Cidades

decisão inédita

Justiça condena 18 integrantes do PCC a mais de 300 anos de prisão

Justiça condena 18 integrantes do PCC a mais de 300 anos de prisão

Dourados News

04/04/2014 - 17h00
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Em uma decisão inédita, a Vara Criminal da Comarca de Nova Andradina condenou 18 integrantes do PCC que atuavam na região a uma das maiores penas da história do Mato Grosso do Sul. Somadas as penas de cada réu, o período de reclusão deverá ultrapassar 300 anos de prisão.

A quadrilha
A organização criminosa foi desmantelada através de ação conjunta da Polícia Civil de Nova Andradina e do Ministério Público. Durante seis meses, todos os passos dos integrantes da quadrilha foram monitorados, possibilitando a montagem de toda a estrutura organizacional através do farto material probatório produzido. De acordo com a investigação, a quadrilha, com estreita relação com a facção criminosa denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), atuava em Nova Andradina e região com complexa e bem definida divisão de tarefas entre seus integrantes.

Dentre as formas de atuação da quadrilha, destacava-se a cooptação de adolescentes para a prática de crimes contra o patrimônio, especialmente furtos e roubos, e para a vigilância de pontos de comercialização de entorpecentes, as chamadas “bocas de fumo”.

A Sentença e os Condenados
Pela primeira vez no Estado de Mato Grosso do Sul, uma sentença condenatória foi proferida em primeira instância por um colegiado, formado pelos Juízes de Direito Albino Coimbra Neto, Thiago Nagasawa Tanaka e José Henrique Kaster Franco. A denúncia e as alegações finais foram oferecidas pelo Promotor de Justiça Fabrício Secafen Mingati.

Dentre os crimes imputados aos integrantes do PCC em Nova Andradina está formação de quadrilha armada, cárcere privado, tentativa de roubo e associação para o tráfico.

Os réus denunciados e condenados são Alcimar Rodrigues da silva, Alef Augusto Braga da Costa, Almir Lima de Souza, Anderson Alves Lopes, Celso da Silva Ferreira Junior, Fernando de Souza Pereira, Francisco Cardoso Farias, Helber Silva Perez, Jaqueline de Araujo Moraes, Paulo Henrique Carvalho Luiz, Paulo Rogério do Nascimento Silva, Pedro Camilo Marangoni da Paz, Ronaldo Adriano Reis da Silva, Rodrigo Lincoln de Araujo Ribeiro, Valdecir dos Santos, Tiago Ribeiro Ramos, Rafael da Silva Barbosa, Vanderlei Socorro de Oliveira.

Paulo Henrique é apontado como líder da quadrilha. De acordo com a sentença, ele “não só coordenava os crimes, mas os problemas cotidianos da quadrilha, como a prisão de companheiros e a obediência aos princípios do grupo criminoso”. Paulo Henrique foi condenado a 32 anos e 10 meses de prisão.

O bando possuía, dentre seus integrantes, um pistoleiro responsável por cobrar dívidas de outros integrantes e fazer valer as normas da facção. Rodrigo Lincoln, mais conhecido como “Perna”, foi condenado a 17 anos, um mês e 13 dias de prisão e irá a Júri Popular por dois homicídios cometidos em Nova Andradina.

A quadrilha, inclusive, mantinha segmentos de organização por gênero. Jaqueline, a única mulher presa na operação, por exemplo, é indicada como “a responsável pela coordenação feminina na quadrilha”. A “mãe”, como era conhecida, foi condenada a 22 anos, 11 meses e 16 dias de prisão.

Regime de pena
De acordo com a sentença, para todos os condenados, inclusive aqueles cujas penas não alcançaram oito anos de reclusão, fora fixado o regime inicial fechado, “único regime compatível com a dinâmica que emerge destes autos, traduzida em circunstâncias judiciais e legais francamente negativas”.

“A prova dos autos revelou a intensa gravidade concreta dos delitos, cuja elevada reprovabilidade não sustenta outros regimes senão o fechado, único suficiente e necessário para a reprovação dos crimes já examinados”, detalharam os magistrados.

Trabalho Conjunto
Os magistrados ainda ressaltaram o trabalho em conjunto entre o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil na elucidação e desmantelamento da quadrilha.

“O caso desses autos demonstra, entretanto, que a polícia está preparada para fazer uma investigação de qualidade, máxime quando supervisionada por um Promotor de Justiça comprometido e atuante. E quando a Polícia e o Ministério Público atuam no mais alto grau de excelência, não significa que a condenação dos acusados seja facilitada, significa, antes de tudo, um julgamento justo, no qual se podem apontar”, salienta outro trecho da decisão.

Os condenados não poderão apelar em liberdade.

Com informações do Jornal da Nova.

Eleições 2026

MS terá 3,3 mil agentes de segurança no segundo turno das eleições

Operação mobiliza 584 viaturas e dois helicópteros para atender 1.036 locais de votação; primeiro turno teve oito ocorrências eleitorais no Estado

22/10/2026 14h02

Reprodução/GOVMS

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Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A operação contará com 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação do Estado.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com isso, os eleitores sul-mato-grossenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

O efetivo mobilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será complementar às equipes que já atuam nos plantões e no policiamento de rotina. A operação envolverá as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Científica, com foco na prevenção de crimes eleitorais e no atendimento de ocorrências.

O Estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. O policiamento será reforçado nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de totalização dos votos e vias públicas.

PRIMEIRO TURNO

Durante o primeiro turno, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Entre os casos estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular no dia da votação.

O monitoramento será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com participação de representantes das instituições de segurança e órgãos parceiros, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército e Agência Brasileira de Inteligência.

Remédio Proscrito

PF prende casal e fecha laboratório que produzia emagrecedor proibido

Operação foi desencadeada após apreensão feita pela PRF e objetivo era cumprir mandados de busca, mas um policial aposentado e a esposa foram flagrados no laboratório clandestino

22/10/2026 12h12

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

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Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) em Dourados acusadas de atuaram num laboratório clandestino que produzia medicamentos à base de clobenzorex, uma substância de uso proibido no Brasil e normalmente utilizada para produção de inibidores de apetite ou para produção de drogas como o chamado rebite, frequentemente usado por caminhoneiros para evitar o sono.

A operação Remédio Proscrito (proibido), que teve apoio da Polícia Militar, foi realizada para cumprir dois mandados de busca e apreensão, mas resultou na prisão em flagrante de um policial militar aposentado, Marcos Roberto da Silva, de 54 anos, e da sua mulher, Valdenice Silveira Goes, de 48 anos, acusados de serem os responsáveis pela manipulação e distribuição dos medicamentos.

O laboratório clandestino funcionava na casa do policial, no Jardim Hilda, na região sul de Dourados. Além de centenas de cápsulas já prontas para consumo, os agentes apreenderam uma série de  insumos e equipamentos usados para produção das pílulas. A estimativa é que havia material para produzir em torno de 15 mil comprimidos, os quais renderiam em torno de R$ 100 mil, acreditam os investigadores. 

Os policiais não informaram se eles também estavam produzindo os chamados rebites, mas as imagens divulgadas pela PF indicam que o policial e a esposa produziam principalmente os emagrecedores. O problema, apontam os investigadores, é que normalmente os compradores não sabem que em sua composição existe a substância proibida que inibe o apetite. 

Conforme a PF, as investigações aconteceram depois de uma apreensão de medicamentos feita pela PRF, contendo clobenzorex, substância de uso proscrito no Brasil, inclusa em lista similar a outros tipos de drogas ilícitas. A suspeita dos policiais é de que o casal detido tivesse apoio de profissionais da saúde para conseguir vender sua a produção.

A substância clobenzorex é permitida em uma série de países para tratamento da obesidade, sendo comercializada com os nomes de Asenlix e Dinintel. Porém, existe o risco de o usuário tornar-se dependente se a dosagem não tiver acompanhamento médico.

Instituições de pesquisa em todo o mundo têm explorado seus potenciais benefícios e riscos, com uma quantidade significativa de pesquisas focadas em sua eficácia e perfil de segurança no tratamento da obesidade. Ao mesmo tempo, outros pesquisadores ainda estudam sua eficácia como estimulante, mas em dosagens adequadas. Embora alguns estudos tenham mostrado resultados promissores, a avaliação contínua de sua segurança a longo prazo e potencial de abuso permanece crucial. No Brasil, porém, o uso da substância segue proibida. 
 

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