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Justiça intervém na Santa Casa e nomeia novo gestor no hospital

Escândalo de corrupção que prendeu 3 pessoas da cúpula no início do mês continua gerando capítulos nos bastidores do hospital

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A Justiça de Campo Grande determinou o afastamento de diversos diretores e conselheiros da Santa Casa e nomeou um novo gestor, decisão que acontece semanas depois de o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) descobrir um escândalo de corrupção e prender três nomes da alta cúpula do hospital, incluindo a diretora-presidente Alir Terra.

Ontem, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, assinou a decisão que afasta imediatamente 19 membros da diretoria corporativa e do conselho de administração, além da supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) do Hospital, que ficará sob gestão provisória.

Os diretores corporativos destituídos são: Alir Terra (que era a presidente e segue presa); Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício); Ivan Araújo Brandão (vice-presidente) Valdir Osvaldo Junior (diretor-secretário); Marcos Alceu da Silva Villalba (diretor de finanças); e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa (diretor de finanças adjunto e também foi preso no início do mês).

Além do afastamento imediato, o juiz determinou que esses nomes não sejam reconduzidos em novas eleições, visto que “o Estatuto da Santa Casa não prevê causas de afastamento da Diretoria ou proibição de sua recondução”.

Eles também estão proibidos de acessar as dependências do complexo hospitalar e da Operadora Santa Casa Saúde Ltda.

Um dos afastados do conselho de administração é Heitor Rodrigues Freire, que assumiria a presidência do hospital na segunda-feira, como anunciado em cerimônia oficial realizada horas antes da decisão judicial.

Diante disso, o juiz determinou que a cadeira de gestor da instituição seja ocupada por Luiz Alberto Hiroki Kanamura, pelo prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo caso seja necessário.

“Dotado de capacidade técnica, independência e experiência compatíveis com a complexidade da instituição, bem como de conhecimento acerca da estrutura, dos fluxos internos e da dinâmica de funcionamento da Santa Casa, a fim de assegurar a continuidade da assistência, a adequada aplicação dos recursos públicos e a regularização administrativa e financeira da entidade”, descreve Trevisan, ao conduzir Kanamura ao cargo de gestor da Santa Casa.

A Justiça ainda pede que o novo gestor apresente, mensalmente, prestação de contas e informações atualizadas da situação administrativa, contábil e operacional da instituição, contendo a “aplicação e dos recursos públicos e privados pela entidade, das despesas realizadas, dos contratos celebrados ou mantidos, das medidas implementadas para a regularização da gestão e da continuidade dos serviços de saúde”.

Em conversa com o ex-presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, ele relembrou que Kanamura foi diretor técnico na época de sua gestão, que encerrou em 2015, o descrevendo como “homem íntegro e comprometido”.

“Imagino [que ele assume a presidência] pela longa experiência junto, pelo conhecimento profundo da estrutura do hospital, e por não ser necessário uma fase de transição e de enfrentamento de resistência, o que ocorreria no caso de uma pessoa de fora”, afirmou à reportagem.

02 0926 0444 Santa Casa GOSanta Casa de Campo Grande está mergulhada em crise - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

OS 17 MANDAMENTOS

Com a condução ao cargo de presidente, o juiz também listou 17 obrigações que Kanamura terá que cumprir ao longo deste período na cadeira.

Algumas chamam a atenção e condizem com a situação atual da Santa Casa, como “negociar com fornecedores, credores e devedores”, “remanejar verbas e ordenar despesas”, “reestruturar equipes, comissões e serviços” e “adotar providências administrativas e financeiras urgentes”.

Porém, duas saltam mais os olhos. A primeira é “pactuar a renovação da contratualização com o Município de Campo Grande, com a intervenção do Estado de Mato Grosso do Sul”, visto que o atual contrato encerrou oficialmente em setembro do ano passado e, desde então, passa por pequenas prorrogações.

O último aconteceu no dia 1º de agosto e se mantém ativo por mais 90 dias.

De um lado, a Santa Casa pede um aumento no repasse mensal, de R$ 32,7 milhões para R$ 45,9 milhões. Por outro lado, o poder público afirma que os valores atuais são suficientes para dar conta das despesas do hospital. Hoje, as tratativas estão longe de serem concluídas.

A outra obrigação que a Justiça coloca para o novo gestor é a “proibição de contrair empréstimos bancários”, uma decisão que faz sentido ao olhar para os últimos balanços financeiros da instituição nos últimos anos. 

No balanço de 2025, divulgado em julho deste ano, eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês.

E estes juros ajudam a explicar o constante endividamento e os seguidos deficits do maior hospital do Estado.

Em 2024, por exemplo, o deficit havia sido da ordem de R$ 98,3 milhões. O deficit acumulado, segundo o balanço do hospital, supera os R$ 544 milhões. Somente os impostos em atraso, todos parcelados, somam R$ 189,817 milhões.

OPERAÇÃO

No dia 11 de setembro, As equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a Operação Antidotum, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A investigação apontou desvio milionário em dois contratos para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, enquanto a instituição alegava que não tinha mais condições de operar, em função das dívidas financeiras. Somados, teriam sido desviados cerca de R$ 4,9 milhões nos dois acordos.

Identificação

Carteira de Identidade Nacional possibilita ter conta ouro no GOV.BR

Das 64 milhões de pessoas com o documento, 22 milhões fizeram upgrade

24/09/2026 21h00

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta quinta-feira (24) que, dos 64 milhões de pessoas que já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN), 22 milhões ainda não utilizaram o documento para aumentar o nível de segurança da conta GOV.BR para ouro.

A medida amplia a segurança no uso da plataforma, dificultando golpes, além de permitir o acesso aos mais de 5 mil serviços digitais do governo federal.

Dados do MGI mostram que, dos cerca de 52 milhões de pessoas que já possuem uma conta na plataforma GOV.BR, somente 30 milhões já mudaram o nível da sua conta para ouro.

“Dos 22 milhões restantes, cerca de 6 milhões de usuários possuem uma conta de nível prata, e outros 16 milhões de pessoas estão com uma conta de nível bronze, o mais básico para uso de serviços digitais. Todas essas pessoas já estão aptas para mudar de nível”, informou a pasta.

Passo a passo

Veja abaixo instruções para melhorar o nível de segurança após ter recebido a Carteira de Identidade Nacional:

acesse o aplicativo GOV.BR em seu dispositivo móvel;

clique em Aumentar nível;

leia o QR code impresso na CIN usando o aplicativo GOV.BR;

realize o reconhecimento facial (procure um local bem iluminado e coloque o celular na altura dos olhos).

Além do aumento no nível de segurança para ouro, a nova carteira também tem uma versão digital disponível no aplicativo GOV.BR, que pode ser baixado após o recebimento do documento impresso.

Conta GOV.BR

Atualmente, o GOV.BR conta com mais de 178 milhões de usuários e disponibiliza mais de 5 mil serviços digitais federais e mais de 8,3 mil serviços estaduais.

O governo federal destaca que, além do uso da CIN, os usuários podem habilitar a verificação de duas etapas como forma de aumentar a segurança da conta GOV.BR.

A ferramenta está disponível na seção “Segurança da Conta” no aplicativo GOV.BR. Ao ativar a ferramenta, será necessário gerar um código no app sempre que a pessoa for acessar a sua conta na plataforma.

Além disso, também é possível selecionar dispositivos ou navegadores confiáveis, possibilitando marcar uma opção para que não seja mais solicitado o código para esses aparelhos ou sistemas. Na mesma área de segurança, é possível verificar todos os dispositivos autorizados.

A verificação de duas etapas também facilita a restauração do acesso em caso de perda ou troca do celular, uma vez que o usuário pode cadastrar um e-mail de recuperação da conta GOV.BR. 

Carteira de Identidade Nacional

Para quem ainda não possui a nova carteira, basta acessar gov.br/identidade, consultar as orientações de seu estado ou do Distrito Federal e verificar como realizar o atendimento ou agendamento.

Vale destacar que é necessário levar, na data agendada, a certidão de nascimento ou de casamento para a emissão da carteira, cuja 1ª via é gratuita. 

Um ponto de destaque é que a CIN permite solicitar a inserção de números de outros documentos na sua versão digital. Entre eles, estão Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Identidade Funcional ou Carteira Profissional e o Certificado Militar.

Além disso, é possível incluir o tipo sanguíneo, juntamente com o fator RH, e a disposição a doar órgãos.

Validade

A CIN tem prazo de validade de cinco anos para crianças entre 0 e 12 anos incompletos. Já para pessoas de 12 a 60 anos incompletos, o documento será válido por dez anos. Para idosos, a validade é indeterminada. 

Operação Infiltrados

Ex-policial absolvido no caso dos R$ 130 mil em sacola é preso em operação da cocaína em MS

Augusto Torres Galvão Florindo, o "Paraíba", havia sido preso em 2025 sob suspeita de corrupção, ficou cerca de 70 dias detido e acabou absolvido; agora, é investigado em esquema de desvio de drogas apreendidas

24/09/2026 18h49

Augusto Torres Galvão Florindo, ex-policial civil conhecido como

Augusto Torres Galvão Florindo, ex-policial civil conhecido como "Paraíba", foi preso nesta quinta-feira (24) durante a Operação Infiltrados. Foto: Divulgação.

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Menos de dois meses após ser absolvido pela Justiça Federal em um processo que começou com sua prisão diante de uma sacola com R$ 130 mil, o ex-policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, de 39 anos, conhecido como “Paraíba”, voltou a ser preso nesta quinta-feira (24), desta vez durante a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A nova investigação coloca Augusto novamente no centro de uma apuração relacionada ao suposto desvio de materiais que deveriam permanecer sob controle do Estado. Desta vez, porém, o caso envolve entorpecentes apreendidos.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Operação Infiltrados investiga um esquema no qual integrantes das forças de segurança teriam desviado drogas, principalmente cocaína, apreendidas em ocorrências policiais para posteriormente devolvê-las ao mercado ilegal.

Augusto, que foi demitido da Polícia Civil neste mês, está entre os presos na operação desta quinta-feira. O ex-investigador já havia sido detido em novembro do ano passado em outro caso, que envolvia suspeitas de negociação de mercadorias contrabandeadas.

A prisão anterior ocorreu em 28 de novembro de 2025, após uma investigação da Polícia Federal acompanhar uma movimentação financeira que terminou no estacionamento de um supermercado na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande.

Na ocasião, Augusto ainda integrava a Polícia Civil e estava lotado no Grupo Armado de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

Conforme mostrou o Correio do Estado à época, agentes federais acompanharam uma mulher após o saque de uma grande quantia em dinheiro. No estacionamento, um ex-guarda civil metropolitano entregou uma sacola a Augusto. A abordagem aconteceu logo depois.

Parte dos R$ 153,5 mil apreendidos no episódio estava na sacola entregue ao investigador e outra parcela foi encontrada dentro do veículo dele.

Um agente federal declarou durante o processo que havia R$ 100 mil na sacola e mais de R$ 20 mil no console do automóvel, além de outros valores.

A investigação levou Augusto, o ex-guarda civil metropolitano Marcelo Raimundo da Silva e a empresária Ana Cláudia Olazar à Justiça Federal.

O Ministério Público Federal sustentava que Augusto teria recebido vantagem indevida relacionada à sua condição de policial e a negócios envolvendo contrabando e descaminho.

Ele passou a responder por corrupção passiva, enquanto Marcelo e Ana Cláudia foram acusados de corrupção ativa.

Prisão foi mantida pela Justiça

O caso teve um primeiro desdobramento importante em janeiro deste ano. Conforme publicado pelo Correio do Estado em 9 de janeiro, a Justiça Federal rejeitou naquele momento um pedido de liberdade e decidiu manter Augusto preso preventivamente.

Na decisão, a Justiça considerou que a liberdade do então investigador representava risco à ordem pública diante das circunstâncias investigadas e de sua condição de agente policial.

A acusação sustentava que Augusto teria utilizado o cargo para participar da negociação de cigarros eletrônicos que teriam sido apreendidos e posteriormente desviados.

Naquele momento processual, a Justiça considerou que existiam elementos suficientes para manter a medida cautelar, mas isso não significava uma condenação. A situação mudou no decorrer do processo.

Cerca de 70 dias preso e absolvição

Augusto e Marcelo permaneceram presos durante a fase de produção das provas. Em 6 de fevereiro, depois de aproximadamente 70 dias de prisão, as preventivas foram revogadas.

Com o avanço da instrução, a Justiça entendeu que havia diminuído o risco de interferência na produção das provas.

Augusto chegou a retornar à Polícia Civil. Inicialmente, ficou restrito a atividades administrativas ou cartorárias, sem porte de arma, distintivo ou participação em investigações. Posteriormente, passou a trabalhar em setor administrativo. O desfecho criminal ocorreu em agosto.

Em sentença assinada no dia 19 daquele mês, o juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, absolveu Augusto e os outros dois réus das acusações de corrupção.

A absolvição, porém, não significou que a Justiça tivesse reconhecido como lícita a movimentação financeira que provocou o flagrante.

O magistrado concluiu que não havia provas suficientes para demonstrar, além de dúvida razoável, que o dinheiro entregue a Augusto estava relacionado à função pública exercida por ele, elemento necessário para caracterizar corrupção passiva.

Durante a investigação, não foram encontradas conversas, negociações ou mercadorias que permitissem comprovar a versão apresentada pela acusação sobre a finalidade daquela entrega. A análise dos celulares apreendidos também não conseguiu preencher essa lacuna.

Apesar das absolvições, a Justiça determinou o perdimento dos R$ 153,5 mil apreendidos em favor da União por entender que os acusados não comprovaram a propriedade e a procedência lícita da quantia.

Demissão veio semanas depois

A absolvição na esfera criminal não encerrou os problemas de Augusto dentro da Polícia Civil.

Neste mês, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) aplicou a pena de demissão ao investigador após processo administrativo disciplinar.

A decisão foi formalizada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, em 8 de setembro e publicada no Diário Oficial no dia seguinte.

Com isso, Augusto deixou definitivamente os quadros da Polícia Civil. A defesa informou, na ocasião, que recorreria da punição administrativa.

A separação entre os dois procedimentos é importante: a absolvição ocorreu na ação criminal julgada pela Justiça Federal, enquanto a demissão resultou de processo administrativo disciplinar, que possui tramitação própria.

Nova prisão

Quinze dias após a publicação da demissão, Augusto voltou a ser preso. Desta vez, ele aparece entre os alvos da Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar.

A nova investigação começou em outubro de 2025, a partir de elementos encontrados nas operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

Segundo o MPMS, as provas levantadas desde então apontaram a existência de um esquema envolvendo integrantes das forças de segurança no desvio de entorpecentes apreendidos, especialmente cocaína.

Os investigadores identificaram duas formas principais de atuação. Em uma delas, parte da droga efetivamente apreendida em uma ocorrência policial não seria incluída nos registros oficiais. Assim, uma quantidade menor do entorpecente apareceria formalmente como apreendida.

Em outra modalidade investigada, drogas que já estavam armazenadas seriam retiradas diretamente dos depósitos de delegacias.

Depois do desvio, conforme a investigação, os entorpecentes seriam repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.

O MPMS afirma que agentes públicos investigados teriam se aproveitado justamente do acesso proporcionado pelas funções exercidas na segurança pública para viabilizar o esquema.

Operação mira integrantes das forças de segurança

A Operação Infiltrados foi deflagrada para o cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

No primeiro balanço divulgado pelo Ministério Público, haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

A operação conta com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Polícia Institucional do Ministério Público Federal.

A Sejusp informou ainda que servidores alcançados pela operação já eram investigados pelas respectivas corregedorias antes da ação desta quinta-feira. Segundo a pasta, três investigados já haviam sido presos anteriormente e um havia sido recentemente demitido.

Agora, Augusto passa a responder a uma nova frente investigativa, independente do processo no qual foi absolvido em agosto.

As suspeitas apuradas na Operação Infiltrados ainda estão em fase de investigação e a prisão cautelar não representa condenação. 

Delegado se apresenta horas após não ser localizado pelo Gaeco

A apresentação de Hoffman D’Ávila ocorreu horas depois de equipes do Gaeco não encontrarem o delegado em sua residência, no Carandá Bosque, durante o cumprimento das ordens judiciais da Operação Infiltrados.

A ausência levou os investigadores a buscar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar quando ele deixou o imóvel e apurar se houve eventual vazamento de informações sobre a operação.

Até o momento, porém, não há confirmação de que o sigilo da investigação tenha sido quebrado ou de que Hoffman soubesse antecipadamente que seria alvo.

Durante a manhã, a defesa afirmou que o delegado não havia fugido e que apenas não estava em casa no momento da chegada das equipes. Horas depois, Hoffman se apresentou espontaneamente à Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande.

Após os procedimentos, a previsão é de que seja encaminhado ao Garras, onde permanecerá preso à disposição da Justiça. A audiência de custódia está prevista para sábado (26).

Hoffman possui trajetória profissional ligada justamente ao combate ao tráfico de drogas. Ele já atuou na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras) e estava lotado na 6ª Delegacia de Polícia de Campo Grande.

A Operação Infiltrados investiga agentes de segurança suspeitos de utilizar o acesso proporcionado pelos cargos para desviar drogas apreendidas, principalmente cocaína, e fazê-las retornar ao tráfico. Até agora, o MPMS não detalhou publicamente qual conduta específica é atribuída a Hoffman dentro do suposto esquema.

 

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