Cidades

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Justiça proíbe reportagem sobre Suzane Von Richthofen

Justiça proíbe reportagem sobre Suzane Von Richthofen

portal a tarde

26/05/2014 - 12h45
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A Justiça proibiu a Rede Globo de exibir uma matéria sobre Suzane Von Richthofen no "Fantástico". Neste domingo, 25, os apresentadores Renata Vasconcellos e Tadeu Schmidt leram um comunicado e informaram a determinação legal expedida pelo juiz Dácio Giraldi, do Tribunal de Justiça da Barra Funda, em São Paulo.

A matéria produzida mostraria a tentativa de Suzane de recorrer a uma prisão mais branda. Ela foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão em presídio de segurança máxima e regime fechado pela participação no assassinato dos pais Manfred e Marisia Von Richthofen, em 2002, ao lado dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Na época, Suzane era namorada de Daniel.

Os apresentadores ainda deixaram claro que a Globo irá recorrer, pois acredita se tratar de um caso de liberdade de expressão garantida pela Constituição brasileira.

Abril de 2006

Em 2006, Suzane, que estava em liberdade provisória desde junho de 2005, voltou a ser presa após uma entrevista concedida ao "Fantástico", onde ela confessou envolvimento com o crime e fez uma série de acusações aos irmãos Cravinhos.

O pedido de prisão foi elaborado pelo promotor Roberto Tardelli que, na sua decisão, afirmou que a liberdade de Suzane colocava em risco a vida de seu irmão Andreas von Richthofen, testemunha do crime.

A entrevista aconteceu em duas partes. Um primeiro contato foi feito no apartamento de Denivaldo Barni, amigo da família e tutor de Suzane, com quem ela morava na época, no Morumbi, em São Paulo. Neste momento, Suzane alegou ter sido induzida ao crime pelo namorado, ser usuária de drogas, além de chorar e declarar que não queria mais falar do assunto.

Em outra gravação, na casa de amigos de Suzane, em Itirapina (SP), a jovem voltou a dizer que não queria lembrar do que tinha acontecido. No entanto, um microfone da emissora captou as orientações do advogado dela, Mário Sérgio de Oliveira, e Barni, mostrando que a entrevista mostraria falsas situações e onde Suzane estaria orientada a falar e dar declarações favoráveis ao seu caso.

Caso Von Richthofen

Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados no dia 31 de outubro de 2002, quando dormiam em sua casa, no bairro do Brooklin, zona sul de São Paulo. Segundo a versão da polícia e da acusação, Suzane liberou a entrada de Daniel e Cristian na casa. Eles subiram as escadas e entraram no quarto em que o casal dormia.

Os condenados desferiram golpes de barra de ferro contra Manfred e Marísia. Após matarem o casal, os dois cobriram os corpos com uma toalha molhada e sacos plásticos.

Na época, eles chegaram a desarrumar a biblioteca para simular um latrocínio (roubo seguido de morte) e roubar dinheiro e joias do casal.

Ao deixarem o local do crime, Daniel e Suzane seguiram para um motel, enquanto Cristian foi a um hospital visitar um amigo. Depois de algum tempo, Daniel e Suzane foram buscar Andreas, irmão da jovem, que estava em um cibercafé. Ao chegarem em casa, Suzane ligou para a polícia informando do crime.

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

Em MS

Homem de 69 anos é detido após denúncia de abuso contra criança em Dourados

Menina de 11 anos foi encontrada em apartamento, investigação apura se o suspeito pode ter feito outras vítimas

17/10/2026 11h15

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Um idoso de 69 anos foi preso no início da noite de sexta-feira (16), em Dourados, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.

Segundo o Dourados News, a prisão ocorreu após denúncias levarem a Guarda Municipal até uma residência no bairro Ildefonso Pedroso, na região sul da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h30, as equipes de segurança foram acionadas após informações de que a menina havia entrado no imóvel. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram a criança no apartamento e o suspeito arrumando as calças.

Durante a abordagem, o homem negou ter cometido qualquer crime. Ainda segundo o registro policial, ele teria tocado na menina.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde passou por exames para verificar se houve conjunção carnal.

Testemunhas relataram a possibilidade de existirem outras vítimas, situação que permanece sob investigação. Conforme os relatos, o suspeito teria atraído a criança oferecendo doces e dinheiro.

O idoso foi levado pela Guarda Municipal à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
 

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