Cidades

Tentativa de Feminicidio

Homem confessa que atirou na ex por ela "ter fugido da casa dele"

Ao ser preso na tarde desta quinta-feira (29), o homem disse que estava 'sendo sacaneado' e, por isso, baleou a vítima várias vezes

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Em um vídeo que circula nas redes sociais, Marcos Antônio de Souza Vieira, de 59 anos, confessa que atirou contra a ex-companheira por ela ter “fugido de casa” e, na sequência, justifica: “[ela] estava sacaneando comigo”.

A vítima já havia procurado a Deam para denunciar Marcos por violência doméstica e solicitou medidas protetivas, que terminou sendo revogada em 2024. O casal chegou a reatar, mas ela deixou a casa e entrou com pedido de divórcio. 

A mulher, de 46 anos, conforme informou a delegada Analu Ferraz à reportagem do Correio do Estado, foi sequestrada por Marcos e, em uma tentativa desesperada de escapar, pediu para ir ao banheiro, momento em que ele parou o Hyundai HB20, de cor branca, em um posto de gasolina na Rua da Divisão.

 

Nem enquanto estava no banheiro a mulher teve espaço para pedir ajuda, já que Marcos Antônio permaneceu vigiando de perto a porta. Em um vídeo das câmeras de segurança do local, é possível ver os dois retornando em direção ao carro.

Neste momento, a vítima enxerga uma brecha e sai correndo, pedindo socorro e dizendo que Marcos Antônio queria matá-la.

Com a arma em punho, ele disparou contra a vítima e, conforme apurado pela reportagem, mesmo com ela caída no chão, continuou atirando.

Depois de atirar na ex-mulher, ele deixou o local no veículo, mas, como já havia uma denúncia de sequestro, foi preso na Avenida Bandeirantes e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

A vítima, que teve o nome preservado, foi socorrida e encaminhada em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande.

 

 

Violência contra a mulher

Seis dias atrás, Mato Grosso do Sul registrou o 12° feminicídio do ano. Desta vez, a vítima foi Gacriane de Souza da Silva, que morreu na manhã de domingo (25), no Hospital Regional de Nova Andradina, após ser mantida em cárcere privado e brutalmente espancada por quatro dias, no município de Angélica.

Em 2025, antes de Graciane, outras mulheres já foram vítimas de feminicídio no Mato Grosso do Sul, como confirmado pelo painel estatístico da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

O primeiro caso de 2025 foi a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro, baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio deste ano no Estado foi a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

Após denúncia do Ministério Público de  Mato Grosso do Sul em quatro crimes, em caso de condenação e penas máximas aplicadas, o assassino de Vanessa pode pegar mais de 86 anos de cadeia, como abordado pelo Correio do Estado.

Os outros feminicídios de 2025 vitimaram: 

O sétimo caso de feminicídio registrado em 2025 foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Já o oitavo feminicídio foi o de Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

O nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde de quarta-feira (14), no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. 

Vale lembrar que o marido de Thácia, um homem de 43 anos, estava preso desde segunda-feira (13) como suspeito de envolvimento no desaparecimento e possível feminicídio da companheira, em Cassilândia.

Já o décimo caso, foi o de Simone da Silva, de 35 anos, na noite do dia 14 de maio, morta a tiros na frente dos próprios filhos por William Megaioli da Silva, de 22 anos, que se entregou à polícia ainda com a arma em mãos, longe cerca de 405 quilômetros da Capital. 

Esse caso aconteceu no município de Itaquiraí, dentro da própria residência da vítima, com o filho adolescente de 14 anos de Simone usando o celular da mãe para pedir socorro a uma tia após o crime.

No 11º feminicídio de Mato Grosso do Sul, a vítima foi Olizandra Vera Cano, de 26 anos, que foi assassinada com golpes de faca no pescoço pelo marido de 32 anos, no dia 23 de maio. O autor acabou preso em flagrante, na cidade de Coronel Sapucaia, a 395 quilômetros de Campo Grande.

O crime ocorreu após uma discussão por causa do jantar. Conforme informações, os policiais foram acionados para o local depois da meia-noite. Olizandra  foi encontrada caída no quintal da residência já sem sinais vitais. O autor, Celso Ireneu, foi preso em flagrante.

Graciane de Sousa Silva, morta no início da manhã desse domingo é a 12ª vítima em Mato Grosso fdo Sul, em 2025.

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Criminalidade

Nhecolândia e Paiaguás desafiam combate ao tráfico de cocaína no Pantanal

Polícia Federal já teria recebido várias denúncias há cerca de um ano sobre transporte de drogas em aeronaves voando baixo

14/10/2026 08h30

Foto: Divulgação

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Um dos desafios das autoridades para tentar bloquear a ação de criminosos e o tráfico transnacional de cocaína é criar barreiras mais efetivas para bloquear o transporte de drogas por aeronaves em áreas remotas do Pantanal, principalmente entre regiões da Nhecolândia e do Paiaguás. 

Há mais de um ano, conforme apurado pelo Correio do Estado, diferentes denúncias já chegaram à Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul apontando para o uso de aeronaves para transporte de drogas e as cargas ilegais sendo arremessadas em áreas rurais remotas ou aviões usando pistas clandestinas para descarregamento.

Em uma das tentativas de barrar essas ações criminosas, neste mês, a PF divulgou alguns detalhes de operação para desarticular organização criminosa com atuação no norte de Mato Grosso do Sul (Sonora, Pedro Gomes e Coxim), mas que tinha ramificações em Corumbá, Aquidauana, Terenos, Anastácio e Campo Grande. 

Apesar de as autoridades não oferecerem muitos detalhes sobre a operação Kathárisma, deflagrada no dia 8, o foco das investigações resvala em grupos que costumam usar do espaço aéreo do Pantanal, em especial no Paiaguás, para o tráfico. 

Forças de segurança bolivianas já apreenderam mais de 80 aeronaves com drogas só neste ano - Foto: DIVULGAÇÃO

Isso porque na logística, os aviões saem da Bolívia, muitas vezes à noite, cruzam os céus do Pantanal, em áreas remotas, e descarregam a droga em áreas do Paiaguás, que estão próximas de Coxim e Sonora. 

Depois disso, criminosos agindo no norte do Estado acabam usando estradas de difícil tráfego para concluir o transporte da droga e despachar a cocaína para outras regiões por meio rodoviário.

Esse não é um problema recente. Após algumas investigações da PF e também da Polícia Civil entre 2022 e 2023, o fluxo de aeronaves teria sido reduzido ou quem vive nessas regiões remotas passou a observar menos fluxo no céu, a reportagem apurou. 

Porém, desde 2025, os aviões passaram a ser mais observados voando baixo principalmente na região do Paiaguás. A reportagem recorreu a algumas pessoas que vivem em propriedades rurais nesses locais e há uma sensação de que há mais aviões sobrevoando os céus a altura abaixo dos 200 metros.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou que o desafio de criar combate aéreo efetivo no Pantanal ainda enfrenta uma lacuna. 

“Nossos interlocutores afirmaram, ainda, que algumas regiões do Estado são marcadas pelo tipo de droga comercializada e pelo modelo de transporte adotado. Em Corumbá, por exemplo, o tráfico internacional da cocaína é feito principalmente pelos modais aéreo e hidroviário”, identificou a pesquisadora Ana Clara Figueiredo em “Dinâmicas da violência no território brasileiro: Mato Grosso do Sul”, publicado neste ano.

Ações que tem atuação direta ou ligação em algum momento com o Comando Vermelho (CV) ou o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesse tipo de tráfico com aeronaves também já foram identificadas. 

“O CV, do RJ, foi a primeira facção a atuar na fronteira sul-mato-grossense, ainda nos anos 1990, com o intuito de eliminar intermediários no transporte da droga e estabelecer parcerias com grandes produtores. (...) No início dos anos 2000, surgiram oportunidades para novos arranjos criminais, o que favoreceu a maior entrada do PCC na região. A literatura sugere que a presença do CV partia de indivíduos associados, sendo diluída e de caráter pessoal. Já o PCC, principalmente a partir de 2008, procurava ocupar espaços no mercado criminal de forma ‘institucional’, como uma organização dotada de estratégia de expansão e controle”, analisou Ana Clara Figueiredo.

Esse levantamento extenso do Ipea também detalhou como é o esquema no uso de aeronaves e pontuou que tanto o Pantanal, que está na fronteira com a Bolívia, como a região sul do Estado, na fronteira com o Paraguai, possuem dinâmicas criminosas semelhantes. 

“As mercadorias também são transportadas do país de origem por aeronaves e aterrissam em propriedades rurais localizadas em MS e MT, entre outros estados. De lá seguem, de caminhão, até os mercados consumidores nacionais ou aos portos e aeroportos da costa atlântica brasileira, onde são enviadas para Europa e África”, identificou o estudo do Ipea.

Tanto a Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul (SR/PF/MS) quanto a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) não possuem bases diretas nas regiões remotas do Pantanal. Em geral, o acesso a esses locais remotos exige viagens terrestres de seis a oito horas por estradas de terra e com muita areia, o que facilita não só que os veículos atolem, como também pneus sejam danificados. 
Tudo isso deixa as operações ainda mais complexas. Os acessos mais facilitados são por meio aéreo.

EM ANDAMENTO

Fora do eixo de atuação direta da SR/PF/MS e da PCMS, uma das medidas para tentar identificar essas rotas aéreas de criminosos envolve o uso do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que é gerido pelo Exército Brasileiro. 

“Nesse contexto, o Sisfron contribui para reduzir ‘zonas cinzentas’ de baixa presença estatal, fortalecendo o controle sobre fluxos e dificultando a infiltração criminosa”, detalharam Silvana do Valle Leone, Elisa Pinheiro de Freitas e Lia Andrea Barbato Tafarel, pesquisadoras do Mestrado em Estudos Fronteiriços da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Corumbá.

Porém, a tecnologia significa uma ferramenta a ser usada. Também é preciso que haja integração entre órgãos públicos federais e estaduais para aumentar a efetividade no combate ao crime e continuidade de investimentos. 

“Essa integração, considerada um dos maiores desafios da gestão fronteiriça, ajuda a enfrentar problemas que vão desde tráfico de drogas e contrabando até crimes ambientais (...). Mas para que o sistema alcance todo o seu potencial, precisa de continuidade administrativa e de investimentos estáveis. Projetos dessa dimensão não sobrevivem a interrupções políticas ou cortes sucessivos”, reconheceram as pesquisadoras no artigo “O Sisfron como projeto estratégico do Exército Brasileiro na defesa da fronteira Oeste”, publicado no fim de 2025.

NA BOLÍVIA

O Ministério do Interior da Bolívia vem divulgado que está com um trabalho de inteligência em curso para tentar identificar pistas clandestinas e destruí-las, e assim dificultar as ações de criminosos. 

Outra frente é o sequestro de aviões ilegais no país. Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 80 aeronaves foram apreendidas durante operações conduzidas por autoridades policiais do país vizinho. Todas estavam preparadas para serem usadas para o tráfico de cocaína.

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Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 80 aeronaves foram apreendidas durante operações conduzidas por autoridades policiais da Bolívia. Segundo informações, todas estavam preparadas para serem usadas para o tráfico de cocaína.

saúde

Gestor tenta conter debandada de médicos da Santa Casa

Em setembro, anestesistas e cirurgiões cardíacos pediátricos tinham comunicado o desejo de sair do hospital diante dos atrasos salariais e da falta de materiais

14/10/2026 08h15

Além de anestesistas, cirurgiões pediátricos também estão em grupo que pediu desligamento da Santa Casa de Campo Grande

Além de anestesistas, cirurgiões pediátricos também estão em grupo que pediu desligamento da Santa Casa de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A nova diretoria da Santa Casa, conduzida no dia 23 de setembro pela Justiça após escândalo de corrupção, tenta conter a debandada dos médicos especialistas que tinham comunicado o desejo de sair do quadro de profissionais do hospital no início do mês passado por causa dos contínuos atrasos salariais e da falta de insumos.

Na primeira semana de setembro, os cirurgiões cardíacos pediátricos, que trabalham no modelo de pessoa jurídica (PJ) comunicaram o desligamento da instituição. Além disso, os mais de 100 anestesistas que compõem a equipe médica do hospital também revelaram o desejo de deixar o complexo, o que paralisaria grande parte dos exames e das cirurgias da instituição.

Na época, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), Marcelo Santana, explicou que toda essa situação é motivada pelo cenário crítico de falta de insumos essenciais para a realização dos procedimentos de forma adequada, além dos salários atrasados que ultrapassavam quatro meses, o que fez o caso parar na Justiça e no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A situação piorou depois que a empresa Servan Anestesiologia de Campo Grande Ltda., responsável pela maior parte dos anestesistas do hospital, comunicou que paralisaria a prestação do serviço a partir do dia 1º.

Isso ocorreu depois de a empresa não aceitar a proposta formalizada pela Santa Casa na tentativa de quitar a situação salarial dos anestesistas. A dívida é de cerca de R$ 2,3 milhões referentes a quatro meses e a proposta era de pagar em duas etapas, no fim de setembro e no início deste mês.

Vale ressaltar que o valor mensal que é repassado à Servan é proporcional ao volume de participação dos profissionais em procedimentos naquele determinado mês. Tanto que, por exemplo, o vencimento de junho correspondia à aproximadamente R$ 278,3 mil, enquanto o vencimento de agosto fechou em R$ 786,7 mil, quase três vezes mais.

Sabendo desta notificação, a Sedar – Serviço Especializado em Anestesiologia e Dor Ltda., que presta serviço no setor, também comunicou à Santa Casa que deixaria o hospital, alegando que “não possui capacidade operacional excedente para absorver sozinha a demanda da decorrente saída do outro prestador sem comprometimento das escalas, dos tempos de resposta e da segurança assistencial, dado seu quadro de profissionais”.

“A substituição imediata da cobertura anestesiológica atualmente existente demanda a localização e contratação de profissionais em quantidade suficiente (muito provavelmente de outros estados, dada a concentração de mercado da Servan), organização de escalas, definição de responsabilidades técnicas e integração da nova equipe à estrutura hospitalar, providências que não podem ser implementadas de forma instantânea sem risco à continuidade e à segurança da assistência”, apontou o juiz.

Diante disso, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, deferiu a solicitação do MPMS e determinou que as empresas sigam por mais 45 dias corridos no hospital, contados a partir da decisão. Resumindo, os anestesistas devem permanecer basicamente até o fim de novembro, mesmo com os problemas relatados pelos profissionais.

“O objetivo da presente decisão consistirá apenas em assegurar prazo a fim de que o gestor provisório da Santa Casa, que fora nomeado, disponha de tempo suficiente para encontrar equipe médica de anestesiologistas que possa assumir as funções até então desempenhadas pelos médicos vinculados à Servan e à Sedar”, conclui.

Durante 45 dias, a nova direção da Santa Casa vai tentar negociar com a Servan e a Sedar para entrar em um acordo e evitar a saída dos anestesistas, conforme apurou o Correio do Estado.

Mesmo que a decisão não cite os cirurgiões cardíacos pediátricos, a negociação também segue com estes profissionais que revelaram o desejo de sair.

Por fim, a Justiça também acatou outra solicitação do Ministério Público, em que fixa o mínimo de 14 anestesistas durante o período diurno e oito durante o período noturno e nos fins de semana, “como parâmetro mínimo para assegurar a continuidade, a regularidade e a segurança da cobertura anestesiológica da instituição, sem prejuízo de eventual ampliação do quantitativo, caso demonstrada, tecnicamente, a necessidade assistencial”.

MISSÕES

Entre os objetivos do novo gestor da Santa Casa, Luiz Alberto Kanamura, está reduzir em 20% a folha de pagamento do hospital, que hoje gira em torno de R$ 16 milhões.

Desde que foi conduzido ao cargo, reuniões com entes públicos estão ocorrendo para alinhar as primeiras ações da nova diretoria. Segundo apuração do Correio do Estado, um dos acordos pactuados é que o novo gestor terá de reduzir em 20% a folha de pagamento do hospital, visando cortar gastos diante da crise financeira que a instituição enfrenta.

Esse corte, no entanto, deverá ser direcionado aos funcionários que atuam no regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e não engloba os contratados como pessoas jurídicas.

Além disso, na mesma reunião, ficou compactuado com o MPMS, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) que só receberá pacientes de alta complexidade, deixando de atender casos menos urgentes para não inflar o atendimento do hospital. É o que alega a nova gestão do hospital.

Em entrevista ao Correio do Estado, o novo gestor afirmou que um dos novos pactos acordados com entes públicos é que a Santa Casa, aos poucos, deve começar um processo de transição para receber apenas pacientes de alta complexidade, como cardiopatas, neurológicos e queimados.

* Saiba 

Na mesma decisão, o juiz determinou que o novo gestor provisório da Santa Casa terá remuneração mensal de R$ 46.366,19. O valor representa R$ 278.197,14 pelos seis meses de trabalho que, inicialmente, é o período em que ele ficará no comando do hospital.

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