Cidades

Condenado

Justiça condena a 4 anos de prisão homem que atacou corredora no Parque dos Poderes

À época, a vítima reagiu à agressão e conseguiu escapar; o acusado foi preso pouco após o crime, em 2025

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou Gleindon Barbosa da Silva a 4 anos e 10 meses de reclusão pelo crime de tentativa de estupro contra uma mulher que praticava corrida no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A sentença foi publicada no Diário da Justiça nesta segunda-feira (27) e encerra o processo referente ao caso ocorrido no fim de 2025.

De acordo com os autos, o crime aconteceu na manhã do dia 26 de novembro, enquanto a vítima realizava seu treino habitual nas imediações de uma das rotatórias do parque, na região que conecta a Avenida do Poeta à Avenida Desembargador José Nunes da Cunha. O local é conhecido pela grande circulação de esportistas, especialmente no início do dia.

Em depoimento à polícia, a mulher relatou que percebeu a presença de um homem à sua frente, que aparentava falar ao celular, comportamento que inicialmente não levantou suspeitas. No entanto, a situação mudou rapidamente no momento em que ela passou por ele.

Segundo a vítima, o homem a agarrou de forma brusca pelos braços, apalpou seus seios e ordenou que ela permanecesse em silêncio.

Ainda conforme o relato, o agressor simulava estar armado ao manter um volume sob a camisa, estratégia que teria sido utilizada para intimidá-la e impedir qualquer reação imediata.

Durante a abordagem, o autor tentou arrastar a vítima para uma área de mata nas proximidades da via. Apesar da violência e da ameaça implícita, a mulher conseguiu reagir, se desvencilhar e fugir do agressor. Em estado de choque, ela correu até encontrar um casal que passava pelo local e pediu ajuda.

A rápida mobilização após o pedido de socorro contribuiu para que o suspeito fosse localizado e preso pouco tempo depois do crime. Ele foi encaminhado às autoridades e permaneceu à disposição da Justiça durante o andamento do processo.

Na decisão, a Justiça considerou os depoimentos colhidos ao longo da investigação, incluindo o relato consistente da vítima, além de outros elementos que comprovaram a materialidade e a autoria do crime.

A conduta do réu foi enquadrada como tentativa de estupro, uma vez que a ação foi interrompida antes de sua consumação.

O caso gerou repercussão à época, especialmente por ter ocorrido em um dos principais espaços públicos de lazer e prática esportiva da Capital. O episódio também reacendeu o debate sobre segurança em locais abertos e a vulnerabilidade de mulheres durante atividades cotidianas, como caminhadas e corridas.

Com a condenação, Gleindon Barbosa da Silva deverá cumprir pena de reclusão em regime a ser definido pela Justiça, conforme os critérios legais. Ainda cabe recurso da decisão.

A sentença reforça o entendimento do Judiciário quanto à gravidade de crimes dessa natureza e à importância da responsabilização penal em casos de violência contra a mulher, mesmo quando a consumação do ato é impedida pela reação da vítima.

Declaração

Apenas ameaça de envenenamento de água tem viés político, diz ministro

Comitiva contou com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara

31/10/2026 15h00

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados Foto: Reprodução / Redes Sociais - Ministro Eloy Terena

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Das quatro denúncias recebidas pelo Governo Federal e que englobam indígenas em Mato Grosso do Sul, há ligação preliminar com violência política apenas na ameaça de envenenamento da água dos Guarani-Kaiowa, em Tacuru, avaliação apresentada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, neste sábado (31), durante coletiva em Dourados, interior do Estado.

A comitiva federal contou também com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL), motivada por uma série de denúncias de violência e intimidações pós a eleição do último domingo (25).  Para além da apuração sobre o possível envenenamento, o Governo Feral apura denúncias de atropelamentos. 

Cabe destacar que o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) já havia instaurado procedimentos para investigar as acusações sobre ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado.

As apurações tiveram início após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a órgãos federais, relatando o aumento de episódios de violência, atropelamentos, ameaças, além das suspeitas de contaminação de água após o 2°tunno das eleições presidenciais de 2026. 

Eloy afirmou que buscará ampliar o debate junto à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), para apurar o controle da qualidade da água consumida pelos moradores da região.

“No universo das 189 denúncias que chegaram pelos canais do Ministério dos Direitos Humanos e do Ministério dos Povos Indígenas, recebemos dez casos relacionados a indígenas, desses dez casos, quatro são de Mato Grosso do Sul”, afirmou Eloy Terena em coletiva. "Apenas nesse caso da ameaça de envenenamento se enxerga uma ligação direta com crime político, assédio ou violência política”, complementou o ministro. Cabe destacar que os acusados foram ouvidos ontem pela Polícia Federal. 

Apuração 

Para apurar a veracidade das acusações e garantir a proteção dos territórios, o MPF-MS distribuiu frentes regionais de investigação em cidades do interior do Estado.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou apuração para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região. Contudo, uma investigação detalhada conduzida pela assessoria do 1º Ofício da PRM Dourados derrubou a alegação, segundo MPF-MS.  

Em resposta a pedidos de informação, a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí e a Prefeitura Municipal esclareceram que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio decorrente de um desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica.

Em Tacuru, a recomendação foi de que a prefeitura afastasse os servidores responsáveis pelos áudios que ameaçam envenenar a água fornecida aos indígenas do município. 

Dentre as medidas tomadas, o Ministério Público solicitou averiguação da autoria, autenticidade e divulgação de gravações com intimidações direcionadas aos povos originários, além de medidas adotadas para garantir a segurança e a manutenção do atendimento essencial prestado às comunidades.

A administração municipal acolheu o pedido do MPF e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso, assim como afastou os servidores. 

O grupo cumpre agendas também na Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia e Aldeia Sassoró em Tacuru.

Oportunidade

TRE-MS prorroga seleção de estágio com bolsas de R$ 1 mil para alunos de 9 cursos; veja

Processo seletivo prevê a formação de cadastro de reserva e oportunidades para atuação na Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral

31/10/2026 13h45

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS)

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul prorrogou as inscrições do processo seletivo de estágio destinado a estudantes de nível superior de nove cursos. 

Conforme o edital, o processo seletivo prevê a formação de cadastro de reserva e oportunidades para atuação na Secretaria do Tribunal, em Campo Grande. As bolsas são de R$ 1.020,00.

Podem participar estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social (Jornalismo), Direito, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Informática, Psicologia e Publicidade e Propaganda, matriculados a partir do 3º semestre da graduação.

O prazo segue até as 12h do dia 02 de dezembro de 2026. A seleção é realizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), por meio de plataforma on-line.

A jornada é de cinco horas diárias, 25h semanais, além de auxílio-transporte calculado com base na tarifa do transporte público de Campo Grande e na quantidade de dias úteis do mês.

Seleção

A inscrição e a realização da prova ocorrem no mesmo período. Assim, o candidato pode fazer a avaliação on-line no momento em que se inscrever, sem precisar aguardar o fim do prazo.

A prova é objetiva, com 20 questões de múltipla escolha: 10 de Língua Portuguesa, cinco de Conhecimentos Gerais e cinco de Noções de Informática. Para ser aprovado nessa etapa, é necessário obter pelo menos 50% de aproveitamento.

Cronograma

  • 14 a 02 de dezembro inscrições e realização da prova on-line, até as 12h;
  • 03 de dezembro: disponibilização do gabarito provisório;
  • 04 de dezembro: prazo para apresentação de recursos contra o gabarito provisório;
  • 21 de janeiro: publicação da classificação provisória, do gabarito definitivo e das respostas aos recursos;
  • 22 de janeiro: prazo para recursos contra a classificação provisória;
  • 29 de janeiro: publicação da classificação definitiva.

Saiba* 

Os candidatos devem consultar o edital para conferir os requisitos e as demais regras do processo seletivo.

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