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Lactantes e gestantes devem permanecer afastadas do trabalho no Hospital Universitário de Dourados

Anteriormente, administradora do Hospital recebeu recomendações para afastar lactantes e gestantes do trabalho, mas disse que tempo de afastamento não estava previsto em lei

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Por decisão unânime do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, as trabalhadoras lactantes do Hospital Universitário de Dourados devem ser afastadas de qualquer atividade insalubre por até dois anos. A decisão foi baseada no afastamento liminar de uma das funcionárias concedido ano passado. 

De acordo com a decisão, este tipo de afastamento é válido apenas para mulheres que trabalham para Empresa Brasileira De Serviços Hospitalares (Ebserh), administradora do hospital, que tenham sido contratadas até 1º de março de 2022, que já eram lactantes ou eram gestantes. Além disso, para ter direito a funcionária deve atuar apenas para a empresa administradora.

Para solicitar o afastamento não é necessário apresentar atestado médico, bastando que a funcionária informe que necessita se afastar de ambientes que possam trazer riscos para sua saúde ou para a do bebê, independente da mãe ainda estar grávida ou no período de lactação. 

O Tribunal ainda estabeleceu multa de R$ 1 mil que será calculada de forma diária em relação a cada trabalhadora prejudicada caso a norma não seja seguida. 

Na decisão, o desembargador Nicanor de Araújo Lima, relator do processo, afirmou que o afastamento da funcionária de atividades em ambientes insalubres não irá prejudicar a rotina do hospital, e não se pode colocar em risco a vida da mãe e da criança em nome da manutenção do serviço público. 

“Não foi provado o alegado prejuízo à prestação dos serviços públicos com o afastamento das empregadas lactantes, mesmo porque é inconcebível que a manutenção dos serviços públicos precise ser feita à custa de burla à lei que garante o afastamento do trabalho em local insalubre, o que resultaria em risco à saúde das trabalhadoras e seus filhos, valor protegido constitucionalmente”, destacou o relator, desembargador Nicanor de Araújo Lima, em trecho do seu voto.

O recurso que deu origem à decisão foi apresentado pela empresa após a funcionária conseguir uma liminar judicial para que se afastasse do trabalho. À época a multa estabelecida foi de R$ 100 mil a título de indenização por danos morais coletivos. 

LIMINAR 

A liminar foi concedida após o Ministério Público do Trabalho entrar com ação judicial questionando a decisão da 2ª Vara do Trabalho de Dourados, que não havia concedido o pedido de urgência formulado pela instituição em abril de 2022. 

Para reformular a decisão, o juiz levou em consideração depoimento de uma gerente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares que afirmou que até março daquele ano a unidade de Dourados afastaram as lactantes e gestantes do trabalho por até dois anos, sem necessidade de comprovação médica, para que pudesse alimentar a criança por mais tempo. 

Com base neste depoimento e em outras provas, o juiz reconheceu que as funcionárias tinham o direito de usufruir do tempo estabelecido anteriormente no contrato de trabalho, ou seja, poderiam ficar afastadas por até dois anos sem que precisassem de atestado médico ou outras comprovações. 

Ainda de acordo com a decisão liminar, caso seja possível, a realização das atividades por essas trabalhadoras se dará mediante adoção de regime de trabalho remoto ou teletrabalho, enquanto durar a condição de lactante.

DENÚNCIA 

O Ministério Público do Trabalho soube da situação das funcionárias lactantes e gestantes do Hospital Universitário de Dourados por meio de uma denúncia anônima, em março de 2022, afirmando que elas estariam trabalhando em ambiente insalubre dentro do hospital, inclusive em contato com pacientes com Covid-19. 

Elas foram convocadas para retornarem dia 24 de fevereiro, mas, no dia 1º de março enviaram pedido de esclarecimentos para as unidades competentes do hospital, que foi notificada pelo órgão ministerial, que recomendou a adoção de medidas como não exigir o trabalho presencial destas funcionárias em situações de perigo à saúde. 

Por sua vez, a empresa afirmou que não atenderia a recomendação já que, decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região garantiu que a trabalhadora teria direito a apenas seis meses previstos na legislação trabalhista, inclusive quando envolver atividades insalubres em qualquer grau. 

Assim, o MPT entrou com ação judicial para assegurar o direito das mulheres lactantes e gestantes de serem afastadas de ambientes hospitalares de risco. 

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Cidades

ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

Em junho, plano emergencial para impedir sobrecarga foi acionado

23/08/2026 18h00

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Pela segunda vez no ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras. O objetivo é preservar a segurança do sistema diante da expectativa de menor consumo no fim de semana.

O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. O grupo inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto.

Medida ocorreu em junho

O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, no feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.

O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, diante do avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar.

Em agosto de 2025, no dia dos pais, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema. Naquela data, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

Para equilibrar o sistema e evitar um blecaute que poderia atingir vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas. O operador cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

ONS prepara corte automático

Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou, na última quinta-feira (20) que está preparando um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas.

Chamado de Esquema

Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema automático prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, divididos em três estágios de 1 GW. O mecanismo seria acionado somente depois de esgotadas as demais alternativas de controle.

Segundo a ONS, um projeto-piloto deverá ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Se os testes forem bem-sucedidos, a implementação poderá avançar em 2027.

A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Para o ONS, o crescimento dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia produzida não pode ser observada ou controlada diretamente pelo operador.

Distribuidoras executam cortes

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para executar o plano anunciado para este domingo.

Em nota, a entidade pediu procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a Abradee, critérios claros são necessários para dar segurança operacional e jurídica aos geradores.

IMUNIZAÇÃO

Dia D leva mais de 2,3 mil pessoas a pontos de vacinação em Campo Grande

Mobilização realizada em 22 locais facilitou a atualização da caderneta de crianças e adolescentes além de oferecer doses para adultos e idosos

23/08/2026 17h30

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande Divulgação

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Mais de 2,3 mil pessoas procuraram os pontos de imunização abertos em Campo Grande durante o Dia D da Multivacinação, realizado neste sábado (22). Ao todo, 2.354 moradores passaram pelos 22 locais de atendimento disponibilizados na Capital ao longo do dia. 

A estratégia teve como foco principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com a conferência das cadernetas e aplicação das vacinas previstas para cada faixa etária. A mobilização, porém, também permitiu que adultos e idosos verificassem a situação vacinal e recebessem doses pendentes. 

Além das Unidades de Saúde da Família (USFs), houve atendimento no Pátio Central e no Mutirão Todos em Ação, realizado na Escola Municipal Professor José de Souza, conhecida como Zezão, na região do Bairro Oliveira.

Na USF Santa Emília, por exemplo, foram aplicadas vacinas contra gripe, além da tríplice viral e da dupla adulto. Márcia Arruda, de 63 anos, recebeu doses contra hepatite B e gripe depois de aproveitar que passava pela região.

"Foi bom, porque eu estava passando por aqui e aproveitei para colocar a vacina em dia", contou.

Também houve quem descobrisse somente no posto que estava com a vacinação atrasada. Aparecida Feliciano foi à unidade para acompanhar a filha e decidiu conferir a própria caderneta.

"Eu vim trazer a minha filha e fiquei sabendo que poderia tomar as vacinas hoje. Foi por isso que aproveitei. Nem sabia que estava atrasada", disse.

No mutirão realizado na região do Bairro Oliveira, Elloá, de 10 anos, tomou as vacinas contra HPV e gripe. A mãe, Evellyn Ortigoza, de 29 anos, também recebeu o imunizante contra a gripe.

A menina ainda deverá voltar à unidade de saúde dentro de 30 dias para receber a vacina contra a dengue. Depois das doses deste sábado, deixou um recado para outras crianças: "Nunca mais tenho medo de tomar vacina".

Além da vacinação humana, o mutirão no Zezão teve atendimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com aplicação de vacina antirrábica em animais.

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