Cidades

PARABÉNS!

Ladário festeja seus 241 anos nesta segunda

Cidade vizinha de Corumbá está em festa

RAFAEL RIBEIRO

02/09/2019 - 08h29
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Uma das cidades mais antigas de Mato Grosso do Sul, Ladário festeja nesta segunda-feira (2) o seu aniversário de 241 anos.

Com núcleo urbano de 5,8 quilômetros quadrados, a 6 km do centro de Corumbá e a 12 km da fronteira com a Bolívia, Ladário se integra economicamente e com fortes laços de amizade aos municípios vizinhos de fronteira. Considera-se informalmente que Ladário e Corumbá formam uma área conurbada, já que a distância entre os dois centros (e dos dois portos municipais) é pequena.

Ladário possui o único terminal multimodal do Centro-Oeste, com acesso ferroviário, rodoviário e pela hidrovia do Rio Paraguai. Por isso a revitalização do Porto de Ladário deve abrir uma nova e gloriosa página na história do povo ladarense, que caminha destemidamente rumo ao desenvolvimento sustentável.

Os atrativos culturais de Ladário, como o Sítio Arqueológico, a Casa do Artesão e o Pátio Ferroviário resgatam a história da cidade e a reavivam na memória dos moradores e visitantes. Uma das grandes atrações turísticas do local é o Rio Paraguai, que oferece pesca, passeios, safáris fotográficos. Destaque entre os praticantes de pesca esportiva, o rio possui fauna aquática muito diversificada, com presença de peixes como dourado, jaú, pintado, cachar e pacu. Há também os atrativos da fronteira com a cidade boliviana de Puerto Suárez. 

HISTÓRIA

O nome Ladário é uma homenagem à terra natal do fundador da localidade, dom Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, um importante militar e administrador colonial português.

O dinamismo de sua atuação na fixação das fronteiras da Coroa portuguesa no extremo ocidental do Brasil é expresso por uma referência que lhe foi feita pelo governador espanhol de Santa Cruz de la Sierra, à época: O mais ambicioso dos governadores portugueses.

A mando do governador da Capitania de Mato Grosso, o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, o sertanista João Leme do Prado, estabeleceu-se na região onde construiu moradias e plantou lavouras. Isso tudo como ponto de apoio ao seu objetivo: a Fundação de Corumbá.

Também o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque em 2 de setembro de 1778, sendo então lavrado o termo de fundação. Era uma povoado que começou como destacamento militar e se estabeleceu a princípio na Ponta do Ladário.

Com a conclusão da fundação da região, em 21 de setembro de 1778, criou-se duas divisões: Albuquerque Velho (situado na região da futura Marinha, na Ponta do Ladário) e Albuquerque Novo (resultado da transferência mais para oeste, quando efetuou-se a ocupação em definitivo do local onde se situa atualmente o Centro de Corumbá, situado a cerca de 5 km a oeste da futura Marinha).

Apesar disso, seu crescimento até então era muito lento, pois até o momento a região era apenas um posto militar. Na mesma região se encontrava o arsenal da Marinha, cuja construção foi concluída no dia 14 de março de 1873.

Foi elevada a distrito pela Lei nº 134, de 16 de março de 1861, quando mudou seu nome de Albuquerque Velho para Ladário, e o município criado pelo projeto de Lei nº 155, de autoria do deputado Manoel Wenceslau de Barros Botelho, convertido em lei a 11 de dezembro de 1953.

Ladário ganhou a sua emancipação político-administrativa tornando município autônomo durante o Governo de Fernando Correa da Costa. A instalação do município deu-se em 17 de março de 1954.

Em 1977 a região passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul e a posse de seu primeiro prefeito realizou-se mais de trinta anos após a emancipação, em 3 de outubro de 1984. Desde então seu crescimento tem sido modorrento porém progressivo.

FESTA

Para comemorar, a programação de aniversário vai desde feiras culinárias à eventos religiosos. Hoje, tem show sertanejo com duplas regional e nacional a partir das 21h.

Após o Baile da Cidade e a Santa Missa, realizada no fim de semana, as festividades continuam e a programação começa cedo. Às 8h tem hasteamento dos pavilhões e abertura da Rua de Lazer, com atividades especiais para o aniversário. Às 17h, logo após o arriamento dos pavilhões, inicia o desfile cívico e militar. Os eventos mais esperados do dia são os shows com as duplas Júnior e Luan e George Henrique e Rodrigo, autores de sucessos nacionais como “Bagunça Minha Vida” e “De copo em copo”.

Na terça e quarta-feiras haverá noites culturais com teatro, coral, show de humor e evangelização. Amanhã (3), a programação é organizada pela União Regional Espírita da cidade e tem até espetáculo para dar risada, a “Esquete Humor Espírita”. Na quarta-feira (4) a programação evangélica inclui grupo de louvor e canto. Dia 6, sexta-feira, acontece a partir das 20h a Feira Gastronômica Boliviana. No domingo, último dia de comemorações, acontece a partir das 10h a Festa do Peixe, com música sertaneja, pagode e samba.

Denúncia

Filha suspeita de agredir o pai, é presa no Jardim dos Estados

Segundo relatos, um idoso de 73 anos sofria maus-tratos por parte da filha

06/06/2026 12h00

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Na última sexta-feira (5), foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário CEPOL, uma denúncia de maus-tratos a um idoso de 73 anos, de acordo com o boletim de ocorrência a suspeita de realizar as agressões é filha do idoso, de 35 anos. O caso aconteceu em um condomínio no bairro Jardim dos Estados. 

Após ser feita a denúncia, policiais militares foram designados para o local e ao chegarem, encontraram o senhor de idade no chão, agarrado nas pernas de sua filha. 

Os policiais coletaram os depoimentos dos envolvidos separados, à polícia, a mulher relatou que sempre se desentende com seu pai, porém na data em questão, eles iniciaram a discussão no mercado e ao chegarem na frente do condomínio começaram a se estranhar. 

Ainda de acordo com ela, durante o estranhamento o idoso a agarrou pelo pescoço e diante disso acabou a agredindo, ela ainda informou que ele não conseguiu agredi-la. 

Já na versão da vítima, ele informou aos policiais que a filha o explorava de diversas formas, inclusive financeiramente, e esse foi o estopim para o desentendimento deles. 

No dia do ocorrido, ela o chamou para fazer compras e após não conseguir comprar tudo o que desejava, mudou rapidamente de comportamento e passaram a discutir, até que a discussão se elevou para agressão física. 

Os oficiais que estavam no local da ocorrência notaram que o idoso estava com várias escoriações pelo, sendo cabeça, testa, os dois braços, boca pescoço e orelha, ele também reclamava de dificuldade para mexer o dedão da mão esquerda. 

Ambas as partes foram encaminhadas para a delegacia, onde foi recomendado que o senhor realizasse o exame de corpo de delito.
 

maior da história

Letalidade policial dispara e supera índices de 2023 em MS

Em 2023, com 131 registros, foi uma morte por intervenção policial a cada 66,8 horas. Em 2026, o intervalo médio é de 66,4 horas entre uma morte e outra

06/06/2026 11h57

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

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Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado no bairro Tijuca, em Campo Grande, em decorrência daquilo que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública denomina como confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

Esta, conforme acompanhamento da imprensa, foi a 56ª morte do ano em decorrência de confrontos policiais em Mato Grosso do Sul. E, com mais este caso, a letalidade policial, que nos últimos dois anos vinha caindo, supera inclusive os patamares de 2023, ano em que as mortes por "intervenção Legal de Agente do Estado" bateram recorde histórico, com 131 óbitos. 

Naquele ano, primeiro da administração de Eduardo Riedel à frente do Governo do Estado e do coronel Renato dos Anjos Garnes à frente da Polícia Militar, uma morte foi registrada a cada 66,8 horas. Agora, nos primeiros 155 dias do ano, o intervalo entre cada morte é um pouco menor, de 66,4 horas. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo entre um caso e outro foi de 101,8 horas. No ano seguinte foi registrada nova queda, para 73 mortes. Isso equivale a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes em decorrência de intervenção policial em 2025 ainda estão acima dos casos de qualquer ano antes disso. O recorde anterior pertencia a 2019, quando foram registradas 70 mortes do gênero pela Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos quatro anos da administração do governador Reinaldo Azambuja fora 200 mortes. Nos quase três anos e meio sob Riedel, a soma chega a 346. 

Os dados disponíveis no site da institução são relativos aos últimos dez anos e 2020 foi o ano com a menor letalidade, com 30 mortes, o que equivale a uma morte a cada 292 horas.

O site oficial da Sejusp contabiliza, até este sábado (6) 49 mortes em decorrência dos chamados confrontos, mas a apuração paralela dos veículos de imprensa contabiliza 56 mortes desde o começo de janeiro. 

O confronto mais recente, que resultou na morte de Moisés Osório Moreira de Souza, ocorreu no cruzamento das ruas Ana Álvares Pires e Dantas Barreto, no Jardim Tijuca. Ele estava em uma moto com registro de roubo e, ainda segundo o registro da PM, ele resistiu a uma tentativa de abordagem. 

De acorco com a polícia, ele sacou uma pistola ponto 40 para tentar atingir os policiais, que revidaram. Moisés tinha em torno de duas dezenas de registros policiais por tráfico, roubo, violência doméstica e até dano ao patrimônio público

No Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado contra agentes de segurança pública, porte ilegal de arma de fogo, receptação, resistência e desobediência, além de morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

ONDA RECENTE

Quase a metade das 56 mortes deste ano ocorreu depois da troca de comando no Batalhão de Choque, ocorrida no dia 22 de abril. Naquela data o major Cleyton da Silva Santos assumiu no lugar do tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, que estava à frete do grupo havia cinco anos. 

Logo depois disso teve início uma espécie de cruzada contra uma suposta guerra entre integrantes das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na região norte do do Estado. 

Desde o início destas operações foram pelo menos 16 mortes em municípios que históricamente estavam fora das rotas  narcotráficom. Mortes por intervenção policial foram registradas em Aparecida do Taboado, Costa Rica, Pedro Gomes, Sonora, Coxim, Três Lagoas e Rio Verde de Mato Grosso. 

Mas, o principal palco das mortes em confronto segue sendo Campo Grade, onde pelo menos 17 pessoas morreram desde o começo do ano. Neste perído, nenhum policial foi ferido ou morto. 

 

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