Cidades

Maria da Penha

Lei quer aumentar proteção de mulheres que sofrem violência

Projeto complementar aguarda apenas sanção da Presidência da República

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O projeto de Lei 07/2016 que tem objetivo de oferecer mais garantias às mulheres em situação de violência doméstica, como atendimento policial e pericial especializado feito por servidoras do sexo feminino foi aprovado Câmara e no Senado Federal e aguarda ser sancinado pelo presidente da república, Michel Temer, ainda em novembro.

A proposta visa modificar a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e conta com apoio do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) que monitora o andamento da proposição. Segundo a presidente da Comissão de Gênero e Violência da instituição, Adélia Pessoa,  em todas as faixas etárias, os relacionamentos domésticos são os que mais resultam em situação de violência vividas pelas mulheres.

“Tem a mulher, em situação de violência, com extremo receio de buscar ajuda e ficar sem amparo, no momento em que o companheiro souber que ela foi à polícia. Neste momento crucial é necessária uma Medida Protetiva de Urgência imediata para manter o autor da agressão distante da vítima. E, muitas vezes, no interior destes vários ‘Brasis’, não há a presença de um juiz para determinar a medida de urgência que poderá proteger a vítima de agressão”, argumenta a especialista.

VIOLÊNCIA QUE PREOCUPA

Informações publicadas no Atlas da Violência 2016, produzidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), comprovaram que 13 mulheres são assassinadas diariamente no Brasil. 

Recortando a situação de violência para Mato Grosso do Sul, no período entre 2004 e 2014, o estado foi uma das 18 unidades da federação que apresentaram taxa de mortalidade por homícidio de mulheres acima da média nacional, 6,4%, o que significa a oitava colocação nesse tipo de crime. 

A situação causa mais preocupação quando se avalia os dados da Central 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República: no período de um ano, do total de 52.957 denunciantes de violência, 77% afirmaram ser vítimas semanais de agressões e em 80% dos casos, o agressor tinha vínculo afetivo com a vítima (marido, namorado ou ex-companheiro). 

Na pauta do projeto consta ainda que mesmo não havendo flagrante, o agressor fique impedido de voltar para casa. Já nos casos de prisão em flagrante em crime afiançavel, também mantenha a proibição, a fim de diminuir os riscos de continuar a praticar atos de violência contra a mulher. 

Outra situação que pode ser modificada diz respeito ao delegado de polícia responsável pelo caso, que passa a ter autorização para aplicar a medida protetiva à vitima, a exemplo do que já é feito na lei em vigor: buscar abrigo seguro para a mulher e seus dependentes em casa de amigos e parentes. 

 

OPERAÇÃO CONTENÇÃO

Nova fase de operação mira familiares de Marcinho VP e esquema financeiro do CV

Ação da Polícia Civil do Rio busca desarticular esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico; investigação aponta que liderança da facção segue ativa mesmo com chefe preso em Campo Grande

29/04/2026 10h44

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e investiga estrutura financeira do grupo criminoso

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e investiga estrutura financeira do grupo criminoso Divulgação

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (29), uma nova fase da Operação Contenção, com foco na desarticulação do braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A ofensiva cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados suspeitos de atuar na movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

Entre os alvos estão familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em presídio federal em Campo Grande, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção. De acordo com o portal de notícias CNN, o rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão, Lucas Nepomuceno, são considerados foragidos da Justiça nesta fase da operação.

Ainda segundo a CNN, um homem apontado como operador financeiro do grupo foi preso, suspeito de movimentar valores do tráfico e repassar recursos à família do líder da organização criminosa. Durante a ação, foram apreendidos bens como veículo e motocicleta.

Conforme o site UOL, a investigação, que se estende por cerca de um ano, identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. Segundo os policiais, os valores eram distribuídos por meio de contas de terceiros, os chamados “laranjas” e posteriormente reinseridos na economia formal por meio de pagamentos, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

As apurações também se baseiam em dados extraídos de dispositivos eletrônicos e no cruzamento de informações financeiras e telemáticas. Conversas interceptadas indicariam a participação de integrantes da facção na organização das transações e reforçariam o papel central de Marcinho VP, mesmo após quase três décadas de prisão.

De acordo com a Polícia Civil, ele continua exercendo influência direta nas decisões do grupo, incluindo o gerenciamento de recursos ilícitos.

Continuidade de investigações

Esta não é a primeira ofensiva recente contra a estrutura do Comando Vermelho. Em março deste ano, uma megaoperação também teve como alvo integrantes e aliados da facção, incluindo pessoas próximas à Marcinho.

Na ocasião, as investigações já apontavam a existência de uma rede de apoio responsável por manter a comunicação entre membros do grupo dentro e fora do sistema prisional, além de possíveis articulações políticas e logísticas.

As autoridades destacam que a Operação Contenção tem como objetivo enfraquecer a organização criminosa ao atingir não apenas seus integrantes armados, mas também sua base financeira e operacional. Desde o início da ofensiva, segundo o governo estadual, centenas de pessoas já foram presas e armas foram apreendidas.

As investigações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

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Operação Fidelis

Traficantes usam Três Lagoas como rota para transportar meia tonelada de cocaína

A operação cumpriu 12 mandados, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens avaliados em R$ 4 milhões

29/04/2026 10h33

Município de Três Lagoas

Município de Três Lagoas Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação FIDELIS, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, que atua no tráfico de drogas e em outros crimes relacionados, com ramificações interestaduais, inclusive em Mato Grosso do Sul.

Durantes as investigações, os agentes identificaram indícios da participação do grupo criminoso no transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes vindos da Bolívia, destinados a grandes centros urbanos do país, utilizando o município de Três Lagoas como rota e ponto estratégico para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga.

A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens, expedidas pela Justiça Estadual de Três Lagoas, que resultaram no valor aproximado de R$ 4 milhões.

O grupo criminoso era especializado no transporte de cocaína, com utilização de complexa rede logística e financeira.

Foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, valores e outros bens de interesse da investigação, bem como a custódia cautelar dos suspeitos, apontados como lideranças da organização.

Município de Três Lagoas
Armas foram apreendidas durantes as buscas nas casas dos investigados / Divulgação: Polícia Federal

As investigações indicaram a prática reiterada de crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais.

Os presos permanecerão à disposição da Justiça Federal, o material apreendido será submetido à análise pericial e financeira para o aprofundamento das investigações e à completa responsabilização penal dos envolvidos.

Nomenclatura 

O nome "FIDELIS", no latim, significa “fiel” ou “leal” e foi escolhido para simbolizar a relação de lealdade interna existente no núcleo familiar que compunha a organização criminosa.

Essa denominação reforça a ideia de coesão e disciplina entre os integrantes, evidenciada pelo repasse contínuo de ordens, valores e informações sensíveis, principalmente entre os dois irmãos presos.

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