Cidades

inclusão social

Liminar do TJ suspende concurso do Tribunal de Contas de MS

Desembargador acatou argumento de que o TCE precisa reservar 20% das vagas para negros e 3% para indígenas. Provas seriam dias 25 e 26 de outubro

Continue lendo...

O desembargador Amaury da Silva Kuklinski, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, reverteu decisão judicial da primeira instância e concedeu liminar suspendendo o andamento de dois concursos que estavam em trâmite no Tribunal de Contas do Estado. 

A pedido da Ministério Público e da Defensoria Pública, o desembargador atendeu ao argumento de que 20% das vagas devem ser destinadas a negros e 3% para candidatos indígenas no cocurso que tem apenas seis vagas, mas também formará um cadastro reserva. 

Os concursos do TCE-MS foram lançados em 15 de julho, com vagas para analistas, auditores e conselheiro substituto, oferecendo salários que variam de R$ 10,3 mil a R$ 41,8 mil. As inscrições acabaram no dia 21 de agosto, mas agora todo o certame está suspenso até julgamento do mérito, determinou o desembargador. 

O concurso está dando polêmica desde o começo. Logo após a publicação do edital, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos instaurou Procedimento Administrativo para que fosse republicado o edital e sanada a falha, orientação que não foi atendida.

Por conta disso, o caso foi levado ao Judiciário, através de uma ação civil pública com pedido de liminar.  Na  primeira instância o recurso foi negado. Por conta disso, ocorreu o recurso ao TJ, que na última sexta-feira (19) atendeu ao pedido.

"Recebo o presente recurso e deferindo a tutela de urgência para determinar a suspensão dos efeitos dos editais dos concursos públicos do TCE/MS, destinados ao provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de Conselheiro Substituto, Auditor de Controle Externo e Analista de Controle Externo, publicados em 2025, até o julgamento do mérito recursal, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), limitada a 90 dias", escreveu o desembargador.
 
A Promotora de Justiça do Direitos Humanos, Paula Volpe, uma das autoras do pedido de liminar, pontua que a decisão reafirma que a política de cotas raciais não é uma mera faculdade administrativa, mas um dever jurídico amparado por normas constitucionais (artigo 5º da CF), a Lei nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) e a Convenção Interamericana contra o Racismo, que tem  aplicabilidade no Brasil.
 
Além disso, o STF, por meio da ADC nº 41, já reconheceu a constitucionalidade da reserva de vagas em concursos públicos, consolidando a obrigatoriedade das ações afirmativas em todas as esferas da Administração Pública, entendeu o desembargador em sua decisão. 
 
A liminar ressalta ainda o risco de prejuízo irreparável caso as provas, marcadas para 25 e 26 de outubro, fossem realizadas sem a necessária correção. Segundo os autores da ação e o Desembargador Relator, isso poderia levar à anulação integral do concurso, gerando perdas financeiras, logísticas e emocionais tanto para os candidatos quanto para a administração pública.

 "A reserva de vagas não é apenas simples medida administrativa, mas um instrumento indispensável para corrigir desigualdades históricas e assegurar que todos tenham condições reais de concorrer de forma justa e equitativa", destaca a Promotora de Justiça Paula Volpe, que instaurou o procedimento no âmbito do MPE e ajuizou a ação em conjunto com a DPMS.

O Tribunal de Contas alega "não haver norma legal específica que institua a obrigatoriedade de reserva de vagas para candidatos negros e indígenas nos concursos promovidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul". 

Cargos

Para a função de conselheiro substituto do TCE-MS, com somente uma vaga, a remuneração prevista é de R$ 41.845,49, com jornada de trabalho de 30 horas semanais. A exigência é de que o candidato tenha formação de nível superior em qualquer área de conhecimento. Além disso, comprovação de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional.

No cargo de analista de controle externo, para formados em Direito, há a remuneração de R$ 10.352,75, com carga horária de 30 horas semanais, enquanto a função de auditor têm salário de R$ 14.232,67, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, que possuíam vagas para as seguintes áreas: 

Vagas


Analista de Controle Externo- Área: Direito
Auditor de Controle Externo – Área: Ciências Contábeis;
Auditor de Controle Externo – Área: Direito;
Auditor de Controle Externo – Área: Engenharia Civil;
Auditor de Controle Externo – Área: Tecnologia da Informação.
 

Segurança Pública

Operação Saturação prende três foragidos no Centro de Campo Grande

Ação da Guarda Civil Metropolitana realizou cerca de 40 abordagens, fiscalizou estabelecimentos comerciais e cumpriu três mandados de prisão; operação continua nesta terça-feira.

21/07/2026 18h01

Viaturas da Guarda Civil Metropolitana reforçaram o patrulhamento no Centro de Campo Grande durante a Operação Saturação, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão e seguirá com novas ações nesta terça-feira.

Viaturas da Guarda Civil Metropolitana reforçaram o patrulhamento no Centro de Campo Grande durante a Operação Saturação, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão e seguirá com novas ações nesta terça-feira. Foto: Divulgação Guarda Civil Metropolitana.

Continue Lendo...

A madrugada desta terça-feira (21) foi marcada por uma ampla operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no Centro de Campo Grande. A ofensiva, denominada Operação Saturação, resultou no cumprimento de três mandados de prisão em aberto, além de dezenas de abordagens e fiscalizações em estabelecimentos comerciais da região.

A ação teve início às 22h de segunda-feira (20) e se estendeu até as primeiras horas da manhã desta terça, concentrando equipes em pontos considerados estratégicos da área central da Capital.

Segundo a GCM, o objetivo é reforçar o policiamento preventivo, ampliar a fiscalização e aumentar a sensação de segurança para comerciantes, moradores e pessoas que circulam diariamente pela região.

Durante a operação, os agentes realizaram aproximadamente 40 abordagens, com busca pessoal, identificação e consulta aos sistemas de segurança pública. Como resultado, três pessoas com mandados de prisão em aberto foram localizadas e detidas.

Após a confirmação das ordens judiciais, os suspeitos foram encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, reconduzidos ao sistema de Justiça.

Além do cumprimento dos mandados, equipes da Guarda Civil Metropolitana realizaram fiscalização em três estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades da Esplanada Ferroviária.

A ação verificou a regularidade dos alvarás de funcionamento e outras exigências administrativas previstas para o funcionamento dos comércios.

Ao todo, a operação contou com um efetivo exclusivo de 28 guardas civis metropolitanos, distribuídos em 14 viaturas de quatro rodas e quatro motocicletas, permitindo maior cobertura da região central durante toda a madrugada.

Conforme a corporação, a Operação Saturação integra o planejamento operacional da GCM para intensificar o patrulhamento ostensivo em áreas de maior circulação de pessoas e fortalecer a atuação integrada com os demais órgãos de segurança pública.

A Guarda informou que a operação terá continuidade nesta terça-feira (21), mantendo o mesmo planejamento operacional e ampliando a presença das equipes em pontos considerados estratégicos do Centro de Campo Grande.

A expectativa é dar sequência às abordagens preventivas, intensificar as fiscalizações e coibir práticas ilícitas que impactam a segurança da população.

Segundo a corporação, iniciativas desse tipo fazem parte do trabalho permanente de prevenção à criminalidade, apoio às forças policiais e preservação da ordem pública, especialmente em regiões com grande fluxo de pessoas e atividades comerciais, onde a presença ostensiva busca reduzir ocorrências e aumentar a percepção de segurança.

Segurança Pública

Três detentos fogem do presídio da Gameleira e Agepen descarta invasão armada

Agência afirma que fuga foi descoberta durante conferência de rotina, abriu procedimento para apurar o caso e mobilizou forças de segurança para localizar os três foragidos.

21/07/2026 17h29

Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, de onde três detentos fugiram na segunda-feira (20); a Agepen afirma que não houve invasão por grupo armado e apura as circunstâncias da evasão.

Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, de onde três detentos fugiram na segunda-feira (20); a Agepen afirma que não houve invasão por grupo armado e apura as circunstâncias da evasão. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que três detentos fugiram do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), em Campo Grande, na manhã de segunda-feira (20).

A ausência dos internos foi constatada durante os procedimentos de conferência de rotina realizados por policiais penais na unidade.

De acordo com a Agepen, os custodiados que escaparam são Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa.

Em nota oficial enviada ao Correio do Estado, a Agepen esclareceu que não houve invasão por grupo armado, confronto ou registro de pessoas portando armas durante a ocorrência, versão que difere das informações divulgadas inicialmente sobre o caso.

As primeiras informações sobre a ocorrência indicavam que um grupo de aproximadamente seis pessoas teria invadido a unidade prisional para resgatar os detentos.

Posteriormente, a Agepen esclareceu, em nota oficial, que não houve invasão por grupo armado nem confronto, afirmando que a fuga foi identificada durante a conferência de rotina dos custodiados.

Segundo a administração penitenciária, a estrutura de contenção da unidade foi restabelecida logo após a descoberta da fuga e um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as circunstâncias da evasão e verificar como os detentos conseguiram deixar o estabelecimento prisional.

Assim que a ocorrência foi confirmada, a Polícia Penal adotou os protocolos previstos para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas para auxiliar nas buscas pelos fugitivos.

Além disso, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, enquanto o caso foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, responsável pelas providências judiciais, incluindo a expedição dos mandados de prisão dos três evadidos.

Na nota, a Agepen também ressaltou que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade destinada ao cumprimento de pena em regime semiaberto, classificada como estabelecimento de segurança mínima.

Conforme a agência, esse tipo de presídio possui características estruturais diferentes das unidades de segurança máxima, uma vez que parte dos custodiados exerce atividades laborais externas durante o dia e retorna ao local apenas para o pernoite.

A administração penitenciária destacou ainda que a estrutura física da unidade segue os parâmetros previstos para o regime semiaberto e enfatizou a atuação integrada da Polícia Penal com as demais forças de segurança para localizar os fugitivos.

Até a publicação desta reportagem, Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa permaneciam foragidos. As diligências e ações de inteligência seguem em andamento para tentar recapturar os três detentos e esclarecer as circunstâncias da fuga.

Quem são os fugitivos

Entre os foragidos está Ítalo de Moraes, apontado pelas forças de segurança como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sobrinho de José Cláudio Arantes, conhecido como "Tio Arantes", considerado uma das principais lideranças da facção criminosa em Mato Grosso do Sul.

Também permanecem foragidos Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa, cujos antecedentes criminais e eventual vínculo com organizações criminosas não são conhecidos.

Leia a íntegra da nota oficial da Agepen.

A partir da verificação da ocorrência, a Polícia Penal adotou imediatamente todas as medidas operacionais previstas para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, e o fato foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande para as providências judiciais cabíveis, incluindo a expedição dos respectivos mandados de prisão.

Importante destacar que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade de regime semiaberto, de segurança mínima, com características compatíveis com essa modalidade de cumprimento de pena, na qual parte dos custodiados exerce atividade laboral externa durante o dia, retornando à unidade para pernoite; sendo que a estrutura física segue os parâmetros previstos para essa modalidade de execução penal, distintos daqueles adotados em estabelecimentos de segurança máxima.

A Agepen destaca a pronta resposta da Polícia Penal diante da ocorrência e a atuação integrada com as demais forças de segurança, que já realizam diligências e ações de inteligência voltadas à localização e recaptura dos evadidos.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).