Cidades

desvio de verbas do SUS

Justiça bloqueia R$ 51 milhões dos envolvidos na máfia do Câncer

Justiça bloqueia R$ 51 milhões dos envolvidos na máfia do Câncer

GABRIEL MAYMONE

06/06/2014 - 15h05
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Liminar expedida pelo juiz Ricardo Damasceno de Almeida, da 1ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, determina o bloqueio no valor de R$ 51.381.369,79 (cinquenta e um milhões, trezentos e oitenta e um mil, trezentos e sessenta e nove reais e setenta e nove centavos) nos bens dos envolvidos em irregularidades no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, administrada pela Fundação Carmem Prudente, em Campo Grande.

Conforme a decisão, o ex-diretor da instituição, Adalberto Abrão Siufi, sua filha e ex-administradora Betina Moraes Siufi Hilgert, o ex-diretor clínico Issamir Farias Saffar e o ex-presidente do conselho curador do hospital, Blener Zan, são acusados por “mal uso de verbas públicas provenientes do SUS, atos de "autocontratação" por parte dos requeridos; contratação de familiares com salários exorbitantes; celebração de contratos prejudiciais aos interesses da fundação que administravam”.

Ainda conforme o despacho do juiz federal, o Ministério Público Federal (MPF) aditou a inicial para constar o valor estimado para a reparação da lesão ao erário, em quantia equivalente ao prejuízo causado, qual seja, R$ 102.762.740,58 (cento e dois milhões, setecentos e sessenta e dois mil, setecentos e quarenta reais e cinquenta e oito centavos).

“Nesta senda, caberá a indisponibilidade dos bens dos investigados pela prática de atos de improbidade administrativa quando se verificar fortes indícios de que estes agentes públicos e/ou terceiros conluiados tenham causado lesão ao patrimônio público e/ou tenham obtido enriquecimento ilícito”, consta na sentença.

Operação Sangue Frio
As investigações da Polícia Federal resultaram em uma operação que desmontou a quadrilha acusada de mau uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do HC, e de desvio de dinheiro público do Hospital Universitário, do qual Siufi é servidor aposentado, e também ex-diretor.

Na ação, além do desvio de dinheiro público, foram verificados os crimes de corrupção passiva e fraudes em licitações.
 

Decisão Judicial

Fabricante de próteses de mama é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora em MS

Mulher colocou os implantes em 2017 e, em 2022, passou a ter dores, rigidez e deformidade nas mamas, fabricante também terá de custear a cirurgia

07/10/2026 12h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que uma fabricante de próteses de mama deve pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora. A empresa também terá de devolver o dinheiro gasto com a retirada e a troca dos implantes e com o tratamento depois da cirurgia. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

A consumidora colocou os implantes em 2017. A partir de 2022, passou a sofrer com dores persistentes, rigidez e deformidade nas mamas. 

Foi diagnosticada uma complicação grave relacionada às próteses, e os médicos indicaram a retirada e a substituição dos implantes, além de uma cirurgia para reparação das mamas.

A perícia judicial não identificou defeito específico nas próteses utilizadas e indicou que a complicação apresentada pode ocorrer com esse tipo de implante. Apesar disso, o colegiado entendeu que a fabricante deveria ser responsabilizada.

No voto, o desembargador Paulo Alberto de Oliveira destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o defeito não precisa estar necessariamente ligado a uma falha individual de fabricação. 
Também é considerado defeituoso o produto que não oferece a segurança que o consumidor legitimamente espera.

Os desembargadores levaram em conta que as próteses eram de uma linha que, depois, foi recolhida do mercado em um recall internacional por questões de segurança. 

Esse fato, somado aos problemas da consumidora e à necessidade de nova cirurgia, foi suficiente para a maioria do grupo responsabilizar a fabricante.

A decisão deixa claro que os R$ 10 mil não foram dados só porque houve um recall, nem porque existe a possibilidade de a pessoa desenvolver alguma doença. 

O valor foi fixado por causa do que a consumidora realmente conviveu com dores, rigidez, deformidade e a necessidade de passar por uma nova cirurgia.

Com o julgamento, foi mantida a decisão anterior que determinava à fabricante o custeio da cirurgia. 

Os valores comprovadamente gastos com a retirada e a substituição das próteses e com o tratamento necessário foram reconhecidos como danos materiais e deverão ser ressarcidos. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
 

DOURADOS (MS)

TJMS oferece assistência notarial e jurídica para indígenas da Aldeia Jaguapiru

Serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica e emissão de documentos

07/10/2026 12h00

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados Foto: TJMS

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estará em território indígena nos próximos dias para prestar auxílio jurídico e notarial aos povos originários.

Ponto de Inclusão Digital (PID) oferece atendimentos notariais e jurídicos para os Guarani Kaiowá, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Os serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica, emissão de documentos, inserção da etnia nos registros civis e retificação de documentos

O objetivo é ampliar o acesso à justiça e à cidadania no território indígena. A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos até a área urbana e aproximar as instituições públicas da comunidade.

Servidora da Prefeitura de Dourados, Jussara Marques Lopes, indígena e fluente em guarani-kaiowá, foi capacitada para realizar os atendimentos.

A escolha de uma atendente pertencente à própria comunidade busca facilitar a comunicação e agilizar orientações e emissão de documentos.

Entre 22 de setembro e 2 de outubro, ela participou de treinamento promovido pelo TJMS, Ministério dos Povos Indígenas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MS) e a Subseção Judiciária de Dourados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Os serviços serão prestados pela Anoreg-MS. A realização é do TJMS.

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