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K-Infra recupera rodovia no RJ, mas leilão da Rota da Celulose segue parado

Devolução ocorreu por decisão do STF tomada nesta quinta-feira (3). Nesta sexta-feira (4) o Governo de MS emitiu nota dizendo que o leilão daqui segue com os prasos suspensos

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Integrante do consórcio que venceu o leilão para explorar a chamada Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul, a empresa K-Infra recuperou nesta quinta-feira (03), por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de administrar a BR-393, conhecida como Rodovia do Aço, no Rio de Janeiro. Mesmo assim, o certame por aqui segue com os prazos “temporariamente suspensos”, conforme informou nesta sexta-feira o Governo do Estado.

A liminar, concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que estava em Portugal, determinou que a K-Infra retomasse a administração da BR-393 a partir desta sexta-feira (4), mas a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) se recusou a cumprir de imediato  a devolução da estrada, retomada desde o dia 10 de junho. 

E por conta da decisão da ANTT e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de expulsarem a K-Infra da Rodovia do Aço, a comissão de licitação dos 870 quilômetros da Rota da Celulose suspendeu, no dia 12 de junho, os prazos legais previsos no edital do leilão realizado em 8 de maio na B3, a bolsa de Valores de São Paulo. 

E, apesar da liminar concedida agora pelo STF, a administração estadual emitiu nota informando que “a comissão de licitação da Concorrência nº 001/2024 irá analisar o processo licitatório por meio de diligências complementares, os prazos estão temporariamente suspensos. Novas informações serão divulgadas após o cumprimento de todo o processo administrativo”.

Conforme a liminar concedida pelo STF, a concessionária K-Infra deve permanecer na operação da rodovia até que seja concluído o cálculo da indenização devida pelos bens reversíveis e que um plano formal de transição seja implementado, garantindo a continuidade dos serviços essenciais prestados à população. Até o começo da manhã desta sexta-feira, porém, a rodovia não havia sido devolvida à K-Infra.

Ainda de acordo com o Supremo, ao conceder a liminar, foi destacado que os procedimentos adotados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para substituir a K-Infra foram inadequados. Isso porque não foi respeitada a exigência legal de  calcular a indenização devida à concessionária pela interrupção antecipada do contrato de concessão da BR-393.

LEILÃO EM MS

A empresa que tenta retomar o controle da rodovia no Rio de Janeiro formou consórcio com o fundo de investimentos Galapagos Capital (K&G) para disputar o leilão das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267. 

O edital exigia algum tipo de experiência no setor de concessão de rodovias para os concorrentes e a K-Infra usou sua experiência na rodovia carioca para cumprir tal exigência. Porém, depois que ela perdeu a concessão, o segundo colocado no leilão, um consórcio liderado pelo fundo de investimentos XP, contestou o resultado. E por conta desta contestação o certame está temporariamente suspenso. 

Entre as principais irregularidades alegadas pela ANTT e o Dnit, que chegaram a dar atestado à K-Infra para que participasse do leilão, está uma dívida da ordem de R$ 1,6 bilhão com o Governo Federal. A K-Infra, por sua vez, alega que estas dívidas são referentes, principalmente, ao período anterior ao que ela assumiu a rodovia, em 2018, e que já renegociou seu pagamento. 

O consórcio K&G ofereceu deságio de 9% sobre o preço máximo do pedágio estipulado pelo Governo do Estado. O segundo colocado, por sua vez, estava disposto a reduzir este valor em 8%. Os outros dois participantes do leilão ofereceram 4% e 5% de desconto. 

A previsão é de que sejam instaladas 12 praças de pedágio nas rodovias que serão privatizadas aqui no Estado. O consórcio que assumir as estradas terá de duplicar em torno de 115 quilômetros, sendo o principal trecho entre Campo Grande e a fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo.

Além disso, terá de construir anel viário para retirar o tráfego das cidades de Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Bataguassu. Outra exigência é a construção de 457 quilômetros de acostamentos,  principalmente na MS-040, e 245 quilômetros de terceira faixa. 

Doação de órgãos

MS tem mais de 360 interessados em doar órgãos, indica pesquisa

Os cidadãos manifestaram o interesse de forma digital através da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO)

25/05/2026 15h30

Mais de 300 cidadãos de MS formalizaram interesse em doar órgãos

Mais de 300 cidadãos de MS formalizaram interesse em doar órgãos Divulgação

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Com 640 pacientes esperando por um órgão em Mato Grosso do Sul, quase 370 cidadãos já formalizaram digitalmente o desejo de se tornar doador de órgãos no Estado. 

Criada há dois anos, a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) amplia o acesso da população à autorização oficial para doação e fortalecendo a cultura da doação. 

A plataforma foi criada pelos Cartórios de Notas e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça. Através dela, 366 pessoas já formalizaram a intenção de doar órgãos em Mato Grosso do Sul. 

Como um paralelo, uma pesquisa do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) mostrou que, nos seis primeiros meses de 2025, foram enviadas 138 notificações a potenciais doadores. Destes, 77 realizaram entrevista para a doação e 42 recusaram. 

Estes crescimento no número de interessados mostra que a plataforma online serve como instrumento de apoio ao sistema nacional de transplantes, além de ampliar a conscientização sobre a importância da doação dos órgãos. 

O crescimento também ganha força diante da realidade enfrentada pelo sistema de transplantes brasileiro. Dados da RBT mostram que no mês de dezembro de 2025, 640 pacientes esperavam por um órgão em Mato Grosso do Sul. Destes, 234 esperam por rim, 7 por fígado e 399 por córnea. Em todo o Brasil, são 73.877 pacientes em espera. 

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 3 mil transplantes já foram realizados no País neste ano, sendo os de rim e fígado os mais frequentes, concentrando a maior demanda. 

“A AEDO é uma ferramenta que traz segurança jurídica e facilita a manifestação de vontade do cidadão de forma totalmente digital. Em Mato Grosso do Sul, já são quase 370 registros, um avanço importante para fortalecer a cultura da doação. Diante do número de pessoas que ainda aguardam por um transplante, cada autorização formalizada pode representar uma chance real de salvar vidas”, afirmou Elder Dutra, presidente do Colégio Notorial do Brasil em Mato Grosso do Sul (CNB/MS).

A autorização da doação de órgãos é feita de forma gratuita pela AEDO e possui validação jurídica realizada pelos Cartórios de Notas. 

Como funciona?

Todo o processo é feito de forma digital através da plataforma e-Notariado. O interessado precisa acessar o portal oficial da AEDO e solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado. 

Em seguida, passa por uma videoconferência com um tabelião de notas e assina digitalmente o documento que indica quais órgãos deseja doar. 

Esse documento passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, podendo ser consultado por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. Essa autorização pode ser revogada a qualquer momento pelo cidadão. 

AQUIDAUANA (MS)

Morro do Paxixi estreia highline e vira palco de mais um esporte radical

Na estreia, jovem de 23 anos saiu do Espírito Santo (ES) para atravessar a fita em Aquidauana (MS)

25/05/2026 15h00

Crédito: Giovanna Vilhalva @vilhalvafotografia

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Morro do Paxixi, mirante natural localizado em Camisão (MS), virou palco de mais um esporte radical: o highline. Em sua estreia, esta é a primeira vez na história em que o highline é praticado no local.

Highline é uma modalidade esportiva em que a pessoa caminha sobre uma fita estreita suspensa em grandes alturas, normalmente entre montanhas, cânions, prédios ou paredões rochosos. É uma variação do slackline, mas feita em locais elevados e com equipamentos de segurança. A prática exige equilíbrio, concentração e preparo físico.

No Morro do Paxixi, os atletas atravessam a fita com uma vista panorâmica para o Pantanal, Serra de Maracaju e a Estrada Parque de Piraputanga (MS-450).

A fita tem 74 metros de comprimento e foi montada entre os dois mirantes do Paxixi pelo grupo SlackLine MT.

Juan Pablo Alves Malverdi Lima, de 23 anos, saiu do Espírito Santo (ES) para atravessar a fita em Aquidauana (MS). Veja o vídeo:

Outros esportes radicais praticados no Morro Paxixi são rapel, trekking, escalada em rocha, mountain bike, parapente e camping selvagem.

MORRO DO PAXIXI

O Morro do Paxixi é um mirante natural localizado na região de Camisão, em Aquidauana, a cerca de 150 quilômetros de Campo Grande.

O local está situado na Serra de Maracaju e oferece uma vista panorâmica do Pantanal e Estrada-Parque de Piraputanga (MS-450).

Morros, paredões rochosos, “tapetes verdes” embelezam a natureza do local, que é famoso pelas fotos do nascer e pôr do sol.

Como chegar saindo de Campo Grande:

  1. São 150 quilômetros de Campo Grande ao Morro do Paxixi, em uma viagem de 2h30min.
  2. Pegue a BR-262 sentido Aquidauana.
  3. Depois de cerca de 80–90 km, entre na MS-450 (Estrada-Parque de Piraputanga).
  4. Passe pelos distritos de Palmeiras, Piraputanga e siga até Camisão.
  5. Em Camisão, procure a entrada à direita para o Morro do Paxixi — normalmente há placas de madeira indicando o acesso.
  6. A partir daí começam aproximadamente 8 km de subida em estrada de terra/pedra até próximo das antenas.
  7. O trecho final é uma caminhada curta de cerca de 200 a 500 metros até o mirante.

 

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