Cidades

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Mães buscam Defensoria e ajuízam enxurrada de ações contra Prefeitura por vagas em creches

Aulas começaram há 2 meses, cerca de 9 mil crianças ainda estão sem acesso à educação; mães precisam trabalhar

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Mães continuam recorrendo à Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul para conseguir - por meio da Justiça - acesso à creches públicas municipais para suas crianças. Em Campo Grande, o ano letivo teve início há quase dois mêses, no dia 8 de fevereiro de 2023.

Em janeiro, o Correio do Estado noticiou o caso de Gabriela Gonçalves da Silva, mãe de Kauan Henrique Gonçalves, de apenas dois anos, que havia procurado pela Defensoria Pública para conseguir uma vaga para seu filho em uma creche da Capital, alegando que precisava trabalhar para sustentar a casa.

Agora, ao menos sete mães também precisaram fazer um apelo à Justiça para garantir educação pública para suas crianças.

O Correio do Estado teve acesso a estes pedidos de mandado de Segurança contra o município de Campo Grande, ajuizados pela Vara da Infância, Adolescência e do Idoso.

No documento, a Defensoria Pública pede à Secretaria Municipal de Educação (Semed) que a criança tenha acesso à creche que realizou matrícula, mas acabou não sendo contemplada com a vaga.

"Como se sabe, a educação nesta faixa etária tem um papel específico, com desenvolvimento em vários aspectos: físico, psicológico, intelectual e social. É nesta idade que se desenvolve a coordenação motora, interação, brincadeiras, estímulo à leitura, enfim, todo um processo educacional que depois contribuirá para o início do ensino fundamental", alega o defensor público, Paulo Andre Defante.

Além da introdução da criança à educação, as creches são importantes para que os pais ou responsáveis possam trabalhar, deixando a criança sob cuidados das EMEIs.

"Importante acrescentar que os genitores não têm condições de custear uma creche particular, nem tampouco profissional que ofereça os cuidados necessários a criança", acrescenta.

Segundo a Vara, caso a medida não seja deferida de imediato, poderá resultar em imensuráveis prejuízos à formação da criança e de sua mãe, que poderá ter renda familiar comprometida caso precise deixar seu emprego, ou precise pagar uma creche infantil privada ou babá.

Vale ressaltar que a educação é um direito fundamental, garantido pelo artigo 205 da Constituição.

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho

Em Campo Grande, mais de 10 mil crianças foram contempladas com vagas nas creches, mas cerca de 9 mil ainda aguardam por vagas em EMEIs.

Fila de espera

A equipe de reportagem solicitou à Prefeitura Municipal de Campo Grande números atualizados de quantas crianças esperam por vagas nas creches da Capital, mas, até o momento de publicação desta matéria, não obteve resposta.

Levantamento realizado em fevereiro de 2023 apontou que 9 mil crianças aguardavam por vagas nas EMEIs. Em entrevista ao Correio do Estado, a chefe da Divisão da Central de Matrículas, Adriana Cedrão, informou que medidas estavam sendo tomadas para que a fila de espera para as Emeis diminua, entre elas a retomada de obras paralisadas e o planejamento de algumas unidades para que seja possível a ampliação do atendimento para as primeiras fases do ensino. 

A Lei nº 9.394, de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, só obriga o ensino para crianças de quatro a 17 anos de idade, não abrangendo a primeira etapa da Educação Infantil, o que para alguns especialistas, como a professora doutora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Maria Lima, é um dos problemas educacionais. 

“Por não ser obrigatória a matrícula, também não há investimento do Estado na infraestrutura escolar para atender à demanda deste segmento”, relata Lima. 

Obras paradas

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, um levantamento realizado em janeiro deste ano identificou 14 obras de educação paradas em Campo Grande, sendo 12 delas de Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). Cada creche comportaria 120 alunos, e, no total, 1.680 crianças teriam acesso à educação a partir destas unidades. 

À época, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) afirmou que “o levantamento orçamentário e ajustes de projetos já foram realizados para retomar as obras, bem como o contato com o governo federal almejando novas licitações”. 

A Semed ainda acrescentou que “criou um setor de planejamento a partir de novembro para acompanhar o cronograma de licitação e execução de cada obra”. 

Todas as obras tiveram recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e o valor total já investido em 12 das 14 obras inacabadas em Campo Grande chega ao valor total de R$ 9.233.054,53. 

Colaborou: Ketlen Gomes

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INTERIOR

Com 2° reajuste em 2026, ampliação do Hospital Regional de Dourados fica 28% mais cara

Aditivo divulgado hoje (19) é referente a contrato firmado pela Agesul com a empresa Alcance Engenharia e Construção que já recebeu quase R$10 milhões em pouco mais de dois anos

19/08/2026 12h49

Foram acrescidos recentemente exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%.

Foram acrescidos recentemente exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%. Reprodução/Secom-GovMS/Saul Schramm

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Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul divulgou nesta quarta-feira (19) o terceiro reajuste ao contrato para obra de ampliação do Hospital Regional de Dourados, sendo o segundo publicado neste 2026 já deixa o acordo 28% mais caro que o valor firmado originalmente. 

Vale lembrar que, como bem acompanha o Correio do Estado, a ampliação do Hospital Regional de Dourados já havia ficado 11,5% mais cara em março deste ano, quando o acordo recebeu um aditivo de R$4.080.638,70. 

Pelos valores divulgados hoje através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), o termo aditivo salta o valor do contrato firmado em 2023 de atuais R$40.466.377,68, para R$44.330.291,07. 

Em outras palavras, foram acrescidos exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%.

Se considerado o investimento inicial firmado em 2023, de R$34.494.777,06, os três termos aditivos feitos ao contrato já alcançam a casa de 28,5% de aumento ao acordo. 

"Fica prorrogado o período de execução do Contrato n. 114/2023, por mais 244 (duzentos e quarenta e quatro) dias, contados de 30/04/2026 a 29/12/2026, conforme cronograma físico-financeiro readequado, aprovado pela fiscalização, o qual passa a fazer parte integrante do presente termo", complementa o texto oficial.

Hospital Regional DDO

Sendo esta a terceira etapa, a fase em questão trata da construção do chamado "Bloco D", o intuito do acordo é viabilizar 110 leitos, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Este bloco será dividido em dois pavimentos, com o primeiro, o térreo, onde estarão as alas de internação com 60 leitos. Já no superior haverá uma unidade de tratamento intensivo com mais 20 leitos de UTI e 30 salas de internação.

Também fica englobada nesta etapa a construção de uma passarela que fará a interligação entre os blocos A, B e C, que fazem parte das duas etapas anteriores da obra. 

A segunda, por exemplo, abordou a construção do Centro de Diagnóstico e Especialidades Médicas, com investimento inicial de outros R$17,5 milhões.

A unidade com capacidade para atender a 34 municípios da macrorregião Cone Sul conta ainda com quatro salas cirúrgicas, além da capacidade para procedimentos de média e alta complexidade em diversas especialidades, com uma expansão já prevista desde o ano passado para acontecer gradualmente neste 2026. 

Através dessa expansão gradual, a intenção é que a unidade do Hospital Regional de Dourados (HRD) alcance o total de 192 leitos e a digitalização completa dos processos. 

Ainda em março a equipe da Secretaria de Estado de Saúde (SES) pôde tecer um comparativo com base no trabalho da unidade, registrando crescimento na produção assistencial, um aumento acima de 430 atendimentos mensais anotados pelo Hospital Regional de Dourados.

 

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HABILITADOS

Polícia Civil promove mais de 470 agentes de segurança pública em MS

A relação de nomes habilitados foi divulgada nesta quarta-feira, porém a promoção é referente ao ano-base de 2025

19/08/2026 11h40

Delegacia Geral da Polícia Civil

Delegacia Geral da Polícia Civil FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Conselho Superior da Polícia Civil (CSPC) publicou, em edição extra da Delegacia-Geral no Diário Oficial do Estado, a lista com os nomes dos agentes que receberam promoção funcional referente ao ano-base de 2025, apurados até 1º de setembro. Além dos servidores habilitados, também consta na relação os inabilitados. 

Ao todo, 473 policiais civis aparecem como habilitados para receberam a promoção funcional. Deste total, 268 foram promovidos ao cargo de investigador de Polícia Judiciária, 112 para escrivão, 35 peritos papiloscopistas, 28 peritos criminais, 16 agentes de polícia científica, 13 peritos médico-legistas e apenas um delegado.

Na publicação também aparece que 1.008 policiais civis foram considerados inabilitados. Os motivos para a inabilitação variam entre: tempo insuficiente para promoção, falta de estabilidade, ausência do curso exigido, punição registrada, descontos no tempo de serviço e avaliação de desempenho insuficiente ou zerada.

Mais da metade (549) dos 1.008 policiais foram inabilitados para progressão funcional por causa da ausência do curso exigido na avaliação dos requisitos. A lista definitiva também registra 183 servidores sem estabilidade, 25 com punição e 30 com avaliação inferior a 70%. Os impedimentos podem se acumular para um mesmo servidor. 

A promoção de cargo é para a classe imediatamente superior e/ou mudança de referência na mesma classe dos servidores da Polícia Civil. A lista definitiva não cabe mais recursos, já que as retificações foram processadas após as análises e julgamentos dos recursos interpostos, anteriormente, pelos policiais civis.

Confira a relação dos nomes a seguir, na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (19).

Espera pela nomeação

Em meio a promoção destes 473 agentes, a turma de 447 policiais civis, sendo 330 investigadores e 117 escrivães, ainda aguarda a nomeação para dar início às suas funções.

Apesar do governador Eduardo Riedel (PP) destacar a importância da nomeação dos novos agentes públicos para recompor o efetivo da corporação e ampliar a capacidade de atendimento à população, ainda não há data prevista para nomear estes servidores.

Há mais de um mês, o deputado estadual Coronel David (PL) se reuniu com o Riedel para tratar do assunto. O governador informou que a nomeação será realizada apenas no início de 2027.

Segundo ele, uma restrição prevista na Constituição do Estado e na legislação eleitoral, impede a prática de determinados atos administrativos nos 180 dias que antecedem o fim do mandato.

O encontro reuniu o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), José Nascimento Sobrinho, o deputado estadual Pedro Caravina e a comissão de aprovados no concurso da Polícia Civil.

A turma encerrou o Curso de Formação Policial no dia 12 de junho e teve o resultado final do concurso homologado em 19 de junho.

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