IFMS. As atividades presenciais ocorrerão no Campus Campo Grande, às sextas-feiras e aos sábados, nos períodos da manhã e da tarde.

O Profnit é um mestrado profissional em rede nacional cuja instituição sede é a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

O programa tem como foco a formação de profissionais qualificados para atuar em Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), no empreendedorismo de base tecnológica e na gestão de ecossistemas de inovação em instituições de ensino, empresas, órgãos públicos e organizações sociais.

Serviço 

Mais informações, incluindo a bibliografia recomendada e o edital de retificação, estão disponíveis na página oficial do Profnit. Dúvidas sobre a oferta em Mato Grosso do Sul podem ser encaminhadas para o e-mail [[email protected]](mailto:[email protected]).

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