Cidades

Mato Grosso do Sul

PF rastreia transportadoras após apreensão de até 50 toneladas de cocaína

Apreensão que pode entrar para a história do narcotráfico leva PF a rastrear cadeia logística da droga

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O caminho para chegar aos chefões do tráfico que podem ser os donos da apreensão que pode se tornar a maior da história do Brasil e a segunda maior da história do planeta está nas transportadoras contratadas para levar cargas de madeira da Bolívia para o Brasil.

Ao todo, foram apreendidas oito carretas carregadas com madeira boliviana na fronteira com o Brasil: quatro em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e outras quatro em Cáceres (MT).

Juntos, os oito caminhões transportavam 260 toneladas de madeira. Se a projeção dos policiais estiver correta, a carga pode conter entre 20 e 50 toneladas de cocaína escondidas nos carregamentos. Normalmente, em operações desse tipo, a droga representa entre 20% e 30% do peso total da carga.

A Receita Federal, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e o Grupo Especial de Fronteira do Estado de Mato Grosso (Gefron) abordaram as carretas com base em informações compartilhadas pelas forças bolivianas de combate ao narcotráfico e também por autoridades norte-americanas.

A Polícia Federal agora investiga se as transportadoras responsáveis pelos carregamentos tinham ligação com o esquema de tráfico ou se houve adulteração da carga após o embarque.

Os veículos foram abordados nas aduanas de Corumbá e Cáceres. Não houve prisões. A Receita Federal informou que toda a carga havia sido declarada por meio do Portal Único de Comércio Exterior e que, ao menos do ponto de vista burocrático, não havia impedimentos para sua passagem pelas aduanas.

Detalhe da cocaína dentro da madeiraCocaína escondid dentro de carga de madeira

As madeiras transportadas pertencem às espécies cedro e aroeira, normalmente utilizadas na fabricação de móveis e cercas para propriedades rurais.

Também será investigado pela Polícia Federal o momento em que a substância ilícita foi inserida na carga, considerando que o transporte internacional pode envolver mais de uma transportadora até o destino final no País.

As autoridades norte-americanas que cooperaram com as forças brasileiras teriam relacionado a apreensão realizada neste domingo (21), em Corumbá e Cáceres, a outras operações recentes de combate ao narcotráfico.

Chile

No dia 6 deste mês, houve uma apreensão semelhante nos portos chilenos de Arica, Valparaíso e San Antonio. Foram encontradas mais de 100 toneladas de cocaína e quetamina, também escondidas em meio a pedaços de madeira semi-industrializados.

Ao todo, a carga inspecionada pelas autoridades chilenas somava mais de mil toneladas distribuídas em 49 contêineres, que também tinham a Bolívia como origem. O destino final da madeira eram portos europeus.

Tanto as autoridades brasileiras quanto as chilenas apontam uma possível conexão entre as apreensões realizadas no Brasil e as ocorridas no território chileno em um intervalo inferior a 15 dias.
 

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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