Cidades

INVERNO ACOLHEDOR 2026

Procura por abrigo durante o frio cresce 58% em Campo Grande

Marmitas, agasalhos e cobertas foram distribuídos aos necessitados; pets também foram atendidos, com alimentação (ração) e suporte veterinário

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Moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social receberam cuidados especiais durante o frio, em Campo Grande.

Ao todo, 250 pessoas e vários animais foram acolhidos em três noites, de 9 a 11 de maio, primeira onda de frio de 2026, em um abrigo temporário localizado no Parque Ayrton Sena – rua Jornalista Valdir Lago, bairro Aero Racho, na Capital.

O número é 58,22% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 158 pessoas foram atendidas durante a primeira onda de frio de 2025.

O ponto de acolhimento pertence a Secretaria de Assistência Social (SAS) - Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

Na noite de segunda-feira (11), 80 pessoas foram acolhidas, sendo 70 homens e 10 mulheres. Na noite de domingo (10), 80 pessoas também foram amparadas, sendo 70 homens e 10 mulheres.

Na noite de sábado (9), 90 pessoas foram atendidas, sendo 80 homens e 10 mulheres.

A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, ressaltou a importância do serviço de acolhimento durante o frio.

“O volume de acolhimentos registrados é resultado do planejamento logístico e do compromisso da gestão municipal com o bem-estar das pessoas em vulnerabilidade social. A ação funciona como porta de entrada para a rede de proteção social e garante a integridade física da população durante o período de frio intenso”, destacou.

O abrigo funcionou das 18h às 6h. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) fez a segurança do local.

No local, marmitas, agasalhos e cobertas foram distribuídos aos necessitados. De acordo com a Subsecretaria de Bem-Estar Animal (Subea), os pets também foram atendidos, com alimentação (ração) e suporte veterinário.

Após o pernoite, os acolhidos eram encaminhados para a Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Uaifa) ou para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), onde recebiam café da manhã e continuidade no atendimento da rede de assistência social.

FRIO

Mato Grosso do Sul bateu recorde de frio e registrou os termômetros mais baixos do ano. O Estado contabilizou várias temperaturas de apenas um dígito em dezenas municípios.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), Iguatemi (1,7°C), Rio Brilhante (2°C), Amambai (2,1°C), Maracaju (3,7°C), Nova Alvorada do Sul (4°C), Laguna Carapã (4,1°C), Santa Rita do Pardo (4,3°C), Fátima do Sul (4,4°C), Naviraí (4,4°C) e Campo Grande (9,7°C) foram as cidades que registraram as menores temperaturas às 5 horas desta terça-feira (12).

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, Três Lagoas (9,2°C), Água Clara (6,9°C), Ribas do Rio Pardo (7,3°C), Anaurilândia (8,4°C), Angélica (6,6°), Itaporã (5,2°C), Dourados (5,2°C), Ponta Porã (6,5°C), Caarapó (4,8°C), Sete Quedas (5,5°C), Caracol (5,2°C), Porto Murtinho (7,5°C), Jardim (6°C), Bonito (5,5°C), Sidrolândia (5,5°C), Corumbá (11,9°C), Chapadão do Sul (11,2°C) e Cassilândia (10,5°C) também amanheceram extremamente geladas.

Os municípios que registraram geada são Santa Rita do Pardo, Fátima do Sul, Rio Brilhante, Laguna Carapã, Caarapó, Naviraí e Iguatemi.

Domingo (10), segunda-feira (11) e terça-feira (12) são dias de muito frio. Na quarta-feira (13) o clima gelado se despede e o tempo começa a esquentar. Na quinta-feira (14), o calor já volta com tudo. Logo, o fim de semana será quente no Estado, com termômetros variando entre 26 e 30°C.

Mas, na segunda-feira (18), nova frente fria avança pelo Estado e derruba novamente as temperaturas, mas, desta vez, não tão bruscamente como nessa semana.

“Amanhã temperatura sobe gradualmente mas na segunda-feira feira nova massa de ar polar derruba as temperaturas. Alerta mudança no tempo partir de domingo, vem mais frio por aí”, alertou o meteorologista Natálio Abrahão.

Confira a previsão do tempo para os próximos dias:

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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