Cidades

deságio histórico

Licitação emperra e Sesau segue pagando caro pela limpeza de postos

Prefeitura de Campo Grande liberou nesta quarta-feira R$ 2,82 milhões para empresa de limpeza. Se a licitação estivesse concluída, economia seria de quase R$ 450 mil mensais

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Publicação de edição extra do diário oficial da prefeitura de Campo Grande desta quarta-feira (8) reconhece dívida de R$ 2.828.108,08 com a empresa Produserv pela limpeza dos postos de saúde de Campo Grande em maio. 

O contrato com a empresa já acabou, mas a licitação para contratação de novo prestador de serviços está emperrada e por conta disso a Produserv continua fazendo a limpeza interna e externa das unidades de saúde e recebendo valor superior aos que estão sendo liberados para esta empresa. 

Conforme esta licitação, a prefeitura está disposta a pagar até R$ 36.652.707,37 por ano pelo serviço, mas a Produserv, em meio a uma disputa sem precedentes na licitação que começou ainda em fevereiro, reduziu o valor para R$ 26.874.402,94. Isso equivaleria a R$ 2,24 milhões mensais, ou deságio de 26,6%. 

Se o certame tivesse sido concluído, o valor mensal seria quase R$ 600 mil abaixo dos R$ 2,82 milhões que a Produserv acaba de receber pelos serviços prestados em maio. 

Em um pregão realizado no dia 10 de março, cinco empresas mostraram interesse no contrado, que terá validade inicial por cinco anos e pode ser prorrogado por mais dez.

A apresentação de propostas financeiras começou às 08:12 horas da manhã e só acabou às 17:35, ou 9 horas e 23 minutos depois. Neste intervelo foram apresentadas nada menos de 814 lances, sempre para desbancar a proposta dos concorrentes. 

Nesta disputa, a Produserv apresentou a melhor proposta, mas acabou sendo desclassificada dias depois porque não apresentou a documentação exigida. Na sequência, os respsonsáveis pelo leilão chamaram a segunda colocada, a Uniserve, que tem sede em Brasília e que exigia somenete R$ 500,00 anuais a mais que a concorrente. 

Porém, após ser chamada oficialmente, acabou desistindo do serviço alegando que não teria condições de fazer a limpeza dos postos pelo valor inicialmente ofertado. 

Depois disso, foi concovado o terceiro colocado, a Integral Construrora e Empreendimentos. Com sede no Rio de Janeiro, a empresa ainda não apresentou a ducumentação. 

No certame do dia 10 de março ela se ofereceu a fazer a limpeza por R$ 29,9 milhões anuais, o que corresponde a quase R$ 2,49 milhões mensais, um valor de quase R$ 440 mil abaixo daquilo que a prefeitura  liberou para a Produserv nesta quarta-feira. 

A convocação da Integral Construtora ocorreu no último dia 15 de junho e até agora não existe definição de data para que seja divulgada a análise da documentação e o detalhamento da proposta financeira. Caso ela seja contratada, o contrato pode render em torno de R$ 449 milhões ao longo de 15 anos, sem contabilizar os reajustes e aditivos.

URGÊNCIA

No termo de referência da licitação a prefeitura deixou claro que havia urgência para a realização do certame. "Ressalta-se que o atual Contrato nº 83/2020 terá sua vigência máxima encerrada em 01/04/2026. Diante do imperativo temporal e da natureza ininterrupta dos serviços de saúde, torna-se urgente a conclusão do novo processo licitatório para evitar lacunas contratuais que gerariam riscos imediatos à operação de toda a Rede Municipal de Saúde", diz trecho do documento oficial. 

Além disso, alegou que precisa terceirizar o serviço por conta da falta de servidores próprios. "A necessidade da contratação decorre, adicionalmente, da inexistência de servidores efetivos em quantidade e especialidade técnica suficientes na estrutura administrativa para a execução direta dessas atividades operacionais. A terceirização, neste caso, apresenta-se como a solução que garante a eficiência e a especialização exigida pelo ambiente hospitalar, conforme as diretrizes da Lei nº 14.133/2021". justifica a administrção

Assassinato

Filho de criminoso da fronteira é executado com mais de 20 tiros em MS

Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, foi morto dentro de um carro no centro da cidade; ex-presidiário tinha histórico ligado ao tráfico e era filho de Valdirzão, figura conhecida do crime na fronteira entre Brasil e Paraguai

08/07/2026 18h03

Foto: Divulgação

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Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, foi executado com mais de 20 disparos de arma de fogo na tarde desta quarta-feira (8), em Ponta Porã, cidade localizada na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

O homicídio ocorreu em plena área central do município e mobilizou equipes das forças de segurança, além de causar apreensão entre moradores e comerciantes da região.

Wagner conduzia um Fiat Siena preto pela Rua Sete de Setembro quando foi surpreendido por dois homens em um carro branco, que efetuaram diversos disparos de pistola calibre 9 milímetros contra o veículo.

Após a execução, os criminosos fugiram em alta velocidade e, até o momento, não foram localizados.

A vítima morreu ainda no local, antes da chegada das equipes de resgate. A violência da execução chamou a atenção de quem passava pela região, já que dezenas de disparos puderam ser ouvidos a distância.

Equipes da Polícia Militar isolaram a área para preservar a cena do crime, enquanto investigadores da Polícia Civil iniciaram os primeiros levantamentos. A Perícia Criminal realizou os procedimentos técnicos que deverão auxiliar na identificação da dinâmica do homicídio e na busca pelos responsáveis.

As circunstâncias do assassinato ainda são investigadas. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente a motivação do crime, mas a principal linha de investigação considera o histórico criminal da vítima e possíveis desdobramentos relacionados à atuação de organizações criminosas na região de fronteira.

Histórico criminal

Wagner Cantalupi Batista possuía extensa ficha policial. Em janeiro de 2022, ele foi preso por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), em frente à Câmara Municipal de Ponta Porã, durante o cumprimento de um mandado judicial. Após a prisão, foi transferido para Minas Gerais, onde cumpriu pena por tráfico de drogas.

Na ocasião, as investigações apontavam que Wagner integrava uma organização criminosa com atuação na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Além do envolvimento com o tráfico, ele acumulava registros por violência doméstica, tentativa de homicídio e estelionato.

Sua trajetória no crime começou ainda na juventude. Em maio de 2005, aos 20 anos, foi preso durante a Operação Maffia, deflagrada pela Polícia Federal em Ponta Porã. Na ação, ele e outros três suspeitos foram flagrados transportando aproximadamente 7,5 toneladas de maconha.

O nome da operação fazia referência a uma loja de roupas pertencente a Wagner no centro da cidade, que, segundo as investigações da época, seria utilizada como fachada para atividades ilícitas. Conforme a Polícia Federal, ele teria assumido parte dos negócios criminosos deixados pelo pai.

Filho de um dos criminosos mais conhecidos da fronteira

Wagner era filho de Valdir da Silva Batista, conhecido como "Valdirzão", personagem que ganhou notoriedade na fronteira entre Brasil e Paraguai por sua suposta atuação no tráfico internacional de drogas.

Valdirzão era investigado por diversos crimes e apontado como responsável por ordenar e executar homicídios de rivais na região. A influência exercida por ele no submundo do crime fez com que seu nome se tornasse um dos mais conhecidos da história recente da fronteira sul-mato-grossense.

Em 2004, Valdirzão também foi assassinado. Ele foi executado com um disparo de espingarda calibre 12 na cabeça enquanto jantava em sua fazenda, localizada em Cerro Corá, no Paraguai. Na ocasião, apenas uma funcionária estava na residência.

O homicídio jamais foi esclarecido pelas autoridades paraguaias.

Investigação

A Polícia Civil trabalha para identificar os autores da execução desta quarta-feira e esclarecer a motivação do crime. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades poderão ajudar a reconstituir a fuga dos atiradores e indicar o trajeto percorrido pelo veículo utilizado na ação.

O caso reforça o cenário de violência registrado na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, onde disputas envolvendo organizações criminosas e o tráfico internacional de drogas frequentemente resultam em execuções com características de acerto de contas.

Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Policia

Confronto com a PM deixa suspeito morto e agrava onda de violência em MS

Intervenção da Força Tática ocorreu menos de 24 horas após a execução de um jovem de 19 anos; Estado registra aumento na frequência de mortes decorrentes de ações policiais em 2026.

08/07/2026 17h21

Foto: Jornal da Nova

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Poucas horas após o homicídio que vitimou um jovem de 19 anos em Nova Andradina, uma nova ocorrência violenta voltou a mobilizar as forças de segurança do município na tarde desta quarta-feira (8).

Um homem identificado como Leandro morreu durante uma intervenção policial realizada por equipes da Força Tática da Polícia Militar, na Rua Luiz Carlos Ortega Júnior, no Bairro Argemiro Ortega. 

Conforme as primeiras informações, os policiais realizavam diligências na região quando tentaram abordar o suspeito.

Ainda segundo as informações preliminares, Leandro teria reagido à ação policial e atirado contra os militares, dando início a uma troca de tiros. Durante o confronto, ele foi baleado e morreu antes da chegada do socorro. 

A área foi isolada para o trabalho da perícia e mobilizou equipes da Força Tática, do 8º Batalhão da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Científica e investigadores da Seção de Investigações Gerais (SIG). O comandante do 8º BPM, tenente-coronel Françoso, acompanhou a ocorrência.

O corpo será encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde passará por exames necroscópicos. 

Até o momento, a Polícia Militar não divulgou detalhes oficiais sobre a dinâmica da intervenção. Como ocorre em casos de morte decorrente de ação policial, a ocorrência será investigada pela Polícia Civil, que deverá apurar todas as circunstâncias do confronto, juntamente com a perícia técnica. 

Horas antes, jovem foi executado

A intervenção policial ocorreu menos de 24 horas após o assassinato de Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, morto a tiros na tarde de terça-feira (7), enquanto estava sentado na calçada ao lado do avô, na Avenida Eulenir de Oliveira Lima, no Bairro Durval Andrade Filho.

Segundo a investigação, dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra o jovem. Fabrício foi socorrido em estado gravíssimo ao Hospital Regional de Nova Andradina, mas não resistiu aos ferimentos. Os autores fugiram e ainda são procurados pela polícia. 

O homicídio foi o segundo registrado em menos de uma semana no município. No último sábado (4), Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, também foi executado a tiros dentro da própria residência, no Bairro Ulisses Pinheiro.

As investigações apontam que os crimes podem estar relacionados à disputa por território entre facções criminosas que atuam na região.

Letalidade cresce em Mato Grosso do Sul

Com a morte registrada nesta quarta-feira, Mato Grosso do Sul chega a 75 mortes decorrentes de intervenção policial em 2026, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base em registros oficiais e acompanhamento dos casos ao longo do ano.

O número revela um aumento na frequência dessas ocorrências. Enquanto em 2023 uma pessoa morria em confronto com forças de segurança, em média, a cada 67 horas, neste ano o intervalo caiu para aproximadamente 60 horas, indicando uma maior letalidade nas intervenções policiais.

O avanço da violência também tem atingido os próprios agentes de segurança. Em junho deste ano, o soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morreu durante uma ocorrência em Corumbá, encerrando um período de cinco anos sem registros de policiais mortos em serviço em Mato Grosso do Sul.

Antes desse caso, o último policial morto em serviço no Estado havia sido registrado em 2020.

Levantamento histórico da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostra que, entre 2013 e 2023, 434 pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais em Mato Grosso do Sul.

No mesmo período ampliado, entre 2016 e 2026, três policiais perderam a vida durante o serviço, evidenciando que os confrontos armados representam riscos tanto para os suspeitos envolvidos nas ocorrências quanto para os próprios profissionais das forças de segurança.

Os indicadores reforçam um cenário de intensificação dos confrontos entre forças de segurança e integrantes de organizações criminosas, especialmente em ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, homicídios e disputas entre facções.

Ao mesmo tempo, os casos reacendem o debate sobre o uso da força, a proteção dos agentes de segurança e a necessidade de investigação rigorosa de todas as mortes decorrentes de intervenção policial.

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