Cidades

SAÚDE

Mato Grosso do Sul alcança 6 milhões de doses aplicadas contra a Covid-19

Em dois anos de campanha, 88,88% sul-mato-grossenses estão vacinados e 78,77% imunizados

Continue lendo...

Dados divulgados pelo vacinômetro apontam que 6.002.680 doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas, até 31 de janeiro de 2023, nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Das seis milhões de doses, 2.265.615 são da primeira, 1.978.426 da segunda, 1.194.753 da terceira, 298.950 da quarta e 257.986 da dose única.

Ao todo, 6.990.857 imunizantes foram enviados aos municípios.

A campanha de vacinação contra Covid-19 começou em 19 de janeiro de 2021. Em dois anos de campanha, 88,88% sul-mato-grossenses estão vacinados e 78,77% imunizados.

Em relação a população de 5 a 11 anos, 59,73% está vacinada e 29,52% imunizada. Ao todo, 268.648 doses foram aplicadas no público infantil, sendo 179.788 da primeira e 88.860 da segunda.

Em relação aos adolescentes de 12 a 17 anos, 92,43% estão vacinados e 74,82% imunizados. Ao todo, 412.172 imunizantes foram aplicados, sendo 227.785 da primeira, 184.387 da segunda e 29.395 da terceira.

A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, afirmou que o próximo passo é aplicar a vacina bivalente contra Covid-19.

"O Estado já empregou mais de 6 milhões de vacinas e pedimos para que a população faça a adesão, especificamente para as doses de reforço. Nós estamos aguardando novas diretrizes do Ministério da Saúde, principalmente, quanto a vacina bivalente, que vem como reforço e em específico para a população de 60 anos e mais", disse.

Linha do tempo

O Correio do Estado acompanhou a trajetória da vacinação contra Covid-19 nesses dois anos. Confira:

Vacinas

A vacina da Coronavac-Sinovac-Butantan foi a primeira a ser aplicada no Estado, em 18 de janeiro de 2021.

A primeira remessa de vacinas contra Covid-19, com 158.760 doses da Coronavac, desembarcou às 15h10min na tarde chuvosa de 18 de janeiro de 2021, na Base Aérea de Campo Grande.

A vacina da AstraZeneca-Oxford-Fiocruz chegou no Estado em 24 de janeiro de 2021. A vacina da Pfizer-BioNTech chegou em Mato Grosso do Sul em 3 de maio de 2021.

A Pfizer pediátrica, destinada a crianças de 5 a 11 anos, chegou em MS no dia 14 de janeiro de 2022.

Já a vacina da Janssen desembarcou em 24 de junho no Estado.

A Pfizer Baby, destinada a bebês de seis meses a dois anos, desembarcou em MS, pela primeira vez, em 11 de novembro de 2022.

Público

A primeira dose da vacina contra Covid-19 começou a ser aplicada, na população em geral, no dia 19 de janeiro de 2021.

A segunda dose da vacina começou a ser aplicada em 9 de fevereiro de 2021 em idosos e profissionais da área da saúde.

Profissionais da Segurança Pública começaram a ser vacinados em 3 de abril de 2021 em Campo Grande.

Profissionais da educação, do transporte coletivo urbano e da limpeza urbana começaram a ser vacinados em 30 de abril de 2021.

Gestantes e puéperas começaram a ser vacinadas contra Covid-19 em 4 de maio de 2021 em Campo Grande.

A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades começou em 14 de agosto de 2021 em Campo Grande.

A terceira dose da vacina contra Covid-19 começou a ser aplicada em 27 de agosto de 2021 em imunossuprimidos, idosos e profissionais da área da saúde.

A quarta dose da vacina contra Covid-19 começou a ser aplicada em 21 de dezembro de 2021 em Campo Grande.

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos começou em 15 de janeiro de 2022, quase um ano depois do início da campanha de imunização.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) liberou a vacinação de crianças, de três a cinco anos, com o imunizante Coronavac-Sinovac-Butantan, em 16 de julho de 2022.

Bebês de seis meses a dois anos começaram a ser vacinados, com a Pfizer Baby, em 11 de novembro de 2022.

Locais

O polo de vacinação Ayrton Senna foi o primeiro a operar em formato drive-thru na Capital, em 3 de fevereiro de 2021, com capacidade inicial para vacinar cerca de 200 pessoas diariamente. O local encerrou atendimentos em 1º de novembro.

O polo de vacinação Guanandizão começou a operar em 23 de março de 2021 em Campo Grande e encerrou as atividades em 30 de setembro de 2021.

O ponto de imunização Albano Franco funciona em formato drive-thru desde 7 de abril de 2021 em Campo Grande.

O polo de vacinação da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) começou a operar em 24 de junho no formato drive thru em Campo Grande.

Supermercados e terminais de ônibus de Campo Grande começaram a vacinar contra a Covid-19 em 19 de agosto de 2021.

Shppings da Capital começaram a vacinar contra a doença em outubro de 2021.

Atualmente, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) vacinam contra a doença em Campo Grande.

Boletim epidemiológico

O avanço na vacinação é responsável pela queda no número de testes positivos, internações e mortes por Covid-19. Internações em hospitais atualmente mantêm-se estáveis. 

Dados do Boletim Epidemiológico divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que 603.110 casos de Covid-19 foram registrados desde 14 de março de 2020, em Mato Grosso do Sul. 

O número de mortes chega a 10.982 e o de curados é de 590.784.

Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

Continue Lendo...

Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).