Cidades

Ladário

Marinha amplia segurança na fronteira oeste com incorporação de 2 navios

Marinha amplia segurança na fronteira oeste com incorporação de 2 navios

Diário Corumbaense

02/05/2014 - 16h30
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A Marinha Brasileira incorporou dois navios à armada do Comando do 6º Distrito Naval, em Ladário (MS). “Hoje, estamos cada vez mais presente na calha do rio e isso é um fator importante para dar essa garantia”, disse o comandante da Marinha, almirante de Esquadra Júlio soares de Moura Neto, após presidir a cerimônia que incorporou à frota do 6º Distrito o Navio-Transporte Fluvial “Almirante Leverger” e o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Caravelas”, realizada nesta sexta-feira (02). Agora, a base da Marinha em Ladário passa a contar com 11 embarcações, sendo 10 delas diretamente subordinadas à Flotilha e uma ao Serviço de Sinalização Náutica do Oeste. As informações são do Diário Corumbaense.

Moura Neto, que comandou o 6º Distrito Naval entre 1997 e 1998, destacou que a Força Naval está se equipando para garantir a segurança fluvial dessa região do Brasil. “A Marinha está se estruturando para ter mais meios. A Flotilha de Mato Grosso recebeu mais dois navios, vamos comprar lanchas de ação rápida, que são blindadas, para levar os fuzileiros navais. Estamos com um terreno para, num prazo razoável, transformar nosso Grupamento de Fuzileiros em um Batalhão de Operações Ribeirinhas. Isso não será agora, porque envolve pessoal, pois teremos que dispor de mais gente para mais companhias de fuzileiros navais. A mensagem é essa, que a Marinha do Brasil, que há tantos anos está nesta fronteira oeste, está se reforçando para tomar conta da calha do rio”, afirmou o comandante da Marinha.


Fotos: Anderson Gallo / Diário Corumbaense

 

As duas novas embarcações vão permitir a melhoria dos trabalhos para elaboração das cartas de navegação e o aumento no número de militares transportados por missão. “Teremos um navio a mais para transporte de tropa, o que aumente nosso poder de dissuasão e aumenta nossa projeção de poder. O navio hidroceanográfico, é muito importante para que possamos, cada vez mais, melhorar as nossas cartas dos rios da bacia trazendo a segurança para a navegação. É a Marinha mostrando que está preocupada com a fronteira oeste”, disse o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho.

O Navio-Transporte Fluvial “Almirante Leverger” e o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Caravelas” já estão prontos para operar nos rios do Pantanal. Mas, de acordo com o contra-almirante, devem cumprir todas as etapas necessárias para que possam participar de operações com os demais navios da flotilha.

“Os navios passam por fases. Estão agora no que chamamos de fase 1, tem ainda as fases 2 e 3. Na fase um, eles navegam sozinhos, não navegam em força e vão fazer a qualificação do pessoal, melhorando a parte de material, até que sofram inspeção e passem para a fase 2. Depois continuam o adestramento de pessoal, passam por uma segunda inspeção e vão para a fase em que podem operar com outros navios. Inicialmente operam sozinhos, mas podem fazer operações de assistência hospitalar, transporte de pessoal, adestramento com outros órgãos de segurança”, completou o comandante do 6º Distrito Naval.

 
 
Participaram da solenidade incorporação, além do comandante da Marinha; o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante de Esquadra Carlos Augusto de Sousa – que comandou o 6º Distrito Naval entre 2004 e 2005 – e o comandante de Operações Navais, almirante de Esquadra Wilson Barbosa Guerra.

As embarcações

As duas embarcações foram adquiridas pela Marinha em novembro de 2013. O Navio-Transporte Fluvial “Almirante Leverger”, antiga embarcação “Albatroz” da Empresa Arara Pantaneira Transporte Fluvial e Turismo, tem a capacidade de transportar equipamentos e 130 militares componentes da Força de Emprego Rápido. Será empregado, prioritariamente, no transporte fluvial, além de executar tarefas de apoio às operações ribeirinhas, atendimentos médicos e odontológicos, assistência cívico social, patrulha fluvial, inspeções navais bem como atividades de Defesa Civil.

Já o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Caravelas”, antiga embarcação “Sereia do Pantanal”, da Empresa Drefhi Turismo LTDA – ME tem capacidade para transportar 30 militares e executará as tarefas principais de cartografia, hidrografia e manutenção e instalação de sinalização náutica para elevar o nível de segurança do tráfego aquaviário na região. O navio ficará subordinado ao Serviço de Sinalização Náutica do Oeste.

Co comandante da Marinha, almirante de Esquadra Júlio soares de Moura Neto, vistoriou as duas embarcações

 
 
Navio de Transporte Fluvial “Almirante Leverger”

Comprimento total: 44m

Boca: 10m

Calado moldado de projeto: 1,10m

Deslocamento leve: 231,9 ton

Deslocamento carregado: 285,9 ton

Raio de ação: 1800 milhas náuticas

Velocidade de serviço: 12 km/h

Autonomia: 30 dias de operação

Capacidade de operar com aeronave de asa rotativa

Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Caravelas”

Comprimento total: 25,84m

Comprimento entre perpendiculares: 24,87m

Boca moldada: 7,00m

Pontal moldado: 1,30m

Calado moldado de projeto: 0,79m

Deslocamento leve: 77,96 ton

Deslocamento carregado: 100,36 ton

Velocidade de serviço: 7 nós

Raio de ação: 800 milhas náuticas

Meio Ambiente

Estudo sugere melhorias para alertas de desastres no Brasil

Menos de 2% das mensagens tinham comunicação eficaz entre 2018 e 2023

10/10/2026 20h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Apenas 1,83% dos alertas de desastres disparados por SMS no país entre 2018 e 2023 continham todos os elementos considerados essenciais para uma comunicação eficaz, aponta o estudo Mensagens de alerta de desastres: desafios e oportunidades com base na experiência do Brasil.

Realizado pelos pesquisadores Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o estudo analisou 73.701 mensagens enviadas por órgãos de proteção e defesa civil do país, sobre o aspecto de eficiência das informações distribuídas.

O resultado apontou a ausência de vários elementos necessários à uma comunicação eficiente nas mensagens.

“Ao receber uma mensagem, a pessoa precisa conseguir identificar se está em risco, entender o que está acontecendo, saber onde o evento pode ocorrer, o que deve fazer e por quanto tempo precisa permanecer em alerta”, explica Luciene.

Foram analisadas as mensagens de SMS de até 160 caracteres cadastradas no sistema da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entre 2018 e 2023.  Os pesquisadores classificaram o total de mensagens por fonte, perigo, localização, orientações e tempo e analisaram esses elementos conforme os padrões do Classificação e Codificação de Desastres (Cobrade).

Um exemplo do que é esperado pelo padrão é a explicação dos danos potenciais do perigo, que apareceram em apenas 7,7% das mensagens analisadas. A localidade precisa, também só foi identificada em 5,9% das mensagens e os horários do termino do perigo só constava em 9% dos textos.

A própria identificação da categoria da mensagem, se era um aviso, uma comunicação, um alerta ou uma advertência não aparecia em 76,2% das mensagens distribuídas. A palavra alerta estava presente em apenas 19% das mensagens, enquanto a palavra aviso apareceu em 2,2% e atenção em 1,8% dos textos disparados.

Na avaliação dos pesquisadores, a ausência desses elementos revela a ineficiência na comunicação do desastre.

“Quanto mais clara e específica for a mensagem, maiores são as condições para que ela seja compreendida e utilizada na tomada de decisão”, acrescenta a pesquisadora da PUCPR.

Limitações

O limite padrão de 160 caracteres, incluindo espaços e pontuações, determinado pela ferramenta de envio de SMS também foi apontado pelos pesquisadores como um dos desafios para a inclusão de informações mais completas e específicas nos alertas.

A diversificação com o uso complementar de diferentes canais de comunicação como Cell Broadcast, aplicativos de mensagens e sistemas locais de comunicação, conforme vem sendo adotado no Brasil mais recentemente resulta em uma estratégia capaz de aumentar a eficiência na comunicação, destaca o estudo.

Para o pesquisador Murilo Fonseca, não existe necessariamente um único canal capaz de atender a todas as situações.

“Um sistema multicanal precisa considerar as características da população, incluindo diferentes níveis de alfabetização e acesso à informação, a presença de pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos que podem enfrentar barreiras de comunicação; as características do território; os meios de comunicação disponíveis e acessíveis; e a dinâmica do fenômeno”, afirma.

Dados

De forma geral, a maior parte das mensagens analisadas, 73,6%, tinham o objetivo de alertar sobre chuvas intensas. O segundo tipo de comunicação mais frequente foi a de baixa umidade do ar, representando 8,5% das mensagens, e, em seguida, aparece a mensagem de alerta para granizo, que representou 4,2% das mensagens analisadas.

As estações da primavera e do verão, que ocorrem entre os meses de setembro e março no Hemisfério Sul, foram os períodos do ano que concentraram 75% dos disparos de mensagens a cada ano.  Essas mensagens foram distribuídas principalmente nos meses de janeiro, 15,9%, e dezembro, 13,4%.

Em termos de regionalidade, o sudeste do Brasil apresentou o maior número de disparos de mensagens à população, com 75,2% dos textos enviados. A Região Sul foi responsável por 18,6%, o Centro-Oeste 3,7%, Nordeste, 1,5% e Norte, 0,98% das mensagens.

Saúde

Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

Imunizante será testado em 48 voluntários sem infecção prévia

10/10/2026 19h00

Alex Pazuello/Secom

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.

Em nota, o Ministério da Saúde detalhou que a dose, chamada Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia tem incentivo previsto de R$ 12 milhões da pasta para ensaios clínicos de fases I, II e III.

De acordo com o ministério, o estudo clínico de fase I vai avaliar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em um total de 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias.

“O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional”, avaliou a pasta no comunicado.

As duas vacinas contra malária atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para outra espécie de parasita causador da doença, o Plasmodium falciparum, predominante na África, não contra o Plasmodium vivax, que predomina nas Américas e na Ásia.

A doença

A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer.

“Não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa”, reforçou o ministério.

Também conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, a malária recebe ainda nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.

“Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada”, destacou a pasta.

O ministério alerta ainda que, caso não seja tratado adequadamente, o paciente com malária pode ser fonte de infecção por meses ou mesmo anos, de acordo com a espécie parasitária em questão.

No Brasil, a maioria dos casos da doença se concentram na região amazônica, composta pelos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

“Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nesta região é maior que na região amazônica”, concluiu a pasta.

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