Cidades

MINISTÉRIO DO TRABALHO

"Lista suja" do trabalho escravo tem 19 empregadores de Mato Grosso do Sul

Ministério do Trabalho e Emprego divulgou lista atualizada de empregadores flagrados utilizando mão de obra análoga à escravidão no País

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta semana uma nova atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada “lista suja”, onde constam 18 empregadores de Mato Grosso do Sul.

Em todo o Brasil, foram incluídos 132 novos empregadores na lista, entre pessoas físicas e jurídicas.

Em Mato Grosso do Sul, a maioria dos locais onde houve flagrantes de uso de mão de obra em situação de escravidão são fazendas, sendo apenas um flagrante não ligado a atividade rural, mas em uma obra de construção.

Na lista, constam empresas onde já houve decisões que não cabem mais recurso de casos de trabalho escravo identificados pela Inspeção do Trabalho entre os anos de 2018 e 2022.

No Estado, seis nomes foram incluídos, enquanto outros 13 já constavam e permaneceram.

Nos locais, 187 trabalhadores eram mantidos em condições análogas à escravidão.

Os nomes do Estado que constam na lista suja são:

Ano da ação fiscal Empregador Estabelecimento Trabalhadores envolvidos
2022 Antonio Paulo Mohamed Xavier Fazenda Pousada Sul, Morro São Pedro, Corumbá/MS 5
2020 Arlei de Lima Acosta Fazenda Baía Verde, Corumbá/MS 7
2022 Carlos Augusto Borges Martins Sítio Retiro Tamengo,  Corumbá/MS 1
2022 Carlos Roberto Sampaio Fazenda São Jorge, Ponta Porã/MS 3
2019 CP Construtota Pirapozinho Fazenda Novo Paradouro, Porto Murtinho/MS 5
2022 Cristiano Ribeiro Xavier Fazenda Santa Rute, Corumbá/MS 3
2021 Flora Transportes e Serviços Ltda. Fazenda Graça de Deus,  Anastácio/MS 20
2021 Hipolito da Costa Soares Fazendas Baía do Cambatá e Porto dos Milagres, Corumbá/MS 2
2022 JC Mecanização e Plantações Agrícolas Ltda. Fazenda Umuarama, Naviraí/MS 44
2021 João Carlos Bastos Fazenda Três Marias, Campo Grande/MS 3
2021 João Carlos de Freitas Fazenda Itaguassu, Antônio João/MS 11
2021 Joel Rosário Obras de construção civil, na Rua João Pessoa, 467, Bairro Monta Castelo, Campo Grande/MS 3
2021 Lourdes Coelho Barbosa Fazenda Canadá, Porto Murtinho/MS 5
2020 Maísa Rodrigues da Costa Fazenda Salto, Nioaque/MS 15
2019 Rodrigo de O. Ferraz Fazenda Boa Vista, Bela Vista/MS 7
2020 Rosario Alem Eirele Fazenda Marabá, Porto Murtinho/MS 17
2021 Sociedade Matodoradense de Agricultura e Pecuária

Fazenda Nova Paradouro, BR-267, Jardim km 42, Porto Murtinho/MS

3
2019 Sociedade Matodoradense de Agricultura e Pecuária Fazenda Nova Paradouro, Porto Murtinho/MS 9
2020 Vilceu Roberto Pivetta Fazenda LH, Itaquiraí/MS 24

A lista completa pode ser consultada neste link.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, é de suma importância dar publicidade à lista de empresas que usam trabalho análogo à escravidão.

“Aqueles que forem flagrados fazendo uso de mão de obra análoga à de escravo, devem ser devidamente responsabilizados”, frisou.

“Somente este ano já foram mais de mil resgates de trabalhadores nessa condição, nos três primeiros meses do ano. Vamos produzir um entendimento para que esses casos voltem a cair e possamos erradicar o trabalho análogo ao de escravo no Brasil”, acrescentou.

 A inclusão de empregadores flagrados na situação ilegal é prevista na Portaria Interministerial MTPS/MMIRDH nº 4 de 11/05/2016 e ocorre desde 2003, sendo atualizada semestralmente pelo MTE.

A inclusão na lista só ocorre quando da conclusão do processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho escravo.

A inserção no Cadastro permanece por 2 anos, sendo retirada da lista após esse período.

Durante a inspeção, nos locais onde são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, são lavrados autos de infração para cada irregularidade trabalhista encontrada.

Cada auto de infração gera um processo administrativo.

Durante o processamento dos autos de infração são assegurados aos autuados garantias processuais constitucionais, como o contraditório e a ampla defesa em duas instâncias administrativas.

Educação

Diploma universitário cresce 87% em MS e mulheres ampliam liderança na formação superior

Levantamento do IBGE mostra que número de adultos com ensino superior completo saltou de 227 mil para 426 mil em menos de uma década; participação feminina segue acima da masculina

21/06/2026 14h28

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul vive uma transformação silenciosa, mas significativa, em seu perfil educacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (19), mostram avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses.

O levantamento aponta que o número de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior saltou de 227 mil, em 2016, para 426 mil, em 2025.

O crescimento de 87,7% em menos de uma década revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre a população.

O crescimento de 87,7% revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre os sul-mato-grossenses.

O avanço acompanha uma tendência nacional de ampliação do acesso às universidades, mas em Mato Grosso do Sul ocorreu em ritmo superior ao registrado no país. Em 2016, apenas 14,5% da população adulta possuía diploma universitário.

Em 2025, o percentual alcançou 23,1%, ficando acima da média nacional, de 21,4%. O crescimento reflete mudanças importantes no perfil da mão de obra estadual e amplia as perspectivas de inserção profissional em áreas que exigem maior qualificação.

Ensino superior completo em 2025

As mulheres seguem liderando a formação universitária em Mato Grosso do Sul. Em 2025, elas representavam 256 mil dos 426 mil moradores com diploma de ensino superior, o equivalente a cerca de 60% dos graduados do Estado.

  • Mulheres: 27%
  • Homens: 19%

A diferença em relação aos homens reforça uma tendência observada nos últimos anos de maior presença feminina nas universidades e na conclusão dos cursos superiores.

O protagonismo feminino tem contribuído diretamente para a elevação dos indicadores educacionais do Estado. Especialistas apontam que a maior permanência das mulheres nos estudos e a busca crescente por qualificação profissional ajudam a explicar a diferença observada entre os sexos.

Apesar de apresentarem maior nível de escolaridade, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens em Mato Grosso do Sul. Dados da PNAD Contínua mostram que, em 2025, o rendimento médio feminino foi de R$ 3.210, enquanto os homens receberam, em média, R$ 4.127 por mês.

A diferença supera R$ 900 mensais e evidencia que o avanço educacional das mulheres não tem sido acompanhado pela mesma evolução na remuneração.

Mesmo representando a maioria entre os graduados e registrando maior participação no ensino superior, elas continuam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho.

Desigualdade racial ainda marca acesso à educação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, revelam avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses, mas mostram que as desigualdades raciais ainda permanecem presentes no acesso ao ensino superior.

Em 2025, 23,1% da população branca de Mato Grosso do Sul com 25 anos ou mais possuía diploma universitário, enquanto entre pretos e pardos o percentual era de 17,2%.

Embora a diferença tenha diminuído ao longo dos últimos anos, a conclusão da graduação continua sendo mais frequente entre os brancos.

Por outro lado, a população preta e parda foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no período analisado. Em nove anos, o percentual de graduados praticamente dobrou, passando de 9,8% em 2016 para 17,2% em 2025.

O resultado demonstra uma ampliação do acesso às universidades, mas também evidencia que a igualdade de oportunidades no ensino superior ainda não foi plenamente alcançada no Estado.

Ensino superior completo em 2025

  • Brancos: 23,1%
  • Pretos e pardos: 17,2%

Ensino superior completo em 2016

  • Brancos: 20%
  • Pretos e pardos: 9,8%

Baixa escolaridade

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2025

  • Brancos: 27,7%
  • Pretos e pardos: 35,7%

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2016

  • Brancos: 37,9%
  • Pretos e pardos: 49,2%

Outro dado relevante da Pnad Contínua é a redução da população com baixa escolaridade. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 44,1% em 2016 para 32,2% em 2025.

A melhora foi registrada em todos os grupos raciais. Entre pretos e pardos, a taxa recuou mais de 13 pontos percentuais no período, enquanto entre os brancos a queda foi de pouco mais de 10 pontos.

Apesar da evolução, mais de um terço da população preta e parda adulta ainda permanece nos níveis mais baixos de escolaridade, evidenciando desafios históricos relacionados ao acesso e à permanência na educação.

Ensino médio completo

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2025

  • Brancos: 31%
  • Pretos e pardos: 32,6%

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2016

  • Brancos: 28,9%
  • Pretos e pardos: 26,6%

A pesquisa também identificou crescimento da parcela da população que concluiu o ensino médio ou ingressou no ensino superior sem finalizar a graduação.

Em Mato Grosso do Sul, esse grupo passou de 27,7% para 31,9% entre 2016 e 2025, indicando que um número maior de pessoas está avançando na trajetória educacional.

Os números sugerem que mais sul-mato-grossenses estão chegando às portas da universidade, embora parte deles ainda encontre dificuldades para concluir os cursos.

Fatores como renda, necessidade de conciliar estudo e trabalho, distância dos centros universitários e evasão acadêmica continuam entre os principais obstáculos apontados por especialistas.

Os dados da Pnad Contínua mostram que Mato Grosso do Sul alcançou um patamar inédito de formação universitária, impulsionado principalmente pelas mulheres e pelo avanço educacional da população preta e parda.

Ao mesmo tempo, revelam que o desafio não está apenas em ampliar o acesso às universidades, mas em garantir condições para que mais estudantes concluam a graduação e para que as diferenças raciais observadas nos indicadores educacionais continuem diminuindo nos próximos anos.

Acidente

Vereador de MS sobrevive a acidente que matou dois carbonizados na MS-379

Colisão contra árvore seguida de incêndio matou dois ocupantes do veículo na rodovia entre Dourados e Panambi; parlamentar conseguiu escapar antes que as chamas consumissem o carro

21/06/2026 13h32

Foto: Divulgação

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Um grave acidente registrado na manhã deste domingo (21) na rodovia MS-379, entre Dourados e o distrito de Panambi, terminou com a morte de dois homens e deixou ferido o vereador de Douradina, Kaike Freire.

O veículo em que eles estavam saiu da pista, atingiu uma árvore e foi completamente destruído por um incêndio logo após a colisão.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi atendida por volta das 6h20, em um trecho da rodovia marcado por intensa neblina no momento do acidente.

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram um Toyota Corolla tomado pelas chamas às margens da pista.

As vítimas fatais foram identificadas como Paulo Ricardo Targino Chinaider, que conduzia o automóvel, e Gustavo Nascimento Ferreira. Os dois ficaram presos dentro do carro após o impacto e morreram carbonizados antes da chegada do socorro.

O único sobrevivente foi o vereador Kaike Freire, do município de Douradina. Conforme apurado, ele conseguiu deixar o veículo antes que o fogo se espalhasse por toda a estrutura.

O parlamentar foi resgatado pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital da Vida, em Dourados. Até a publicação desta reportagem, não havia atualização oficial sobre seu estado de saúde.

Informações preliminares apontam que os três retornavam de um show realizado em Vicentina quando ocorreu o acidente.

Por razões que ainda serão esclarecidas pelas autoridades, o motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o carro saísse da pista e colidisse violentamente contra uma árvore.

Após o impacto, o veículo incendiou rapidamente, dificultando qualquer tentativa de retirada dos ocupantes que permaneceram no interior do automóvel. A força da batida e a intensidade das chamas destruíram completamente o carro.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Criminal. Os levantamentos iniciais realizados no local não indicaram a participação de outro veículo na ocorrência.

A investigação também busca esclarecer se fatores como a visibilidade reduzida provocada pela neblina podem ter contribuído para o acidente.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As circunstâncias da colisão seguem sob investigação.

Em nota, a Prefeitura de Douradina lamentou a morte de Paulo Ricardo e Gustavo Ferreira, manifestando solidariedade aos familiares e amigos das vítimas neste momento de luto.

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