Cidades

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Justiça condena homem que tentou matar a ex-mulher em posto de combustível

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

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Em julgamento realizado nesta quarta-feira (10), o Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Marcos Antônio Souza Viera a 22 anos, 10 meses e 10 dias de prisão por tentativa de feminicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa), sequestro e porte ilegal de arma de fogo.

A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Além da reclusão, o sentenciado foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil à vítima, como forma de indenização a título de dano moral.

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

O crime ocorreu em 29 de maio de 2025, em Campo Grande. Armado com uma pistola, o acusado rendeu sua ex-companheira e a obrigou a entrar em seu veículo sob ameaça de morte. De acordo com a investigação, a vítima foi mantida em cárcere privado por cerca de uma hora, período em que o réu tomou seu celular e proferiu ameaças constantes enquanto circulavam pela cidade.

Em determinado momento, a mulher pediu para ir ao banheiro, momento em que ele parou o carro em um posto de gasolina na Rua da Divisão.

Aproveitando a parada, a vítima viu uma brecha e tentou fugir gritando por socorro, momento em que foi perseguida e alvejada por Marcos Antônio. Segundo a denúncia, os tiros foram desferidos pelas costas e enquanto a vítima já estava caída no chão. A mulher sobreviveu após receber atendimento médico na Santa Casa de Campo Grande.

O casal manteve relacionamento por aproximadamente três anos, mas estava separado na época dos fatos. O crime foi motivado por ciúmes e por um sentimento de posse que o réu nutria por sua ex-mulher. 

A vítima já havia procurado a Deam para denunciar Marcos por violência doméstica e solicitou medidas protetivas, que terminou sendo revogada em 2024. O casal chegou a reatar, mas ela deixou a casa e entrou com pedido de divórcio. 

Depoimentos de familiares revelaram o histórico de violência psicológica e comportamento controlador, com o réu tentando isolar a vítima de sua família.

No julgamento, a acusação foi sustentada pela Promotora de Justiça Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira, representando o Ministério Público.

 

TEMPESTADE

Governo decreta situação de emergência em Ivinhema após chuva com granizo

Inmet registrou 98,6 milímetros de chuva, no dia 16 de maio. O decreto do governador tem um prazo de 180 dias

11/06/2026 09h00

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema Reprodução: redes sociais

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O governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu a “Situação de Emergência” em Ivinhema, após fortes chuvas com granizo atingirem o município. Em 19 de maio, o prefeito Juliano Ferro (PSDB) já havia decretado a medida, pois aas áreas urbana e rural foram afetadas pela tempestade. A publicação do Governo de Mato Grosso do Sul foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11).

O decreto do governador Riedel tem um prazo de 180 dias. Com isso, os órgãos estaduais estão autorizadas para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

No dia 16 de maio, chuvas intensas acompanhadas de granizo atingiram o município de Ivinhema, causando danos e destruição nas áreas rural e urbana. Diversas famílias foram severamente atingidas, com danos expressivos em residências e com perdas materiais, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. 

De acordo com o levantamento feito pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nas últimas 24 horas daquele dia, o município registrou 98,6 milímetros de chuva. 

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil emitiu parecer técnico, no dia 3 de junho de 2026, manifestando-se favoravelmente ao reconhecimento da “Situação de Emergência” no município.

Em casos de emergência ou de calamidade pública, fica dispensado o processo de licitação para aquisição dos bens necessários ao atendimento da população, serviços e contratação de obras.

Segurança Pública

Violência em Campo Grande se iguala à da região de fronteira

Seis pessoas foram assassinadas apenas nos primeiros 10 dias deste mês na Capital, mesmo número registrado nas 44 cidades da faixa de fronteira somadas

11/06/2026 08h00

Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O número de assassinatos em Campo Grande nos primeiros 10 dias deste mês chama atenção. Até a manhã de ontem, seis pessoas haviam sido mortas na Capital, violência que já se iguala à registrada em todos os municípios da faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, onde também seis pessoas foram mortas.

Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e mostram que, além da faixa de fronteira, as seis mortes já se aproximam da estatística observada durante todo o mês de junho do ano passado, quando sete pessoas foram mortas na Capital.

Além de o fato ser inusitado, já que recorrentemente a região de fronteira é apontada como a mais perigosa de Mato Grosso do Sul e onde estão localizadas as guerras entre as facções criminosas, em busca de domínio e das melhores rotas para transportar maconha e cocaína, a Capital conseguiu igualar o número de casos de 44 municípios, mais da metade dos 79 de Mato Grosso do Sul.

A faixa de fronteira considerada pela Sejusp leva em conta as cidades de Amambai, Anastácio, Antônio João, Aquidauana, Aral Moreira, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caarapó, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Japorã, Jardim, Jateí, Juti, Ladário, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Mundo Novo, Naviraí, Nioaque, Novo Horizonte do Sul, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Sete Quedas, Sidrolândia, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.

Na Capital, porém, as mortes recentes apontam crimes relacionados a brigas e acerto de contas.

CASOS

Violência está presente não apenas nas periferias, mas também no centro de Campo Grande - Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem dois homens foram mortos em Campo Grande. O primeiro crime ocorreu no Jardim Tijuca e, durante a madrugada, o outro ocorreu no Jardim Noroeste.

De acordo com o boletim de ocorrência, o primeiro óbito registrado foi de Jonny Santana Souza, de 40 anos.

O caso foi registrado como homicídio qualificado, porém, o autor teria tentado simular um assalto antes de executar a vítima. 

Imagens das câmeras de segurança mostraram que a dinâmica observada sugere execução, e não latrocínio, segundo o boletim de ocorrência. 

A vítima estava no banco do passageiro de um veículo que pertencia a seu amigo, que relatou que, no momento em que chegou e parou seu veículo em frente à residência, um indivíduo em uma moto preta e usando casaco escuro e capacete, armado com uma pistola, parou em frente ao carro dizendo que se tratava de um assalto.

Jonny teria jogado seu aparelho celular próximo aos pés do autor, momento em que o indivíduo apontou a arma em sua direção e tentou efetuar o primeiro disparo, o qual falhou.

A vítima aproveitou o momento para tentar fugir e se abrigou atrás do veículo. O autor, porém, seguiu-o e passou a efetuar vários disparos contra a vítima, que morreu no local.

De acordo com as imagens obtidas pela polícia, o autor do homicídio parece ter recebido apoio de um segundo veículo, um Volkswagen UP de cor branca.

A equipe da perícia realizou a apreensão de 10 cápsulas de munição calibre 9 mm.

O outro caso ocorreu na madrugada de ontem. Tiago Robson Reis de Lima, de 38 anos, foi morto dentro de sua casa, após três pessoas invadirem a residência em razão de uma discussão causada por cigarro. 

De acordo com o relato da namorada da vítima, Tiago chegou à sua residência por volta das 23h e a chamou na porta.

Antes de entrar na residência, um homem, identificado como Ricardo Dias Pereira, passou pelo local e pediu um gole do energético que o rapaz segurava e ele permitiu que o indivíduo bebesse.

Em seguida, pediu-lhe um cigarro, porém, Tiago se negou a fornecer, iniciando-se uma discussão acompanhada de xingamentos.

Nesse momento, a namorada pediu para que ele parasse a briga e entrasse na residência, puxando o namorado para dentro e fechando a porta.

Após alguns minutos, uma mulher identificada como Aldrea Aparecida de Paula Santos, que estava acompanhada de seu cônjuge e também de seu irmão, Paulo de Paula Martins, foram à casa e ela começou a gritar: “Você brigou com meu marido”.

Neste momento, Tiago e a namorada saíram para verificar o que estava ocorrendo. O rapaz então iniciou nova discussão com a mulher e os dois homens.

Em determinado momento, Tiago teria xingado a mulher e entrado novamente na casa, porém, o trio passou a chutar o muro de madeira e a vítima abriu novamente a porta. Os dois homens, ambos armados com facas, e a mulher, portando um pedaço de madeira, invadiram a casa e atacaram o rapaz.

Tiago pegou um pedaço de telha do tipo Eternit para tentar se defender, porém, foi atingido por uma facada na região do abdômen. 

Ele chegou a correr, mas foi perseguido pelos autores, que o mataram. Após os fatos, os envolvidos fugiram em um veículo Volkswagen Gol. 

Já na fronteira, até a manhã de ontem, eram cinco mortes neste mês, no entanto, durante a tarde, um empresário, que estava internado desde o dia 2, morreu.

O crime ocorreu na casa da vítima, que foi metralhada por diversos disparos. O empresário estava internado desde então e morreu na tarde de ontem, o sexto óbito na região fronteiriça.

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